PT
O presente trabalho, intitulado Re-descobrir Monsanto: Miradouro
Moinho do Penedo, parte da compreensão de Monsanto enquanto território
de múltiplas camadas temporais, onde memória, paisagem e lugar
se entrelaçam. Reconhecendo a descaracterização progressiva do conjunto
face ao projeto inicial, propõe-se uma intervenção que restabeleça
a continuidade perdida entre os equipamentos originais, reforçando a
vocação pública e integradora do espaço.
Desenvolvido na vertente sul do Parque Florestal de Monsanto, o projeto
centra-se no Miradouro do Moinho do Penedo — obra de Keil do Amaral
integrada no seu plano original para o Parque.
A proposta baseia-se na criação de um novo equipamento junto ao
miradouro, concebido em diálogo com a topografia e o enquadramento
paiagístico, evocando a lógica construtiva e conceptual de Keil do
Amaral. A arquitetura emerge como extensão do lugar, materializando
o tempo como matéria de projeto e integrando-se harmoniosamente na
paisagem através de uma linguagem horizontal e discreta.
Mais do que um objeto arquitetónico isolado, o novo edifício atua como
mediador entre passado e presente, recuperando a dimensão contemplativa
e social de Monsanto e reafirmando o seu valor patrimonial, cultural
e simbólico.
EN
The present work, entitled Re-discovering Monsanto: Moinho do Penedo
Viewpoint, is based on the understanding of Monsanto as a territory
of multiple temporal layers, where memory, landscape, and place intertwine.
Recognizing the progressive loss of character in relation to the
original project, the proposal seeks to re-establish the lost continuity
between the original facilities, reinforcing the public and integrative vocation
of the space.
Developed on the southern slope of the Monsanto Forest Park, the project
focuses on the Moinho do Penedo Viewpoint — a work by Keil do
Amaral integrated into his original plan for the park.
The proposal is based on the creation of a new facility adjacent to the
viewpoint, designed in dialogue with the topography and the surrounding
landscape, evoking the constructive and conceptual logic of Keil do
Amaral. Architecture emerges as an extension of the place, materializing
time as a design element and integrating harmoniously into the landscape
through a horizontal and discreet language.
More than an isolated architectural object, the new building acts as a mediator between past and present, recovering the contemplative and social dimension of Monsanto and reaffirming its heritage, cultural, and
symbolic value.