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1 Ano | 1 Semestre
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Objectivos
Formar os alunos na capacidade de entendimento dos processos identitários coletivos contemporâneos. Para tal, deverão compreender os conceitos de etnocentrismo e relativismo cultural; a diferença entre Natureza e Cultura; a dialética alteridade/identidade; e o conceito antropológico contemporâneo de Cultura.
Programa
CP1. O conceito de cultura na antropologia. Culturas e cultura. CP2. Dialética alteridade/identidade. CP3. Etnocentrismo; relativismo cultural e relativismo moral. CP4. Distinção entre raça e identidade social e cultural CP5. Culturas, identidades e diferenciações CP6. O problema da raça. Natureza e cultura. CP7. Identidades étnicas e etnolinguística. CP8. Etnicidade e construção nacional. CP9. Nações e nacionalismo. CP10. Reprodução da identidade nacional. CP11. Categorias raciais, étnicas e nacionais.
Processo de Avaliação
Avaliação contínua ou final. Contínua: com 3 instrumentos - 1 ficha de leitura individual (40%), 1 ensaio individual (50%), participação nas aulas (10%). O 1º instrumento avalia capacidades de compreensão e exposição; o 2º a pesquisa bibliográfica, a análise e síntese dos conteúdos; o 3º o acompanhamento da matéria lecionada em aula e a leitura dos textos. Pressupõe assiduidade de pelo menos 80%. Final: regime de exame segundo o REAAC.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Amorim, António, et al, 1997, O que é a raça? Um debate entre a antropologia e a biologia. Lisboa: Oikos Anderson, Benedict. 1983. Imagined Communities: Reflections of the Origins and the Spread of Nationalism. London: Verso. (versão Portuguesa: Edições 70) DaMatta, Roberto, 1981, "Você tem cultura?" Jornal da Embratel, Rio de Janeiro. Caminha, Pêro Vaz de, Carta, 1987, Mem Martins: Europa-América Gellner, Ernest, 1993, Nações e Nacionalismo. Lisboa: Gradiva. Mintz, Sidney, 1982, "Cultura: Uma visão antropológica". Tradução do ensaio "Culture: An Anthropological View publicado originalmente em The Yale Review, XVII (4), 1982, p. 499-512. Rowland, Robert, 1987, Antropologia, História e Diferença, Porto: Afrontamento Tuiavii, 2002, O Papalagui. Lisboa: Antígona Vencato, Anna Paula, 2014, A diferença dos outros: discursos sobre diferenças no curso Gênero e Diversidade na Escola da UFSCar, Contemporânea v. 4, n. 1 p. 211-229
Bibliografia Opcional
Revista Etnográfica (CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia). Online. Para busca de artigos com estudos de caso específicos sobre as temáticas abordadas.
Batalha, Luís, 2004, Antropologia: Uma perspetiva holística. Lisboa: ISCSP. Como leitura de introdução à antropologia.
Bernardi, Bernardo, (2014), Introdução aos Estudos Etno-Antropológicos, Lisboa: Edições 70. Como leitura de introdução à antropologia.
Ingold, Tim, 1996, Key Debates in Anthropology. Londres: Routledge (ISCTE). Como referência para os debates centrais na antropologia.
Ingold, Tim, 1994, Companion Encyclopaedia of Anthropology. Londres: Routledge (ISCTE). Como obra de referência para tópicos da antropologia.
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Objectivos
A unidade curricular (UC) Epistemologia e Conhecimento Antropológico tem três objectivos fundamentais. O primeiro é facultar aos estudantes um conhecimento geral de alguns dos marcos fundamentais da história das ciências e da epistemologia. O segundo é identificar os elementos na origem das interrogações que vieram a definir e singularizar a Antropologia enquanto síntese original do projecto racionalista da ciência e das perspectivas críticas características da modernidade. Por último, esta UC visa habilitar os estudantes para desenvolver uma reflexão informada em torno dos debates que caracterizam hoje o modo como se pensa a ciência, o conhecimento científico e o seu papel nas sociedades contemporâneas, a par com uma pluralidade de outros quadros epistémicos existentes no globo.
Programa
P1. 1.1. Conhecimento, ciência, epistemologia 1.2. As "guerras da ciência" 1.3. Grécia, discurso mítico e racionalismo 1.4. A Revolução Científica P2. 2.1. O Iluminismo e a nova revolução copernicana 2.2. O evolucionismo e o mito do Progresso 2.3. A crise dos fundamentos e o primitivismo 2.4. Popper e Kuhn P3. 3.1. Racionalismo, relativismo e Antropologia 3.2. A complexidade 3.3. Sistemas auto-organizados, order from noise, autopoiese 3.4. Epistemologias do Sul
Processo de Avaliação
a) 10% da nota final - Assiduidade, apreciação geral das intervenções e participação nas aulas de debate;
b) 90% da nota final - 3 ensaios de aprox. 1500 palavras (30% cada) sobre tema e bibliografia seleccionada.
c) Estudantes com défice de tempo trabalho lectivo (7 ou mais faltas), incumprimento ou trabalhos escritos insuficientes, deverão fazer exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
FOUCAULT, Michel, 1991 - As Palavras e as Coisas: uma Arqueologia das Ciências Humanas (1966), Edições 70, Lisboa.
KUHN, Thomas, 1998 - A Estrutura das Revoluções Científicas (1962), Editora Perspectiva, São Paulo.
LÉVI-STRAUSS, Claude, 1983 - O Olhar Distanciado, Edições 70, Lisboa.
MARKS, Jonathan, 2009 - Why I am not a Scientist. Anthropology and Modern Knowledge, University of California Press, Berkeley, Los Angeles, London.
MORIN, Edgar, 2005 - Ciência com Consciência (1990), Editora Bertrand Brasil, Rio de Janeiro.
SANTOS, Boaventura de Sousa, 2008 - Um Discurso sobre as Ciências (1987), 5ª Edição, Cortez Editora, São Paulo.
SANTOS, Boaventura de Sousa et alt., 2004 - "Introdução: para ampliar o cânone da ciência: a diversidade epistemológica do mundo", in Boaventura de Sousa Santos (org), 2004, Semear Outras Soluções, os Caminhos da Biodiversidade e dos Conhecimentos Rivais, Edições Afrontamento, Porto, pp. 19-101.
Bibliografia Opcional
HENRY, John, 2002 - Scientific Revolution and the Origins of Modern Science, Palgrave Macmillan, New York.
JORION, Paul, 2009 - Comment la Verité et la Realité furent inventées, Editions Gallimard, Paris.
JURDANT, Baudouin (dir), 1998 - Impostures Scientifiques. Les Malentendus de l'Affaire Sokal, Éditions La Découverte/ Alliage, Paris.
BACHELARD, Gaston, 2006 - A Epistemologia (1971), Edições 70, Lisboa.
MORIN, Edgar, 2008 - Introdução ao Pensamento Complexo (1990), Instituto Piaget, Lisboa.
STENGERS, Isabelle, 2002 - A Invenção das Ciências Modernas (1993), Editora 34, São Paulo.
SANTOS, Boaventura de Sousa, MENESES, Maria Paula (orgs), 2010 - Epistemologias do Sul, Ed. Almedina, Coimbra.
SANTOS, Boaventura de Sousa Santos (org), 2003 - Conhecimento Prudente para uma Vida Decente. 'Um Discurso sobre as Ciências' Revisitado, Edições Afrontamento, Porto.
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Objectivos
Esta unidade curricular compõe-se de 2 módulos: o primeiro incide sobre as Américas e o segundo sobre o continente africano. AMÉRICAS: o módulo visa dar a conhecer aos estudantes uma perspectiva geral e actualizada do conhecimento etno-histórico sobre as Américas e os principais tópicos que guiaram a etnografia e a etnologia das grandes regiões que a constituem. ÁFRICA: Introdução aos principais temas da investigação antropológica sobre África, e ao impacto que a etnografia africanista teve na formação e desenvolvimento da disciplina. Objectivos: compreensão da particularidade das relações Europa-África, numa perspectiva histórica e contemporânea; familiarização com a variedade cultural, política, religiosa e económica das sociedades africanas tradicionais; entendimento das dinâmicas contemporâneas no continente africano (urbanização, migrações, parcerias intercontinentais).
Programa
CP 1.0 As Américas (norte, centro, sul): Paisagens e povos, culturas e economias. 1.1 Apresentação do módulo, bibliografia e avaliação. 1.2. Mapas das Américas - físicos, linguísticos, etno-históricos. 1.3. Introdução à etno-história das Américas (? - 1492). 1.3.1. América do Norte e Ártico. 1.3.2. Mesoamérica. 1.3.3. América do Sul. 14. Contacto, exploração, colonização e as políticas indígenas dos estados-nação americanos.
CP 2.0. Que entendemos quando falamos de África? 2.1 Entrecruzamento entre história africana e europeia. A partilha da África no período colonial: como a antropologia foi implicada no processo colonial 2.2 Efeitos do pan-africanismo e das independências sobre as políticas etnicizadoras e as divisões religiosas 2.3 Entre dinâmicas locais e globais: desenvolvimento, conflitos, migrações.
Processo de Avaliação
Assistência e participação nas aulas 10% Duas fichas de leitura 30% Teste escrito e ensaio final 60%
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
GOODY, Jack, 1995, The Expansive Moment. Anthropology in Britain and Africa 1918-1970, Cambridge, Cambridge University Press. ENGEL. U e RAMOS, M. (eds) 2013. African Dynamics in a multipolar world. Leiden: Brill. EVANS-PRITCHARD, Edward & Fortes, Meyer, s.d. (1940), Sistemas Políticos Africanos, Lisboa, F. Calouste Gulbenkian. RITA RAMOS, A. 1990 "Ethnography Brazilian Style." Cultural Anthropology, vol. 5 (4), 1990. TODOROV, T. 1982 A Conquista da América. Lisboa, Litoral Edições. VV 1996, The Cambridge History of the Native Peoples of the Americas, 3 vols. Cambridge, Cambridge University Press.
Bibliografia Opcional
AMERICAS: BELLWOOD. P. 2013 First Migrants - ancient migration in global perspective. Chicester, Willey Blackwell. BETHELL, L. 1984 The Cambridge History of Latin America. Vol 1. Colonial Latin America. Cambridge, Cambridge University Press. COE. M. et al. 1986 Atlas of Ancient America. Oxford, Equinox. DARNELL, R. 2001 Invisible Genealogies: A History of Americanist Anthropology. Lincoln, University of Nebraska Press. STRONG, P. 2005 "Recent Ethnographic Research on North American Indigenous Peoples." Annual Review of Anthropology, 2005.
AFRICA: HUTCHINSON, S. E. 1996, Nuer Dilemmas: Coping with Money, War, and the State. Berkeley: University of California Press. EVANS-PRITCHARD, Edward, 2007, Os Nuer. Uma descrição do modo de subsistência e das instituições politicas de um povo nilota, São Paulo, Perspectiva. FERGUSON, James, 2006, Global Shadows : Africa in the neoliberal world order, Durham, Duke University Press GLUCKMAN, Max, 1987, Análise de uma situação social na Zululândia moderna In Fieldman-Bianco, Bela, Antropologia das Sociedades Contemporâneas, S. Paulo, Global. GRIAULE, Marcel, 1966, Dieu d'eau. Entretiens avec Ogotemmêli, Paris, Fayard LANG, Jack, 2005, Nelson Mandela. Uma lição de vida, Lisboa, Bizâncio. MBOKOLO, Elikia 2007, África Negra: História e civilização, Lisboa, Colibri MILANDO, João, 2005, Cooperação sem Desenvolvimento, Lisboa, ICS MOORE, Sally Falk, 1994, Anthropology and Africa. Changing Perspectives on a Changing Scene, Charlottesville and London: The University of Virginia Press. NUGENT, Paul, 2004, África since independence: a comparative history, New York, Pallgrave Macmillan. TURNBULL, C. 1961. The forest people. New York: Simon and Schuster. TURNBULL; C. The mountain people. New York: Touchstone. Webgrafia:
http://blogs.elpais.com/africa-no-es-un-pais/ http://africasacountry.com www.cea.iscte.pt http://www.theafricareport.com http://www.proximofuturo.gulbenkian.pt/observatorio/o-tratamento-dado-a-informacao-sobre-africa-pelos-media
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Objectivos
1. Estimular os estudantes no sentido da relevância e valor permanentes em estudar 'outras' sociedades e culturas, implicando implicitamente a comparação com as 'nossas';
2. Fornecer um conjunto de conhecimentos básicos acerca de algumas das principais problemáticas centrais influentes na antropologia dita clássica (nomeadamente, a troca e a reciprocidade, a interacção e a transacção, as redes e a acção, a prática e as estratégias). Através de leituras introdutórias de um reduzido número de textos-chave e autores influentes, sensibilizam-se os estudantes para as articulações, afinidades e desfasamentos entre as referidas problemáticas;
3. Salientar como as principais problemáticas centrais da disciplina foram influenciadas por escolas teóricas concretas e personalidades específicas, na articulação de modelos teóricos de longo alcance.
Programa
Terminologias: Antropologia Social e outras; 10 Metodologias Etnográficas Clássicas; Malinowski e o trabalho de campo prolongado; Problemática I: troca e reciprocidade; Problemática II: interacção e transacção; Ensaio na aula; Problemática III: redes e acção; Problemática IV: prática e estratégias; Dois exemplos etnográficos (Trás-os-Montes e Wall Street); Ensaio na aula; Conclusões: teorias e práticas
Processo de Avaliação
Participação activa e demonstração de compreensão das leituras (10% dos 50% do ensaio final); dois ensaios escritos na aula (25% cada), um dos quais pode ser substituído por um seminário, por 1 ou 2 discentes (20-40 mins.); ensaio final até 5 pp. A4, entregue em Janeiro (data a marcar) sobre qualquer tema (50%).
Um 'Guião' de apoio a este ensaio final será distribuído.
O exame final recai apenas sobre a Bibliografia Básica e os tópicos principais tratados e discutidos nas aulas.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
BOURDIEU, P. 2002 (1972) Esboço de uma Teoria de Prática. Oeiras: Celta ['Estratégias Matrimoniais', Caps. 2 e 5]. EVANS-PRITCHARD, E. 1978 (1946-1950) Antropologia Social. Lisboa: Edições 70 (Caps. I,III,IV).
FELDMAN-BIANCO, B. 1987 (org.) Antropologia das Sociedades Contemporâneas: Métodos. São Paulo: Global Universitária [Intro. e textos de BARNES, BOISSEVAIN].
HO, K. 2009 Liquidated: An Ethnography of Wall Street. Durham: Duke University Press (Intro., Cap.7).
MALINOWSKI, B. 1997 (1922) 'Intro.' Ethnologia Nº 6-8; 17-38.
---- 1961 (1922) 'The Essentials of the Kula' (Cap. III) e 'The Meaning of the Kula' (Cap.XXII) Argonauts of the Western Pacific. Nova Iorque: E.P. Dutton; 81-104 e 509-518.
ONEILL, B. J. 1989 'Repensando Trabalhos Colectivos Lúdicos: A Matança do Porco em Alto Trás-os-Montes' F. O. Baptista et. al. (orgs.) Estudos em Homenagem a Ernesto Veiga de Oliveira. Lisboa: INIC/Centro de Estudos de Etnologia; 471-520.
Bibliografia Opcional
As referências com asteriscos deveriam aparecer na Bibliografia Básica, cujo campo limita ridiculamente o número de títulos a apenas 500 caracteres.
References with asterisks should have appeared within the Basic Bibliography, which has a ridiculously small space limit of 500 characters.
BAILEY, F. G. 1971 (org.) Gifts and Poison: The Politics of Reputation. Oxford: Blackwell.
BARNARD, Alan 2000 History and Theory in Anthropology. Cambridge: Cambridge University Press.
BARNES, J. A. 1977 (1954) 'Class and Committees in a Norwegian Island Parish' in Samuel Lienhardt (org.) Social Networks: A Developing Paradigm. Nova Iorque: Academic Press; 233-52.
BARTH, Fredrik 1959 Political Leadership among Swat Pathans. Londres: Athlone Press.
BERGER, Peter e Thomas LUCKMANN 1999 (1966) A Construção Social da Realidade: Um Livro sobre a Sociologia do Conhecimento. Lisboa: Dinalivro.
BLOK, Anton 1988 (1974) The Mafia of a Sicilian Village 1860-1960: A Study of Violent Peasant Entrepreneurs. Prospect Heights, Illinois: Waveland.
BOISSEVAIN, Jeremy 1974 Friends of Friends: Networks, Manipulators, and Coalitions. Oxford: Basil Blackwell.
* BOURDIEU, Pierre 1985 'De la Règle aux Stratégies' Entretien avec Pierre Lamaison, in Terrain: Carnets du Patrimoine Ethnologique 4 (Famille et Parenté); 93-100 (reimpresso in Pierre Bourdieu Choses Dites. Paris: Minuit, 1987; 75-93).
---- 1987 A Economia das Trocas Simbólicas (Introdução, Organização e Seleção de Sérgio Miceli). São Paulo: Perspectiva (2ª edição).
---- 1989 O Poder Simbólico. Lisboa: Difel.
* ---- 2001 (1994) 'Será Possível um Acto Desinteressado?' in Pierre Bourdieu Razões Práticas: Sobre a Teoria da Acção. Oeiras: Celta; 103-118.
DENZIN, Norman e Yvonna LINCOLN 2000 'Introduction: The Discipline and Practice of Qualitative Research' in Norman Denzin e Yvonna Lincoln (orgs.) Handbook of Qualitative Research. Thousand Oaks, California: Sage (2nd edition); 1-28.
FORTES, Meyer e E. E. EVANS-PRITCHARD 1981 (1940) Sistemas Políticos Africanos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian ['Prefácio' de A. R. Radcliffe-Brown (3-24) e 'Introdução' de Fortes e Evans-Pritchard (25-62)].
FOX, Robin 1986 (1966) Parentesco e Casamento: Uma Perspectiva Antropológica. Lisboa: Vega (Posfácio de Mary Bouquet).
HANNERZ, Ulf 1992 'The Global Ecumene as a Network of Networks' in Adam Kuper (org.) Conceptualizing Society. Londres: Routledge; 34-56.
HUTCHINSON, Sharon 1996 Nuer Dilemmas: Coping with Money, War, and the State. Berkeley: University of California Press.
* KUKLICK, Henrika 2002 'Functionalism' in Alan Barnard e Jonathan Spencer (orgs.) Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology. Londres: Routledge; 246-252.
KUPER, Adam 1996 (1973) Anthropologists and Anthropology: The Modern British School. Londres: Routledge (3rd revised edition).
* LAYTON, Robert 2001 (1997) Introdução à Teoria em Antropologia. Lisboa: Edições 70 [Caps. II (O Funcionalismo), IV (As Teorias Interaccionistas)].
LEACH, Edmund 1974 (1961) Repensando A Antropologia. São Paulo: Perspectiva.
* ---- 1989 [1982] A Diversidade da Antropologia. Lisboa: Edições 70 (Introdução, Caps. I, IV, Conclusão, Glossário).
LESSER, Alexander 1968 (1961) 'The Right Not to Assimilate: The Case of the American Indian' in Morton H. Fried (org.) Readings in Cultural Anthropology Volume II: Cultural Anthropology (2nd edition). Nova Iorque: Thomas Crowell; 583-593.
LÉVI-STRAUSS, Claude 1955 Tristes Tropiques. Paris: Plon.
---- 1986 (1983) O Olhar Distanciado. Lisboa: Edições 70.
* LINCOLN, Yvonna e Norman DENZIN 2000 'The Seventh Moment: Out of the Past' in Norman Denzin e Yvonna Lincoln (orgs.) Handbook of Qualitative Research. Thousand Oaks, California: Sage (2nd edition); 1047-65.
* LINTON, Ralph 1972 (1937) 'One Hundred Per Cent American' in Jesse Jennings e E. Adamson Hoebel (orgs.) Readings in Anthropology (3rd edition). Nova Iorque: McGraw-Hill; 280-281.
MALINOWSKI, Bronislaw 1989 (1967) Diário de Campo en Melanesia. Madrid: Júcar Universidad (A Diary in the Strict Sense of the Term. Stanford: Stanford University Press).
MEAD, Margaret 1973 'The Art and Technology of Field Work' in Raoul Naroll e Ronald Cohen (orgs.) A Handbook of Method in Cultural Anthropology. Nova Iorque: Columbia University Press; 246-265 (com XVI Plates fotográficos).
* MICELI, Sergio 1987 'Introdução: A Força do Sentido' in Pierre Bourdieu 1987 A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Editora Perspectiva (2ª edição: Introdução, Organização e Seleção de Sergio Miceli); pp. VII-LXI.
ONEILL, Brian Juan 2006 'Estudo de Caso: Duas Mulheres Transmontanas' in Brian Juan ONeill Antropologia Social: Sociedades Complexas. Lisboa: Universidade Aberta / Série Manuais 296; 112-138. ---- 2008 'Os Rituais como Expressões Multiculturais' in Artur Teodoro de Matos & Mário Lages (orgs.) Portugal: Percursos de Interculturalidade (Vol. III Multiculturalidade: Matrizes e Configurações), Lisboa: CEPCEP (Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa); 53-104.
* ---- 2011 'Prefácio à Segunda Edição: Reflexões Sobre o Estudo de Caso Antropológico' e 'Posfácio ao Prefácio: Seixas 30 Anos Depois?' in Brian Juan ONeill Proprietários, Lavradores e Jornaleiras: Desigualdade Social numa Aldeia Transmontana 1870-1978 [1984]. Porto: Afrontamento; 13-62 e 63-67.
* ORTIZ, Renato 1983 'Introdução: A Procura de Uma Sociologia da Prática' in Renato Ortiz (org.) Pierre Bourdieu: Sociologia. São Paulo: Ática (Série 'Grandes Cientistas Sociais' 39); 7-36.
* ORTNER, Sherry 1984 'Theory in Anthropology since the Sixties' in Comparative Studies in Society and History. Vol. 26, Nº 1 (Jan); 126-166 [reimpresso in Nicholas Dirks, Geoff Eley e Sherry Ortner (orgs.) Culture/Power/History: A Reader in Contemporary Social Theory. Princeton: Princeton University Press, 1993; 372-411].
* ---- 2006 'Introduction: Updating Practice Theory' in Sherry Ortner Anthropology and Social Theory: Culture, Power, and the Acting Subject. Durham, North Carolina: Duke University Press; 1-18. RADCLIFFE-BROWN, A. R. 1965 (1952) Structure and Function in Primitive Society. Nova Iorque: Free Press.
SANJEK, Roger 2002 'Ethnography' in Alan Barnard e Jonathan Spencer (orgs.) Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology. Londres: Routledge; 193-198.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo 2002 'Society' in Alan Barnard e Jonathan Spencer (orgs.) Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology. Londres: Routledge; 514-522.
