PT
Este estudo procura compreender as práticas interprofissionais de intervenção na saúde, na
perspetiva e colaboração dos assistentes sociais e terapeutas da fala, identificando a sua
necessidade, domínios de competência, características essenciais, fatores que influenciam a
colaboração, experiências de aprendizagem interprofissional e a forma como estes dois
profissionais defendem o direito à comunicação, apresentando recomendações para estas
práticas.
Seguindo uma abordagem qualitativa, foram entrevistados 12 sujeitos com experiência de
trabalho em equipas interprofissionais, nomeadamente 6 assistentes sociais e 6 terapeutas da
fala.
Na análise de conteúdo foi possível constatar que o nível de colaboração das equipas varia
consoante o contexto e os próprios profissionais que a integram, uma vez que existem vários
fatores (organizacionais, pessoais e profissionais) que influenciam positiva ou negativamente
esta colaboração, como a capacidade de comunicação e a clareza e entendimento de papéis. No
entanto, as diferenças podem ser enriquecedoras desde que se consigam promover soluções e
atenuar situações suscetíveis de criar conflitos. Como existem competências específicas
relacionadas com o trabalho em colaboração, a educação interprofissional revela-se
fundamental na formação de profissionais de saúde.
A colaboração interprofissional entre assistentes sociais e terapeutas da fala é essencial no
apoio a dificuldades de comunicação, na resposta a problemas de deglutição, autodeterminação
e aumento da perceção da qualidade de vida do sujeito de intervenção e, de todos os inseridos
no seu contexto, sendo fundamentais na defesa do direito à comunicação e promoção da
acessibilidade comunicativa.
EN
This study seeks to understand the interprofessional practices of health intervention, based on
to the perspective and collaboration of social workers and speech and language therapists,
identifying the need for those practices, domains of competence, essential features, influencing
collaboration factors, interprofessional learning experiences, how the right to communicate is
uphold by these two groups of professionals, as well as introducing recommendations for best
practices.
That way, following a qualitative approach, 12 subjects were interviewed with
experience of working in interprofessional teams, 6 social workers and 6 speech and language
therapists.
Through the content analysis it was possible to confirm that the level of collaboration
of the teams varies according to the context and the professionals themselves that integrate it,
once there are several decisive factors (organizational, personal and professional) that
influencing positively or negatively this collaboration, such as communication skills and
understanding of professional roles. However, the differences can be very enriching as long as
they are able to promote solutions and mitigate potential conflicts. As there are specific skills
listed to collaborative work, interprofessional education is essential during training to the health
professionals.
Interprofessional collaboration between social workers and speech and language
therapists is essential when supporting communication, responding to swallowing problems,
self-determination and increasing the perception of the intervention subject quality of life and
of all those involved in their context, being fundamental in upholding the right to communicate
and promotes accessible communication.