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O declive da "Yield Curve", ou o "term spread" - a diferença entre taxas de juro das obrigações de
longo e curto prazo - é historicamente considerado um bom Indicador Avançado da atividade
económica, e um sinalizador de recessões - nos Estados Unidos e na Europa, uma inversão da
"yield curve", é normalmente precedida de uma contração económica.
No entanto, a literatura parece defender que a capacidade da previsão da "yield curve", depende
do tipo de regime de política monetária em que está inserido. Na zona Euro, após a crise
financeira de 2007-09, e a crise das dívidas soberanas 2010-12, percebeu-se que a diminuição
das taxas de juros para mínimos históricos não era suficiente para estimular uma economia
europeia com baixas taxas de crescimento, e em perigo de deflação. Em 2014, começaram a
surgir as primeiras informações sobre o programa de "Quantitative Easing", implementado em
março de 2015.
Por forma a perceber se existe, neste período, algum impacto no "term spread" como Indicador
Avançado, utilizei um modelo econométrico VAR, para estudar a relação entre o "term spread", e
o crescimento económica da zona Euro, no período entre 2004Q3 e 2014Q2.
Comparando os resultados, com o mesmo modelo aplicado ao período após a implementação
do programa de "Quantitative Easing", por parte do BCE, podemos perceber que existiu alguma
perda de significância nesta relação. Algumas razões apontadas são a diminuição "artificial" das
"yields", e o abandono dos fundamentais na valorização dos ativos.