WEINER, Annette 1989 (1976) Women of Value, Men of Renown: New Perspectives in Trobriand Exchange. Austin: University of Texas Press.
YOUNG, Michael 1979 The Ethnography of Malinowski: The Trobriand Islands 1915-18. Londres: Routledge.
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Objectivos
A UC propõe a leitura aprofundada de uma seleção de textos de autores clássicos das Ciências Sociais (em articulação com outras UC do 1º semestre) e apresenta um conjunto de métodos de trabalho académico com o objetivo de potenciar o sucesso escolar dos estudantes. De forma aplicada pretende-se que os estudantes desenvolvam competências de leitura e compreensão de textos científicos, competências básicas de observação, descrição e categorização de informação e exercitem técnicas de redação de trabalhos académicos.
Programa
1. Métodos de trabalho e de organização de informação
1.1. Introdução: como e porquê nos tornamos leitores?
1.2. Estratégias de leitura: previsão;antecipação; leitura pontual, leitura em diagonal; leitura em profundidade. Questionar o autor.
1.3. Métodos de organização e redução de informação: o que são para que servem as ?fichas de leitura?.
1.4. Plágio e paráfrase. 1.4.1. Formas e função da citação e da referenciação bibliográficas 1.4.2. Critérios para avaliação da informação disponibilizada on line
2. Ler textos clássicos
2.1. Ler Goffman
2.2. Ler E. T. Hall
2.3. Ler Durkheim (em articulação com a UC Ciência, Sociedade e Cultura)
2.4. Ler Foucault (em articulação com a UC Ciência, Sociedade e Cultura)
3. Observar, organizar, descrever
3.1. A compreensão visual do quotidiano: apresentação e propósitos do exercício de observação
3.2. Observar, anotar, categorizar. 3.3. Descrever, relacionar, argumentar.
Processo de Avaliação
Avaliação contínua com 3 instrumentos de avaliação: 1)Portfolio composto pelos exercícios realizados em aula e relatórios de aprendizagem ? 20%. 2)Teste sobre os autores estudados ? 30% 3)Relatório final do exercício de observação ? 50%.Para realizarem avaliação contínua os estudantes devem assistir a pelo menos 80% das aulas. Os alunos que não se submetam a avaliação contínua ou que não atinjam 10 valores podem submeter-se a exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Clanchy,J.&Ballard,B.2000 Como escrever ensaios.Um guia para estudantes Lisboa:Temas e Debates Cerveira,M.E.2002"A Referência bibliográfica de documentos escritos e electrónicos",Rev.da Faculdade de Letras. Ciências e Técnicas do Património, Porto, 2002, 1ª série,vol.I, p.111-128 Durkheim,E.1988 As Regras do Método Sociológico,Lisboa:Ed.Presença. Foucault,M.1987 Vigiar e Punir. Nascimento da Prisão Petrópolis:Ed.Vozes. Goofman,E.1999 Os Momentos e os Seus Homens Lisboa: Relógio d'Água. Gofman,E.1993 A Apresentação do Eu na Vida de Todos os Dias Lisboa: Relógio D'Água. Hall,E.T.1994 A Linguagem Silenciosa Lisboa: Relógio d'Água. Hall,E.T. 1986 A Dimensão Oculta Lisboa:Relógio d Água. Peretz,H. 2000 Métodos de Sociologia Lisboa: Temas e Debates. Winkin,Y. 1998 A Nova Comunicação. Da teoria ao trabalho de campo, Campinas/S.Paulo: Papirus Editora Sites: http://curry.edschool.virginia.edu/go/readquest/ http://ciberfaces.iscte.pt/pt/documentos/index.html
Bibliografia Opcional
Bloom, Harold, 2000, Como ler e porquê, Lisboa: Caminho.
Calvino, Italo, 1994, Porquê Ler os Clássicos?, Lisboa: Teorema.
Caria, Telmo H. (org.), 2002 Experiência Etnográfica em Ciências Sociais, Porto: Ed. Afrontamento.
Chartier, Roger, 1996, El orden de los libros. Lectores, autores, bibliotecas en Europa entre los siglos XIV y XVIII, Barcelona: Guedisa.
Coelho, Adolfo,1993, ?Cultura e Analfabetismo? in João Leal (Org.) Adolfo Coelho. Obra Etnográfica vol. II Cultura Popular e Educação, Lisboa: Publicações D. Quixote, p. 251-272.
Connerton, Paul, 1993 Como as Sociedades Recordam Oeiras: Celta
Firmino da Costa & Patrícia Ávila 1998, ?Problemas da/de Literacia: uma investigação na sociedade portuguesa contemporânea? in: Ler História, nº35.
Jonathan, Boyarin, 1992 The Ethnography of Reading, University of California Press.
Madureira Pinto, José e Augusto S. Silva [orgs.] 1987 Metodologia das Ciências Sociais Porto: Afrontamento.
Manguel, Alberto, 1996 A History of Reading London: Flamingo (há versão em Português).
Morais, José, 1997 A Arte de Ler. Psicologia cognitiva da leitura Lisboa: Cosmos.
Winkin, Yves 1996 ?La maîtrise visuelle de l?ordinaire?, in Antropologie de la Communication. De la théorie au terrain, Paris/Bruxelles: De Boeck & Larcier S.A., pp. 123-138
Sites sobre estratégias e exercícios de leitura e de escrita: http://www.allamericareads.org/lessonplan/strategies.htm (planos de exercícios para desenvolver estratégias de leitura) http://www.greece.k12.ny.us/instruction/ela/6-12/Reading/Reading%20Strategies/reading%20strategies%20index.htm (planos de exercícios para desenvolver estratégias de leitura) http://www.howard.k12.md.us/langarts/Curriculum/strategies.htm (planos de exercícios para desenvolver estratégias de leitura) http://www.justreadnow.com/strategies/index.htm (planos de exercícios para desenvolver estratégias de leitura) http://litsite.alaska.edu/workbooks/readingstrategies.html (planos de exercícios para desenvolver estratégias de leitura) http://www.mayer.cps.k12.il.us/Strategies_that_Work/STW.htm (sobre uso de recursos e estratégias de leitura na net) http://www.abed.org.br/antiga/htdocs/paper_visem/denise_bertoli_braga.htm (sobre o uso da internet e a aprendizagem de línguas estrangeiras)
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1 Ano | 2 Semestre
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Objectivos
Introduzir os estudantes aos princípios do pensamento científico, assim como a modelos contra-intuitivos que realçam as limitações do senso-comum. Realçar o corte epistemológico, na cena intelectual europeia, entre o princípio teleológico da grande cadeia dos seres e o princípio darwiniano da evolução por seleção natural; situar a antropologia nascente entre estes dois princípios. Delinear a utilização, em antropologia social e cultural, de metáforas provindas da biologia, da física e da lingística. Abordar o uso de modelos transformacionais em antropologia. Abordar o estudo do pensamento mítico na antropologia por referência ao estudo da metáfora conceptual na ciência cognitiva contemporânea.
Programa
P1. Senso-comum e modelos científicos. Alguns modelos científicos contra-intuitivos (multiverso, gene egoísta, meme). P2. A grande cadeia dos seres e a revolução darwiniana. A fundação da antropologia entre a cadeia dos seres e a revolução dawiniana. P3. A progressão do pensamento antropológico por referência a modelos da biologia, física e linguística. P4. Modelos transformacionais em biologia e física. Modelos transformacionais e sistemas de representações em antropologia. P5. Metáfora e pensamento. Pensamento científico e pensamento mítico.
Processo de Avaliação
Participação e discussão dos textos nas aulas (30%) e um trabalho final (70%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Dennett, Daniel C. Darwin's Dangerous Idea: Evolution and the Meanings of Life. London: Penguin, 1996. Deutsch, David. The Fabric of Reality: The Science of Parallel Universes and Its Implications. London: Penguin, 1998. Hertz, Robert. «The Pre-eminence of the Right Hand.» In Right and Left: Essays on Dual Symbolic Classification, ed R Needham, 3-31. U Chicago P, 1978. Lakoff, George and Mark Johnson. Metaphors We Live By. Chicago: The University of Chicago Press, 1980. Lovejoy, Arthur O. The Great Chain of Being: A Study of the History of an Idea. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1936
Bibliografia Opcional
Knight, Chris. 1991. «On the Dragon Wings of Time.» In Maidens, Snakes and Dragons, ed. C Knight, I Cardigos and J G Pereira Bastos. 7-50. London: Centre for the Study of Imagination in Literature. Lévi-Strauss, Claude. Le regard éloigné. Paris: Plon, 1983. Thompson, D'Arcy Wentworth. On Growth and Form. Edited by John Tyler Bonner. Abridged ed. Cambridge University Press, 1969. Whorf, Benjamin Lee. Language, Thought, and Reality: Selected Writings of Benjamin Lee-Whorf. Cambridge, MA: The MIT Press, 1987.
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Objectivos
Introdução ao pensamento antropológico, na sua unidade e diversidade, entre meados do século XIX e meados do século XX.
Programa
Esta cadeira realiza uma primeira aproximação às grandes escolas que marcaram o desenvolvimento do campo disciplinar da antropologia nos séculos XIX e XX e propõe-se traçar uma visão panorâmica das grandes problemáticas da antropologia durante o mesmo período. Aborda assim (introdutoriamente) o pensamento evolucionista, apresenta as propostas da sociologia francesa, introduz a antropologia social britânica e o culturalismo americano, assim como o estruturalismo francês.
Processo de Avaliação
Avaliação contínua: Duas Fichas de Leitura (30%); Trabalho final (50%); participação nas aulas (20%). Haverá lugar a exame final (100%) para os alunos que não obtiverem classificação positiva na avaliação contínua.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
BARNARD, Alan. History and Theory in Anthropology. Cambridge, Cambridge University Press, 2000. A.111.1 Bar*His ERIKSEN, Thomas; NIELSEN, Finn, A History of Anthropology. Londres, Pluto Press, 2001. STOCKING Jr., George Victorian Anthropology. The Free Press 1987. A.111 STO*VIC. STOCKING Jr., George After Tylor: British Social Anthropology, 1888-1951. The University of Wisconsin Press 1995. A.111 STO*Aft
Bibliografia Opcional
BOAS, Franz. «The Mind of Primitive Man». Science New Series 13, no. 321 (Feb. 22, 1901): 281-89. BOAS, Franz, Race, Language and Culture, Chicago, The University of Chicago Press 1940,. BOAS, Franz Arte Primitiva. Lisboa, Fenda 1996 [1927]. BENEDICT, Ruth. Padrões de Cultura. Lisboa: Livros do Brasil, n.d. BENVENISTE, Émile. Problemas de Linguística Geral 1 - Campinas: Pontes, 1988. DUMONT, Louis,, Essais sur L'Individualisme, Paris, Éditions du Seuil, 1983. DURKHEIM, Emile, A Divisão do Trabalho Social, Lisboa, Presença, 1984 [1893]. DURKHEIM, Emile, Les Formes Élémentaires de la Vie Religieuse: le système totémique en Australie, Paris, P.U.F 1985 [1912]. DURKHEIM, Emile. As Formas Elementares da Vida Religiosa. Lisboa: Celta, 2002. S.132 DUR*For. DURKHEIM, Émile e Marcel MAUSS. Primitive classification. Coordenação de Rodney Needham. Chicago: Chicago University Press, 1963. A.111 DUR*Pri EVANS-PRITCHARD, Edward E, Witchcraft, Oracles and Magic among the Azande (abridged by Eva Gillies), Oxford, Clarendon Press 1976. FRAZER, James. The Golden Bough: A Study in Magic and Religion. London: Oxford University Press, 1994. A.151 FRA*Ram vrs. eng. Leach, Edmund R. «A Classic of Anthropology.» Review of Ancient Society by Lewis Morgan». The New York Review of Books 4, no. 3 (1965). FRAZER, James George. «The Fall of Man». In Sacred Narrative: Readings in the Theory of Myth. Coordenado por Alan Dundes. Berkeley: University of California Press, 1984. 72?97. A.161(2) DUN*Int 4 ex. FABIAN, Jonathan, Time and the Other. How Anthropology Makes its Object, New York, Columbia University Press 1983,. FIRTH, Raymond (ed.) Man and culture : an evaluation of the work of Bronislaw Malinowski. London, Keegan Paul, 1927. A.111 Man. FRAZER, James G., The Golden Bough. A Study in Magic and Religion (abridged edition), London: Macmillan 1922 [1890]. KUPER, Adam. Anthropology and Anthropologists: the modern british school. Londres: Routledge & Keegan, 1973. A.111 KUP*Ant MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a Dádiva. Lisboa: Edições 70, 1988. A.111 MAU*Ens 6 ex. MORGAN, Lewis H. A sociedade primitiva. Vol. 1. Lisboa: Presença, 1978. A.111 MOR*Soc rd por v.1-2 5 ex. KUPER, Adam, Anthropology and Anthropologists: the Modern British School, London, Routledge and Keegan Paul.1983. KUPER, Hilda, ,"Function, History, Biography: Reflections on Fifty Years in the British Anthropological Tradition", STOCKING, George (ed.), Functionalism Historicized: Essays on British Social Anthropology, Madison, University of Wisconsin Press 1984. LÉVI-STRAUSS, Claude. O Olhar Distanciado. Lisboa: Edições 70, 1983. A.111 LEV*Reg trd por 2 ex. LÉVI-STRAUSS, Claude. Antropologia Estrutural. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989. LÉVI-STRAUSS, Claude. Antropologia Estrutura Dois. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976. LÉVI-STRAUSS, Claude. O Pensamento Selvagem, C. Ed. Nacional, 1970. MALINOWSKI, Bronislaw. Sexo e Repressão na Sociedade Selvagem, Petrópolis, Editora Vozes 2000 [1927]. MALINOWSKI, Bronislaw. «Baloma: The Spirit of the Dead in the Trobriand Islands». In Magic, Science and Religion, and Other Essays, pp. 149?254. 1974. Reimpressão, London: Souvenir Press, 1982. MALINOWSKI, Bronislaw, Uma Teoria Científica da Cultura e outros ensaio. Rio de Janeiro: Zahar Editores 1975 [1944]. MEAD, Margaret, Coming of Age in Samoa, New York, Holt and Rinehart 1937. MEAD, Margaret, Sexo e Temperamento, São Paulo,Perspectiva. 1988 [1935]. MORGAN, Lewis H., A Sociedade Primitiva, 2 Vols., Lisboa, Presença., 1977a e 1976b [1877]. RADCLIFFE-BROWN, Alfred R., The Andaman Islanders, Cambridge, Cambridge University Press 1922. RADCLIFFE-BROWN, A. R. Estrutura e Função nas Sociedades Primitivas. Lisboa: Edições 70. A.111 RAD*Str RIVERS, William H.W., "O Método Genealógico na Pesquisa Antropológica", Oliveira, Roberto Cardosos de (ed.) A Antropologia de Rivers, Campinas, Editora da UNICAMP, 51-671991 [1910]. SAPIR, Edward, Selected Writings of Edward Sapir in Language, Culture and Personality (ed. David Mandelbaum). Berkeley and Los Angeles: University Press of Califórnia 1949. STOCKING, George, "The Ethnographic Sensibility of the 1920s and the Dualism of Anthropological Tradition", Stocking Jr., George W. (ed.) Romantic Motives. Essays on Anthropological Sensibility, Madison, The University of Wisconsin Press: 1989. STOCKING Jr, George, "Dr. Durkheim and Mr. Brown: Comparative Sociology at Cambridge in 1910", STOCKING, George (ed.), Functionalism Historicized: Essays on British Social Anthropology, Madison, University of Wisconsin Press 1984. STOCKING Jr, George, "Ideas and Institutions in American Anthropology. Thoughts Toward a History of the Interwar Years". The Ethnographer's Magic and Other Essays in the History of Anthropology, Madison, The University of Wisconsin Press: 1992. TRAUTMANN, Thomas, "The Revolution in Ethnological Time", Man, 27, 1991. TYLOR, Edward. B., Anthropology: An Introduction to the Study of Man and Civilisation, London, John Murray 1881.
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Objectivos
Modulo 1 Este módulo visa dar a conhecer aos estudantes uma perspectiva geral e actualizada do conhecimento etnohistórico sobre a Oceânia e os principais tópicos que, desde as primeiras décadas do século XX, guiaram a produção etnográfica e a reflexão etnológica sobre as grandes regiões que a constituem (Melanésia, Polinésia, Micronésia e Austrália). Modulo 2 A Ásia oferece um conjunto de casos para a compreensão de diferentes tendências na investigação antropológica criadas em sociedades fora do Ocidente. As aulas tentarão ilustrar como foi produzido o conhecimento antropológico sobre o Sudeste Asiático e como algumas teorias e conceitos se desenvolveram relativamente a questões asiáticas (diversidade linguística, religiosa e étnica; construções e fabricações do colonialismo). Dada a relevância do trabalho de campo na pesquisa antropológica, serão centrais estudos etnográficos, sendo dedicada atenção especial a dois estudos-de-caso na Alta Birmânia e na Malásia.
Programa
Modulo 1 1 Apresentação do módulo, bibliografia e avaliação 2, 3, 4 Introdução à etnohistória do Pacífico. 5, 6 Exploração ocidental do Pacífico, primeiros contactos e literatura de viagens. 7, 8 Melanésia - ecologia, diversidade cultural e estruturas sociais. 9, 10 Polinésia - A Sociedade Polinésia Antiga e a sua evolução diferencial. 11 Austrália - esboço etnohistórico e etnográfico. 12 Avaliação escrita. Modulo 2 1 Apresentação de conteudos, metodologia e avaliação; o conceito de Ásia. 2 Períodos históricos; reinos pré-coloniais. 3 Diversidade linguística, religiosa e étnica 4 Colonialismo: construções e fabricações. 5 Os kachin e shan da Alta Birmânia. 6 Sistemas políticos em contínua construção. 7 O multiculturalismo na Malásia. 8 Perspectivas cruzadas sobre uma comunidade crioula em Malaca. 9 Identidades sociais em contexto crioulo. 10 Questionando os conceitos de etnicidade e autenticidade. 11 Comparações no Índico e nas Caraíbas. 12 Avaliação escrita.
Processo de Avaliação
Modulo 1 Assistência e participação nas aulas 10% Teste escrito 90%
Modulo 2 Assistência e participação nas aulas: 10% Teste escrito ou ensaio teórico final: 90%
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Modulo 1 BOROFSKY, R. & A. HOWARD (eds) 1989 Developments in Polynesian Ethnology DENNON, D. et al 2004 The Cambridge History of the Pacific Islands GOLDMAN, I. 1970 Ancient Polynesian Society KNAUFT, B. M. 1999 From primitive to postcolonial in Melanesia and Anthropology MADDOCK K., 1982 The Australian Aborigines, Ringwood
Modulo 2 HEINZ, C. 1999 Asian Cultural Traditions KING, V. e W. WILDER (orgs.) 2003 The Modern Anthropology of South-East Asia: An Introduction LEACH, E. 1996 [1954] Sistemas Políticos da Alta Birmânia: Um Estudo da Estrutura Social Kachin O'NEILL, B. J. 2013 'Kaza e Familia em Malaca Ignorada: Especificidades Crioulas' M. Lobato e M. D. Manso (orgs.) Mestiçagens e Identidades Intercontinentais nos Espaços Lusófonos SADAN, M. 2007 'Constructing and Contesting the Category 'Kachin' in the Colonial and Post-Colonial Burmese State' M. Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma
Bibliografia Opcional
Módulo 1
CAMPBELL, I.C. (1989) A History of the Pacific Islands, Berkeley, University of California Press. CLENDINNEN I. (2005) Dancing with Strangers: European and Australians at First Contact, Cambridge, Cambridge University Press. EDMOND, Rod (1997) Representing the Pacific: colonial discourse from Cook to Gauguin, Cambridge, Cambridge University Press. IRWIN, G. (1992) The Prehistoric Exploration and Colonisation of the Pacific, Cambridge, Cambridge University Press. KIRCH, P.V. (1984) The Evolution of the Polynesian Chiefdoms, Cambridge, Cambridge University Press. - (2002) On the Road of the Winds: archaeological history of Pacific Islands before European Contact, Berkeley, University of California Press. KNAUFT, B. M. (1999) From primitive to postcolonial in Melanesia and Anthropology, The University of Michigan Press. LAWRENCE, P. and M.J. Meggitt (eds) (1965) Gods, Ghosts and Men in Melanesia: Some Religions of Australian New Guinea and the New Hebrides, Oxford: Oxford University Press. OLIVER, D. (2002) Polinesia in Early Historic Times, Honolulu, The Bess Press. SAHLINS, M. (1958) Social Stratification in Polynesia, Seattle, University of Washington Press. SILLITOE, P. (2000) Social Change in Melanesia: development and history, Cambridge, Cambridge University Press. - (1998) An Introduction to the Anthropology of Melanesia: culture and tradition, Cambridge, The Press Syndicate of the University of Cambridge SPENCER B., and F.J. GILLEN (1899) The Native Tribes of Central Australia, London: Macmillan. THOMAS, Nicholas (2010) Islanders: the Pacific in the Age of Empire, New Haven, Yale University Press. TINDALE N.B. (1974) Aboriginal Tribes of Australia, Canberra, Australian Institute of Aboriginal Studies.
