PT
Com a finalidade de esclarecer em que medida a exposição a riscos de saúde se
associa à necessidade de contacto social e de que forma este contacto contribuí para a
regulação do risco, a segunda parte desta tese apresenta um capítulo teórico e dois
estudos experimentais. O capítulo teórico faz uma revisão da teoria e das evidências
empíricas relativas à partilha social da emoção e discute em que medida a interacção
social permite gerir as emoções negativas desencadeadas pela exposição a informação
sobre riscos de saúde, promovendo o ajustamento cognitivo e emocional. No primeiro
estudo da segunda parte testámos a hipótese de que, por estar associada a uma
resposta emocional negativa, a exposição a informação sobre riscos de saúde
desencadeia a necessidade de interacção social e, quanto mais importante o risco,
maior a necessidade de partilha. Observa-se ainda o efeito de partilhar na redução da
intensidade da emoção. No segundo e último estudo testa-se o efeito de interacções
que se concentram na reestruturação cognitiva ou no apoio afectivo sobre a
recuperação emocional.