PT
As organizações de saúde possuem estruturas muito complexas e com grande dinamismo, não apenas
pela sua missão, como também pela existência de uma equipa multidisciplinar, com elevado grau de
autonomia, de modo a prestar serviços de saúde de carácter preventivo, curativo e de reabilitação aos
doentes, recorrendo a tecnologia avançada. Para além disso, é ainda um espaço de ensinoaprendizagem
e de investigação nas diferentes áreas. Estes aspetos diferenciadores constituem um
verdadeiro desafio para qualquer líder.
Para dar resposta ao desafio de liderar estas organizações, o presente estudo tem como objetivo
estudar o efeito a liderança (transformacional ou transacional) nas intenções de saída da organização
e se esta relação é mediada pelo compromisso organizacional afetivo e moderada pelo departamento
de atividade.
O modelo desenvolvido foi testado no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca por meio de
um questionário, dirigido a todos os profissionais de saúde, onde foram obtidos 477 participantes, com
funções em diversos departamentos.
Os resultados obtidos demonstram que a liderança transformacional tem um efeito negativo e
significativo nas intenções de saída e um efeito positivo e significativo no compromisso afetivo e no
compromisso normativo. A liderança transacional tem um efeito negativo e significativo nas três
componentes do compromisso organizacional. O compromisso afetivo e o compromisso normativo
têm um efeito negativo e significativo nas intenções de saída. O compromisso de continuidade tem
um efeito positivo e significativo nas intenções de saída. O compromisso afetivo e o compromisso de
continuidade têm um efeito de mediação parcial na relação entre a liderança transformacional e as
intenções de saída da organização. O departamento a que o colaborador pertence não tem um efeito
moderador na relação entre a liderança e as intenções de saída da organização.
Estes resultados sugerem que a liderança tem um papel de extrema importância no bom
funcionamento desta unidade hospitalar.
EN
Healthcare organizations have very complex and dynamic structures, not only because of their mission
but also because of the existence of a multidisciplinary team, with a high degree of autonomy to
provide preventive, curative, and rehabilitative healthcare services to patients using advanced
technology. It is also a place for teaching-learning and research in different areas. These differentiating
aspects are a real challenge for any leader.
To meet the challenge of leading these organizations, this study aims to study the effect of leadership
(transformational or transactional) on intentions to leave the organization and whether this
relationship is mediated by affective organizational commitment and moderated by the department
of activity.
The model developed was tested at the Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca through a
questionnaire addressed to all health professionals, where 477 participants were obtained, with
functions in several departments.
The results show that transformational leadership has a negative and significant effect on exit
intentions and a positive and significant effect on affective and normative commitment. Transactional
leadership negatively and significantly affects all three components of organizational commitment.
Affective and normative commitment has a negative and significant effect on turnover intentions.
Continuance commitment has a positive and significant effect on turnover intentions. Affective
commitment and continuance commitment have a partial mediating effect on the relationship
between transformational leadership and organizational exit intentions. The department to which the
employee belongs does not have a moderating effect on the relationship between leadership and
intentions to leave the organization.
These results suggest that leadership plays an extremely important role in the smooth functioning of
this hospital unit.