Módulo 2 ANDERSON, Benedict 1998 [1987] 'Majorities and Minorities' The Spectre of Comparisons: Nationalism, Southeast Asia, and the World. Londres: Verso; 318-30. BARRADAS DE OLIVEIRA (coord.) 1954 Relação da Primeira Viagem do Ministro do Ultramar às Províncias do Oriente 1952. Volume II. Lisboa: Agência Geral do Ultramar ['A Caminho de Malaca'; 7-31]. BAXTER, Alan 1998 'Introdução' António da Silva RÊGO Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos [1942]. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 11-44. BAXTER, Alan 2012 'The Creole-Portuguese Language of Malacca: A Delicate Ecology' Laura Jarnagin (org.) Culture and Identity in the Luso-Asian World: Tenacities and Plasticities (Vol. 2 de Portuguese and Luso-Asian Legacies in Southeast Asia, 1511-2011). Singapura: Institute of Southeast Asian Studies (ISEAS); 115-142. COLLIER, Gordon e Ulrich FLEISCHMANN 2003 (orgs.) A Pepper-Pot of Cultures: Aspects of Creolization in the Caribbean. Amsterdão: Rodopi B.V. / Matatu - Journal for African Culture & Society, Nos 27-28. DEAN, Karin 2007 'Mapping the Kachin Political Landscape: Constructing, Contesting, and Crossing Borders' Mikael Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma. Copenhagen: NIAS Press (Nordic Institute of Asian Studies); 123-148. FEE, L. e A. RAJAH 1993 'The Ethnic Mosaic' (Cap. 9) Grant Evans (org.) Asia's Cultural Mosaic: An Anthropological Introduction. Singapura: Prentice-Hall; 234-59. GUIMARÃES, J. P. C. e J. M. FERREIRA 1996 O Bairro Português de Malaca. Porto: Afrontamento (Caps. 2, 3, 6, 7, 8). HILL, Lewis e Michael HITCHCOCK 1996 'Anthropology' Mohammed Halib e Tim Huxley (orgs.) An Introduction to Southeast Asian Studies. Londres: Tauris / Singapura: Institute of Southeast Asian Studies; 11-45. MICHIO, T. 2007 'Who Are the Shan? An Ethnological Perspective' M. Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma. Copenhagen: NIAS Press; 178-199. O'NEILL, Brian J. 1997 'A Tripla Identidade dos Portugueses de Malaca' Oceanos 32 (Olhares Cruzados); 63-83. O'NEILL, Brian J. 2008 'Os Rituais como Expressões Multiculturais' Artur Teodoro de Matos e Mário Lages (orgs.) Portugal: Percursos de Interculturalidade (Vol. III Multiculturalidade: Matrizes e Configurações). Lisboa: CEPCEP (Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa); 53-104. SARKISSIAN, Margaret 2000 D'Albuquerque's Children: Performing Tradition in Malaysia's Portuguese Settlement. Chicago: University of Chicago Press (Introduction; Cap. 2). SCOTT, James C. 1985 Weapons of the Weak: Everyday Forms of Peasant Resistance. New Haven: Yale University Press. SCOTT, James C. 2009 The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia. New Haven: Yale University Press. SCOTT, James C. 2013 [1990] A Dominação e a Arte da Resistência: Discursos Ocultos. Lisboa: Letra Livre. STEWART, Charles 2007 (org.) Creolization: History, Ethnography, Theory. Walnut Creek: Left Coast Press. TARLING, Nicholas 2004 [1996] (org.) The Cambridge History of Southeast Asia. 2 Vols. (em 4 tomos), 384 + 320 + 368 + 384 pp. [disponível na biblioteca do ISCTE].
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Objectivos
Desenvolver pensamento crítico na avaliação de processos de produção de conhecimento científico e, em particular, etnográfico Desenvolver capacidades conceptuais antropológicas na reflexão sobre o uso de metodologias de pesquisa Entender criticamente o papel dos processos culturais no desenho das experiências de vida (incluindo a dos estudantes) e de produzir um juízo crítico independente e autónomo Desenvolver a capacidade de comunicar oralmente e por escrito Desenvolver a capacidade de trabalhar em equipa Desenvolver a capacidade de realizar pequenos ensaios de pesquisa
Programa
P1 - Apresentação e discussão genérica das condições de emergência e dos principais desenvolvimentos do método etnográfico (desde os esforços pioneiros até à crítica com Writing Culture). P2 - Breve história do Método Etnográfico: registos de viagem, relatórios coloniais e das Missões, recolhas museológicas; os projectos pioneiros e a busca dos seus critérios de cientificidade; A «invenção» do trabalho de campo: a revolução malinowskiana e a etnografia de Franz Boas; Manual de Etnografia de Mauss e expedições de Griaule; a «profissionalização» da experiência etnográfica. P3 - A construção do lugar antropológico; natureza e singularidade da experiência etnográfica; produção e organização dos dados; tradução cultural; autoria e autoridade;lugar de observação, ética da observação em antropologia, o antropólogo e os seus outros. P4 - exercício de observação e descrição de um objecto etnográfico
Processo de Avaliação
Participação em aulas, exercícios, debates de seminário e no Blog da cadeira (20%) Teste (30%) Ensaio Final (50%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
1.Atkinson, P. & Hammersley, M. (1983) 1994 Etnografia. Métodos de Investigación, Paidos, Barcelona, Buenos Aires e México. 2.Beaud, Stéphane & Weber, Florence 1998 Guide de L?Enquête de Terrain, Paris, La . Decouverte ed. 3. Santos Silva, A. & Madureira Pinto, J. 1986 Metodologias das Ciências Sociais, Porto, Afrontamento 4. Burguess, R.G. (1984)1997 A Pesquisa de Terreno, Celta, Oeiras 5. Ethnologia (6-8), 1997, Nova Série, ?Trabalho de campo?, dossier org. por Maria Cardeira da Silva
Bibliografia Opcional
Bourdieu, P.1989 "Introdução a uma sociologia reflexiva" in O Poder Simbólico, Difel, Lisboa, p.17-58.
Copans, Jean 1999 (1996) Introdução à Etnologia e à Antropologia, Lisboa, Publicações Europa-América,
Da Matta, Roberto (1987) Relativizando. Uma Introdução à Antropologia Social, Rio de Janeiro, Rocco ed.
Evans-Pritchard, E.E. 1976 ?Some Reminescences and Reflections on Fieldwork? in Witchcraft, Oracles and Magic Among the Azande, Oxford, Oxford Univ. Press
Feldman-Bianco, Bella (org.) 1987 A Antropologia das Sociedades Complexas, S.Paulo, Zahar
Geertz, Clifford 1989 ?Uma descrição densa: por uma teoria interpretativa da Cultura? in A Interpretação das Culturas, Rio de Janeiro, Ed. Guanabara
Geertz, Clifford (1983)1997, 1999 O Saber Local, Rio de Janeiro, Ed. Vozes
Kuper, Adam (1973) Anthropologists and Anthropology [versão castelhana: Antropologia y antropólogos : la escuela británica (1922-1972), Barcelona, Editorial Anagrama
Leach, Edmund (1982)1989 A diversidade da Antropologia, Lisboa, ed. 70
Maillo, H.V. & Castaño F.J. & Rada, A.D. (orgs.) 1993 Lecturas de Antropologia para Educadores: El ámbito de la Antropologia de la educación y de la etnografia Escolar Editorial Trotta, Madrid.
Marcus, George, 1998 (1995) ?Ethnography in/of the World System: The emergence of Multi-sited Ethnography? in Ethnography Through Thick and Thin, New jersey, Princeton University Press
Okely, Judith & Callaway, Helen 1992 Anthropology and autobiography, London & N.York, Routledge
Oliveira, Roberto Cardoso de (1998) O Trabalho de Antropólogo, S.Paulo, Ed. UNESP O' Neill, B. J. 1988 "Reflexões sobre o Estudo de Caso Antropológico" in O estudo da História: Boletim dos Sócios da Associação de Professores de História, nº 5-6 (II série), p. 5-23.
O?Neill, Brian J. & Pais de Brito, Joaquim 1991 Lugares de Aqui, Lisboa, D.Quixote
Poirier,J. & Clapier Valladon, S. & Raybaut (1983) 1995 Histórias de Vida - Teoria e Prática, Celta, Oeiras
Quivy, Raymond & Campenhoudt, Luc Van 1998 (1995) Manual de Investigação em Ciências Sociais, Lisboa, Gradiva
Sanjek, Roger (1990) Fieldnotes. The Making of Anthropology, Ithaca & London, Cornell University Press Sousa Santos, Boaventura 1986 Um Discurso sobre as Ciências, Coimbra, Universidade de Coimbra
Sperber, Dan 1992 (s/d) O saber dos Antropólogos, Lisboa, Ed.70
Stocking, George W. (1992) The Ethnographer?s Magic and Other Essays in the History of Anthropology, Wisconsin, Un.of Wisconsin Press
Vermeulen, Han F & Roldán, Arturo A. 1995 Fieldwork and Footnotes, London & N.York, EASA/Routledge
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2 Ano | 1 Semestre
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Objectivos
Neste laboratório de leituras e discussões, cada estudante lerá uma monografia etnográfica -- que exporá aos colegas e de que incentivará a discussão -- assim como discutirá exposições de monografias etnográficas expostas por colegas. Através de procedimentos dialógicos em sala de aula, profunda-se competências nos seguintes domínios: 1. Abarcar as relações complexas entre teorias antropológicas e textos etnográficos. 2. Problematizar textos etnográficos. 3. Apreender padrões simbólicos inter-culturais.
Programa
P1. Etnografia: porquê, quem, para quê? P2. O tema do Selvagem nas antípodas. Convergências simbólicas. P3. Relativismo: Sexo e género, personalidades culturais, interpretações díspares. P4. Etnografia e ficção. P5. Ritual, religião, oculto: análise simbólica e esoterismo.
Processo de Avaliação
Contínua: Uma apresentação em aula (30%), participação ativa e informada nas aulas (30%), trabalho final (40%). Esta modalidade requere a presença em pelo menos 2/3 das aulas.
Exame (100%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Barley, Nigel. The Innocent Anthropologist. Penguin, 1986. Cátedra Tomás, María. La muerte y otros mundos: Enfermedad, suicidio, muerte y más allá entre los vaqueiros de Alzada. Madrid: Júcar, 1988. Castañeda, Carlos. The Teachings of Don Juan: A Yaqui Way of Knowledge. Penguin, 1978. Harner, Michael J. The Jívaro: People of the Sacred Waterfalls. Garden City, NY: Anchor Books, 1973. Hogbin, Ian. The Island of Menstruating Men: Religion in Wogeo, New Guinea. Chandler, 1970. Malinowski, Bronislaw. A Vida Sexual dos Selvagens. Francisco Alves, 1983. Ott, Sandra. The Circle of Mountains. Clarendon Press, 1981.
Bibliografia Opcional
Geertz, Clifford. Works and Lives: The Anthropologist as Author. Stanford University Press, 1988. Caps. 2, 4. Lévi-Strauss, Tristes Trópicos. Lisboa: Edições 70, 1993. Caps. 37, 38. Malinowski, Bronislaw. «Introdução» a Argonauts of the Western Pacific: An Account of Native Enterprise and Adventure in the Archipelagoes of Melanesian New Guinea. Routledge, 1922.
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Objectivos
Fornecer aos alunos os conhecimentos básicos das denominadas Antropologia Económica e Antropologia Política, articulando grandes abordagens teóricas, antropologia clássica, inovações temáticas e desenvolvimentos teóricos recentes, sob as perspectivas da Ecologia e Economia Políticas. Esta UC visa também incentivar os estudantes à pesquisa autónoma, sendo absolutamente essencial o tempo de trabalho que cada um dedica à leitura e à escrita, enquanto suportes básicos da reflexão e da aprendizagem.
Programa
P1 - A Dívida fundadora, o Poder, a Lei
P2 - Pressupostos históricos e Institucionais das categorias do "económico" e do "político".
P3 - A construção do "económico" na Antropologia: Malinowski, Mauss, Polanyi, Sahlins.
P4 - Globalização, desigualdades, decrescimento e felicidade.
Processo de Avaliação
a) 10% da nota final - Assiduidade, apreciação geral das intervenções e participação nas aulas de debate;
b) 90% da nota final - 3 ensaios, entre 1500-2000 palavras (30% cada) sobre tema e bibliografia seleccionada.
c) Estudantes com défice de tempo trabalho lectivo (7 ou mais faltas), incumprimento ou trabalhos escritos insuficientes, deverão fazer exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
BIBLIOGRAFIA DE APOIO (MANUAIS / READERS)
Carrier, James G., org., 2005, A handbook of economic anthropology.: Edward Elgar. A.110 Han 2 ex
Gudeman, Stephen, 2001, The anthropology of economy : community, market, and culture. Malden: Blackwell Publishing. A.123 GUD*Ant 2 ex
Iturra, Raúl, 1991 A Religião como Teoria da Reprodução Social, Lisboa: Escher, A.142.2 ITU*Rel
Nugent, Davia e Joan Vincent, orgs., 2004, A companion to the anthropology of politics. Malden: Blackwell Publishing. A.141 Com
Vincent, Joan, org., 2002, The anthropology of politics : a reader in ethnography, theory, and critique. Malden: Blackwell Publishing. A.141 Ant
Bibliografia Opcional
Agamben, Giorgio, 2007 (1995), Homo Sacer. O poder soberano e a vida nua.
Appadurai, Arjun, org., 2000, Globalization. Durham: Duke University Press. A.180 Glo
Appadurai, Arjun, s. d. (1996) Dimensões Culturais da Globalização. Lisboa: Presença. (Modernity at Large. The Cultural Dimensions of Globalization)
Bartolini, Stefano, 2007, "Why are people so unhappy? Why do they strive so hard for money? Competing explanations of the broken promises of economic growth", Luigino Bruni and Pier Luigi Porta, 2007, Handbook on the Economics of Happiness, Elgar, UK, USA. E.111.3 Han
Bourdieu, Pierre, 1989, O poder simbólico. Lisboa: DIFEL. S.111 BOU*Pod 2 ex
Clastres, Pierre, 1974, La société contre l'État : recherches d'anthropologie politique. Paris: Les Éditions de Minuit. A.140 CLA*Soc. Em português na Antígona, 2018.
Clastres, Pierre, 1980, Guerra, religião e poder. Lisboa: Edições 70. A.140 Gue 2 ex
Dumont, Louis, 1992 (1983), Ensaios sobre o individualismo : uma perspectiva antropológica sobre a ideologia moderna. Lisboa: Publicações Dom Quixote. A.111 DUM*Ens
Durkheim, Émile, 1973 (1893), De la division du travail social. Paris: Presses Universitaires de France. S.111 DUR*Div vrs fre
Evans-Pritchard, E. E. E Meyer Fortes, orgs., 1981 (1940), Sistemas políticos africanos. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. EA.ASS 1 FOR*Sis Em espanhol.
Evans-Pritchard, E. E., 1940, The Nuer : a description of the modes of livelihood and political institutions of a nicolit people. New York: Oxford University Press. A.131(1) EVA*Nue 4 ex
Foucault, Michel, 1992, Microfísica do poder. Org., introd. e rev. técnica de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal. S.193 FOU*Mic 2 ex
Foucault, Michel, 2005 (1975), Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petropolis: Editora Vozes. S.201 FOU*Sur trd por
Godelier, Maurice, 1984, L'idéel et le matériel : pensée, économies, sociétés. Paris: Librairie Arthème Fayard. A.123 GOD*ide
Godelier, Maurice (Ed.), 1979, Antropologia Y Economia, Madrid: Anagrama. A.123 Ant,1
Godelier, Maurice, (ed.), 1991, Transitions et Subordinations au Capitalisme Paris, Maison des Sciences de l?Homme. A.123 Tra
Godelier, Maurice, 2001 (1996), O Enigma do Dom. Rio: Civilização Brasileira
Graeber, David, 2001, Toward an anthropological theory of value : the false coin of our own dreams. New York: Palgrave. A.123 GRA*Tow
Graeber, David, 2011, Debt. The first 5000 years. Brooklyn, NY: Mellville House.
Hutchinson, Sharon, 1996, Nuer dilemmas : coping with money, war, and the State. Berkeley: University of California Press. A.131(1) HUT*Nue
Inda, Jonathan & Rosaldo, Renato (Eds.) 2002 The Anthropology of Globalization. A reader, Blackwell. A.110 Ant,2
Latouche, Serge, 2011 - Pequeno Tratado do Decrescimento Sereno, Ed.70, Lisboa. E.120.2 LAT*Peq
Malinowski, Bronislaw, 1992 (1922), Argonauts of the Western Pacific : an account of native enterprise and adventure in the Archipelagoes of Melanesian New Guinea. London: Routledge. A.131(6) MAL*Arg vrs eng Em espanhol.
Marx, Karl, 1974 (1867), O capital. [S.l.] : Delfos. E.112 MAR*Cap trd por V.1-2
Marx, Karl, 1975 (1852), O 18 Brumário de Louis Bonaparte. Coimbra: Centelha. S.191 MAR*18 3 ex
Mauss, Marcel, 1988 (1923), Ensaio sobre a dádiva. Lisboa: Edições 70. A.111 MAU*Ens 6 ex
Nordstrom, C. e A. Robben, orgs., 1996, Fieldwork under fire. Contemporary studies of violence and culture. University of California Press.
Polanyi, Karl, 2012 (1944), A grande transformação: as origens políticas e económicas do nosso tempo. Lisboa: Ed. 70. A.123 POL*Gre trd.
Rosa, Frederico Delgado, 2011, "O fantasma de Evans-Prithard. Diálogos da antropologia com a sua história" (inclui sobre Sarah Hutchinson "Nuer Dilemmas"), Etnográfica 15(2):337-360.
Sahlins, Marshal, 1976, Culture and practical reason. University of Chicago Press. Em espanhol.
Smith, Adam, 1993 (1776), An enquiry into the nature and causes of the wealth of nations. Oxford: Oxford University. E.112 SMI*Inq
Vincent, Joan, 1990, Anthropology and politics: visions, traditions, and trends. Tucson: The University of Arizona Press. A.140 VIN*Ant
Weber, Max, 1989 (1904), A ética protestante e o espírito do capitalismo. Lisboa: Presença. S.111 WEB*Eth trd por 3ª ed
Wilk, Richard, 1996, Economies & Cultures. Foundations in Economic Anthropology, Westview Press, A.123(0) WIL*Eco
Wolf, Eric, 1982, Europe and the people without history. Berkeley: University of California Press. A.110 WOL*Eur Em espanhol
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Objectivos
O objectivo central da UC é facultar aos alunos um conhecimento introdutório aos temas centrais de reflexão antropológica sobre o parentesco desde meados do século XIX até ao presente.
Programa
Introdução ao estudo das dimensões sociais e culturais do parentesco. A emergência do parentesco como campo de estudo. Primórdios evolucionistas do estudo do parentesco O duplo sentido da viragem funcionalista - Malinowski e Radcliffe-Brown. Parentesco e organização política - o paradigma linhageiro O parentesco como aliança - a questão do incesto; Sistemas prescritivos e estruturas elementares de parentesco; Os sistemas semi-complexos e a redefinição do incesto O parentesco, questões contemporâneas.
Processo de Avaliação
Periódica: Quatro exercícios escritos e/ou relatórios de leitura de textos seleccionados pelo docente (80%). Participação nas aulas (20%). Os alunos que não entreguem a totalidade dos exercícios escritos ou não cumpram a assiduidade mínima passarão para o regime de avaliação por exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Maine, H. S. (1861) Ancient Law (Kessinger Publishing Co). Godelier, M. (2004) Métamorphoses de la Parenté (Fayard). Héritier, F. (1981) L'Exercice de la Parenté (Seuil). Lévi-Strauss, C (1949) Les Structures Élémentaires de la Parenté (Mouton & Co). Malinowski, B. (1929) The Sexual Lives of Savages in Northwestern Melanesia (Routledge & Sons). Needham, R. (ed) (1971) Rethinking Kinship and Marriage. (Tavistock Press). Parkin, R (1997) Kinship: An Introduction to Basic Concepts (Blackwell Publishers). Radcliffe-Brown, A. R. & Forde, Cyril Darill (ed.). (1950) African Systems of Kinship and Marriage. (International African Institute).
Bibliografia Opcional
Barnard, A. & Good, A. (1984) Research Practices in the Study of Kinship (Academic Press). Barnes, J (1962) "African models in the New Guinea highlands" in Man Jan. 1962 Barnes, J. (1971) Three Styles in the Study of Kinship. (Tavistock). Carsten, J (2004) After Kinship (Cambridge University Press, 2004) Evans-Pritchard, E. (1940) "Os Nuer do Sudão" in Fortes & Evans-Pritchard (eds) (1940) Sistemas Políticos Africanos. (Ed. F. Gulbenkian). Fortes, M (1953) "The structure of unilineal descent groups" in Fortes (1970) Time and Social Structure. (Athlone Press). Fox, R (1967) Kinship and Marriage: An Anthropological Perspective (Penguin Books). Godelier, M. & Trautman, N. et al (1998) Transformations of Kinship (Smithsonian Books). Good, A (1996) "Kinship" in Barnard & Spencer (eds) Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology. (Routledge). Héritier, F. (1994) Les Deux Soeurs et leus Mère (Odile Jacob). Radcliffe-Brown, A. R. & Forde, Cyril Darill (ed.). (1950) African Systems of Kinship and Marriage. (International African Institute). Holy, L. (1996) Anthropological Perspectives on Kinship (Pluto Press). Houseman & Bonte (1991) "Parenté" in Dictionnaire de L'Ethnologie et de Anthropologie (PUF). Keesing, R (1975) Kin Groups and Social Structure (Holt, Rinehart & Winston) Kuper, A (1973) Anthropology and Anthropologists: The Modern British School (Routledge & Keegan Paul). Kuper, A (1982) "Lineage theory: a critical retrospect," in Annual Review of Anthropology 11. Kuper (1989) The Invention of Primitive Society (Routledge & Keegan Paul) Leach, E. (1961) Rethinking Anthropology (Athlone Press). Leach, E. (1971) Pul Eliya. A Village in Ceylon (Athlone Press). Lévi-Strauss, C ((1983) « La famille » in Le Regard Eloigné (Plon). Lévi-Strauss, C (1945) "L'Analyse structurale en linguistique et en anthropologie" in Anthropologie Structural (1976) (Plon). Malinowski, B. (1930) "Kinship" in Graburn, N. (1971) Readings in Kinship and Social Structure (Harper and Row). Morgan, L. H. (1871) Systems of Consaguinity and Affinity of the Human Family (Bureau of American Ethnology). Murdock, G. (1949). Social Structure. (MacMillan). Peletz, M (1995) "Kinship studies in the late twentieth century," in Annual Review of Anthropology 24: 343-372. Radcliffe-Brown, A (1952) "Introduction" and "On social structure," in Structure and Function in Primitive Society (Routledge & Keegan Paul). Stone, L. (ed) (2001) New Directions in Anthropological Kinship (Rowman & Littlefield). Troutman, N. (1987) Lewis Henry Morgan and he Invention of Kinship (Univ. of California Press).
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2 Ano | 2 Semestre
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Objectivos
A cadeira tem como objectivo elucidar os efeitos sociais e políticos do colonialismo europeu na investigação e na cultura antropológica, no alvor das descolonializações e respectivas mudanças geopolíticas. O respectivo programa procura abarcar desenvolvimentos influentes da teoria antropológica ocorridos a partir do início da segunda metade do século XX - com a crescente proximidade cultural e intelectual entre observador e observado (retirada ao primeiro a natureza hegemónica da observação 'tradicional') e as decorrentes questões de autoria e autoridade científica. O curso abordará alguns dos grandes movimentos e problemas pós-coloniais, com ênfase em questões de discriminação e racismo em Portugal.
