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Neste primeiro grupo, a maioria dos participantes são refugiados da Síria, mas outras nacionalidades também estão representadas. Este programa resulta de um protocolo agora assinado entre a Câmara Municipal de Lisboa, o ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e o CRIA-Centro em Rede de Investigação em Antropologia.
Para o reitor do ISCTE-IUL, Luís Reto, “esta é mais uma oportunidade para o ISCTE-IUL alargar a prática de envolvimento com a sociedade ao nível da formação superior e da cidadania”. Recorde-se que a instituição regista já uma experiência muito positiva no quadro do consórcio académico da Plataforma Global de Assistência Académica de emergência a Estudantes Sírios lançada pelo antigo Presidente da República Jorge Sampaio.
A Câmara Municipal de Lisboa é parceira do Estado Português para a recolocação de refugiados e foi representada na assinatura do protocolo pelo vereador dos Direitos Sociais, para quem “a melhor forma de iniciar o processo de integração é o ensino da língua”. João Carlos Afonso afirma que “uma parte essencial da decisão política é o conhecimento e só se pode fazer em articulação com a Universidade”.
A colaboração entre o ISCTE-IUL e a CML será concretizada através do CRIA, um centro de investigação em Antropologia cuja presidente da direção considera esta projeto “uma forma de, para além de divulgar o conhecimento produzido no CRIA, construir uma plataforma de articulação com a comunidade através do trabalho de investigação em Antropologia”. Antónia Pedroso de Lima explica que “é uma oportunidade para se construir uma solução articulada e mais eficaz para o reconhecimento das capacidades e dos conhecimentos dos refugiados”.
A parceria agora firmada inclui, entre outras, as seguintes atividades: