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O Campeonato do Mundo de Futebol de 2022, realizado no Catar, gerou um debate mediático relacionado com o conceito de "sportswashing". Embora esta não tenha sido a primeira vez que o termo foi utilizado, o o torneio provocou um aumento significativo no número de artigos nos media sobre este tema. Apesar de não existir consenso em relação à sua definição, "sportswashing" é geralmente entendido como a utilização deliberada do desporto como instrumento político com o objetivo de melhorar a imagem e a reputação de um estado.
Nos últimos anos, os Estados do Golfo aumentaram o investimento no setor desportivo, o que suscitou acusações de "sportswashing", na sua maioria provenientes do mundo ocidental. Os países mais frequentemente acusados de "sportswashing" tendem a ser Estados não ocidentais e não democráticos.
Esta tese explora as diferenças nas narrativas mediáticas sobre "sportswashing" apresentadas pelos meios de comunicação social dos países do Golfo e os do Ocidente. Em particular, do Reino Unido, visto que a maioria das acusações de "sportswashing" são feitas pela imprensa britânica. Esta tese investiga a forma como os meios de comunicação social interagem com o "sportswashing" de acordo com a região onde se encontram. Esta tese pretende avaliar o impacto que determinadas normas culturais e ambições geopolíticas de um país podem ter na forma como um tema é tratado e comunicado. A tese defende que, o contexto cultural e geopolítico tem um impacto significativo na narrativa produzida pelos meios de comunicação social e na forma como esta é transmitida.