Programa
PARTE 1 - VIRAGEM PÓS-COLONIAL E DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS Da expedição científica às sociedades de etnologia. Expansão europeia e colonialismo. Antropologia e colonialismo. Movimentos sociais e políticos e impacto em Antropologia. Feminismo e estudos de género Antropologia nativa PARTE 2 - ESTUDO DE CASO: COLONIALISMO PORTUGUÊS NA ÍNDIA Em análise: Antropologia, Colonialismo e pós-colonialismo - Rosa Maria Perez, 2013, O Tulsi e a Cruz. Antropologia e Colonialismo em Goa, Lisboa, Temas e Debates. O colonizador e o colonizado. Colonialismo e género. Estudos subalternos. PARTE 3 - DISCRIMINAÇÃO, RACISMO E ANTI-RACISMO EM PORTUGAL HOJE Neste bloco recorrer-se-á a diferentes suportes (jornalísticos, literários, convidados, audiovisuais, expositivos, etc) para aulas práticas e seminariais de discussão sobre o tema.
Processo de Avaliação
A avaliação contínua tem três componentes principais: assiduidade e participação na aula (15%), seminário e relatório de 2 páginas (35%) e um ensaio final com o máximo de 3000 palavras, nos termos descritos abaixo (processo de ensino-aprendizagem).
Nota: O trabalho final tem que ser enviado pela plataforma E-learning, como "safe assign".
Haverá lugar a exame final (100%) para os alunos que não obtiverem classificação positiva na avaliação contínua.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ASAD, T, 1973, Anthropology and the Colonial Encounter. CHATTERJEE, Partha, 1989, "Colonialism, Nationalism, and Colonized Women: The Context in India", American Ethnologist, vol. 16, nº 4, pp. 622-633; CHATURVEDI, Vinayak, org.,2000, Mapping Subaltern Studies and the Postcolonial, Londres e Nova Iorque, Verso; FANON, F, 1952, Pele Negra, Máscaras Brancas. HALL, S, 1992, A Identidade cultural na pós-modernidade, MEMMI, Albert, 2007 (1956),Retrato do Civilizado, Precedido de Retatro do Civilizador, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira. SPIVAK, G, 1987 Pode o subalterno falar? SAID, E, 1978. Orientalismo.
McCLINTOCK, A, et al, 1997, Dangerous Liaisons.
Bibliografia Opcional
Materiais extra, de natureza não necessariamente bibliográfica ou académica: -Joana Gorjão Henriques, Racismo em Português, Público online - Produção do Teatro Griot. https://www.teatrogriot.com/ -Dulce Cardoso, O Retorno, 2012, Lisboa: Tinta da China; e Chrisman, Laura, 2003, Postcolonial Conventions. Cultural Readings of Race, Imperialism and Transnationalism, Manchester, Manchester University Press; Duara, Prasenjit, org., 2004, Decolonization. Perspectives from Now and Then, Nova Iorque, Rutgers; Fabian, Johannes, 2006, 'The other revisited. Critical afterthoughts', in Anthropological Theory, vol.6(2): 139-152; Huggan, Graham, 2001, The Post-Colonial Exotic, Londres e Nova Iorque, Routledge; Memi, Albert, 1991,The colonizer and the colonized. Boston, Beacon Press; Mignolo, Walter D., 2000, Coloniality, Subaltern Knowledges, and Boder Thinking, Princeton, Princeton University Press ; Perez, Rosa Maria, 2013, O Tulsi e a Cruz. Antropologia e o Encontro Colonial em Goa, Lisboa, Temas e Debates; Perez, Rosa Maria, org., 2006, Os Portugueses e o Oriente. História, Itinerários, Representações, Lisboa, Dom Quixote; Seshadri, Fawzia e Kalpana Seshadri-Crooks,eds., 2000, The Pre-ocupation of Postcolonial Studies, Duke, Duke University Press; Spivak, Gayatri Chakravorty, 1987, "A Literary Representation of the Subaltern', In Other Worlds: Essays in Cultural Politics, Nova Iorque e Londres, Routledge; Williams, Patrick & Chrisman, Laura (eds.), 1994, Colonial Discourse and Post-Colonial Theory. A Reader, New York, Columbia University Press.
Bibliotecas online: B-On; JStor
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Objectivos
Fornecer um conjunto de conhecimentos sobre recursos metodológicos de índole biográfica, seu alcance e limites. Dar conta de instâncias históricas de emprego dos métodos biográficos. Fomentar o debate crítico de ideias e conceitos entre os estudantes, fomentar a disposição para a partilha de resultados de observação empírica. Desenvolver capacidades de escrita, mediante a edição de um trabalho original de recolha, apresentação e análise de uma história de vida biográfica (ou retrato biográfico), focada em duas fases do percurso pessoal de um/a narrador/a.
Programa
1. História dos métodos biográficos (uma introdução); 2. As histórias de vida na antropologia - abordagens etnográficas, sociológicas, pós-modernistas, hermenêuticas e transnacionais; 3. Como fazer histórias de vida: trabalho de campo, entrevistas, edição; 4. Acompanhamento do exercício prático nas várias fases do seu desenvolvimento.
Processo de Avaliação
Participação nas aulas, incluindo a apresentação de seminário sobre a recolha (25%);
Trabalho final - história de vida (até 15 pp., não contando anexos) (75%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
BEVERLEY, J. 2005 'Testimonio, Subalternity, and Narrative Authority' N. Denzin e Y. Lincoln (orgs.) The Sage Handbook of Qualitative Research
BOURDIEU, P. 1997 [1986] 'A Ilusão Biográfica' Razões Práticas: Sobre a Teoria da Acção
CHASE, S. 2005 'Narrative Inquiry: Multiple Lenses, Approaches, Voices' N. Denzin e Y. Lincoln (orgs.) The Sage Handbook of Qualitative Research
CRAPANZANO, V. 1980 Tuhami: Portrait of a Moroccan
GLICK-SCHILLER, N. e G. FOURON 2001 Georges Woke Up Laughing: Long-Distance Nationalism and the Search for Home
WATSON, L. e M-B. WATSON-FRANKE 1985 Interpreting Life Histories: An Anthropological Inquiry
Bibliografia Opcional
ARNOLD, David e Stuart BLACKBURN 2004 (orgs.) Telling Lives in India: Biography, Autobiography, and Life History. Bloomington: Indiana University Press
BARKER, Joshua 2012 'The Ethnographic Interview in na Age of Globalization' Richard Fardon et. al. (orgs.) 2012 The Sage Handbook of Social Anthropology (Vol. 2) Thousand Oaks: Sage; 54-68
BEAUD, S. e F. WEBER 2007 Guia para a Pesquisa de Campo: Produzir e Analisar Dados Etnográficos. Petrópolis: Editora Vozes (Guide de l'Enquête de Terrain: Produire et Analyser des Données Ethnographiques, Paris: Éditions La Découverte, 1997)
BEHAR, Ruth 1993 Translated Woman: Crossing the Border with Esperanza's Story. (2nd edition 2003) Boston: Beacon
BENJAMIN, Walter 2006 [1936] 'The Storyteller: Reflections on the Works of Nicolai Leskov' Dorothy J. Hale (org.) The Novel: An Anthology of Criticism and Theory 1900-2000. Malden, Massachusetts: Blackwell; 361-378 [disponível online]
BERTAUX, Daniel 1981 (org.) Biography and Society: The Life History Approach in the Social Sciences. Londres: Sage
--- 1997 Les Récits de Vie: Perspective Ethnosociologique. Paris: Nathan
BEVERLEY, John 2005 'Testimonio, Subalternity, and Narrative Authority' Norman Denzin e Yvonna Lincoln (orgs.) The Sage Handbook of Qualitative Research. 3rd edition. Thousand Oaks, California: Sage; 547-557
BOURDIEU, Pierre 1986 'L'Illusion Biographique' Actes de laRecherche en Sciences Sociales 62/63 Juin (L'Illusion Biographique); 69-72 (trad. port. 'A Ilusão Biográfica' Razões Práticas: Sobre a Teoria da Acção. Oeiras: Celta, 1997 [1994]; 53-59)
--- 1993 et. al. La Misère du Monde. Paris: Seuil (trad. bras. A Miséria do Mundo. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1999)
BRUNER, Jerome 2004 [1987] 'Life as Narrative' Social Research 71; 691-710
CATANI, Maurizio 1990 'Algunas Precisiones sobre el Enfoque Biográfico Oral' Historia y Fuente Oral Nº 3; 151-164
CATANI, Maurizio e Suzanne MAZÉ 1982 Tante Suzanne: Une Histoire de Vie Sociale CHASE, Susan 2005 'Narrative Inquiry: Multiple Lenses, Approaches, Voices' Norman Denzin e Yvonna Lincoln (orgs.) The Sage Handbook of Qualitative Research. 3rd edition. Thousand Oaks, California: Sage; 651-679
--- 2011 'Narrative Inquiry: Still A Field in the Making' Norman Denzin e Yvonna Lincoln (orgs.) The Sage Handbook of Qualitative Research 4. Thousand Oaks, California: Sage; 421-434
CLOT, Yves 1989 'La Otra Ilusión Biográfica' Historia y Fuente Oral 2 (Memoria y Biografía); 35-39
COLE, Sally 1991 Women of the Praia: Work and Lives in a Portuguese Coastal Community. Princeton: Princeton University Press
CRAPANZANO, Vincent 1980 Tuhami: Portrait of a Moroccan. Chicago: University of Chicago Press
DAVIES, Charlotte Aull 1999 Reflexive Ethnography: A Guide to Researching Selves and Others. Londres: Routledge
DELORY-MOMBERGER, Christine 2010 La Condition Biographique: Essais sur le Récit de Soi dans la Modernité Avancée. Paris: Téraèdre
DELORY-MOMBERGER, Christine e Christophe NIEWIADOMSKI 2009 (orgs.) Vivre / Survivre: Récits de Résistance. Paris: Téraèdre
DENZIN, Norman 1986 'Interpreting the Lives of Ordinary People: Sartre, Heidegger, and Faulkner' Life Stories / Récits de Vie 2; 6-20
--- 1989 Interpretive Biography. Newbury Park, California: Sage
DENZIN, Norman e Yvonna LINCOLN 1994 (orgs.) Handbook of Qualitative Research. Thousand Oaks, California: Sage
DENZIN, Norman e Yvonna LINCOLN 2000 (orgs.) Handbook of Qualitative Research. 2nd edition. Thousand Oaks, California: Sage
DENZIN, Norman e Yvonna LINCOLN 2003 (orgs.) The Landscape of Qualitative Research: Theories and Issues. Thousand Oaks, California: Sage
DENZIN, Norman e Yvonna LINCOLN 2005 (orgs.) The Sage Handbook of Qualitative Research. 3rd edition. Thousand Oaks, California: Sage
DENZIN, Norman e Yvonna LINCOLN 2011 (orgs.) The Sage Handbook of Qualitative Research 4. Thousand Oaks, California: Sage
DURÃO, Susana e Teresa CARDOSO 1996 'Os Métodos Biográficos: Uma Aproximação aos Fundamentos da História de Vida' Arquivos da Memória 1 / Dezembro (Memória e Sociedade); 95-123
FERRAROTTI, Franco 1981 Histoires et Histoires de Vie: La Méthode Biographique dans les Sciences Sociales. Paris: Librairie des Méridiens
FONTANA, Andrea e James FREY 2005 'The Interview: From Neutral Stance to Political Involvement' Norman Denzin e Yvonna Lincoln (orgs.) The Sage Handbook of Qualitative Research (3rd edition) Thousand Oaks: Sage; 695-727
GLICK-SCHILLER, Nina e Georges Eugene FOURON 2001 Georges Woke Up Laughing: Long-Distance Nationalism and the Search for Home. Durham, North Carolina: Duke University Press
GLICK-SCHILLER, Nina, Linda BASCH e Christina Szanton BLANC 2005 [1994] Nations Unbound: Transnational Projects, Postcolonial Predicaments, and Deterritorialized Nation-States. Londres: Routledge / Taylor & Francis
KVALE, Steinar 1996 InterViews: An Introduction to Qualitative Research Interviewing. Thousand Oaks, California: Sage
LANGNESS, Lewis e Gelya FRANK 1986 [1981] Lives: An Anthropological Approach to Biography. Novato, California: Chandler & Sharp
LECHNER, Elsa 2009 (org.) Histórias de Vida: Olhares Interdisciplinares. Porto: Afrontamento
LEWIS, Oscar 1961 The Children of Sanchez: Autobiography of a Mexican Family. Nova Iorque: Random House (trad. port. Os Filhos de Sánchez: Autobiografia duma Família Mexicana. Lisboa: Moraes, 1979)
LINDE, Charlotte 1993 Life Stories: The Creation of Coherence. Nova Iorque: Oxford University Press
MINTZ, Sidney 1974 [1960] Worker in the Cane: A Puerto Rican Life History. Nova Iorque: W. W. Norton
NARAYAN, Kirin 2004 'Honor is Honor, After All: Silence and Speech in the Life Stories of Women in Kangra, North-West India' David Arnold e Stuart Blackburn (orgs.) Telling Lives in India: Biography, Autobiography, and Life History. Bloomington: Indiana University Press; 227-251
NOVOA, António e Matthias FINGER 1988 (orgs.) O Método (Auto)Biográfico e a Formação. Lisboa: Ministério da Saúde / DRHS
O'NEILL, Brian J. 2009a VIDEO-ENTREVISTA, na ocasião do Dia Internacional de Histórias de Vida: com Elsa Lechner, no ISCTE/IUL; Projecto Cooperativa Cultural Memória Imaterial (CRL/IELT), em colaboração com a Associação Museu da Pessoa (UM-Braga); http://www.memoriamedia.net; 16 de Maio
--- 2009b 'Histórias de Vida em Antropologia: Estilos e Visões, do Etnográfico ao Hipermoderno' Elsa Lechner (org.) Histórias de Vida: Olhares Interdisciplinares. Porto: Afrontamento; 109-121
--- 2011 [1984] 'Prefácio: Reflexões sobre o Estudo de Caso Antropológico' Proprietários, Lavradores e Jornaleiras: Desigualdade Social numa Aldeia Transmontana 1870-1978. [2ª edição] Porto: Afrontamento; 13-62
O'REILLY, Karen 2005 Ethnographic Methods. Londres: Routledge
PARRY, Jonathan 2004 'The Marital History of 'A Thumb-Impression Man' ' David Arnold e Stuart Blackburn (orgs.) Telling Lives in India: Biography, Autobiography, and Life History. Bloomington: Indiana University Press; 281-318
PRICE, Richard 1990 Alabi's World. Baltimore: Johns Hopkins University Press
RABINOW, Paul 1977 Reflections on Fieldwork in Morocco. Berkeley: University of California Press
RACINE, Josiane e Jean-Luc RACINE 2004 'Beyond Silence: A Dalit Life History in South India' David Arnold e Stuart Blackburn (orgs.) Telling Lives in India: Biography, Autobiography, and Life History. Bloomington: Indiana University Press; 252-280
RADIN, Paul 1963 [1920] The Autobiography of a Winnebago Indian: Life, Ways, Acculturation, and the Peyote Cult. Nova Iorque: Dover
SHOSTAK, Marjorie 1981 Nisa: The Life and Words of a Kung Woman. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press
SIMMONS, Leo 1942 Sun Chief: The Autobiography of a Hopi Indian. New Haven: Yale University Press
SMITH, Mary 1954 Baba of Karo: A Woman of the Muslim Hausa. New Haven: Yale University Press
TEDLOCK, Barbara 2011 'Braiding Narrative Ethnography with Memoir and Creative Nonfiction' Norman Denzin e Yvonna Lincoln (orgs.) The Sage Handbook of Qualitative Research 4. Thousand Oaks, California: Sage; 331-339
THOMAS, W. e Florian ZNANIECKI 1984 [1918-1920] The Polish Peasant in Europe and América. Urbana: University of Illinois Press (edited and abridged by Eli Zaretsky)
VIEIRA, Ricardo 1999 Histórias de Vida e Identidades. Porto: Afrontamento
--- 2013 'Life Stories, Cultural Métissage, and Personal Identities' SAGE Open (October-December); 1-13
WATSON, Lawrence e Maria-Barbara WATSON-FRANKE 1985 Interpreting Life Histories: An Anthropological Inquiry. New Brunswick, New Jersey: Rutgers University Press
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Objectivos
Esta UC tem por objectivo desenvolver competências nos seguintes domínios:
Capacidade de análise e síntese: 1. Das relações entre categorias lógicas, linguísticas e culturais 2. Da relação do simbolismo com as dinâmicas sociais em contextos etnográficos variados 3 Do interesse e das dificuldades de constituição de um discurso antropológico sobre lógica simbólica no contexto do seu condicionamento semântico a) numa perspectiva histórica b) numa perspectiva contemporânea
Capacidade para resolver problemas: 1. utilizando métodos de recolha de informação etnográfica 2. integrando criticamente modelizações teóricas de cariz antropológico sobre lógica simbólica
Capacidade crítica: Sobre as possibilidades e limitações dos modelos e métodos discutidos, em particular: a) as técnicas de recolha de informação etnográfica em contextos culturais e linguísticos não-ocidentais, b) modelos tipológicos, semiológicos, cognitivistas e performativos.
Programa
1. Conjunto de aulas de Introdução à temática geral da UC, consolidando os instrumentos terminológicos e analíticos fundamentais utilizados 2. Revisão histórica das perspectivas sobre o simbólico, a percepção, a cognição e a categorização semântica inspiradas nos modelos linguístico e taxonómico; na chamada etnociência e perspectivas interpretativas; e ainda na teoria do ritual 3. Discussão das correntes actuais da antropologia cognitiva (análise das estruturas de sentido, modelos culturais e generativos, sistemas de classificação não-semântica, teoria da decisão, teoria dos esquemas, inatismo, aprendizagem e fenomenologia), em articulação com exemplos etnográficos significativos. 4. Referência aos estudos contemporâneos sobre: gramáticas culturais, efeitos da literacia, complexidade e limitações cognitivas.
Processo de Avaliação
São elementos da avaliação: a presença nas aulas e a participação nos seminários apresentando os textos obrigatórios e evidenciando conhecimento e compreensão, com elaboração de ficha analítica (30%); a redação de um relatório final baseado em temática(s) proposta(s) pelo docente e redigido com base na bibliografia da cadeira (70%)
Haverá lugar a exame final (100%) para os estudantes que não obtiverem classificação positiva na avaliação contínua.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
BLOCH, Maurice. 1998. How We Think They Think: Anthropological Approaches to Cognition, Memory and Literacy. Boulder-Colorado, Westerview. GOMES DA SILVA. J. C. 2003. O discurso contra si próprio. Lisboa: Assírio & Alvim GOODY, Jack. 1977. The Domestication of the Savage Mind. Cambridge: CUP. LÉVI-STRAUSS, Claude. 1962. La pensée sauvage. Paris: Plon. SPERBER, Dan. 1982. Le savoir des anthropologues. Paris: Hermann.
Bibliografia Opcional
D'ANDRADE, Roy. 1995. The Development of Cognitive Anthropology. Cambridge: Cambridge University Press, 1995. DONIGER O'FLAHERTY, W. 1986. Dreams, Illusion and other Realities. Chicago: CUP GOMES DA SILVA. J. C. 1989. L'identité volée. Essais d'anthropologie sociale. Bruxelles: Éditions de Université de Bruxelles LOVEJOY, A. O. [1964 (1936)], The Great Chain of Being: A Study of the History of an Idea, Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press. NEEDHAM, Rodney. 1873. Right and Left: Essays on Dual Symbolic Classification. Chicago: UCP. NEEDHAM, Rodney. 1980. Reconnaissances.Toronto: University of Toronto Press. SPERBER, Dan. 1996. La Contagion des Idées: une théorie epidemiologique de la culture. Paris: Odile Jacob. WHITEHOUSE, Harvey (ed.). 2001. The Debated Mind: Evolutionary Psychology versus Ethnography. Oxford: Berg.
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3 Ano | 1 Semestre
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Objectivos
Esta Unidade Curricular pretende introduzir os estudantes a uma área de estudos 'a Antropologia Visual' que tem vindo a ganhar proeminência ao longo das últimas duas ou três décadas, dentro e fora das sempre imprecisas fronteiras do nosso campo disciplinar, acompanhando a democratização do acesso às tecnologias digitais e os processos de globalização. Propondo-se reflectir em torno dos aspectos imagéticos das relações sociais, da produção e do consumo de imagens, dos imaginários e do estatuto ambíguo da visão na cultura ocidental, esta Unidade Curricular explora algumas das vicissitudes da utilização de registos visuais (desenho, fotografia, filme) como suporte do discurso antropológico, designadamente na prática Etnográfica; e visa, ainda, desenvolver a sensibilidade dos estudantes para diferentes modos e técnicas do olhar, relativizando-os nos seus contextos culturais, históricos e sociológicos.
Programa
1. Introdução: a utilização de instrumentos visuais em Antropologia a) o visível e o invisível, o sensorial e o racional b) crítica da noção de 'representação' c) os imaginários e as suas 'vozes' d) usos da ilustração em Antropologia: desenho, fotografia, filme, website 2. Práticas do olhar a) a era da reprodutibilidade mecânica das imagens b) os regimes escópicos da modernidade c) a sociedade do espectáculo 3. Modos de ver, modos de fazer: fotografia, filme etnográfico e documentário a) a cidade e a produção de imagens b) instalação e documentário interactivo c) imperialismo do olhar e o cinema miltante e participativo 4. Antropologia Visual e Culturas Visuais Digitais 5. Produção de suporte audio-visual ou portfolio sobre tema proposto
Processo de Avaliação
A avaliação será feita através: a)Assiduidade e participação nas aulas e seminários (15%); b)Ficha de leitura individual (ponderação: 15%) c)Ensaio visual final com apresentação na aula e relatório até 5 p. (70%). Os alunos obtêm sucesso na UC se alcançarem uma classificação igual ou superior a 10. A UC terá ainda um regime de exames regulado pelo regulamento geral pedagógico do ISCTE-IUL.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Andrade, Rosane de ,2002, Fotografia e Antropologia. olhares fora-dentro, S.Paulo EDUC/FAPESP/Estaçaod a Libedade Banks, Marcus & Howard Morphy (ed.), 1999 (1997), Rethinking Visual Anthropology, New Haven: Yale University Press Edwards, Elizabeth (ed.), 1992, Anthropology and Photography 1860-1920, New Haven & London: Yale University Press & The Royal Anthropological Institute Feldman-Bianco, bela e Míriam Moreira-Leite(orgs) 2006 Desafios da Imagem, Campinas, Papírus Hockings, Paul (ed), 1995, Principles of Visual Anthropology, Berlin & New York: Mouton de Gruyter. Ribeiro, José da Silva, 2004, Antropologia Visual. Da minúcia do olhar ao olhar distanciado, Lisboa, Edições Afrontamento.
