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Iscte nos media

Notícias • 2022-07-05
Estudo recomenda qualificação de recursos humanos do setor da cultura no Alentejo

A qualificação dos recursos humanos, a criação de instâncias de mediação nos programas de financiamento e o alargamento das redes a mais estruturas são algumas recomendações.

Denominado “Cultura no pós Alentejo 2020”, o estudo, elaborado pelo Observatório Português das Atividades Culturais (OPAC), foi apresentado no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, em Évora.

Observador
Notícias • 2022-05-29
Investigação desafia pessoas a experimentarem alimentos ao som da música

Novo estudo do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa e da Universidade de Évora pretende compreender de que forma os ambientes sonoros podem influenciar a alimentação e os participantes podem ganhar prémios. Dos tempos das jukeboxes à era do Spotify, em casa ou num restaurante, a música é uma presença frequente à mesa. Apesar de nem sempre prestarmos atenção ao que ouvimos durante as refeições, a investigação tem vindo a demonstrar que a música pode influenciar o comportamento alimentar. “Nos últimos anos, vários estudos têm demonstrado que o som pode ter impacto na alimentação. Os ambientes ruidosos habitualmente prejudicam a apreciação dos alimentos e podem levar a que se coma em maior quantidade, mais depressa, ou a que se tenha uma experiência menos agradável com os alimentos” – explica David Guedes, um dos investigadores responsáveis pelo estudo. Entre os diferentes ambientes sonoros que podem acompanhar uma refeição, a atenção dos investigadores foca-se na música. “Há cada vez mais locais em que a música está presente à hora da refeição, seja num restaurante, numa cafetaria ou até mesmo em casa. No entanto, ainda pouco se sabe sobre a relação entre a música e o nosso comportamento face aos alimentos. Esse é um dos aspetos que pretendemos compreender com este projeto de investigação” – conclui. O projeto, que tem o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, encontra-se em fase de recolha de dados e desafia as pessoas a experimentarem alimentos ao som de música.

A experiência dura cerca de 30 minutos e os participantes têm apenas de responder a um conjunto de questões sobre os alimentos, num questionário em computador. Todos os participantes ficam habilitados ao sorteio de dois vouchers comerciais no valor de 25€. Neste momento, estão previstas sessões de recolha de dados em Lisboa e em Évora.

Toda a informação sobre o estudo pode ser encontrada na página dedicada. 

Lifestyle Sapo
Artigo • 2022-05-26
Ainda tanto por fazer

 

Foi em junho de 1972, em Estocolmo, que a ONU realizou a primeira conferência dedicada ao ambiente. Eram já bem claros os sinais de que a pressão humana sobre os recursos naturais estava a causar impactos negativos importantes. Nessa conferência foi criado o Dia Mundial do Ambiente (5 de junho), nasceu o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e foram construídas as bases para a ação coletiva a nível da proteção da natureza. Cinco décadas passadas, a pressão aumentou e temos agora consciência de que vivemos três crises globais em simultâneo: a crise climática, com a acumulação continuada de gases com efeito de estufa, de origem antropogénica, na atmosfera; a crise da biodiversidade, com a redução de habitats e a aceleração da taxa de extinção de espécies; e ainda a crise da poluição, que inclui os desequilíbrios bioquímicos dos ciclos do azoto e do fósforo e também os contaminantes emergentes cujos impactos nem estão devidamente estudados. Parece que ainda nem todos perceberam que o planeta Terra, a nossa casa comum, tem limites...

A título de exemplo, refira-se que a nível mundial, as atividades humanas continuam extremamente dependentes dos combustíveis fósseis, que segundo dados da International Energy Agency asseguravam 87% da produção de energia primária em 1973 e ainda 81% em 2019...dados especialmente aflitivos se levarmos em consideração que a quantidade total de energia produzida quase triplicou. Quanto à biodiversidade, nenhum dos objetivos que as Nações Unidas tinham estabelecido para 2020 foi inteiramente alcançado. Sucedem-se as notícias sobre colapso de ecossistemas e desaparecimento de espécies. De que estamos à espera? Seremos capazes de fazer diferente nos próximos anos?

Os problemas ambientais globais afetam todos, mas também requerem o esforço de todos. Não vale dizer que o meu país, a minha empresa, a minha instituição ou a minha família não é responsável pelos desastres e que os outros é que terão de mudar. Que agora não é a melhor altura porque estamos numa pandemia, porque há uma guerra. A urgência da sustentabilidade é real e diz respeito a cada um e cada uma. Ninguém pode pôr-se de fora.

Foi também há cinquenta anos que o Iscte foi fundado, com o desígnio de contribuir para o desenvolvimento económico e social do país. Muito trabalho se tem feito para esse fim, incluindo mais recentemente a componente ambiental. O Iscte criou há mais de uma década o mestrado multidisciplinar em Estudos do Ambiente e Sustentabilidade. Implementámos também um programa de sustentabilidade que permitiu, em 2018, o reconhecimento como a primeira instituição de ensino superior portuguesa a obter certificação ambiental com a norma ISO14001. É suficiente? Claro que não. Temos de continuar a trabalhar, com toda a comunidade, para reduzir os nossos impactes negativos e potenciar os positivos, fazendo parte das soluções e não só dos problemas.

É urgente mudar a forma de pensar na sociedade humana, como algo distinto da natureza, pois só existimos no contexto da vida que nos rodeia. Cada planta, cada fungo, cada inseto, enfim, cada ser vivo, merece a nossa atenção e respeito. Os processos naturais são incrivelmente complexos e devem ser protegidos e regenerados. Se não percebermos isto, não iremos prosperar nos próximos 50 anos.

 

Catarina Roseta Palma
docente e diretora de Sustentabilidade do Iscte 
Expresso, 27.05.2022

 

 

Expresso
Notícias • 2022-05-06
"Precisamos de mães humanas, não perfeitas"

 

A mãe perfeita é inexistente, mas a procura para atingir esse patamar é real — e pode machucar. Quais são os silêncios em volta da maternidade?

CIES-IUL
Notícias • 2022-05-01
Rússia corta gás à Polónia e Bulgária

Comentário de Ana Isabel Xavier

RTP2
Opinião • 2022-04-28
De um professor do Iscte*

Opinião de José Crespo de Carvalho

Observador