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DoutoramentoDoutoramento em Sociologia

Para um estudo do jornalismo em Portugal (1976-2001) - Padrões jornalísticos na cobertura de eleições presidenciais

Autor
Caleiro, Maria Estrela Ramos Serrano
Data de publicação
15 Jan 2008
Acesso
Acesso livre
Palavras-chave
Resumo
PT
A actividade jornalística suscita, frequentemente, discussões em torno da responsabilidade do jornalismo relativamente a questões como o desinteresse dos cidadãos face à política (Patterson, 1994; Capella e Jamieson, 1997), o poder do jornalismo em matéria de consagração de obras culturais (Bourdieu, 1997) ou a sua conivência com o poder (Halimi, 1997). Apesar de estas discussões sugerirem, por parte dos seus autores, um conhecimento do que é o jornalismo persistem inúmeros obstáculos que dificultam uma compreensão distanciada das práticas jornalísticas. Um dos obstáculos a essa compreensão reside na existência de preconceitos normativos fundados no facto de a emergência de uma imprensa livre estar historicamente ligada à construção dos regimes democráticos. O jornalismo surge, assim, como um caminho da democracia, como se prova pelo lugar dado à liberdade de imprensa em inúmeras constituições, e não apenas como uma “profissão”. Dessa visão normativa do jornalismo decorrem expectativas e preconceitos sobre o que o jornalismo “deve” ser, que dificultam, em grande medida, a descoberta do que o jornalismo “é”, efectivamente.
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