PT
Um dos fenómenos que mais tem chamado a atenção dos académicos e organizações é o
presentismo. Este comportamento tem se tornado um problema a nível organizacional, devido
ao impacto negativo que tem, não só nos próprios indivíduos, como nos colegas e organizações.
Contudo, apesar dos danos que pode causar, as pessoas continuam a ir trabalhar estando
doentes, e por isso o foco tem sido perceber o que pode motivar o presentismo. Neste sentido,
o presente estudo procurou explorar se o presentismo e a propensão para o
descomprometimento moral estão relacionados através do estado de saúde percebido, e se a
variável sexo modera este efeito indireto.
Através de um questionário online, com medidas de autorreporte, foram recolhidas
respostas de 878 participantes, num único momento. Os resultados indicam uma mediação total,
ou seja, não houve efeito direto entre o descomprometimento moral e o presentismo, apenas um
efeito mediador do estado de saúde percebido, onde indivíduos com alta propensão para o
descomprometimento moral mostraram uma perceção mais negativa do seu estado de saúde, o
que, por conseguinte, levou a uma maior ocorrência de presentismo. Também foi possível
apurar que a variável sexo interagiu com o descomprometimento moral para explicar o estado
de saúde percebido e que moderou o efeito indireto entre o descomprometimento moral e o
presentismo através do estado de saúde percebido, sendo que este efeito apenas ocorreu no sexo
feminino.
EN
One of the phenomena that has drawn the most attention from academics and
organizations is presentism. This behavior has become na organizational problem due to its
negative impact, not only on individuals themselves, but also on colleagues and organizations.
However, despite the damage it can cause, people continue to go to work dispite sickness and
because of that the focus has been to understand what motivates presentism. As such, the
present study sought to explore whether presentism and propensity for moral disengagement
are related through perceived health status, and whether the gender moderates this indirect
effect.
Through an online self-report questionnaire, we collected responses from 878
participants, in one moment. The results indicate a total mediation. That means that there was
no direct effect between moral disengagement and presentism, only a mediating effect of
perceived health status, where individuals with high propensity for moral disengagement
showed a more negative perception of their health status, which consequently led to a higher
occurrence of presentism. It was also possible to show that the gender interacted with moral
disengagement to explain perceived health status and it moderated the indirect effect between
moral disengagement and presentism through perceived health status. Also, this effect only
occured on women.