Bibliografia Opcional
Andrade, Rosane de ,2002, Fotografia e Antropologia. olhares fora-dentro, S.Paulo EDUC/FAPESP/Estaçaod a Libedade Banks, Marcus & Howard Morphy (ed.), 1999 (1997), Rethinking Visual Anthropology, New Haven: Yale University Press Collier,John,Jr.; Collier, Malcolm (posfácio de Edward T. Hall), 1996 (1986), Visual Anthropology: Photography as a Research Method (Revised and Expanded Edition), Albuquerque: University of New Mexico Press Edwards, Elizabeth (ed.), 1992, Anthropology and Photography 1860-1920, New Haven & London: Yale University Press & The Royal Anthropological Institute Hockings, Paul (ed), 1995, Principles of Visual Anthropology, Berlin & New York: Mouton de Gruyter. Landau, Paul & Deborah D. Kaspin (ed.), 2002, Images and Empires. Visuality in colonial and postcolonial Africa, Berkeley e Los Angeles, University of California Press. Lutz, Catherine A. & Jane L. Collins, 1993, Reading National Geographic, Chicago, The University of Chicago Press Pink, Sarah, 2001, Doing Visual Ethnography, London, Sage Ribeiro, José da Silva, 2004, Antropologia Visual. Da minúcia do olhar ao olhar distanciado, Lisboa, Edições Afrontamento.
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Objectivos
A cadeira de Etnografia Portuguesa pretende apresentar uma visão historicamente perspectivada da emergência da Antropologia em Portugal e dos seus sucessivos ciclos criativos, destacando o trabalho fundador dos mestres positivistas (Adolfo Coelho, Consiglieri Pedroso, Leite de Vasconcelos) e, também, as linhas de continuidade entre o trabalho pioneiro de Rocha Peixoto e os etnógrafos do CEEP reunidos em torno de Jorge Dias, avançando depois até ao recente período democrático.
Programa
P1 - Cultura popular, identidade nacional e percepção das diversidades.
P2 - Os pioneiros, as tradições, o folclore.
P3 - De Rocha Peixoto a Jorge Dias (ergologia, ecologia, comunitarismo agro-pastoril).
P4 - O período democrático; dois olhares sobre o Noroeste peninsular: Pina Cabral e Sally Cole.
Processo de Avaliação
a) 20% - apresentação de comunicação em seminário e qualidade geral das intervenções e participação nas aulas práticas.
b) 30% - relatório de aprendizagem (máximo 1500 palavras).
c) 50% - ensaio (máximo 5000 palavras).
d) Estudantes com défice de tempo trabalho lectivo (7 ou mais faltas), incumprimento ou trabalhos escritos insuficientes, deverão fazer exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ADOLFO COELHO, 1993 - Obra Etnográfica (1873-1918), 2 vols. - org. e Prefácio de João Leal, Publicações Dom Quixote, Lisboa.
BRITO Joaquim Pais de, 1982 - "O Atlas Etnológico e a carta das fogueiras anuais", in F. Oliveira Baptista, Maria Luisa Braga, Joaquim Pais de Brito e Benjamim Pereira (Coord.), in Estudos em Homenagem a Ernesto Veiga de Oliveira, Centro de Estudos de Etnologia/INIC, Lisboa.
DIAS Jorge, 1981 - Vilarinho da Furna, uma aldeia comunitária (1948), I.N.C.M. (nota preliminar e prefácio de Orlando Ribeiro).
LEAL João, 2000 - Etnografias Portuguesas, Publicações Dom Quixote, Lisboa.
VEIGA DE OLIVEIRA Ernesto, 1984 - Festividades Cíclicas em Portugal, Publicações Dom Quixote, Lisboa.
Bibliografia Opcional
ADOLFO COELHO, 1993 - Obra Etnográfica (1873-1918), 2 vols. - org. e Prefácio de João Leal, Publicações Dom Quixote, Lisboa.
AFONSO Joana e LOBO ANTUNES Maria José, 2000 - Empresários, Artistas e Empregados: Estrutura e Recomposição Social no Circo, Etnográfica, vol.IV, nº1, págs 89-107.
BASTOS Cristiana, 2001 - Omulu em Lisboa: Etnografias para uma Teoria da Globalização?, Etnográfica, vol. V, nº2, págs. 303-323.
BASTOS Susana Pereira, 1997 - O Estado Novo e os seus Vadios, Contribuição para o Estudo das Identidades Marginais e da sua Repressão, Publicações Dom Quixote, Lisboa.
COLE Sally, 1994 - Mulheres da Praia - o Trabalho e a Vida numa Comunidade Costeira Portuguesa (1991), Publicações Dom Quixote, Lisboa.
CORDEIRO Graça Índias, 2001 - Trabalho e Profissões no Imaginário de uma Cidade: sobre os ?tipos populares? de Lisboa?, Etnográfica, vol V, nº1, págs. 7-24.
DIAS Jorge 1981a - Rio de Onor: comunitarismo agro-pastoril (1953), Presença, Lisboa. ______ 1990/1993 - Estudos de Antropologia (2 vols.), I.N.C.M.
FRADIQUE Teresa, 2003 - Fixar o movimento: representações da música rap em Portugal, Publicações Dom Quixote, Lisboa.
GRANJO Paulo, 1998 - A Antropologia e a Abordagem da Indústria e do Risco: Legitimidade e Experiência de Terreno, Etnográfica, vol. II, nº1, págs. 73-89.
LEAL João, 2006 - Antropologia em Portugal, Mestres, Percursos Transições, Livros Horizonte, Lisboa.
LEITE DE VASCONCELLOS José, 1986 - Tradições Populares de Portugal (1882), I.N.C.M., Lisboa. ______ 1933/88 - Etnografia Portuguesa. Tentame de sistematização (10 vols), I.N.C.M., Lisboa. ______ 1996 - Signum Salomonis. A Figa. A Barba em Portugal. Estudos de Etnografia Comparativa, Lisboa, Publicações Dom Quixote.
MADUREIRA Nuno Luís, 2003 - A Estatística do Corpo: Antropologia Física e Antropometria na Alvorada do Século XX?, Etnográfica, vol. VII, nº2, págs. 283-303.
MATTOSO José, 1991 - Identificação de um País - ensaio sobre as origens de Portugal (2 vols.), editorial Estampa, Lisboa.
ROCHA PEIXOTO António Augusto da, 1990 - Etnografia Portuguesa (Obra Etnográfica Completa), Publicações Dom Quixote, Lisboa.
PINA-CABRAL João de, 1989 - Filhos de Adão, Filhas de Eva - a visão do mundo camponesa no Alto Minho (1986), Publicações Dom Quixote. Lisboa. ______ 1991 - Os Contextos da Antropologia, Difel, Lisboa.
RAMOS Rui, 1994 - "A Invenção de Portugal", in José Mattoso (dir.) História de Portugal, vol. VI, A Segunda Fundação (1890-1926), Círculo de Leitores, Lisboa.
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3 Ano | 2 Semestre
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Objectivos
Fomentar entre os discentes o debate crítico de ideias e conceitos.
Desenvolver capacidades de apresentação oral e de escrita dos alunos.
Programa
1) Esta cadeira contempla a discussão de questões teóricas transversais com um rasto na antropologia em todo o século XX, mas que sobretudo foram actualizadas e ganharam influência difusa a partir da década de 1980. 2) Tomando como referência a colectânea organizada por J. Clifford e G. Marcus (1986) e as réplicas a que esta deu lugar, pretende-se reflectir retrospectivamente a presença de posturas reflexivas em textos bem mais antigos. Sugere-se assim um enquadramento histórico e compreensivo para questões que se mantêm relevantes ainda hoje. 3)Exemplos: as possibilidades do discurso antropológico, a escrita e autoridade etnográfica, as relações entre o etnógrafo e os seus objectos de estudo, mas também as apropriações políticas dos trabalhos dos antropólogos.
Processo de Avaliação
1º trabalho (20%): (a) discussão de um texto em seminário, ou ensaio (3-4 pp) - ;2º trabalho(50%): ensaio final (7-8 pp). Uma parte da avaliação final inclui uma ponderação da assiduidade do/da discente e da sua participação activa nas aulas (30%). O exame final recai apenas sobre a Bibliografia Básica e os tópicos principais tratados e discutidos nas aulas.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ABU-LUGHOD, Lila.1999."The Interpretation of Culture(s) after Television",in Sherry Ortner (1999)/CLIFFORD, James & George MARCUS (orgs.)1986 Writing Culture: The Poetics and Politics of Ethnography. Berkeley: University of California Press/GEERTZ, Clifford.1988. Works and Lives: The Anthropologist as Author. Stanford: Stanford University Press/LÉVI-STRAUSS, Claude.1955. Tristes Tropiques. Paris: Plon/MALINOWSKI, Bronislaw. 1969 A Diary in the Strict Sense of the Term. New York: Harcourt, Brace & World/MARCUS, George.1998 "That Damns Book. Ten years after writing culture", Etnográfica II(1):5-14//NARAYAN, Kirin.1997. How Native is a "Native" Anthropologist"" in L. Lamphere et all (orgs.) Situated Lives. Nova Iorque: Routledge: 23-41/RABINOW, Paul.1977. Reflections on Fieldwork in Morocco. Berkeley :University of California Press/SPENCER, Jonathan.1989."Anthropology as a Kind of Writing" in Man 24, 1: 145-64.
Bibliografia Opcional
BARNARD, Alan 2000 History and Theory in Anthropology. Cambridge: Cambridge University Press. CLIFFORD , James 1988 The Predicament of Culture: Twentieth-Century Ethnography, Literature and Art. Cambridge- MA e Londres: Harvard University Press. DAVIES, Charlotte Aull 1999 Reflexive Ethnography: A Guide to Researching Selves and Others. Londres: Routledge.
GELLNER, Ernest 1994 (1992) Pós-Modernismo, Razão e Religião. Lisboa: Instituto Piaget. HYMES, Dell 1969 Reinventing Anthropology. Nova Iorque: Random House KNAUFT, Bruce M. 1996 Genealogies for the Present in Cultural Anthropology.Nova Iorque e Londres: Routledge.
LAYTON, Robert 2001 (1997) Introdução à teoria em Antropologia. Lisboa: Edições 70 MANGANARO, Marc (org.) 1990 Modernist Anthropology: From Fieldwork to Text. Princeton: Princeton University Press. MARCUS, George e M.J. Fisher 1986,Anthropology as Cultural Critique. An Experimental Moment in the Human Sciences. Chicago: The University of Chicago Press ORTNER, Sherry (ed) 1999 The Fate of "Culture". Geertz and Beyond. Berkeley: University Of California Press
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Objectivos
Este «laboratório» assenta no pressuposto de que a antropologia se pode tornar num exercício profissional desejável e útil no interior de uma diversidade de instituições, para além da universidade e centros de investigação, tais como autarquias, museus, ONGs, associações e empresas. Tem como objectivo genérico desenvolver um conjunto de competências científicas, pessoais e técnicas adequadas a um desempenho profissional futuro e, também, a capacidade analítica e reflexiva adequada ao actual enquadramento profissional da disciplina.
Programa
P1 - Antropologia aplicada, prática, pública: o modelo americano e a sua confrontação com a realidade portuguesa P2 - "Torres de marfim", interesse público, património imaterial e empregabilidade P3 - Etnografia comercial, ética e avaliação de impactes P4 - Antropologia, optimismo moral e capitalismo
Processo de Avaliação
a) 50% da nota final - Assiduidade, intervenções nos debates e exercícios, elaboração atempada de um dossier de pesquisa e sua apresentação oral, acompanhada de slideshow. b) 50% da nota final - Ensaio / dossier de pesquisa sobre o tema trabalhado ao longo do semestre (e já apresentado oralmente). c) Estudantes com défice de tempo trabalho lectivo (5 ou mais faltas entre as aulas 1 e 16; 3 ou mais entre as aulas 17 e 23),incumprimento ou trabalhos escritos insuficientes, deverão fazer exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Afonso, Ana Isabel, 2006 «Practicing Anthropology in Portugal» in C. Hill e M. Baba, editors, The Globalization of Anthropology, NAPA Bulletin 25, Berkeley, University of California Press: 156-175.
Caplan, Pat (ed.), 2003, The Ethics of Anthropology. Debates and Dilemmas, London & New York, Routledge.
Eriksen, Thomas Hylland, 2006, Engaging Anthropology. The Case for a Public Presence, New York, Berg.
Laraia, Roque de Barros, 1994, Ética e Antropologia - Algumas Questões (1993), Universidade de Brasília, Departamento de Antropologia, Série Antropologia, Vol. 157, Brasília
Nussbaum, Martha, 2010, "The Silent Crisis", Not for Profit, Why Democracy Needs the Humanities, cap. 1, Princeton and Oxford, Princeton University Press.
Sieber, Tim, 2005, New Anthropologies: Applied, Practicing and Public. A View from the United States, ISCTE, 11 April, 2005
Strang, Veronica, 2009, What Anthropologists do, New York, Berg.
Bibliografia Opcional
Baba, Marietta L., 2009, Disciplinary-Professional Relations in an Era of Anthropological Engagement, Human Organization, Vol. 68, nº4, 2009.
Brito, Joaquim Pais, 1992. «Percurso da Antropologia em Portugal». In O Estado das Ciências em Portugal. José Mariano Gago (Coord.). Lisboa: Publicações D. Quixote.
Chambers, Erve, 2009, In Both Our Possibilities: Anthropology on the Margins, Human Organization, vol. 68, nº4, 2009.
Gonzalez, Roberto J. (ed.), 2004, Anthropologists in the Public Sphere. Speaking out on War, Peace and American Power, Austin, University of Texas Press.
Lamphere, Louise, 2004, The Convergence of Applied, Practicing, and Public Anthropology in the 21st century, Human Organization, vol. 63, nº4, 2004.
Lassiter, Luke Eric, 2005, Collaborative Ethnography and Public Anthropology, Current Anthropology, vol. 46, nº1, February 2005
Oliveira, Luís R. Cardoso de, 2007, O Ofício de Antropólogo, ou como Desvendar Evidências Simbólicas, Universidade de Brasília, Departamento de Antropologia, Série Antropologia, Vol. 413, Brasília
Pina-Cabral, João, 1991 «A antropologia em Portugal, hoje». In Os Contextos da Antropologia. Lisboa: Difel
Van Willigen, John, 1993, "The Development of Apllied Anthropology", Applied Anthropology: An Introduction (rev. edition), Londres: Bergin & Garvey, Cap. 2, pp.17-39.
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2 Ano | 1 Semestre
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Objectivos
Introduzir o campo habitualmente designado por antropologia urbana, apresentando os seus temas e autores específicos. Através de aulas, leituras, apresentação de casos, visionamento de filmes o objectivo é suscitar uma reflexão antropológica sobre as cidades e vida urbana contemporânea, valorizando as perspectivas etnográfica e multidisciplinar. O lugar e o papel da antropologia urbana no contexto dos estudos urbanos são matéria de análise e reflexão crítica.
Programa
A MEMÓRIA DA ANTROPOLOGIA URBANA 1. Apresentação e sistema de trabalho. 2. O que é a antropologia urbana? 3. Os clássicos e a emergência da metrópole 4. A etnografia urbana de Chicago: os pioneiros 5. A antropologia social britânica e a urbanização em África 6. Escalas de observação e escalas de análise: questões metodológicas ETNOGRAFIAS URBANAS 7. Comunidades urbanas 8. Entre a prática e a representação, a rua 9. A fluidez da vida urbana... 10. No limiar da cidade, a etnografia 11. Cidade e memória: um filme 12. Sintese e discussão
Processo de Avaliação
Avaliação contínua Ponderação de cada uma das avaliações na nota final: 1. Participação nas aulas (10%) 2. Apresentação oral de um artigo/capítulo + sinopse (20%) 3. Dinamização da discussão no seminário escolhido (10%) 4. Apresentação de projeto/draft de ensaio final (20%) 5. Trabalho final (40%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Agier, Michel, 2011 Antropologia da Cidade. Lugares, situações, movimentos, São Paulo: Editora Terceiro Nome Hannerz, Ulf 1980 Exploring the City: Inquiries Toward an Urban Anthropology, New York: Columbia University Press (traduções disponíveis em francês e castelhano) Velho, Gilberto, 1973 A utopia urbana: um estudo de antropologia social, Rio de Janeiro: Zahar Castro, Celso e Graça I. Cordeiro, 2015 Mundos em mediação: ensaios ao encontro de Gilberto Velho, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas - Textos obrigatórios de cada aula teórica
Bibliografia Opcional
Agier, Michel, 2011 Antropologia da Cidade. Lugares, situações. Movimentos, São Paulo: Editora Terceiro Nome Castro, Celso e Graça I Cordeiro 2015 Mundos em Mediação. Ensaios ao encontro de Gilberto Velho, Rio de Janeiro: Editora FGV Cordeiro, Graça I, Luís V. Baptista e António F. Costa (org.) 2003 Etnografias Urbanas, Oeiras: Celta Cordeiro, Graça e Frédéric Vidal (org) 2008 A rua. Espaço, tempo, sociabilidade, Lisboa: Livros Horizonte Duneier, Mitchell; Philip Kasinitz & Alexandra Murphy (Ed.) 2014 Urban Ethnography Reader, Oxford: Oxford University Press Frúgoli Jr., Heitor 2007, Sociabilidade urbana, Rio de Janeiro: Zahar Gulick, John 1989 The Humanity of Cities. An Introduction to Urban Societies, Massachusetts: Bergin & Garvey Publishers Hannerz, Ulf 1980 Exploring the City: Inquiries Toward an Urban Anthropology, New York: Columbia University Press Low, Setha M. (ed.) 1999 Theorizing the City. The New Urban Anthropological Reader, N.B., N.J. and London: Rutgers University Press Magnani, José G. e Lilian L. Torres, 2000 (org) Na metrópole. Textos de antropologia urbana, São Paulo: Ed. USP Mullings, Leith 1987 Cities in United States: Studies in Urban Anthropology, New York: Columbia University Press Nonini, Donald (ed) 2014 A Companion to Urban Anthropology, Chichester: Wiley Blackwell Rivke Jaffe, Anouk De Koning, 2016 Introducing Urban Anthropology, New York: Routledge Sanjek, Roger (ed) 1994 Anthony Leeds. Cities, classes and the social order, Ithaca and London: Cornell University Press Velho, Gilberto, 1973 A Utopia Urbana, Rio de Janeiro: Zahar Editora Velho, Gilberto (ed.) 1999 Antropologia Urbana. Cultura e Sociedade no Brasil e em Portugal, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Velho, Gilberto, 2013 Um antropólogo na cidade. Ensaios de Antropologia Urbana, Seleção e apresentação: Hermano Vianna, Karina Kuschnir, Celso Castro, Rio de Janeiro: Zahar Zaluar, Alba e Marcos Alvito (org.) 1998 Um século de favela. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas
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Objectivos
Desenvolver a capacidade de pensar antropologicamente sobre arte.
Programa
Antes da "arte". As transformações do século XVII e XVIII A estética e o romantismo. O século XX. Contra a estética - Hegel, Kierkegaard, Heidegger, Gadamer, Agamben, Scruton. Antropologia da Arte: equívocos e contradições. Arte e interpretação; arte e conhecimento; arte e sociedade.
Processo de Avaliação
Participação nas aulas e nas apresentações dos projectos de trabalho, realização de um trabalho final escrito.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Agamben, Giorgio. The Man Without Content. Stanford, Stanford University Press, 1999. Coomaraswamy, Ananda.Christian and Oriental Philosophy of Art. New York, Dover Publications, 1956. Gadamer, Hans-George Truth and Method, London, Sheed & Ward, 1961. Gombrich, E. H. The Story of Art. Phaidon, 1950. Heidegger, Martin. Basic Writings, "A Origem da Obra de Arte" in Caminhos de Floresta, Fundação Gulbenkian, 2014. Hofstadter, Albert & Kuhns, Richard. Philosophies of Art and Beauty - selected readings in Aesthetics from Plato to Heidegger. Chicago, The University of Chicago Press, 1964. Shiner, Larry. The Invention of Art - a cultural history. The University of Chicago Press, 2001.
Bibliografia Opcional
Clark, Kenneth. Civilisation. London, John Murray.1969. Coote, Jeremy & Shelton, Anthony. Anthropology, Art and Aesthetics, Clarendon Press, 1994. Harrington, Austin Art and Social Theory. Cambridge, Polity Press, 2004. Morphy, Howard & Perkins, Morgan. The Anthropology of Art - a reader. Malden, Blackwell Publishing, 2006. Price, Sally. Primitive Art in Civilized Places. Chicago, University of Chicago Press, 1989. Scruton, Roger. The Aesthetic Understanding: essays in the Philosophy of Art and Culture. South Bend, St. Augustine Press, 1998. Thomson, Iain. Heidegger, Art and Postmodernity. Cambridge, Cambridge University Press, 2011. Vercelloni, Luca. The Invention of Taste - a cultural account of desire, delight and disgust in fashion, food and art. London, Bloomsbury Academic, 2016.
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Objectivos
Este programa introdutório confere uma preparação básica a intermédia no domínio de estudos dos contos maravilhosos europeus, incluindo: 1. Apresenta as noções «tradicional», «simbolismo», «simbolismo tradicional». 2. Apresenta o método comparativo como base para compreender o simbolismo nos contos tradicionais. 3. Apresenta ciclos específicos de contos, lidando com textos concretos, por forma a apreender os padrões simbólicos subjacentes.
Programa
P1 -Trabalhar as noções básicas de «tradição oral», «conto maravilhoso», «variante». P2 - Fornecer instrumentos de trabalho básicos neste domínio: iniciação ao índice internacional de Aarne-Thompson-Uther e à análise morfológica dos contos. P3 - Iniciação a ciclos concretos de contos orais, literários e multimédia. P4 - Iniciação à análise simbólica.
Processo de Avaliação
Contínua: Uma apresentação em aula (30%), participação ativa e informada nas discussões em sala de aula (30%), trabalho final (40%). O regime de avaliação contínua requer a sua presença em pelo menos 16 aulas. Exame (100%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Cardigos, Isabel. In and Out of Enchantment: Blood Symbolism and Gender in Portuguese Fairytales. Helsinki: Academia Scientiarum Fennica, 1996. Girardot, N. J. Initiation and Meaning in the Tale of Snow White and the Seven Dwarves. Journal of American Folklore 90, no. 357 (1977): 274-300. Propp, Vladimir. Morfologia do Conto. Traduzido por Vítor Oliveira. Lisboa: Vega, 2003. Vaz da Silva, Francisco. 'Fairy-Tale Symbolism: An Overview.' Oxford Research Encyclopedia of Literature. 2017. Vaz da Silva, Francisco. Red as Blood, White as Snow, Black as Crow: Chromatic Symbolism of Womanhood in Fairy Tales. Marvels & Tales 21, no. 2 (2007): 240-52. Verdier, Yvonne. 'Little Red Riding Hood in Oral Tradition.' Marvels & Tales 11, no. 1-2 (1997): 101-23.
