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Componentes prática e interdisciplinar são trunfo da nova licenciatura em Direito

2026-05-04

Por iniciativa da Escola de Ciências Sociais e Humanas realizou-se, a 30 de abril, um Colóquio sobre os 50 anos da Constituição da República Portuguesa (CRP), ocasião que serviu também para apresentar a nova licenciatura  em Direito do Iscte. O curso abre já no próximo ano letivo,  2026-2027, com 35/40 vagas – sendo que o numerus clausus aprovado é de 75 estudantes. Terá a duração de 4 anos letivos, com um plano de estudos equivalente a qualquer curso análogo, mas apresentando um pendor mais especializado em psicologia legal e forense e em auditoria forense.  

Como explicou o diretor da ECSH, Diniz Lopes, a vocação especializada desta licenciatura em Direito no Iscte responde também a uma carência identificada pela Ordem dos Advogados sobre a necessidade de preparar, com conhecimentos da Psicologia, os futuros advogados e outros profissionais jurídicos.

A licenciatura do Iscte arrancará em setembro de 2026, sendo dirigida pela Professora Helena Pereira de Melo, (na foto) que foi Professora da NOVA School of Law e investigadora do CEDIS. A diretora da licenciatura em Direito do Iscte destacou o facto do curso ter garantidas, à partida, as valências de interdisciplinaridade que são marca do Iscte, ao mesmo tempo que introduz um pendor prático e alinhado com as necessidade de mercado, na abordagem ao Direito. O curso tem 8 unidades curriculares (UC) no 1.º ano, 12 no segundo, 12 no 3.º ano e 13 no 4º ano letivo.  Este ciclo de Estudos em Direito está acreditado pela A3ES. Os profissionais serão formados estarão aptos para atuar em auditoria forense, compliance, gestão de conflitos e perícia judicial, em instituições nacionais e internacionais, garantindo elevada empregabilidade.  

Nesta sessão, que celebrou também os 50 ano da CRP, realizaram-se duas mesas redondas sobre Direitos Laborais e Direitos fundamentais, com oradores do Iscte e de outras escolas, A conferência inaugural foi proferida pela constitucionalista da NOVA, Professora Cristina Queiroz, e a abertura foi feita pela reitora do Iscte. Cristina Queiroz referiu a erosão dos sistemas democráticos, do período da crise das dividas soberanas e dissertou sobre constitucionalismo Vs populismo, “uma contradição de termos, pois o populismo é eminentemente incompatível com um governo democrático e constitucional”.

A reitora Helena Carreiras deixou três notas aos participantes no Colóquio. Reforçou o compromisso que assumiu aquando da cerimónia de posse que “para as mudanças necessárias precisamos de referências e a Constituição da República é o (meu) farol”.  Evocou o compromisso do Iscte para com as Políticas Públicas e uma literacia constitucional que permita aprofundar a democracia participativa. Referiu que as democracias no atual contexto debilitam-se por implosão e que, tal como referiu o Presidente da República recentemente, "a liberdade não desaparece de uma vez só, mas é vítima de erosão”.