PT
O bom funcionamento dos mercados financeiros chegou ao fim no segundo semestre de 2007,
isto deveu-se sobretudo a falta de confiança, o comércio foi prejudicado, as taxas do mercado
monetário, como EONIA, e os spreads apresentaram crescimentos significativos.
Contribuindo consequentemente para enormes desequilíbrios nos sistemas financeiros e
posteriormente ameaçando todo o sistema de liquidez.
Por essa razão, desde a sua fase inicial, o Banco Central Europeu (BCE) tomou a posição de
apresentar medidas relevantes para melhorar as condições de financiamento e reforçar a
disponibilidade ao crédito para os países da zona euro, mantendo-se totalmente focado a
salvaguardar a médio prazo a estabilidade de preços através da introdução das medidas não
convencionais.
No entanto, não conseguiu o controlo total do mecanismo de transmissão visto que apresenta
grandes dispersões entre as taxas de empréstimos às sociedades não financeiras entre os
vários países da UE. Tal divergência ocorreu apesar da injeção de liquidez ao setor bancário
da zona euro. Isto notou-se nomeadamente no caso dos países mais problemáticos e
endividados, caracterizados pela baixa confiança, grandes incertezas e riscos, com posições de
capitais mais fracos e mais aversão ao risco. De tal maneira o ponto fundamental dessas
divergências foi na qualidade das empresas que emprestam
Daqui para frente, podemos dizer que, mesmo se as medidas não convencionais não
diminuíram essas divergências, certamente contribuíram para a sobrevivência das pequenas e
médias empresas dos países com mais dificuldades. Portanto, o BCE deve atuar mais
diretamente nestes países, deve instalar-se nesses mercados e agir de uma forma mais próativa.
EN
The smooth functioning of financial markets came to an end in the second half of 2007, the
confidence was evaporated, trading became seriously impaired, short-term money market
rates, such as EONIA, and spreads surged significantly. These consequently led to massive
imbalances in the financial systems and it caused a threat to the whole liquidity system.
For that reason from its initial phase the European Central Bank (ECB) has confirmed its
capacity to take bold action to foster financing conditions and enhance its credit support to the
euro area economy, while remaining fully aligned with its primary mandate of safeguarding
medium-term price stability by introducing the non-standard measures.
However it couldn’t protect the whole transmission mechanism as it was reflected by large
dispersions of the lending rates to the NFCs throughout the EU countries, mainly separating
the northern of the south countries. Such divergence has occurred despite the provision of
liquidity to the euro area banking sector. This was reflected mainly in the distressed countries,
characterized by low confidence, big uncertainties, large credit risks, harder times in raising
funds, weaker capital positions and more risk aversion. In such a manner the crucial point of
these divergences was the quality of the borrowers of the EU countries.
Going forward, we can say that even if non-standard measures didn’t decrease these
divergences they certainly contributed to the survival of small and medium enterprises.
Therefore the ECB must act more directly in those distressed countries; it should go to those
markets and act in a more proactive way.