Bibliografia Opcional
Bartlett, F. C. Some Experiments on the Reproduction of Folk-Stories.? Folklore 31, no. 1 (1920): 30-47. Jakobson, Roman and Petr Bogatyrev. Folklore as a Special Form of Creation. Trans John M. O'Hara. Folklore Forum 13, no. 1 (1980): 1-21. Uther, Hans-Jörg. The Types of International Folktales: A Classification and Bibliography, Based on the System of Antti Aarne and Stith Thompson. 3 vols. FF Communications 284-286. Helsinki: Academia Scientiarum Fennica, 2004. Vaz da Silva, Francisco. Branca de Neve e suas Irmãs. Lisboa: Temas e Debates, 2013. Vaz da Silva, Francisco. Capuchinho Vermelho Ontem e Hoje. Lisboa: Temas e Debates, 2011. Vaz da Silva, Francisco. Gata Borralheira e Contos Similares. Lisboa: Temas e Debates, 2011.
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Objectivos
Esta UC tem por objectivo desenvolver competências nos seguintes domínios:
Capacidade de análise e síntese: 1. das possibilidades de articulação entre alterações de paradigmas científicos e processos históricos 2. das epistemologias antropológicas euro-americanas e outras a) numa leitura diacrónica b) numa análise da situação contemporânea 3. de estudos de caso sobre os quais se têm focado os Estudos da Emergência e da Complexidade, numa perspectiva interdisciplinar.
Capacidade para resolver problemas: 1. utilizando métodos de recolha de informação etnográfica 2. integrando criticamente modelizações teóricas de cariz antropológico às dinâmicas das crises e catástrofes.
Capacidade crítica: Sobre as possibilidades e limitações dos modelos e métodos discutidos, em particular: a) as técnicas de recolha de informação etnográfica em contextos culturais em situações de crise e catástrofe b) articulação de modelos antropológicos com os de outras disciplinas afins.
Programa
1. Introdução temática - escatologia e história numa perspectiva antropológica. 2. Leitura diacrónica das visões apocalípticas no contexto euro-americano: as articulações e entre discurso religioso e científico. 3. Estudos do risco e ciências da emergência -mutações epistemológicas na compreensão das situações de crise e catástrofe depois da 2a Guerra Mundial. 4. Propostas de leitura antropológica de estudos de caso históricos e contemporâneos. Abordagens integradas no contexto analítico das ciências da complexidade.
Processo de Avaliação
Com quatro componentes: a participação nas aulas (10%); a participação activa nos seminários apresentando os textos obrigatórios e/ou evidenciando conhecimento e compreensão (20%); a redacção de um relatório final baseado em temática(s) proposta(s) pelo docente e redigido com base na bibliografia da cadeira (70%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Balandier, G. Le grand derangement. 2005.
Diamond, J. Collapse. How societies choose to fail or succeed. 2005.
Feyerabend, P. Against Method. Outline of an anarchist theory of knowledge. 1975.
Hoffman, S., Oliver-Smith, A. Catastrophe and Culture. The anthropology of disaster. 2002.
Kunstler. J.O. The Long Emergency. Surviving the converging catastrophes of the 21st century. 2005.
Wolf, E. Envisioning Power. Ideologies of dominance and crisis. 1999.
Bibliografia Opcional
Cipolla, C. 1988. "Le leggi fondamentali della stupidità" in Allegro ma non troppo. . Gomes da Silva, J. C. 2003. O Discurso contra si próprio. Assírio & Alvim. Graeber, D. 2011. Debt: the First 5000 Years. Melville House. Heritier, F. (ed.) De la violence, I and II. 1996-7. Odile Jacob. Kegan, J. 1993. A History of Warfare. Pimlico. Ross, M.H. 1993. The Culture of Conflict: Interpretations and Interests in Comparative Perspective. Yale University Press Thom, R. 1981. Modeles mathematiques de la morphogenese. Christian Bourgeois. Turney-High, H. 1949. Primitive war: its practices and concepts. University of South Carolina Press. Van Boxsel, M. 2005. The Encyclopedia of Stupidity. Reaktion Books. Wunenburger, J. 1990. La Raison contradictoire. Albin Michel.
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Objectivos
Capacitar os estudantes para a compreensão dos aspetos fundamentais do contexto histórico, antropológico e político de Israel e Palestina, a partir de uma perspetiva transdisciplinar.
Programa
CP1. O Médio Oriente no período colonial tardio. CP2. O orientalismo CP3. Israel, Palestina, Terra Santa: as religiões do Livro CP4. Judaísmo, Diáspora e Antissemitismo CP5. O Sionismo e o Nacionalismo Árabe no Séc XIX CP6. O processo de implantação do estado de Israel CP7. O surgimento da identidade nacional Palestiniana CP8. O Conflito: factos e interpretações. CP9. Divisões na sociedade israelita: classe, etnicidade, origem nacional, religião e secularismo. CP10. Divisões na sociedade palestiniana: classe, religião, diáspora vs localismo. CP11. Análise de Etnografias: Overlooking Nazareth. CP12. Análise de filmes documentais CP13. Israel/Palestina e contradições da Modernidade: estado, nacionalismo, etnicidade, religião CP14. Israel/Palestina e disputas ideológicas globais. Movimentos pró-Israel e pró-Palestina CP15. Vinhetas etnográficas de Israel/Palestina hoje. A pesquisa do docente sobre migração brasileira (judia e palestina) para Israel/Palestina.
Processo de Avaliação
Regime de avaliação contínua ou final. Contínua: pressupondo uma assiduidade de pelo menos 80% (assiduidade=10% nota final), dois instrumentos - participação nas discussões em aula (30%), ensaio individual final (60%). Para o 1º instrumento é relevante a qualidade das intervenções e a demonstração de leitura, para o 2º a competência de escrita, a pesquisa bibliográfica, a capacidade de análise e síntese. Final: exame, segundo o regime do REAAC.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
DOMÍNGUEZ, Virginia R., 1989, People as subject, people as object. Selfhood in Contemporary Israel. Madison: University of Wisconsin Press DOWTY, Alan, 2008 (2005), Israel/Palestine. London: Polity. GILBERT, Martin, 2009 (1998), História de Israel. Lisboa: 70. (Israel: A History). ISCTE H.123(3) GIL*His. KIMMERLING, Baruch, Clash of Identities (Livro do docente) SAID, Edward, 1990, Orientalismo, São Paulo: Companhia das Letras. A.113(3) SAI*Ori vrs. bra ex.2 RABINOWITZ, Dan, 1997, Overlooking Nazareth. The Ethnography of Exclusion on Galilee. Cambridge: CUP. ISCTE A.170(5)RAB*Ove
Bibliografia Opcional
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Objectivos
Ao pensar sobre doença deparamo-nos com uma categoria que é puramente objectiva, inscrita no ramo da medicina convencional enquanto patologia e, em simultâneo, com o domínio do subjectivo, em que se inscreve a pessoa enquanto doente. Esta disciplina discute e questiona alguns pressupostos comummente associados ao consumo de drogas e a práticas sexuais, nomeadamente no que diz respeito a comportamentos de risco e à vivência do estigma. Numa perspectiva história e contextualmente diversificada estimula-se a compreensão crítica das dimensões subjacentes ao discurso, prática e percursos de portadores de doenças como Stress Pós-Traumático, Hepatite, HIV, toxicodependência ou alcoolismo, enfatizando as implicações familiares, profissionais e afectivas da sua condição. Procurando ir mais longe nesta discussão, analisar-se-ão ainda estratégias de socialidade e pertença emergentes, considerando comunidades que, de forma mais ou menos invisível,reconstituem e reconfiguram a marginalidade.
Programa
- Territórios Psicotrópicos e os bairros das drogas - Margens e exclusão social - Pecado, crime, doença: o desmontar de um conceito - Comportamentos de risco: as trajectórias do perigo - Religião, medicina, terapia -Velhas e novas doenças: homossexualidade, alcoolismo, toxicodependência, depressão, stress Pós-Traumático - Ser-se diferente: estigmatizado desacreditado e estigmatizado desacreditável - A droga e o álcool enquanto elementos de contágio - Estigma, culpa e vergonha - Novas socialidades e a reconfiguração da pessoa
Processo de Avaliação
os alunos que estejam inscritos na avaliação contínua serão avaliados pela elaboração de três exercícios escritos a realizar em aula, com a ponderação de 30% cada um na nota final. a assiduidade e participação nas aulas correspondem a 10% da ponderação da nota final Os alunos que não estiverem inscritos ou que reprovem na avaliação contínua, poderão realizar um exame final.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Chaves, Miguel. 1999. Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico. Marginalidade Económica e Dominação Simbólica em Lisboa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais. Conrad, Peter e Joseph Schneider. 1992. Deviance and Medicalization: From Badness to Sickness. Philadelphia: Temple University Press Cunha, Manuela Ivone. 2002. Entre o Bairro e a Prisão: Tráfico e Trajectos. Lisboa: Fim de Século Fernandes, Luís. 1998. O Sítio das Drogas. Etnografia das Drogas numa Periferia Urbana. Lisboa: Editorial Notícias Frois, Catarina. 2009. Dependência, Estigma e Anonimato nas Associações de 12 Passos. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Goffman, Erving. 1988. Estigma: Notas sobre a Identidade Deteriorada. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Quintais, Luís. 2000. As guerras Coloniais Portuguesas e a Invenção da História. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Vasconcelos, Luís. 2003. Heroína: Lisboa como Território Psicotrópico nos Anos Noventa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
Bibliografia Opcional
Bastos, Cristiana. Ciências, Poder, Acção. As Respostas à Sida. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Becker, Howard. 1963. Outsiders: Studies in the Sociology of Deviance. New York: The Free Press Cunha, Manuela. 1994. Malhas que a Reclusão Tece. Questões de Identidade numa Prisão Feminina. Lisboa: CEJ Douglas, Mary, ed. 2003. Constructive Drinking. London: Routledge Goffman, Erving. 1981. Manicómios, Prisões e Conventos. Rio de Janeiro: Guanabara Mäkela, Klaus et al. 1996. Alcoholics Anonymous as a Mutual-Help Movement: A Study in Eight Societies. Wisconsin: University of Wisconsin Press Maia, Marta. 2009. Sexualités Adolescentes. Paris: L?Harmattan Pina Cabral, João. 2000. ?A Difusão do limiar: margens, hegemonias e contradições?. Análise Social 153: 865-892 Torres, Nuno e João Ribeiro, orgs. 2001. A Pedra e o Charco: Sobre o Conhecimento e Intervenção nas Drogas. Almada: Íman Wacquant, Loic. 2007. Urban Outcasts. A Comparative Sociology of Advanced Marginality. London: Polity
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Objectivos
1. Sensibilizar os estudantes para a variedade e complexidade das populações do sudeste asiático, em termos linguísticos, étnicos e religiosos;
2. Aprofundar as formas pelas quais se construíram olhares antropológicos sobre a região do sudeste asiático, em comparação com outras, como o Índico, o Mediterrâneo, e África;
3. Estimular nos alunos a percepção do papel dos colonialismos europeus nesta zona;
4. Fomentar a leitura e discussão de reformulações recentes, na antropologia e na 'história global', das categorias de 'Ásia', 'Europa' e Eurásia.
Programa
A região do sudeste asiático: desenvolvimento dos estudos antropológicos; Diversidade linguística, religiosa e étnica;
O que se entende por 'minoria'? Dialécticas minoria/maioria; Minorias e colonialismos;
Os kachin e shan da Alta Birmânia: Colonialismo: construções e fabricações; Sistemas políticos em contínua construção;
Perspectivas cruzadas sobre Malaca: linguísticas, históricas, etno-musicológicas; Questões críticas: identidades, etnicidade e autenticidade;
Repensando a Eurásia: Novas linhas de investigação sobre a 'Ásia' e a 'Europa.'
Processo de Avaliação
Após um primeiro trabalho de autoria individual, comparando dois textos etnográficos sobre a mesma região (até 5 pp.), ou uma apresentação oral (20-30 mins.), elabora-se um ensaio final de autoria individual (5-10 pp.), que terá a mesma estrutura, concentrando atenção noutro caso etnográfico.
Primeiro ensaio: 33%. Ensaio final: 67% (inclui uma ponderação da assiduidade do aluno e da sua participação activa nas aulas). Para quem não envereda pela avaliação periódica, haverá exame final.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ANDERSON, B. 1998 'Majorities and Minorities' The Spectre of Comparisons: Nationalism, Southeast Asia and the World. Londres: Verso; 318-30
BRUNER, E. 1996 'Tourism in the Balinese Borderzone' Lavie, S. & T. Swedenburg (orgs.) Displacement, Diaspora, and Geographies of Identity. Durham: Duke University Press; 157-179
GOODY, J. 2000 O Oriente no Ocidente. Lisboa: Difel
HEINZ, C. 1999 Asian Cultural Traditions. Prospect Heights: Waveland (Cap. 4 / Cap. 6 / Cap. 9 'The Colonial Period')
LEACH, E. 1996 [1954] Sistemas Políticos da Alta Birmânia: Um Estudo da Estrutura Social Kachin. São Paulo: Edições da Universidade de São Paulo
O'NEILL, B. J. 2012 'Miraculous Eurasia' Anthropology of This Century Issue 4, May: http://aotcpress.com/articles/miraculous-eurasia/
SADAN, M. 2007 'Constructing and Contesting the Category 'Kachin' in the Colonial and Post-Colonial Burmese State' Mikael Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma. Copenhagen: NIAS Press; 34-76
Bibliografia Opcional
As referências com asteriscos deveriam aparecer na Bibliografia Básica, cujo campo limita ridiculamente o número de títulos a apenas 1000 caracteres.
References with asterisks should have appeared within the Basic Bibliography, which has a ridiculously small space limit of 1000 characters.
Armony, Victor e François Grin 2003 'Minorité' & 'Minorité (droits des -)'Gilles Ferréol & Guy Jucquois (dir.) Dictionnaire de l'Alterité et des Relations Interculturelles. Paris: Armand Colin ; 209-210, 210-217 * Barradas de Oliveira (coord.) 1954 Relação da Primeira Viagem do Ministro do Ultramar às Províncias do Oriente 1952. Volume II. Lisboa: Agência Geral do Ultramar ['A Caminho de Malaca'; 7-31]
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Bruner, Edward 2001 'The Maasai and the Lion King: Authenticity, Nationalism, and Globalization in African Tourism' American Ethnologist 28 (4): 881-908
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Doutreloux, A. & P. Watté 1984 'Étnimo' Georges Thinès & Agnès Lempereur (dirs.) Dicionário Geral das Ciências Humanas. Lisboa: Edições 70; p. 363
Espada, Maria de Jesus 2009 Io Dali Vos Mori: Relato Sumário de uma Comunidade Luso-descendente em Tugu. Lisboa: Prefácio
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Sokolovskii, Sergey & Valery Tishkov 2002 [1996] 'Ethnicity' Alan Barnard & Jonathan Spencer (orgs.) Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology. Londres: Routledge; 190-193. * Sousa Santos, Boaventura de 2009 'Um Ocidente Não Ocidentalista?: A Filosofia à Venda, a Douta Ignorância e a Aposta de Pascal' B. Sousa Santos & Mª Paula Menezes (orgs.) Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina / CES; 445-486
Tarling, Nicholas 2004 [1996] (org.) The Cambridge History of Southeast Asia. 2 Vols. (em 4 tomos), 384 + 320 + 368 + 384 pp. [disponível na biblioteca do ISCTE]
Wade, Geoff & Li Tana 2012 Anthony Reid and the Study of the Southeast Asian Past. Singapura: ISEAS
* Watson, James L. 1997 (org.) Golden Arches East: McDonald's in East Asia. Stanford University Press (capítulos seleccionados)
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Objectivos
O curso tem por objetivos proporcionar conhecimento e capacitação introdutórios sobre os usos de métodos de observação e recolha assentes em meios gráficos, numa perspetiva de aplicação multidisciplinar. A unidade curricular visa: 1. Estimular as capacidades de observação no terreno através do recurso à prática gráfica; 2. Consciencializar e estimular a sensibilidade do estudante para abordagens integradas de recolha; 3. Contribuir para o acréscimo do conhecimento teórico e prático; 4. Promover uma componente prática através de visitas de estudo e elaboração de cadernos gráficos.
Programa
P1: Olhar histórico e comparativo sobre o uso de métodos gráficos nas ciências sociais e humanas P2: O grafismo nas ciências sociais e humanas e o meio artístico P3: Abordagens de pesquisa complementados pelo uso de formas gráficas P4: Evolução das ligações entre métodos gráficos, audiovisuais e escritos P5: Estilística e retórica: o uso do grafismo na recolha e apresentação de dados P6: O mercado editorial: o caderno de viagem, o caderno gráfico, o retrato, etc. P7: Redes académicas e não-académicas dedicadas ao uso de meios gráficos P8: O conhecimento não-verbal: o conhecer prático e a importância da imaginação gráfica P9: Da ilustração no terreno aos métodos participativos de recolha de dados P10: Assimetrias na aceitabilidade actual dos métodos gráficos em várias disciplinas científicas P11: O efeito arroseur arrosé: intercomunicação e socialização através do grafismo no terreno P12: O grafismo na produção científica e exploração dos meios digitais
Processo de Avaliação
Ensaio final-3500 palavras + elementos gráficos (50%) Avaliação baseada em: relevância da análise e relação com o programa, capacidade analítica, criatividade; desenvolvimento de projeto de pesquisa. Apresentação em aula (30%); Apresentação de portfolio gráfico baseada no conhecimento do tópico, exploração das possibilidades do meio gráfico, qualidade da apresentação. Participação em aula e visitas de campo (20%). É excluída a avaliação por exame apenas, dada a natureza prática do curso.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
1. Certeau, Michel de. 1987. The Practice of Everyday Life. Los Angeles: University of California Press. 2. Causey, Andrew. Drawn to See. Toronto: Toronto University Press. 3. Ingold, Tim. 2007. Lines: A Brief History. London: Routledge. 4. Ramos, Manuel João. 2015. "Stop the Academic World, I Wanna Get Off in the Quai de Branly. Of sketchbooks, museums and anthropology", Cadernos de Arte e Antropologia, 4 (2): 141-178. 5. Taussig, Michael. 2011. I swear I saw this. Drawings in fieldwork notebooks, namely my own. Chicago and London: The University of Chicago Press.
Bibliografia Opcional
1. Afonso, Ana Isabel, Manuel João Ramos. 2004. "New Graphics for Old Stories: Representation of local memories through drawings". Pp. 66-83 in Working Images: Visual Research and Representation in Ethnography, edited by A. I. Afonso, L. Kurti e S. Pink. London: Routledge. 2. Almeida, Paulo L.; Duarte, Miguel B.; Barbosa, José T. (eds). 2014. Drawing in the University Today. Oporto: I2ADS/Oporto University 3. Azevedo, Aina. 2016. "Desenho e antropologia: recuperação histórica e momento atual", Cadernos de Arte e Antropologia, Vol. 5, No 2 | -1, 15-32. 4. Azevedo, Aina e Manuel João Ramos. 2016. "Drawing Close - on visual engagement in fieldwork, drawings and the anthropological imagination". Visual Ethnography. 5. Ballard, Chris. 2013. "The Return of the Past: On Drawing and Dialogical History". The Asia Pacific Journal of Anthropology, 14:2, 136-148. 6. Boserman, Carla. 2014. "Entre grafos y bits". Obra digital - Revista de Comunicación, Narrativas y diseño digital, número 6, fevereiro. 7. Causey, Andrew. 2012. "Drawing flies: artwork in the field." Critical Arts, 26 (2), pp. 162-174. 8. Colloredo-Mansfeld, Rudi. 1999. "Sketching as an Ethnographic encounter." Pp. 49-56 in Native Leisure Class: consumption and cultural creativity in the Andes. The University of Chicago Press: Chicago. 9. 2011, "Space, line and story in the invention of an Andean aesthetic". Journal of Material Culture, 16 (1): 3-23. (http://mcu.sagepub.com/content/16/1/3.abstract) 10. Côrte-Real, Eduardo. 2009. The Smooth Guide to Travel Drawing. Lisboa: Livros Horizonte. 11. Eisner, Will. 2008. Graphic Storytelling and Visual Narrative. New York: W.W. Norton &Company 12. Geismar, Haidy. 2014. "Drawing it Out". Visual Anthropological Review, 30 (2): 96-113. 13. Grimshaw, Ann; Ravetz, Amanda (eds.). 2005. Visualizing Anthropology. Bristol: Intelect. 14. Gunn, Wendy. 2009. Fieldnotes and Sketchbooks: Challenging the boundaries between descriptions and processes of describing. Edited by W. Gunn. Frankfurt: Peter Lang. 15. Hendrikson, Carol. 2010. "Ethno Graphics: Keeping Visual Field Notes in Vietnam". Expedition, Vol 52, n 1: 31-39. 16. Ingold, Tim. 2011a. Being Alive - Essays on movement, knowledge and description. London and New York: Routledge. 17. 2011b. "Prologue." Pp. 1-20 in Redrawing Anthropology. Materials, Movements, Lines, edited by T. Ingold. England: Ashgate. 18. 2013. Making. Anthropology, archeology, art and architecture. London and New York: Routledge. 19. Kuschnir, Karina. 2012. "Desenhando Cidades". Sociologia & Antropologia. Vol. 02.04: 295-314. 20. 2014. "Ensinando antropólogos a desenhar: uma experiência didática e de pesquisa". Cadernos de Arte e Antropologia 3(2): 23-46. 21. Lewis-Williams, DAvod. 2002. The Mind in the Cave. Consciousness and the origins of Art. London: Thames & Hudson. 22. Miller, Mitch. 2014. "More than a pun: The Role of Dialect and Dialectics in Shaping Dialectograms", in Paulo L. Almeida, Miguel B. Duarte, José T. Barbosa (eds). 2014. Drawing in the University Today. Oporto: I2ADS/Oporto University 23. Newman, Deena. 1998. "Prophecies, Police Reports, Cartoons and Other Ethnographic Rumors in Addis Ababa". Etnofoor, vol. 11 (2): 83-110. 24. Ramos, Manuel João. 2004. "Drawing the lines - The limitation of intercultural ekphrasis." Pp. 147-156 in Working Images: Visual Research and Representation in Ethnography, edited by A. I. Afonso, L. Kurti e S. Pink. London: Routledge. 25. 2009. Traços de Viagem. Lisboa: Bertrand Editora. 26. 2010. Histórias Etíopes, Diário de viagem. Lisboa: Tinta da China. 27. Salavisa, Eduardo. 2008. Diários de Viagem - desenhos do quotidiano, edited by E. Salavisa. Lisboa: Quimera Editores. 28. 2014. Diários de Viagem 2 - desenhadores-viajantes, edited by E. Salavisa. Lisboa: Quimera Editores. Taussig, Michael. 2009. "What Do Drawings Want?" Culture, Theory and Critique, vol. 50, issue 2-3: 263-274.
