PT
A transferência de conhecimento, nomeadamente a Transferência Inversa de Conhecimento
(TIC) de empresas europeias adquiridas para empresas de economias emergentes, tornou-se
numa estratégia adotada para melhorar a vantagem competitiva e é também um tópico
importante de pesquisa académica. Desde 2010 que as empresas multinacionais chinesas
utilizam o investimento no exterior como uma estratégia de aquisição de conhecimento para
efetuar a atualização industrial. O conhecimento tácito é considerado não somente como o ativo
mais importante de uma empresa como também o mais difícil de transferir. Esta investigação
focaliza-se na transferência do conhecimento tácito das empresas europeias para as empresas
chinesas que nelas investiram. O resultado da transferência nem sempre satisfaz as expetativas
das empresas investidoras. Baseando-me no modelo “emissor-recebedor de conhecimento” e
na teoria do ba, tentei explorar um mecanismo para uma melhor Transferência Inversa de
Conhecimento para as multinacionais chinesas que investiram na Europa. Nesta investigação
utilizamos uma combinação de métodos qualitativos e quantitativos. Para além de 10 entrevistas
recolhemos também 101 questionários de colaboradores de empresas multinacionais que
investiram na Europa e que estão envolvidos na transferência inversa de conhecimento. A
transferência inversa de conhecimento está sujeita a fatores muito complexos. Nesta
investigação exploratória, concluímos que a capacidade de absorção, num ambiente de elevado
empenhamento, confiança na liderança e nos outros participantes na TIC, canais de transmissão
bem organizados e estruturas organizacionais semelhantes têm um grande impacto da
transferência inversa de conhecimento.
EN
Knowledge transfer, specifically reverse knowledge transfer (RKT) from invested European
company to company from emerging markets, has become well-taken strategy for enhancing
company’s competitive advantage and become an important topic for academic research. Since
2010, a trend is confirmed that Chinese multinational enterprises (MNEs) employ outbound
direct investment (ODI) as a strategy to acquire knowledge and realize industrial upgrading.
Tacit knowledge is found out as most valuable asset to company, thus it is also the most difficult
in transferring. This research is carried out with specific focus on tacit knowledge transfer to
Chinese investor companies. The result of RKT does not always meet investor-company’s
expectation. Built on “knowledge sender-receiver” model and the theory of ba, I try to explore
a mechanism for better RKT performance after Chinese MNEs invested in Europe. A
combination of qualitative and quantitative methodology is applied in this research. In the end,
10 interviews and 101 questionnaires are collected among employees who work at Chinese
MNEs or invested European companies that have actively involved in ODI for knowledge
transfer. RKT performance is impacted by complex factors. As an explorative research, we
have found that firms’ absorptive capacity, under the environment of high-employeecommitted
organizational climate, trust in leadership and other RKT participants, wellestablished
formal knowledge transmission channel and similar organizational structure in both
Chinese MNEs and invested European companies have major impact on reverse knowledge
transfer performance.