PT
Este trabalho não é um fim em si mesmo, mas antes um despertar para um tema que vem
assumindo protagonismo face às constantes dificuldades financeiras por que atravessam a
generalidade dos organismos públicos, sejam eles da administração central, local ou sector
empresarial do Estado.
O recente cenário de crise económica internacional, que obriga a maior contenção nas
despesas, coloca o desafio às entidades compradoras de continuar a comprar o mesmo
despendendo menos recursos, a denominada eficiência. É neste contexto que as Centrais
de Compras, responsáveis por iniciativas de compra, negociação colaborativa, assumem
um papel determinante na gestão eficiente dos recursos públicos. São, hoje, reconhecidos
os seus contributos na redução dos preços de bens e serviços, fruto da capacidade
negocial, mas sobretudo a sua contribuição para uma forte eficiência processual que
representa vários milhões de euros de poupanças para as entidades que se associam.
Embora aparentemente simples, a constituição de uma unidade de compras colaborativas
carece de um conjunto de pressupostos à medida, que não podem ser negligenciados sob
pena de resultar no efeito contrário ao pretendido.
Com este estudo pretendemos sistematizar um conjunto de ideias dispersas acerca do real
contributo das Centrais de Compras para a gestão eficiente do recursos públicos, mas
também, contribuir para apoiar a constituição de modelos colaborativos que se queiram
vencedores.
EN
This research work is not an end itself, but rather an awakening to an issue that has assumed an
important role due to the constant financial difficulties crossing the generality of the public bodies,
whether they are central government, local government or state enterprises.
The recent scenario of international economic crises, which requires restraint on spending,
represents a challenge to the procurement bodies to continue buying the same goods and services
spending fewer resources, the so-called efficiency.
In this context, the Centralizing Purchasing Bodies, responsible for purchasing initiatives for
collaborative negotiation, take on a leading role in the efficient management of public resources.
Today, they are recognized for their contributions in reducing prices of goods and services, as result
of bargaining power, but especially its contribution to a strong procedural efficiency which represents
several million of savings to entities that are associated. Although seemingly simple, the
establishment of a collaborative purchasing unit lacks a set of assumptions to the extent that can not
be overlooked, otherwise it can result with the opposite effect that was intended.
With this study we intend to systematize a set of spread ideas about the real contribution of Central
Purchasing Units for the efficient management of public resources, but also help to support the
establishment of collaborative models who want to win.