No final da UC, cada estudante deverá ser capaz de:
OA1 - Explicar os principais quadros normativos da ONU em paz e segurança (Pacto para o Futuro; Nova Agenda para a Paz), identificando implicações práticas para profissionais.
OA2 - Identificar e comparar desafios contemporâneos à segurança internacional: ameaças híbridas, ciberconflitos, segurança climática e proteção de civis.
OA3 - Aplicar técnicas de negociação e mediação em situações simuladas de conflito, adaptando-as a contextos multilaterais e multisetorial.
OA4 - Analisar o papel de diferentes atores (Estados, OIs, setor privado e sociedade civil) na prevenção de conflitos.
OA5 - Formular recomendações de política fundamentadas, com base em casos reais de operações de paz e gestão de crises.
OA6 - Desenvolver capacidades de liderança em contextos de incerteza, integrando questões de ética e perspetivas na análise da paz e segurança.
O programa é organizado em torno de 5 conteúdos programáticos (CPs), incluindo uma fase online preparatória e uma componente presencial.
CP1 - (Online) Ordem global em transformação; Pacto para o Futuro e Nova Agenda para a Paz; Operações de Paz Contemporâneas
CP2 - Diplomacia multilateral; Conselho de Segurança da ONU e dinâmicas de coligação; A posição de Portugal no contexto da paz e segurança internacionais
CP3 - Ameaças híbridas e ciberguerra; Segurança climática e conflitos de recursos; Proteção de civis; Sistemas de alerta precoce e prevenção de conflitos
CP4 - Técnicas de negociação; Competências de mediação; Planeamento de missões integradas; Coordenação civil-militar; Simulação de crise
CP5 - Papel do setor privado na prevenção de conflitos; Ética, género, paz e segurança (RCSNU 1325); Recomendações de política orientadas para a ação
O sistema de avaliação desta UC é adequado ao perfil de um curso de especialização não conferente de grau, tendo em conta a necessidade de simplificar a emissão do certificado de especialização. A avaliação realiza-se ao longo do programa (avaliação ao longo do semestre), não estando prevista modalidade de avaliação por exame. É assente nos seguintes elementos:
1. Teste online [individual] – 20%: Teste realizado no final da fase síncrona online, de carácter individual. Avalia a aquisição dos conhecimentos e quadros conceptuais transmitidos pelos oradores convidados.
O teste online individual é realizado de forma síncrona, dentro de uma janela temporal limitada, através da plataforma de gestão de aprendizagem do Iscte, com perguntas de aplicação direta aos conteúdos e casos trabalhados na fase online, geradas a partir de um banco aleatorizado por participante e sem possibilidade de retrocesso. Antes do início, os participantes confirmam uma declaração de integridade académica, atestando a realização autónoma do teste, sem recurso a ferramentas de inteligência artificial ou apoio de terceiros.
2. Participação ativa nas sessões presenciais [individual e grupo] – 20%: Envolvimento em debates, simulações e workshops ao longo da semana presencial, incluindo o exercício de simulação de crise. Avalia competências de análise, comunicação e trabalho colaborativo em contexto real.
3. Apresentações individuais finais [individual] – 30%: Apresentação oral individual, realizada no último dia da semana presencial, sobre um dos temas abordados no curso. Avalia a capacidade de síntese, argumentação e comunicação em contexto profissional.
4. Trabalho final escrito [individual] – 30%: Documento escrito individual (1000–1500 palavras) com recomendações de política fundamentadas sobre um dos temas do curso, a ser entregue até 3 semanas após conclusão do programa.
A classificação final é expressa numa escala de 0 a 20 valores. A aprovação exige classificação mínima de 10 valores. Não está prevista nota mínima por cada elemento individual de avaliação. Não são aplicados critérios obrigatórios de assiduidade mínima, dada a natureza intensiva do programa e a diversidade do público-alvo; no entanto, recomenda-se a presença em pelo menos 80% das sessões presenciais para garantir a coerência da experiência de aprendizagem.
Obrigatória
Williams, P. D., & Bellamy, A. J. (2021). Understanding Peacekeeping. 3rd ed. Polity Press. | Howard, L. M. (2019). Power in Peacekeeping. Cambridge University Press. | Caplan, R. (2019). Measuring Peace: Principles, Practices, and Politics. Oxford University Press. | Mac Ginty, R., & Wanis-St. John, A. (eds.) (2022). Contemporary Peacemaking: Peace Processes, Peacebuilding and Conflict. 3rd ed. Palgrave Macmillan / Springer. | Bove, V., Ruffa, C., & Ruggeri, A. (2020). Composing Peace: Mission Composition in UN Peacekeeping. Oxford University Press. | Hultman, L., Kathman, J. D., & Shannon, M. (2019). Peacekeeping in the Midst of War. Oxford University Press. | United Nations (2023). A New Agenda for Peace. Office of the Secretary-General. | United Nations (2024). Pact for the Future. Summit of the Future.
Opcional
Hultman, L., Kathman, J. D., & Shannon, M. (2013). “United Nations Peacekeeping and Civilian Protection in Civil War.” American Journal of Political Science, 57(4), 875–891. | Bellamy, A. J. (2023). “The Responsibility to Protect.” In P. D. Williams (ed.), Security Studies: An Introduction. 4th ed., 268–283. Taylor & Francis. | Bellamy, A. J. (2022). “The United Nations and Peacemaking.” In R. Mac Ginty & A. Wanis-St. John (eds.), Contemporary Peacemaking, 83–101. Palgrave Macmillan. | Hultman, L., Kathman, J. D., & Shannon, M. (2016). “United Nations Peacekeeping Dynamics and the Duration of Post-Civil Conflict Peace.” Conflict Management and Peace Science, 33(3), 231–249. | Hultman, L., Kathman, J., & Shannon, M. (2014). “Beyond Keeping Peace: United Nations Effectiveness in the Midst of Fighting.” American Political Science Review, 108(4), 737–753. | Nilsson, D. (2012). “Anchoring the Peace: Civil Society Actors in Peace Accords and Durable Peace.” International Interactions, 38(2), 243–266. | Zartman, I. W., & Faure, G. O. (eds.) (2005). Escalation and Negotiation in International Conflicts. Cambridge University Press. | Crocker, C. A., Hampson, F. O., & Aall, P. (eds.) (2001). Turbulent Peace: The Challenges of Managing International Conflict. United States Institute of Peace Press. | Bellamy, A. J. (2024). “Internationalized Civil War.” In A. Gruszczak & S. Kaempf (eds.), Routledge Handbook of the Future of Warfare, 389–399. Routledge.