PT
É propósito da dissertação examinar as definições dos conceitos eGovernment e
Digital Divide e a forma como o debate sobre o conceito de Digital Divide tem vindo
a chamar a atenção para diferentes Digital Divides. Em seguida, olharemos para o que
o eGovernment implica em relação ao fenómeno do Digital Divide. Quais são as
desvantagens e vantagens da administração em linha? Poderá a implementação de
serviços de eGovernment significar o surgimento de novas desigualdades em termos
de acesso a serviços públicos? Uma série de cenários são considerados, que incluem
reflexões sobre a forma como podem surgir diferenças entre países e intra-países.
Tentaremos identificar quais os indivíduos que utilizam e os que não utilizam serviços
de eGovernment. Através de análise de estatísticas oficiais sobre Portugal e Reino
Unido, tentaremos rastrear evidências de novas divisões (Digital Divides) no que
respeita ao eGovernment. Iremos também refelectir sobre a evolução da Web 2.0, de
modo a mostrar como os governos estão a usar as novas potencialidades da Internet
para o desenvolvimento do eGovernment. Sugere-se ainda a necessidade de novas
pesquisas que possam mostrar com maior detalhe o relacionamento entre
eGovernment e Digital Divide, incluindo uma chamada de atenção para a necessidade
de monitorizar o desenvolvimento de novas formas de eGovernment que possam
surgir com a evolução da Web 2.0, nomeadamente, no que ao Digital Divide diz
respeito.
EN
First we will examine definitions of the eGovernment and Digital Divide and the way
the debate about the concept is drawing attention to different Digital Divides. Then
we will look at what eGovernment entails. What are the disadvantages and
advantages of eGovernment? Moreover, does eGovernment actually mean new
inequalities in terms of access to public services? A number of scenarios are
considered, which include reflections upon how cross-national differences may arise.
Next, we try to identify those who use eGovernment services and those who do not.
Through secondary analysis of official statistics for, mainly, the UK and Portugal, we
will try to trace evidence of new Digital Divides. We will turn also to the evolution of
web 2.0, showing how governments are using this as new arena for the development
of eGovernment. We suggest also new researches for monitoring the development of
web 2.0 eGovernment in relation to Digital Divide concerns.