PT
Esta dissertação analisa os determinantes de capital dos bancos portugueses tendo como base a teoria
existente para os determinantes das empresas não-financeiras, pretendendo-se confirmar a validade
desta teoria em Portugal. Este estudo utiliza dados em painel de 21 bancos no período de 1990 a 2018
(386 observações). Para testar esta teoria, estimou-se um modelo de efeitos fixos e um modelo de
efeitos fixos com termo de erro AR (1), com o rácio da Dívida sobre os Ativos como variável
dependente. As variáveis independentes utilizadas são a Rentabilidade, Dimensão, Colateral, Ativos
Tangíveis, Depósitos, taxa de crescimento do PIB, taxa de Juro e taxa de Inflação. Na estimação por
efeitos fixos, a única variável que não tem significância é o Colateral, com a estimação por efeitos fixos
com termo de erro AR (1) a produzir resultados sem significância para a variável Colateral, Depósitos
e as variáveis macroeconómicas. Os resultados indicam que a teoria das empresas também se verifica
nos bancos portugueses, comprovando que a regulação não é o único fator que determina o seu nível
de capital. Adicionalmente, estimou-se um modelo de efeitos fixos com uma variável "dummy" que
assume o valor 1 no período de 2008-2013 e um modelo dinâmico com a variável dependente
desfasada, onde se concluiu que o rácio de dívida apresenta persistência e que os bancos aumentaram
os seus rácios de capital no período de crise para se protegerem da incerteza económica.
EN
This dissertation examines the capital determinants of Portuguese banks, based on the existing theory
for the determinants of non-financial firms, aiming to confirm the effectiveness of this theory in
Portugal. This study uses Panel Data of 21 banks from 1990 to 2018 (386 observations). To check this
theory, a fixed effects model and a fixed effects model with AR (1) disturbance were estimated with
Debt-to-Assets ratio as the dependent variable. The independent variables used were Profitability,
Size, Collateral, Tangible Assets, Deposits, GDP growth rate, Interest Rate and Inflation Rate. In the
estimation by fixed effects, the only variable that has no significance is Collateral, with the estimation
by fixed effects with AR (1) disturbance generating results without significance for Collateral, Deposits
and the macroeconomic variables. These results indicate that the non-financial firms’ capital theory is
also evident in Portuguese banks, proving that regulation is not the only factor that determines their
level of capital. In addition, a fixed effects model was estimated with a dummy variable that assumes
the value of 1 between 2008-2013 and a dynamic model with the lagged dependent variable, which
indicates that the debt ratio is persistent, and banks increased their capital ratios during the crisis to
protect themselves against the economic uncertainty.