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MestradoMestrado em Políticas de Desenvolvimento dos Recursos Humanos

Pressionar para trabalhar horas extraordinárias: uma política incompatível com a implicação organizacional por via do empreendedorismo corporativo

Autor
Parente, Maria Gomes Pereira da Silva
Data de publicação
20 Jan 2020
Acesso
Acesso livre
Palavras-chave
Organizational Commitment
Discriminação no trabalho
Empreendedorismo
gestão de carreiras
Corporativismo
Duração do trabalho
Política de desenvolvimento
Corporate entrepreneurship
Modern career management
Pressure to overtime
Resumo
PT
A modernidade traz consigo elementos por vezes contrários cuja conjugação nem sempre é inteiramente compreendida no quadro da investigação organizacional. Entre estes é exemplo a aposta no empreendedorismo corporativo, a par de uma conceção de carreira moderna, caraterizada por maior mobilidade, menor vinculação. A par destes as práticas de GRH divergentes como as que se traduzem na pressão psicológica para trabalhar horas extraordinárias procuram fomentar a implicação organizacional e assim maximizar o contributo dos colaboradores para a competitividade organizacional. Porém, não é clara a articulação entre estes elementos sobretudo, se são sequer compatíveis entre si. 271 indivíduos de organizações de diversos sectores preencheram um questionário online composto por cinco instrumentos que visavam compreender o impacto de uma cultura de empreendedorismo corporativo, a pressão para trabalhar horas extraordinárias e as horas extraordinárias reais trabalhadas, bem como o nível de implicação afetiva e normativa percebidas. Os resultados revelaram que o empreendedorismo corporativo encontra-se positivamente associado à implicação organizacional. Por outro lado, a pressão para trabalhar horas extraordinárias apresenta uma associação negativa com o empreendedorismo corporativo. Por último, não foram verificados efeitos entre a pressão para trabalhar horas extraordinárias e o nível de implicação organizacional e o número de horas extraordinárias reais trabalhadas. O presente estudo representa um contributo para o desenvolvimento da literatura sobre empreendedorismo corporativo em Portugal e evidencia o papel contraproducente que a pressão para trabalhar horas extraordinárias exerce no nível de implicação organizacional. Portanto, sugere-se o fomento da capacidade de inovação no seio das organizações, através de atitudes empreendedoras, bem como a desmistificação das horas extraordinárias enquanto indicador de dedicação e desempenho.
EN
Modernity brings with itself issues, occasionally contradictory, whose conjunction is not always entirely understood within the organizational research. Amongst these, betting on corporate entrepreneurship together with the modern career is but an example. Au pair divergent HR practices such as those that translate into psychological pressure to work overtime intend to foster organizational commitment and hence maximize the contribute employees give to organizational competitiveness. However, it is yet unclear how these elements are linked together, especially, if they are compatible among themselves. 271 employed individuals filled in an online questionnaire comprehending five instruments aimed at understanding the impact of a corporate entrepreneurship culture, the pressure to work overtime and the real overtime worked, as well as the level of affective and normative commitment. Findings show that corporate entrepreneurship is positively associated with organizational commitment. On the other hand, pressure to work overtime is negatively associated with corporate entrepreneurship. Lastly, no effects were found between pressure to work overtime and both the level of organizational commitment and the number of hours actually worked overtime. This study is set contribute to the development of literature on corporate entrepreneurship in Portugal and highlights the counterproductive role that pressure to overtime has upon the level of organizational commitment. Overall, the study suggests ways to foster the capacity to innovate within organizations by means of entrepreneurial attitudes, as well as to demystify overtime as a signal of dedication and performance.

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