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MestradoMestrado em Psicologia Social e das Organizações

O impacto da escrita expressiva nos bilingues: efeito do estatuto de proficiência da língua de expressão

Autor
Santos, João Manuel Lampreia de Almeida
Data de publicação
07 Feb 2013
Acesso
Acesso livre
Palavras-chave
Bilingualism
Bilinguismo
Emotional arousal
Ativação emocional
Escrita expressiva
Proficiência
Expressive writing
Language proficiency
Resumo
PT
O esforço de adaptação a uma diferente comunidade linguística, pode representar um aumento do stress emocional, com consequências ao nível da saúde. A escrita expressiva sobre experiências emocionalmente desestabilizadoras tem registado benefícios ao nível da saúde, sendo que, nos bilingues, a proficiência pode influenciar a escolha da língua de expressão. A literatura refere a preferência dos bilingues para expressarem as suas emoções na sua língua de maior proficiência (P1). No entanto, não foi provado que a P1 seja mais emocional que uma língua onde a proficiência seja menor (P2). No presente estudo, pretendemos verificar o efeito da escrita expressiva e do estatuto de proficiência na língua de expressão, na activação emocional dos bilingues. Trinta e quatro jovens adultos bilingues, foram distribuídos aleatoriamente por quatro condições. Escreveram durante três dias, 20 minutos por dia, sobre experiência(s) traumática(s) ou sobre um tema trivial (grupo de controlo), na sua P1 ou P2. Através de um design experimental inter-sujeitos, avaliámos os efeitos da escrita expressiva e do estatuto de proficiência na língua de expressão, sobre a auto-percepção de sintomas físicos, a afectividade positiva e a afectividade negativa (indicadores da activação emocional). Os bilingues que escreveram sobre experiência(s) traumática(s) reportaram uma maior presença de sintomas físicos e uma maior afectividade negativa, em comparação com o grupo de controlo. Os bilingues que escreveram sobre experiência(s) traumática(s) na sua P2 reportaram uma maior presença de sintomas físicos, em relação ao bilingues que escreveram sobre experiência(s) traumática(s) na sua P1 . Concluindo, a escrita expressiva teve um efeito sobre a activação emocional nos bilingues, existindo um efeito combinado entre a escrita expressiva e o estatuto de proficiência da língua de expressão, sobre a auto-percepção de sintomas físicos.
EN
The adaptation effort to a different linguistic community may lead to an increase in emotional stress, with health consequences. Expressive writing about emotionally disturbing experiences has been beneficial for health, being that, with bilinguals, language proficiency could influence the choice of language of expression. Literature refers to bilinguals preference to express their emotions in their most proficient language (P1). Nevertheless, no proof has been presented in favor of the P1 being more emotional than a second less proficient language (P2). This study was designed to evaluate the effect of expressive writing and language proficiency status of language of expression, on emotional arousal in bilinguals. Thirty-four young bilingual adults were randomly assigned to four conditions. They wrote for three days, 20 minutes per day, about traumatic experience(s) or a trivial topic (control group), in their P1 or P2. Trough a between-subjects design, we assessed the effects of expressive writing and language proficiency status of language of expression, on self-perception of physical symptoms and positive and negative affect (emotional arousal indicators). Bilinguals who wrote about traumatic experience(s), reported greater presence of physical symptoms and greater negative affect, compared with the control group. Bilinguals who wrote about traumatic experience(s) in their P1, reported greater presence of physical symptoms, compared to bilinguals who wrote about traumatic experience(s) in their P2. In conclusion, expressive writing had a significant effect on bilinguals emotional arousal, and there was a combined effect of expressive writing and language proficiency status of language of expression, on bilinguals self-perception of physical symptoms.

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