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MasterMestrado em Psicologia Social e das Organizações

The dark side of presenteeism: pode o descomprometimento moral estar relacionado com o presentismo através do efeito mediador do estado de saúde percebido e do efeito moderador da variável sexo?

Author
Alves, Ana Elisabete Capela
Access
Open access
Palavras-chave
Moral disengagement
Presentismo
Presenteeism
Descomprometimento moral
Estado de saúde percebido
Sexo feminino
Perceived health status
Female gender
Resumo
PT
Um dos fenómenos que mais tem chamado a atenção dos académicos e organizações é o presentismo. Este comportamento tem se tornado um problema a nível organizacional, devido ao impacto negativo que tem, não só nos próprios indivíduos, como nos colegas e organizações. Contudo, apesar dos danos que pode causar, as pessoas continuam a ir trabalhar estando doentes, e por isso o foco tem sido perceber o que pode motivar o presentismo. Neste sentido, o presente estudo procurou explorar se o presentismo e a propensão para o descomprometimento moral estão relacionados através do estado de saúde percebido, e se a variável sexo modera este efeito indireto. Através de um questionário online, com medidas de autorreporte, foram recolhidas respostas de 878 participantes, num único momento. Os resultados indicam uma mediação total, ou seja, não houve efeito direto entre o descomprometimento moral e o presentismo, apenas um efeito mediador do estado de saúde percebido, onde indivíduos com alta propensão para o descomprometimento moral mostraram uma perceção mais negativa do seu estado de saúde, o que, por conseguinte, levou a uma maior ocorrência de presentismo. Também foi possível apurar que a variável sexo interagiu com o descomprometimento moral para explicar o estado de saúde percebido e que moderou o efeito indireto entre o descomprometimento moral e o presentismo através do estado de saúde percebido, sendo que este efeito apenas ocorreu no sexo feminino.
EN
One of the phenomena that has drawn the most attention from academics and organizations is presentism. This behavior has become na organizational problem due to its negative impact, not only on individuals themselves, but also on colleagues and organizations. However, despite the damage it can cause, people continue to go to work dispite sickness and because of that the focus has been to understand what motivates presentism. As such, the present study sought to explore whether presentism and propensity for moral disengagement are related through perceived health status, and whether the gender moderates this indirect effect. Through an online self-report questionnaire, we collected responses from 878 participants, in one moment. The results indicate a total mediation. That means that there was no direct effect between moral disengagement and presentism, only a mediating effect of perceived health status, where individuals with high propensity for moral disengagement showed a more negative perception of their health status, which consequently led to a higher occurrence of presentism. It was also possible to show that the gender interacted with moral disengagement to explain perceived health status and it moderated the indirect effect between moral disengagement and presentism through perceived health status. Also, this effect only occured on women.

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