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Neste paper é descrita, com detalhe, a metodologia utilizada para a determinação dos índices cambiais efetivos nominais e reais para a economia portuguesa, construída com base na metodologia proposta por Buldorini et al. (2002) e descrita por Schmitz et al. (2012), que expõe a forma como o BCE calcula as taxas de câmbio efetivas, como as atualiza e as suas bases teóricas. É ainda descrita a forma como se obtêm os diversos grupos de países.
É discutida a atualização dos pesos do comércio externo e o recurso à matriz de pesos calculada pelo BCE, é calculada uma nova matriz para o grupo PALOP e Timor-Leste, é analisada a utilização de deflatores para a construção de índices reais e é examinada a componente cambial de todas as divisas. Finalmente são analisados os diversos índices bilaterais, bem como os índices para todos os grupos de países considerados, comparando com os ICH calculados pelo BCE.
No geral, a competitividade em Portugal pode ser decomposta em cinco grandes momentos, sendo que desde a concretização da terceira fase da UEM, Portugal perde competitividade, sobretudo nos índices deflacionados por custos de trabalho na indústria de manufaturas, mas notam-se ganhos competitivos desde a adoção do PEC, em especial nos custos de trabalho da economia como um todo, numa economia que, mais tarde, se tornou alvo de um programa de ajustamento liderado pelo FMI, pelo BCE e pela Comissão Europeia. Contudo, em termos bilaterais, é notória uma significativa heterogeneidade, consoante a localização geográfica dos parceiros comerciais.