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Comentário de Rui Oliveira, presidente do Conselho Nacional da Juventude; Paulo Marques, coordenador do Observatório do Emprego Jovem e professor no ISCTE; Pedro Brinca, economista e professor da Nova SBE.
Em Portugal, a urgência está mais em valorizar as proÄssões técnicas e manuais do que em focar-se nos salários dos licenciados.
Nos últimos dias foi divulgado um relatório da Fundação José Neves (FJN) que indicava que a diferença salarial entre indivíduos com formação superior e aqueles que apenas concluíram o ensino secundário — o denominado prémio de educação — é cada vez menor. Entre os jovens, este indicador atingiu mínimos históricos.
O Observatório Português de Atividades Culturais (OPAC), estrutura do Instituto Universitário de Lisboa, desenvolveu um estudo de mapeamento
territorial , com conclusões sobre os territórios nacionais deficitários quanto à atribuição de apoios financeiros pela Direção-Geral das Artes (DGArtes).
Mais de metade (53%) dos estafetas a operar em Portugal são oriundos de países extracomunitários, mais de dois terços têm entre os 26 e os 44
anos, e apenas um em cada 10 é mulher. Os números estão contidos num estudo publicado, em abril do ano passado, pelo INDEG-Iscte Executive Education, que dá conta de que 45% dos estafetas são portugueses e os restantes 2% são oriundos de outros países da União Europeia.