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2 Ano | 2 Semestre
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Objectivos
Propondo-se reflectir em torno das culturas marítimas, a UC visa introduzir os estudantes a esta área de estudos apresentando-lhes exemplos temáticos e estudos de caso etnográficos que ilustrem as vicissitudes dos modos de vida associados ao mar, perspectivando historicamente a importância das zonas costeiras no desenvolvimento da Europa e de outras regiões do globo.
Programa
P1. A Europa e o mar P1.1. A Pré-História; os mitos fundadores P1.2. Os imaginários marítimos P1.3. Navegação e Pescas P1.4. Maritimidade, Turismo, Património P2. Antropologia e Pescas P2.1. Perspectiva histórica das pescas em Portugal. P2.2. Estudo de Caso: o Litoral Central Português P2.3. Pesca e pescadores na Arte e na Literatura P3. A Oceania - embarcações e navegações
Processo de Avaliação
a) 20% da nota final - apresentação oral em seminário (com slide show e entrega de outline), qualidade geral das intervenções e participação nas aulas. b) 30% da nota final - relatório do Seminário (aprox 1200 palavras). c) 50% da nota final - ensaio (aprox 3000 palavras). d) Estudantes com défice de tempo trabalho lectivo (7 ou mais faltas), incumprimento ou trabalhos escritos insuficientes, deverão fazer exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ACHESON J., 1981, "Anthropology of fishing", Annual Review of Anthropology, 1981, 10.
CORBIN Alain, 1989, O Território do Vazio - a praia e o imaginário ocidental (1988), São Paulo, Editora Schwarcz Lda.
DAVIS Wade, 2009, The Wayfinders. Why Ancient Wisdom Matters in the Modern World, Toronto, House of Anansi Press.
GABRIEL O., LANGE K. et alt (editors), 2005, Fish Catching Methods of the World, Oxford, Blackwell Publishing.
GILLIS John R., 2012, The Human Shore: Seacosts in History, Chicago and London, The University of Chicago Press. [B]
PÁLSSON Gísli, 1994, "The Idea of Fish: land and sea in Icelandic World-view", in Roy Willis (editor), 1994, Signifying Animals: Human Meaning in the Natural World, Routledge, pp. 114-127. [B]
PROBYN Elspeth, 2016, Eating the Ocean, Durham and London, Duke University Press.
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto e Fernando Galhano, 1964, Palheiros do Litoral Central Português, Lisboa, IAC/Centro de Estudos de Etnologia Peninsular. [B]
Bibliografia Opcional
BACHELARD Gaston, 1989, A Água e os Sonhos. Ensaio sobre a imaginação da matéria [1942], São Paulo, Martins Fontes.
BATAILLE-BENGUIGUI Marie-Claire, 1992, "Pêcheurs de mer, pêcheurs de terre - la mer dans la pensée tongienne", Études Rurales 127-128: 55-73.
BOISSEVIN Jeremy and SELWYN Tom (editors), 2004, Contesting the Foreshore. Tourism, Society, and Politics on the Coast, Amsterdam University Press.
BRANDÃO Raul, s/d, Os Pescadores [1893-1923], Lisboa, Ulisseia.
BRETON Yvan, 1981, "L'Anthropologie Sociale et les sociétés de pêcheurs: réflexions sur la naissance d'un sous-champ disciplinaire", Anthropologie et Sociétés, 1981, vol. 5, 1: 7-27.
BROGGER Jan, 1990, Pre-bureaucratic Europeans, Oslo, Norwegian University Press, [tradução portuguesa: Pescadores e Pés-calçados, Nazaré, Livraria Suzy, 1992].
CABANTOUS Alan, 1990, Le Ciel dans la Mer. Christianisme et civilization maritime, XVI-XIX siècle, Paris, Fayard.
CASSON Lionel, 1994, Ships and Seafaring in Ancient Times, Texas, University of Texas Press.
COLE Sally, 1994, Mulheres da Praia - o Trabalho e a Vida numa Comunidade Costeira Portuguesa (1991), Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
COUPER Alastair, 2009, Sailors and Traders: A maritime history of the Pacific peoples, Honolulu, University of Hawai'i Press.
CRAMER Deborah, 2001, The Great Waters. An Atlantic Passage, New York, London, W. W. Norton & Company. [B]
DU JOURDIN Michel Mollat, 1995, A Europa e o Mar, Lisboa, Edições Presença. [B]
EINARSSON Niels, 1993, "All Animals are equal but some are Cetaceans. Conservation and Culture Conflict" in Kay Milton (editor), 1993, Environmentalism: The View From Anthropology, London, Routledge pp. 73-82.
EINARSSON Niels, 1996, "A Sea of Images; fishers, whalers and environmentalists", in Gísli Pálsson and E. Paul Durrenberger (editors), 1996, Images of Contemporary Iceland. Everyday Lives and Global Contexts, Iowa, University of Iowa Press, pp. 46-59.
ESCALLIER Christine, 2014, Les pêcheurs de Nazaré (Portugal): l'empreinte de la mer, Paris, L'Harmattan. [B]
FIRTH Raymond, 1971 (1946), Malay Fishermen: Their Peasant Economy, Londres, Routledge & Kegan Paul Ltd. [B]
GALHANO, Fernando, 1963, «Notas sobre a Pesca da Xávega em Mira», Colóquio de Etnologia Marítima, vol. V, Actas do Congresso Internacional de Etnografia promovido pela Câmara Municipal de Santo Tirso, Santo Tirso, 10 a 18 de Julho de 1963, pp. 199¬ 205.
GAMBIN Timmy, 2014, "Maritime activity and the Divine - an overview of religious expression by Mediterranean seafarers, fishermen and travelers", in Dionisius Agius, Timmy Gambin et alt (editors), Ships, Saints and Sealore: Cultural Heritage and Ethnography of the Mediterranean and the Red Sea, Archaeopress, pp. 3-12.
GRAY Fred, 2006, Designing the Seaside. Architecture, Society and Nature, London, Reaktion Books.
HASTRUP Kirsten and RUBOW Cecilie, 2014, Living with Environmental Change. Waterworlds, Oxford and New York, Routledge. [B]
HViDING Edvard, 2003, "Both Sides of the Beach: knowledges of nature in Oceania", in Helaine Selin (edit), Nature Across Cultures. Views of Nature and the Environment in Non-western Cultures, Dordrecht, Boston, London, Kluwer Academic Publishers, Springer Science+Business Media, pp. 245-275.
LIEN Marianne Elisabeth, 2015, Becoming Salmon. Aquaculture and the Domestication of a Fish, Oakland, University of California Press. [B]
LOFGREN Orvar, 1999, "The Global Beach", On Holiday. A History of Vacationing, Berkeley, University of California Press, pp. 213-239. [B]
LOPES Paulo, 2009, O Medo do Mar nos Descobrimentos. Representações do fantástico e dos medos marinhos no final da Idade Média, Lisboa, Tribuna da História.
MACK John, 2011, The Sea. A cultural history, London, Reaktion Books. [B]
MADUREIRA, Nuno Luís (coord.), 2001, História do Trabalho e das Ocupações, vol. II: As Pescas, org. de Inês Amorim, Oeiras, Celta Editora. [B]
MALINOWSKI Bronislaw, 1983 - Argonauts of the Western Pacific (1922), London, Routledge & Kegan Paul, caps. IV e V. [B]
MARTINS, Luís, 1997, «Baldaque da Silva e a Identificação das Comunidades Costeiras», Etnográfica, vol. I (2), pp. 271¬ 293.
MENDES Paulo Daniel e Inês Salema Menezes, 1996, Se o Mar Deixar - comunidade e género numa povoação do litoral alentejano, Edições do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. [B]
MOREIRA Carlos Diogo, 1987, Populações Marítimas em Portugal, Lisboa, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. [B]
MURPHY Martin N., 2007, Contemporary Piracy and Maritime Terrorism. The Threat to International Security, Oxford, Routledge.
NADEL-KLEIN Jane, 2003, Fishing for Heritage. Modernity and Loss along the Scottish Coast, Oxford and New York, Berg. [B]
NUNES Francisco Oneto (coord.), 2008, Culturas Marítimas em Portugal, Lisboa, Âncora Editora. [B]
PÁLSSON Gísli, 1994, "The Idea of Fish: land and sea in Icelandic World-view", in Roy Willis (editor), 1994, Signifying Animals: Human Meaning in the Natural World, Routledge, pp. 114-127. [B]
PERALTA Elsa, 2006, "Portugal e o Mar", in Álvaro Garrido (coord.), 2006, A Economia Marítima Existe, Lisboa, Âncora Editora, pp. 173-184.
PÉRON Françoise, 1993, "Fonctions sociales et dimensions subjectives du littoral", Études Rurales 133-134: 31-43.
PÉRON Françoise, 1996, "De la Maritimité", in Françoise Peron et Jean Rieucau (dir), 1996, La Maritimité Aujourd'hui, Éditions L'Harmattan, pp. 13-27.
PITTA E CUNHA Tiago, 2011, Portugal e o mar: à redescoberta da geografia, Lisboa, Fundação Franciscvo Manuel dos Santos. [B]
RAMALHO ORTIGÃO, 1876, As Praias de Portugal: Guia do Banhista e do Viajante, Porto, Livraria Universal de Magalhães & Moniz Editores.
RIEUCAU Jean, 1996, "Sociétés Maritimes et Sociétés Littorales: Quelle Maritimité?", PÉRON Françoise et RIEUCAU Jean (dir), 1996, La Maritimité Aujourd'hui, Éditions L'Harmattan, pp. 29-51.
ROCHA PEIXOTO, António Augusto da, 1990 (1899), «Etnografia Portuguesa: Habitação, Os Palheiros do Litoral", Etnografia Portuguesa (Obra Etnográfica Completa), Lisboa, Publicações Dom Quixote, pp. 70¬ 88. [B]
SANTOS GRAÇA António, 1992, O Poveiro (1932), Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
STRANG Veronica, 2004, The Meaning of Water, Oxford and New York, Berg.
THOMPSON Paul, 1985, «Women in the Fishing: The Roots of Power between the Sexes», Comparative Studies in Society and History, n.º 27 (1), pp. 3¬ 32.
TILLEY Christopher, 2002, "Metaphor, Materiality and Interpretation" / "The Metaphorical Transformations of Wala Canoes", BUCHLI Victor (ed.), 2002, The Material Culture Reader, Berg, Oxford, New York, pp. 23-55. [B]
TOMÁS Júlia, 2013, Ensaio sobre o Imaginário Marítimo dos Portugueses, Braga, CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - Universidade do Minho.
TRINDADE José Maria, 2009, A Nazaré dos pescadores: identidade e transformação de uma comunidade marítima, Leiria, Edições Colibri. [B]
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, 1988, Construções Primitivas em Portugal [1969], Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, 1990, Actividades Agro- Marítimas em Portugal [1975], Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
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Objectivos
A cadeira tem como objectivo a apresentação da Índia através de um olhar eminentemente etnográfico, com base num trabalho de campo de longa duração no Gujarate e em Goa. Ela pretende ilustrar a complexidade e diversidade social e religiosa da "maior democracia do mundo" e respectivas contradições (intocáveis / dalit e outros subalternos), decorrentes, em larga medida, do sistema de castas. O curso elucidará, depois, o protagonismo indiano nos palcos mundiais, com a entrada da Índia na economia transnacional, graças ao desenvolvimento de tecnologias de comunicação e de informação, à entrada no mercado de televisão por satélite e a uma escala de produção cinematográfica a nível internacional ? cuja centralidade é o fenómeno de Bollywood. Será, finalmente, apresentado aquele que é um dos mais estruturados fluxos de pessoas e de grupos, a diáspora indiana no mundo, com particular incidência no contexto português.
Programa
1.Programa e objectivos programáticos. Metodologia. Formas de avaliação.
2. A Índia 2.1.Nacionalidade, língua, religião. 2.2.Singularidade e negociação cultural
3. A democracia indiana 3.1. Complexidades 3.1. Paradoxos 3.3. A Índia e os seus subalternos
4. O sistema de castas 4.1.Endogamia,'endocozinha' e especialização profissional. 4.2. Oposição pureza/impureza ritual.
5. Índia e Hinduísmo. 5.1. Princípios e conceitos estruturantes: dharma e karma; samsara e moksha. 5.2.A bhakti. 5.2.1.Revelação e devoção. 5.3.Os deuses hindus. 5.4.A deusa. Shakti e a fertlidade sócio-cosmogónica.
6.Outros cultos.
7. A Índia e o mundo contemporâneo 7.1. Globalização, migrações e diáspora. 7.2. Culturas de media 7.3. Bollywood
Processo de Avaliação
A avaliação tem três componentes principais assiduidade e participação na aula (15%), seminário (30%) e dois trabalhos escritos (55%), nos termos descritos abaixo (processo de ensino-aprendizagem).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Beteille, André, 1996, cap. 6, 'Caste in Contemporary India', in - -Fuller, Christopher, org., Caste Today, Delhi, Oxford University Press, pp. 150-179; Fuller, Christopher J., 1992, The Camphor Flame. Popular Hinduism and Society in India, Princeton: Princeton University Press; Guha, Ramachandra, 2007, India after Gandhi. The History of the World's Largest Democracy, New York, Harper Collins; Gupta, Dipankar, 2000, Interrogating Caste. Understanding Hierarchy & Difference in Indian Society, Delhi, Penguin; Perez, Rosa Maria, 2004, Kings and Untouchables. A Study of the Caste System in Western India, Delhi, Chronicle Books, edição prefaciada; Sharma, Shashi, 2007, The Elephant, the tiger and the cell phone. Reflections on India. The Emerging 21st Century Power, Nova Iorque, Arcade Publishing; Varma, Pavan K., 2004, A Índia no Século XXI, Lisboa, Editorial Presença; Woopert, Stanley, 1991, India, Berkeley, University of California Press.
Bibliografia Opcional
Appadurai, Arjun, 1988, "Putting Hierarchy in Its Place", Cultural Anthropology, vol. 3: 36-49; Appadurai, Arjun, 1986, "Is Homo Hierarchicus? ? A Review Essay," American Ethnologist, 13 (4): 745-761; Bailey, Susan, 1999, Caste, Society and Politics in India from the Eighteen Century to the Modern Age, Cambridge, Cambridge University Press; Biardeau, Madeleine, 1981, L?Hindouisme. Anthropologie d?une civilisation, Paris, Flammarion ; Bose, Brinda, ed., 2002, Translating Desire. The Politics of gender and Culture in India, New Delhi, Katha; Brah, Avtar, 2008, 'The Asianin Britain', in Ali, N., V.S. Kalra e S.S. Sayyd, orgs., A Postcolonial People. South Asians in Britain, pp. 62-74;Nova Iorque, Columbia University Press; Brah, Avtar, 1996, Cartographies of Diaspora. Contesting Identities, Nova Iorque, Routledge; Chakrabarty, Dipesh, 1997, 'Postcoloniality and the Artifice of History: Who Speaks for 'Indian? Past?' in Guha, Ranajit, 1997, org., A Subaltern Studies Reader, 1986-1995, Mineapolis: University of Minnessota Press; Cohn, Bernard, 1987, An anthropologist among the historians and other stories, Delhi: Oxford University Press; Das, Veena, 1994 [1989], "Subaltern as Perspective", in Ranajit Guha ed., 1994 [1989], Subaltern Studies VI, Delhi, Oxford India Paperbacks; Dirks, Nicholas B., 2001, Castes of Mind. Colonialism and the Making of British India, Princeton, Princeton University Press; Dumont, Louis, 1966, Homo Hierarchicus. Le Système de Castes et ses Implications, Paris, Gallimard ; Dudrah, Rajinder Kumar, 2006, Bollywood: Sociology goes to the movies, Delhi, Sage Publications; Dwyer, Rachel, 2000, All you want is money, all you need is love: sexuality and romance in modern India, Nova Iorque, Cassel; Embree, Ainslie T., 1989, Imagining India. Essays on Indian History,Delhi e Nova Iorque, Oxford University Press; Fisher-Tiné, Harald and Michael Mann, 2004, Colonialism as Civilising Mission. Cultural Ideology in British India, London, Anthem Press; Fuller, Christopher, org., Caste Today, Delhi, Oxford University Press; Gillespie, Marie, 2002, 'Dynamics of Diasporas: South Asian Media and Transnational Cultural Politics', in Gitte Stald e Thomas Tuffe, orgs., Global Encounters: Media and Cultural Transformation, Luton, University of Luton Press; pp. 173-193; Guha, Ranajit, 1997, org., A Subaltern Studies Reader, 1986-1995, Minneapolis: University of Minnesota Press; Huggam, Graham, 2001, The Post-Colonial Exotic. Marketing the Margins, NY, Routledge; Jeffrey, Craig, 2001, "'A fist is stronger than five fingers': caste and dominance in rural north India", Royal Geographical Society, pp. 217-236; Jeffery, Patricia and Amrita Basu, eds, 1998, Appropriating Gender. Women?s Activism and Politicized Religion in South Asia, New York and London, Routledge; Lamb, Sarah, 2003, White Saris and Sweet Mangoes: Aging, Gender, and Body in North India, New York, Rutgers; Luden, David, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Masselos, Jim, 2002, 'The Dis/appearance of Subalterns: A Reading of a Decade of Subaltern Studies', in David Luden, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Mehta Nalin, org., 2008, Television in India. Satellites, politics and cultural change, Nova Iorque, Routledge; Mukadam, Anjoon and Sharmina Mohani, 2006, ?Post-Diasporic Indian Communities. A New Generation?, in Coleman, Simon Michael and Peter Collins, eds.,2006, Locating the Field. Space, Palce and Context in Anthropology, Oxford, Berg; Nandy, Ashis, 1998, The Secret Politics of Our Desires. Innocence, Culpability and Indian Popular Cinema, Delhi, Oxford University Press; Ong, Aihwa, 1999, Flexible citizenship: the cultural logics of transnationality, Durham, Duke University Press; Parish, Steven, M., 1997 (1993), Hierarchy and its Discontents. Culture and the Politics of Consciousness in Caste Society, Delhi, Oxford India Paperbacks; Perez, Rosa Maria, 2011, The Tulsi and the Cross. Anthropology and the Colonial Encounter in Goa, Delhi, Orient Blackswan; Perez, Rosa Maria, 2009, 'Culture and the Body. Fieldwork Experiences in India', in Portuguese Studies, vol. 15, nº 1: 30-45; Perez, Rosa Maria, 2006, ed., Os Portugueses e o Oriente. História, Itinerários, Representações, Lisboa, Publicações Dom Quixote; Perez, Rosa Maria, 2006, 'Mapping the India's Diaspora in Europe. Culture, Society, Policy', expert brief paper, Academic Network of European Research Related to India (ANERI), www.encari.com; Rajadhyaskha, Ashish, 'The Bollywoodization of Indian Cinema: Cultural Nationalism in a Global Arena', Inter-Asia Cultural Studies, 4(1), pp. 25-39, 2003; Rajadhyaskha, Ashish, Viewership and Democracy in the Cinema?, in Ravi Vasudevan, ed, Making Meaning in Indian Cinema, New Delhi, Oxford University Press, 2010; Rajan, Sunder Rajeswari, 1993, Real and Imagined Women. Gender, Culture and Postcolonialism, London and New York, Routledge; Sivaramakrishna, K., 2002, ?Situating the Subaltern: History and Anthropology in the Subaltern Studies Project?, in Luden, David, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Van de Veer, Peter, 1996, Religious Nationalism. Hindus and Muslims in India, Delhi, Oxford University Press; Waligora,M., 'What Is Your Caste?' in H. Fischer- Tiné and M. Mann, eds., 2004, Colonialism as Civilizing Mission: Cultural Ideology in British India, London, Anthem Press;
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Objectivos
Apresentar o campo disciplinar da Antropologia do Turismo no seu processo de constituição e nas suas principais referências bibliográficas. Desenvolver um quadro de noções para a redução crítica do conceito de turismo que permita a aplicação de procedimentos etnográficos sobre os seus fenómenos:Hospitalidade, Autenticidade e o lugar do Etnógrafo e da Etnografia em contexto de turismo.
Programa
1º A constituição do campo disciplinar da Antropologia do Turismo. Os textos fundadores. O processo histórico. Parâmetros para a construção de objectos científicos no campo dos fenómenos turísticos. As férias. O nacionalismo. Os meios de alcance. A "ciceronía".O sistema turístico e a relevância antropológica das suas dinâmicas. 2º Hospitalidade, Autenticidade e o lugar do etnógrafo e da etnografia em contexto turístico. 3º Exercício prático de aplicação.
