PT
A internacionalização das empresas portuguesas, concretamente sob a forma de Investimento Directo Português no Estrangeiro (IDPE) surge, e intensifica-se a partir da segunda metade da década de 90 do século XX, como um fenómeno tardio, titubeante e pouco sustentado. A uns quantos casos de grande dimensão, que se concentram fundamentalmente nos sectores financeiro e da construção, juntam-se miríades de tentativas individuais, mais ou menos baseadas no aventureirismo e na muito glosada “arte do desenrasca”. Comum a ambas as situações, ainda que em dimensão muito diversa, aparece a falta de preparação prévia, não tanto em termos técnicos, financeiros ou jurídicos, mas em termos humanos. O factor humano na internacionalização das empresas é largamente ignorado, ou no mínimo menosprezado, tanto no que diz respeito às contratações locais, como ao envio de quadros expatriados, de quem, na melhor das hipóteses, se espera competência técnica no campo da actividade que vão desenvolver.