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O debate sobre a democracia em Portugal foca-se na sua qualidade e nos riscos que enfrenta, apesar de o país continuar a ser uma democracia robusta. Identificam-se quedas em índices de democracia liberal, nomeadamente na imparcialidade da Administração Pública e na capacidade de controlo do executivo. A ascensão da extrema-direita e a polarização política são apontadas como fatores de preocupação, assim como a diminuição da participação cívica. A falta de representatividade jovem nos órgãos políticos e a intolerância no debate público são também realçadas.
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Tiago Fernandes, Professor de Ciência Política e Políticas Públicas Iscte e diretor do Centro Regional de Variedades da Democracia para a Europa do Sul
A posição de Bruxelas surge num momento de debate sobre o desenvolvimento acelerado da IA, após a norte-americana Anthropic defender maior cautela. Arlindo Oliveira, cientista português, considera haver algum alarmismo, mas alerta para riscos pontuais, como infiltrações em sistemas críticos. Gustavo Cardoso, professor de Ciências da Comunicação, aponta o desafio da regulação, considerando que o poder efetivo reside nos EUA e na China.