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“Dizer o nome da Beatriz de cada vez que falar neste prémio é usar o meu corpo também para contar a sua história. Estou atenta e sou vocal contra o crescente machismo, homofobia, transfobia e radicalização do discurso que nos quer de volta a um lugar onde nunca pertencemos, que é o de apartadas da vida pública e decisória”, afirmou Laura Falé ao receber o prémio na segunda-feira, 8. E acrescentou: “Esforço-me por ocupar o centro porque sei que, num instante, posso ser empurrada para um espaço onde deixo de ter poder de autodeterminação.”
Licenciada em Gestão pelo Iscte, Laura Falé tirou ainda um mestrado em Filosofia na Universidade de Coimbra. Atualmente, além de estar a fazer o doutoramento, leciona no mestrado Educação e Sociedade (Escola de Sociologia e Políticas Públicas) e na licenciatura em Gestão (Iscte Business School). Ao distingui-la, o júri destacou o seu trabalho no âmbito da comunidade de estudantes queer, nomeadamente, através da dinamização de atividades (como o ciclo de conversas Queer Talks e um clube de leitura centrado em literatura queer) bem como da promoção da ligação de estudantes a associações de apoio LGBTQIAP+.
Na ocasião, a Reitora destacou ainda os valores da inclusão que o galardão pretende celebrar. “São muito importantes para o Iscte, sempre foram e espero que continuem a ser. Estamos numa altura particularmente importante para o fazer, uma vez que vivemos tempos em que esses valores civilizacionais estão em retrocesso”, sustentou Helena Carreiras. Atribuído em conjunto com a revista Fórum Estudante, o prémio Beatriz Lebre tem o valor pecuniário de 500 euros.