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Doutoramento • Doutoramento em Psicologia

Face evaluation: an embodied cognitive approach

Autor
Toscano, Hugo Miguel de Sá
Data de publicação
17 Jul 2015
Acesso
Acesso livre
Palavras-chave
Confiança
Cognição corporalizada
Embodiment
Ação
Action
Face evaluation
Facial features
Dominance
Trustworthiness
Avaliação de faces
Propriedades faciais
Dominância
Resumo
PT
Esta tese tem por objectivo demonstrar que a avaliação de faces pode ser corporalizada. Os estudos na área da avaliação de faces sugerem que a percepção facial está associada à acção. Sendo que as acções dependem dos nossos corpos, a avaliação de faces supostamente influenciará a forma como os nossos corpos irão actuar. Para além disso, pretende-se evidenciar que a acção corporal também pode influenciar a avaliação de faces. Nos três primeiros capítulos empíricos testou-se a noção de que os julgamentos de dominância social resultam de uma generalização de propriedades que sinalizam ao percipiente o potencial de alguém para agir (i.e. força física) o que poderá influenciar as acções corporais. Os resultados indicam que os julgamentos de força física predizem a dominância social. Nos últimos três capítulos empíricos, procurei demonstrar que as acções corporais podem influenciar a avaliação de faces. Demonstrei que uma postura expansiva em comparação com uma postura constritiva pode reduzir a percepção das diferenças entre os níveis faciais de dominância social. Os participantes numa postura corporal expansiva recriaram uma imagem mental do seu eu facial que evidencia uma maior dominância, comparativamente aos participantes numa postura constritiva. Finalmente, evidenciei que a interacção entre os corpos através de uma estimulação multissensorial pode influenciar os julgamentos e o reconhecimento do traço confiável nas faces. Assim, a presente investigação evidencia que a avaliação de faces é corporalizada.
EN
thesis intends to demonstrate that face evaluation can be embodied. Studies in the area of face evaluation suggest that face perception is linked to action. Given that actions depend on our bodies, face evaluation supposedly influence how our bodies will act. Furthermore, I intend to show that the action of our bodies can also influence face perception. In the first three empirical chapters, I tested the notion that judgments of social dominance result from an overgeneralization of properties that signal to the perceiver the potential for someone to act (i.e. physical strength). This may potentially influence our bodily actions. The results indicate that judgments of physical strength predict social dominance. In the last three empirical chapters, I tried to show that bodily actions can influence face evaluation. I showed that an expansive posture can reduce the perception of differences between facial levels of social dominance when compared to a constrictive posture. Participants in the expansive body posture also recreated a mental image of their self-face evidencing greater dominance than participants in a constrictive posture. Finally, I also demonstrated that the interaction between bodies through a multisensory stimulation can influence judgments and the recognition of trustworthiness in faces. Thus, the present thesis shows that face evaluation is embodied

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