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MestradoMestrado em Economia Monetária e Financeira

O impacto da política monetária não convencional na yield curve, como indicador avançado da atividade económica, na zona Euro

Autor
Lourenço, Rafael Mota
Data de publicação
02 Feb 2021
Acesso
Acesso livre
Palavras-chave
Política monetária
Mercados
Atividade económica
Yield curve
Term spread
Resumo
PT
O declive da "Yield Curve", ou o "term spread" - a diferença entre taxas de juro das obrigações de longo e curto prazo - é historicamente considerado um bom Indicador Avançado da atividade económica, e um sinalizador de recessões - nos Estados Unidos e na Europa, uma inversão da "yield curve", é normalmente precedida de uma contração económica. No entanto, a literatura parece defender que a capacidade da previsão da "yield curve", depende do tipo de regime de política monetária em que está inserido. Na zona Euro, após a crise financeira de 2007-09, e a crise das dívidas soberanas 2010-12, percebeu-se que a diminuição das taxas de juros para mínimos históricos não era suficiente para estimular uma economia europeia com baixas taxas de crescimento, e em perigo de deflação. Em 2014, começaram a surgir as primeiras informações sobre o programa de "Quantitative Easing", implementado em março de 2015. Por forma a perceber se existe, neste período, algum impacto no "term spread" como Indicador Avançado, utilizei um modelo econométrico VAR, para estudar a relação entre o "term spread", e o crescimento económica da zona Euro, no período entre 2004Q3 e 2014Q2. Comparando os resultados, com o mesmo modelo aplicado ao período após a implementação do programa de "Quantitative Easing", por parte do BCE, podemos perceber que existiu alguma perda de significância nesta relação. Algumas razões apontadas são a diminuição "artificial" das "yields", e o abandono dos fundamentais na valorização dos ativos.
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