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Mestrado • Mestrado Integrado em Arquitetura

Os sons da cidade, ao ritmo da arquitetura

Autor
Bonifácio, Márcio Boer
Data de publicação
18 Nov 2014
Acesso
Acesso livre
Palavras-chave
Arquitetura e música
Urbanismo musical
Movimento futurista
Resumo
PT
Este trabalho tem como principal objetivo o estudo da analogia e influência mútua entre a arquitetura e a música. Embora essa analogia não seja uma ideia nova e evidencie uma considerável adesão ao longo dos tempos, não tem sido suficientemente explorada e desenvolvida como tema central de diversas e significativas obras publicadas. No entanto, se, por um lado, a música influencia a arquitetura, por outro, o oposto também pode acontecer. Desta forma, esta tese aborda este tema, não da maneira como esse vem sendo abordado, mas na relação inversa; ou seja, com um olhar direcionado sobre a forma como a arquitetura e o urbanismo podem influenciar a música. O primeiro aspecto analisado diz respeito a como, do ponto de vista estruturalista, uma estrutura arquitetónica pode servir de modelo para à composição musical. Para tanto, toma-se como exemplo um caso do século XV, que representa a relação entre a Catedral de Santa Maria Del Fiore, de Fillipo Brunelleschi, e o moteto de Guilherme Dufay. Em seguida, o trabalho encontra um foco na cidade a partir do conceito de “Urbanismo Musical”, o qual explora os fenómenos da cidade moderna que traduzem os sons do nosso quotidiano, de forma a refletir esses mesmos sons por meio da música. São analisadas, então, três músicas, que ajudam a perceber de que forma se podem notar essas influências do urbanismo nas respetivas composições. Por último, expõe-se um estudo sobre um concerto inédito na cidade de Lisboa, realizado no dia 21 de junho de 2013. Esse projeto, idealizado pelo músico e compositor Pedro Castanheira, teve como objetivo explorar os sons característicos da cidade e, através da seleção de vários desses sons, fazer uma música num palco que é a própria cidade. O estudo desse caso é realizado segundo uma temática que realça a importância do silêncio, cujo conceito é abordado pelo compositor John Cage. O trabalho conta ainda com uma entrevista a Pedro Castanheira, a qual ajudou a compreender o desenrolar do processo, o material estudado e a gravação do concerto, realizada por várias câmaras espalhadas nos diversos pontos de maior interesse para a recepção de som.
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