PT
No sector bancário, o cálculo exposição potencial futura é muito importante para a
medição correcta do risco de crédito. Na maioria das instituições, a possível variação de
valor de uma operação ao longo do tempo determina a alocação de limites de crédito a
diferentes contrapartes. Esta questão tem especial relevância para o caso de instrumentos
derivados que podem apresentar perdas significativas. Utilizando informação de um
grande banco português, este estudo compara diferentes métodos de cálculo da exposição
potencial futura de acordo com o enquadramento do Comité de Basileia de Supervisão
Bancária tendo em consideração as respectivas consequências para o nível de requisitos
de capital. A análise conclui que o método mais sofisticado proposto pelo Comité de
Basilieia – o Modelo Interno – deverá ser aplicado com prudência uma vez que pode ser
penalizador em termos de requisitos de capital. Mais concretamente, é ilustrado um caso
em que as simulações de taxas de juro requeridas nesse método levam a superiores
requistos de capital para um swap que paga uma taxa de juro fixa baixa. Acresce que se
mostra evidência que a percentagem zero de cálculo do add-on definida pela autoridade
de supervisão no Método de Avaliação ao Preço de Mercado para swaps de curto prazo
pode ser benéfica no cálculo da exposição potencial futura quando comparada com outros
métodos.
EN
Potential future exposure measurement is very important for banks’ correct
assessment of credit risk. In most institutions, the measure of how much a deal’s value
can change over its remaining life determines the allocation of credit limits to different
counterparties. This issue takes special importance on derivatives portfolios which can
have significant default losses. Using data from a major Portuguese bank, this paper
compares different methods for calculating potential future exposure within the Basel
Committee on Banking Supervision framework considering consequences in Capital
requirements level. The study concludes that the most sophisticated method proposed by
the Basel Committee - the Internal Models Method - should be applied carefully as it may
be penalizing in terms of capital requirements. More precisely, the analysis illustrates a
case where the interest-rate simulations required by that method induce higher capital
requirements for a low fixed-rate paying swap. Furthermore, it shows evidence that the
zero percent add-on defined by the supervision authority in the Current Exposure Method for short term swaps can be beneficial in potential future exposure computing when compared with other methods.