PT
A ideia persistente e recorrente da Engenharia Social, que ao longo de uma carreira de
serviço público de 20 anos, me acossou, não encontraria paz enquanto não fosse estudada,
investigada e verificada, na sua validade académica e empírica. Assim, foi esta inquietude a
razão destes trabalhos, pois nada mais fazia sentido na minha prática profissional; a
Sociologia, a sua metodologia e técnicas, per si, eram amplamente insuficientes na
intervenção dos problemas sociais localizados.
A Engenharia Social sempre me acompanhou como a perceção da profissão que exercia –
Investigação Social Aplicada. No mestrado não foi consensual a utilização do termo, não
compreendendo a razão para tal, teria mesmo de a estudar para compreender de que
efetivamente se tratava. Com este propósito bem definido iniciei os estudos de
doutoramento, trabalhando desde o início as referências que iria utilizar na tese. Contudo,
outra vez de regresso ao mundo académico deparei-me com um vazio de referências, só
tangível na Sociologia de intervenção, mas que não era exatamente o mesmo.