Título
The impact of the Russian invasion of Ukraine on the US-EU diplomatic negotiations towards the green energy transition
Autor
Ferreira, Daniel Reis
Resumo
pt
Esta dissertação examina o impacto da invasão da Ucrânia pela Rússia nas negociações diplomáticas de alto nível entre os Estados Unidos e a União Europeia em relação à transição para a energia verde. Num ambiente global tenso, a relação energética entre esses dois blocos tornou-se mais complexa, exigindo um equilíbrio delicado entre metas ambientais e necessidades urgentes de segurança energética. Usando uma análise qualitativa do conteúdo de discursos e declarações de líderes da UE e dos EUA antes e depois da invasão, o estudo constata que a guerra não só reforçou fortemente uma posição unificada para reduzir a dependência de combustíveis fósseis russos, como também destacou áreas de divergência, especialmente nas políticas climáticas relacionadas ao comércio, como o IRA dos EUA e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da UE. Também conclui que a retórica de alto nível mudou gradualmente, exceto, naturalmente, após a invasão da Ucrânia. A retórica de ambos os lados é sempre positiva e busca promover a cooperação, em vez do confronto. A pesquisa demonstra como a cooperação e a competição entre os dois blocos moldam uma relação complexa de apoio mútuo e desafios persistentes, enquanto ambos procuram liderar uma transição global para a energia verde.
en
This dissertation examines the impact of Russia's invasion of Ukraine on high-level diplomatic negotiations between the United States and the European Union regarding the green energy transition. In a tense global environment, the energy relationship between these two blocs has grown more complex, requiring a delicate balance between environmental goals and urgent energy security needs. Using qualitative content analysis of key EU and U.S. leaders’ speeches and statements from before and after the invasion, the study finds that the war has not only strongly reinforced a unified stance on reducing reliance on Russian fossil fuels but has also highlighted areas of divergence, particularly in trade-related climate policies like the U.S.’s IRA and the EU’s Carbon Border Adjustment Mechanism. It also finds that high-level rhetoric has changed gradually, except, of course, after the invasion of Ukraine. The rhetoric by both sides is also always positive and looks to promote cooperation rather than confrontation. The research demonstrates how cooperation and competition between the two blocs shape a complex relationship of mutual support and persistent challenges as they each seek to lead a global transition to green energy.