Processo de Avaliação
Avaliação periódica: 1ºteste 20%; 2ºteste 30%; ensaio e relatório do exercício 50%. Avaliação Final: Exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
BOYER, Marc L'invention du tourisme, Gallimard, Paris, 1996. CRICK, Malcolm "Representations of international tourism in the social sciences: sun, sex, sights, savings and servility". Annual Review of Anthropology 1989, 18, 307-44. NASH and SMITH "Anthropology and Tourism" Annals of Tourism Research vol.18,p.p.12-25,1991. SAMPAIO,Sofia "Estudar o turismo hoje: Para uma revisão crítica dos estudos de turismo" Etnográfica, vol.17,(1), 2013. SILVA, Maria Cardeira da Outros trópicos. Novos destinos turísticos, novos terrenos da antropologia. Livros Horizonte, Lisboa, 2004. (ISBN 972-24-1303-1) URRY, John The tourist gaze. Leisure and travel in contemporary societies. Sage, London, 1990. (ISBN 0761973478)
Bibliografia Opcional
BOISSEVAIN, Jeremy (Ed.) Coping with tourists. European reactions to mass tourism. Berghahn Books, Oxford, 1996. (ISBN 1571819002) BOORSTIN, Daniel The Image: A guide to pseudo events in america. Atheneum, New York, 1962. BOYER, Marc L´invention du tourisme. Gallimard, Paris, 1996. BRUNER, Edward M. "On cannibals, tourists and ethnographers". Cultural Anthropology. 1989, 4(4): 438-445. BRUNER,E.and KIRSHENBLATT-GIMBLETT,B. "Maasai on the Lawn:Tourist realism in East Africa" Cultural Anthropology, 9(4): 435-470, 1994. BRUNER, Edward M. "The ethnographer/tourist in Indonésia" in Lanfant, Allcock and Bruner (Eds.) International Tourism. Identity and Change SAGE, 1995. (ISBN 0-8039-7513-9) CLIFFORD,James Routes.Travel and Translation in the Late Twentieth Century, Harvard University Press,1997. CORBIN, Alain L´avènement des loisirs. 1859-1960 Aubier, Paris, 1995, (ISBN 2-7007-2247-7) CRICK, Malcolm "Representations of international tourism in the social sciences: sun, sex, sights, savings and servility". Annual Review of Anthropology 1989, 18, 307-44. ENZENSBERGER, Hans Magnus "A Theory of Tourism" New German Critique, 23,nº68,1996(1958). HANDLER,Richard "Authenticity" Anthropology Today, vol.2,nº1,1986. LÖFGREN, Orvar On Holiday. A history of vacationing, University of California Press, London, 1999. Mac CANNELL, Dean The tourist. A new theory of the leisure class. Schocken Books. New York, 1989 (1976). NASH and SMITH "Anthropology and Tourism" Annals of Tourism Research vol.18,p.p.12-25,1991. PINA, Paulo Portugal. O turismo no séc. XX, Lucidus Publicações Lda, Lisboa, 1988. PITT-RIVERS, Julian "The law of hospitality"(1977) HAU:Journal of Ethnographic Theory 2(1):501-517,2012. RAPOSO, Paulo "Do Ritual ao Espectáculo" in Por Detrás da Máscara. Ensaio de Antropologia da Performance sobre os Caretos de Podence". ICM, págs. 63-94, Lisboa, 2010. SAMPAIO,Sofia "Estudar o turismo hoje: Para uma revisão crítica dos estudos de turismo" Etnográfica, vol.17,(1), 2013. SILVA, Maria Cardeira da Outros trópicos. Novos destinos turísticos, novos terrenos da antropologia. Livros Horizonte, Lisboa, 2004. (ISBN 972-24-1303-1) SMITH, Valene (Ed.) Hosts and guests. The anthropology of tourism. (2ª ed.) University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1989 (1977). URRY, John The tourist gaze. Leisure and travel in contemporary societies. Sage, London, 1990. (ISBN 0761973478)
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Objectivos
Esta unidade curricular tem como finalidade discutir a relação entre crime e justiça seguindo a perspectiva crítica da sócio-antropologia. O programa enfatiza o nexo fundamental entre a noção de crime e o significado da justiça, e a forma como a cultura está profundamente imbuída nas suas representações e percepções. Dá-se particular relevância a temas contemporâneos em que se discuta poder e desigualdade; legal e ilegal; discriminação e direitos humanos; género e segurança humana. Um dos principais objectivos desta unidade curricular é promover o debate entre os estudantes recorrendo a discussões informadas teoricamente, no desenvolvimento de um conhecimento crítico sobre crime e justiça na sociedade contemporânea, em que o conceito de segurança humana se assume como um instrumento analítico válido.
Programa
P1: Análise histórica dos conceitos de crime e justiça desde o final do século XIX até à actualidade: criminology, antropologia criminal, sociologia P2: Assimetrias de poder e desigualdade: discussão de conceitos e de contextos P3: O acto criminoso - como uma forma de combater a discriminação e a pobreza P4: O acto criminoso - como uma forma de obter segurança P5: O acto criminoso - a sua banalização na vida quotidiana P6: Differentes perspectivas de justiça: o tribunal e a justiça popular P7: Crime e Género - complexidades, mitos, desmistificações P8: Crime nos media e representações públicas do medo P9: Segurança Humana - um novo enquadramento teórico e prático para compreender o crime e a justiça em contextos socio-economicos diversificados P10 - liberdade para escolher; liberdade de não ter medo; liberdade para viver em dignidade - os conceitos básicos da segurança humana
Processo de Avaliação
Avaliação continua ou final. A Avaliação continua pressupõe 3 instrumentos: 1 apresentação oral em aula (40%); 1 ensaio escrito final (50%) participação activa nas discussões/debates promovidos em aula (10%) Esta modalidade de avaliação obriga à frequência de 80% das aulas lecionadas.
A Avaliação final consiste na realização de um exame escrito (100%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Arendt, Hannah. 1963. Eichman in Jerusalem. A Report on the Banality of Evil. New York: Viking Press. Buzan, Barry, Ole Wæver and Jaap de Wilde. 1998. Security: A New Framework for Analysis. London: Lynne Rienner Publishers Castel, Robert. 2003. L'Insécurité sociale. Qu'est-ce qu'être protégé? Paris: Seuil. Comaroff, Jean and John Comaroff. 2016. The Truth about Crime. Sovereignty, Knowledge, Social Order. Chicago: Chicago University Press. Foucault, Michel. 1995. Discipline and Punish. The Birth of Prison. London: Penguin, trans. Alan Sheridan. Frois, Catarina. 2017. Female Imprisonment. An Ethnography of Everyday Life in Confinement. London and New York: Palgrave Macmillan. Jewkes, Yvonne. 2004. Media and Crime. London and New York: Sage. Kaldor, Mary. 2007. Human Security: Reflections on Globalization and Intervention. London: Polity. Merry, Sally E. 2008. Gender Violence: A Cultural Perspective. Oxford: Wiley-Blackwell.
Bibliografia Opcional
1. Aas, Katja Franko and Mary Bosworth, eds. 2013. The Borders of Punishment: Migration, Citizenship, and Social Exclusion. Oxford: Oxford University Press 2. Bosworth, Mary and Flavin, J., eds. 2007. Gender, Race and Punishment: From Colonialism to the War on Terror. New Brunswick: Rutgers University Press 3. Breckenridge, K. (2014) Biometric State.The Global Politics of Identification and Surveillance in South Africa, 1850 to the Present. Cambridge: Cambridge University Press. 4. Caplan, J. and Torpey, J. (eds) (2001) Documenting Individual Identity: The Development of State Practices in the Modern World. Princeton: Princeton University Press. Cole, S. (2001) Suspect Identities: A History of Fingerprinting and Criminal Identification. Cambridge, MA: Harvard University Press. 5. Drake, Deborah, Rod Earle and Jennifer Sloan, eds. 2015. Palgrave Handbook of Prison Ethnography. London and New York: Palgrave Macmillan. 6. Frois, Catarina. 2013. Peripheral Vision. Politics, Technology and Surveillance. London and New York: Berghahn 7. Holbraad, Martin and Morten Axel Pedersen, eds. 2013. Times of Security: Ethnographies of Fear, Protest, and the Future. New York: Routledge. 8. Kaldor, Mary and Joseph E. Stiglitz, eds. 2013. The Quest for Security: Protection Without Protectionism and the Challenge for Global Governance. New York: Columbia University Press. 9. Machado, H. and Prainsack, B. 2012. Tracing Technologies: Prisoners? Views in the Era of CSI. Farnham, UK: Ashgate. 10. Maguire, Mark, Catarina Frois and Nils Zurawski, eds. 2014. The Anthropology of Security. Perspectives from the Frontline of Policing, Counter-terrorism and Border Control. London: Pluto Press. 11. Parnell, Philip and Stephanie Kane, eds. 2003. Crime?s Power. Anthropologists and the Ethnography of Crime. New York: Palgrave 12. Webster, W., To?pfer, E., Klauser, F.and Raab, C. (eds) Video Surveillance Prac- tices and Policies in Europe. Amsterdam: IOS Press. 13. Scheper-Hughes, Nancy. 1989. Death Without Weeping. The Violence of Everyday Life in Brazil. Berkeley: University of California Press 14. Sykes, G. 1958. The Society of Captives. A Study of a Maximum Security Prison. Princeton: Princeton University Press. 15. Wacquant, Löic. 2000. Prisons of Poverty. Minneapolis e Londres: University of Minnesota Press. 16. United Nations Trust Fund for Human Security - http://www.un.org/humansecurity/ 17. Eriksen, Thomas Hylland, Ellen Bal and Oscar Salemink, eds. 2010. A World of Insecurity. Anthropological Perspectives on Human Security. London and New York: Pluto Press. 18. Fassin, Didier et al. 2013. Juger, Réprimer, Accompagner. Essai sur la Morale de L?État. Paris: Seuil.
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Objectivos
1. Adquirir uma visão histórica e conjuntural das abordagens antropológicas sobre o género enquanto categoria social de diferenciação e as emoções, através da análise das principais correntes teóricas, problemáticas e metodologias de investigação; 2. Apreender a diversidade e o significado experiencial do género e das emoções e as suas implicações na constituição das relações de poder;
Programa
Depois do período de inovação reflexiva introduzido pelo desenvolvimento dos estudos sobre o género, assistimos ao desenvolvimento de uma reflexão sobre as emoções que adquiriram uma relevância considerável nas ciências sociais. Os discursos sobre as emoções e os conteúdos das categorias de género são modelados pelos contextos culturais e históricos. As orientações introduzidas pelas perspectivas interpretativistas e pela teoria da prática conduziram a um investimento renovado do estudo das emoções. Através da análise etnográfica das emoções esta cadeira visa discutir a importância das dimensões sociais na experiência emocional. Enquanto dimensões de articulação da experiência individual, as emoções enformadas pelas categorias de género, tornam-se importantes dispositivos de legitimação das hierarquias sociais. Categorias de género e emoções constituirão o pano de fundo para abordar questões sobre processos de constituição de relações de poder em níveis diversos da acção social.
Processo de Avaliação
A avaliação desta disciplina será feita em regime de avaliação continua com base em participação nas aulas (10%), capacidades de exposição e argumentação oral (seminários e debates - 30%), capacidades de exposição e argumentação (1 ficha de leitura 20%, 1 ensaio escrito 40%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Abu-Lughod L. e Lutz C. 1990, Emotion, Discourse, and the Politics of Everyday Life, in Abu-Lughod L. e Lutz C. (eds), 1990 Language and the Politics of Emotion, CUP,1-19. ALMEIDA, Miguel Vale de (1995), Senhores de si. Uma interpretação antropológica da masculinidade. Fim de Século CAPLAN, Pat (1988), Engendering Knowledge. The Politics of Ethnography Anthropology Today. 4 (6): 14-17 LIMA, Antónia Pedroso de (1993) A importância das emoções: novos caminhos no estudo do parentesco e da família. In Perspectivas en el estudio del parentesco y la familia. Tenerife. Lutz C. 1986, Emotion, Thought, and Estrangement: Emotion as a Cultural Category, Cultural Anthropology 1, 3: 287-309. ROSALDO, Michael (1984), Toward an Anthropology of Self and Feeling. In SHWEDER, R e LEVINE, R. (ed.s) Culture Theory: Essays on Mind, Self and Emotion. Cambridge University Press YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (Ed.s), Naturalizing Power. Essays in Feminist Cultural Analysis, London, Routledge
Bibliografia Opcional
Abu-Lughod L. e Lutz C. 1990, Emotion, Discourse, and the Politics of Everyday Life, in Abu-Lughod L. e Lutz C. (eds), 1990 Language and the Politics of Emotion, Maison des Sciences de l?Homme and Cambridge University Press, Cambridge, pp.1-19. ALMEIDA, Miguel Vale de (1995), Senhores de si. Uma interpretação antropológica da masculinidade. Lisboa: Fim de Século Butler, Judith 2003 ?O parentesco é sempre tido como heterossexual? Cadernos Pagu (21): pp.219-260. CAPLAN, Pat (1988), Engendering Knowledge. The Politics of Ethnography Anthropology Today. 4 (6): 14-17 COLE; Saly, (1994) Mulheres da Praia. O trabalho e a vida numa comunidade costeira portuguesa. Lisboa: Publicações Dom Quixote GIDDENS, A., 1994 [1991], Modernidade e Identidade Pessoal, Oeiras, Celta GRASSI, Marzia (2003) Rabidantes: comércio espontâneo transnacional em Cabo Verde. ICS - Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa pps:225-266 LIMA, Antónia Pedroso de (1993) A importância das emoções: novos caminhos no estudo do parentesco e da família. In Perspectivas en el estudio del parentesco y la familia. Vol. 4 Actas do VI Congreso de Antropologia Espanhola. Tenerife. LUTZ, Catherine. (1990), Engendered Emotion. Gender, Power and the rhetoric of emotional control in American discourse. LUTZ, Catherine and ABU-LUGHOD, L. (ed.s) Language and the Politics of Emotion. Cambridge: Cambridge University Press. HOWELL, Signe and Marit MELHUUS (1993) The study of kinship; the study of person; a study of gender? In Teresa DEL VALLE (ed) Gendered Anthropology. London: Routledge Ortner, Sherry (1974) ?is female to nature what man is to culture? In Rosaldo, Michelle and Luise Lamphere ?Women culture and society, A theoretical overview? Stanford University press PINA CABRAL, João de (2004), O homem na família. Lisboa, ICS. Rodrigues, Carla 2005 ?Butler e a desconstrução do género? In Estudos Feministas, Florianópolis, 13(1): 216 Rosaldo, Michelle (1974) Women culture and society, A theoretical overview? In Rosaldo, Michelle and Luise Lamphere ?Women culture and society, A theoretical overview? Stanford University press ROSALDO, Michael (1984), Toward na Anthropology of Self and Fealing. In SHWEDER, R e LEVINE, R. (ed.s) Culture Theory: Essays on Mind, Self and Emotion. Cambridge: Cambridge University Press YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (1995), ?Naturalizing Power? in YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (Ed.s), Naturalizing Power. Essays in Feminist Cultural Analysis, London, New York, Routledge
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Objectivos
O objectivo desta UC é de sensibilizar os alunos para a importância cultural, social e económica dos museus nas sociedades contemporâneas; fornecer uma abordagem teórica e critica sobre a questão da descolonização dos museus. Contextualização historicamente a emergência dos museus e relação estreita entre museus e campos disciplinares,ruptura com o paradigma disciplinar e emergência de novos tipos de museus.As transformações da instituição museu nos últimos 20 anos : os museus sem coleção, a tensão entre a arquitectura dos museus e os objectos expostos e o desenvolvimento de centros culturais. Será também analisado o papel crecente dos museus no desenvolvimento económico das cidades e na indústria do turismo bem como a criação de sucursais dos grandes museus.
Programa
P1) A noção de colecção e a definição do ICOM do museu. P2) Descolonizar os museus. P3) Museus e campos disciplinares, processo de categorização dos objectos e lógica classificatória. P4) Os novos tipos de museus a partir dos finais dos anos 1950 : eco-museus, museus da civilização, museus de sociedade. Ruptura com o paradigma disciplinar e tónica posta na interdisciplinaridade. P5)Do museu como lugar de celebração da nação ao museu enquanto espaço de afirmação de identidades étnicas, profissionais e culturais. Museus e migração. P 6) A transformação do museu enquanto espaço de trasmissão de conhecimentos para a concepção do museu enquanto lugar de experiência P7)A arquitectura dos museus e a indústria cultural a partir dos finais dos anos 1980 P8) Museus e questões éticas - a questão da restituição dos objectos e da exposição dos restos humanos P9) A transformação dos museus etnográficos na Europa. P10) Modos de expôr e modos de ver
Processo de Avaliação
O processo de avaliação implica : a) Avaliação continua : - 1 apresentação oral de um dos textos de leitura obrigatória (20%) - 1 relatório de visita à exposição (20%) - Um trabalho escrito 8 páginas sobre un dos blocos da matéria (60%)
b) Exame final para os alunos que optarem por esta modalidade.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Bennett T. 1995. The Birth of the Museum. History, Theory, Politics, Routledge. Clifford, J., The Predicament of Culture. Twentieth-Century Ethnography, Literature, and Art, Harvard University Press, 1988. Gurian E. 1999. 'What is the Object of this Exercise? A meandering exploration of the many meanings of Objects in museums?', Daedalus:163-184 (online). Karp I. e S. D. Lavine (eds), 1991. Exhibiting Cultures. The Poetics and Politics of Museum Display, Smithsonian University Press. Karp I., C. Krantz and all, Museum Frictions. 2006. Duke University Press. Kirshenblatt-Gimblett B., 1998. Destination Culture. Tourism, Museums, and Heritage, California University Press. Pomian K., ?A Colecção?, Enciclopédia Einaudi, vol.1, Imprensa Nacional- Casa da Moeda, 1978. Stocking G. W. jr, (ed.), 1985. Objects and Others. Essays on Museums and Material Culture, The University of Wisconsin Press. Thomas, N. 2010. 'The Museum as Method', Museum Anthropology, pp.6-10.
Bibliografia Opcional
Alberti, S and all, Should we Display the Dead?, Museum and Society, 2009, pp.133-149. Bennett Tony. 2004. Pasts Beyond Memory. Evolution, Museums, Colonialism. London and New York, Routledge. Berger John, 1987. Modos de Ver, Lisboa, Edições 70. Clifford James, 'Museologia e contra-história: viagens pela Costa Noroeste dos Estados Unidos?, Memória e Património, organizadores Regina Abreu e Mário Chagas, Rio de Janeiro, 2003, pp. 255-302. De Cesari, C., "Museums of Europe: Tangles of memory, borders, and race," Museum Anthropology, vol.40, 1, 2017, pp. 19-37. Dias Nélia 2008. Double Erasures: Rewriting the Past at the Musée du quai Branly, Social Anthropology, 16, 3, pp. 300-311. Duncan Carol, 1995. Civilizing Rituals. Inside Public Art Museums, London and New York, Routledge. Harrison Rodney and all. 2013. Reassembling the Collection, School for Advanced Research. Kirshemblatt-Gimblett Barbara. 2006. World Heritage and Cultural Economics?, in I. Karp e all., eds., Museum Frictions, Durham, Duke University Press, pp. 161-202. MacDonald Sharon. 2003. Museums, national, postnational and transcultural identities?, Museum and Society 1 (1):1-16. MacDonald Sharon ed., 2011. A Companion to Museum Studies, Blackwell. Pearce S., 1992. Museum Objects and Collections: A Cultural Study, Athlone. Sherman Daniel e Irit Rogoff (eds.), 1994. Museum Culture. Histories, Discourses, Spectacles, Minneapolis , University of Minnesota Press. Vergo Peter (ed.), 1989. The New Museology, London, Reaktion Books.
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Objectivos
A UC pretende por um lado analisar a especificidade da perspectiva antropológica da música em relação à abordagem sociológica e à etnomusicologia. Por outro lado explorar as distinções e contrastes entre música e palavras bem como a questão da impossibilidade de tradução da música. Centrada na música europeia dita clássica bem como nas manifestações musicais não clássicas em contexto urbano, a UC visa fornecer aos estudantes ferramentas que permitam compreender o que distingue as expressões musicais em relação ás expressões textuais. Através de temas como o orientalismo na música, a relação entre música e nacionalismos, o sincretismo musical e a repetição, a UC procura sensibilizar os alunos à análise crítica das formas musicais.
Programa
1:As abordagens sociais e culturais da música:a)Sociologia da música;b)Etnomusicologia;c)Etnografia da prática musical d)Antropologia da música/antropologia e música:diferenças e contrastes 2:O eu e o outro na música a)O Outro de dentro:Béla Bartók-Danças romenas-1917;B. Britten-Folk song arrangement b)O Orientalismo na ópera:Aida de G. Verdi; A Africana de G. Meyerbeer ou Vasco da Gama na ópera e Jessonda de L. Spohr 3:As Mythologiques de Lévi-Strauss como construção musicala)Mito e música:função mítica e formas musicais b)O mito na música:O Ring de Wagner c)a questão da intraduzibilidade 4:Antropologia e jazz:a)Do ?Antropology?-1945 de Charlie Parker/D. Gillispie à antropologia do jazz; b) Sincretismos e Transnacionalismos 5:Nacionalismo,world music e passagens culturais:a)Existem músicas nacionais? B)World music e a aparente dissolução das fronteiras nacionais;c)Do ?West meets East? à ?Passages? (Shankar/Glass); d) propriedade cultural e direitos
Processo de Avaliação
A avaliação final implica : 1) Avaliação continua : a) participação nas aulas e leituras prévias para cada sessão e/ou audição de excertos musicais (20%) b) um ensaio final baseado num dos blocos do programa (80%)
2) Final Exam
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Jamin J. et P. Williams, Une anthropologie du jazz , Paris, Editions du CNRS, 2010 Jazz et anthropologie?, L?Homme nº 158, 2001. Kramer l., 'Classical Music and its Values', Why Classical Music still Matters? , University of California Press, 2007, pp. 1-38. Levi- Strauss, 'Ouverture', Mythologiques. Le Cru et le Cuit, pp. 1-40. Lévi-Strauss, 'De Chrétien de Troyes à R. Wagner',Note sur la Tétralogie » Le Regard éloigné, 1983, pp. 301-324. Mackenzie J., Orientalism: History, theory and the arts (chapter 6), Manchester University Press, 2005 Musique et Anthropologie?, L?Homme, nº171/172, 2004 Said E., Music at the Limits, Columbia University Press, 2009 Scott D. Orientalism and Music Style?, The Musical Quarterly 1998, pp.309-335. Scruton, The Ring of Truth. The Wisdom of Wagner's Ring of the Nibelung, Penguin Books, 2017. Seeger A., « Ethnomusicology and musical law », Ethnomusicology 1992, pp.345-359
Bibliografia Opcional
Atkinson P, Everyday Arias: An Operatic Ethnography, Altamira Press, 2006 Blacking, J., How Musical is Man ?,University of Washington Press,1973 Donin N & F Keck , « Lévi-Strauss et la musique : dissonances dans le structuralisme », Revue d?histoire des sciences humaines 2006, 14 (1) : 101-136 Feld, S. « The Discourses and Practices of World Music and World Beat », in Marcus G. and F. Myers, The Traffic in Culture : Refiguring Art and Anthropology, University of California Press, 1995, pp.96-126. Feld S., 'Sound as a Symbolic system: The Kaluli Drum' in Howes ed., The Varieties of Sensory Experience, 1991, pp.79-99. Feld S., 'The Sweet Lullaby for World Music', Public Culture, 2000, 12(1), 145-171. Kelley, R. Africa Speaks. America Answers: Modern Jazz in Revolutionary Times, Harvard University Press, 2012 Kubik G., Africa and the Blues, University Press of Mississippi, 1999 Ledent D. « Claude Lévi-Strauss et les formes symboliques de la musique », L?Homme, 2012 :107-120 Lévi-Strauss, Regarder, Écouter, Lire, 1993. Lévi-Strauss C. et D. Éribon, De près et de loin, Odile Jacob, 1988 Mâche, F. « Lévi-Strauss et la musique », Critique, 1999, 154-168 Nattiez, J.J, 2008 Lévi-Strauss musicien. Essai sur la tentation homologique, Actes Sud, 2008. Novak D., 'The Sublime Frequencies of New Old Media', Public Culture,2011, pp. 603-634. Porter E. What is this Thing called Jazz? African American Musicians and their Ideas, University of California Press, 2001 Simmel G, Études psychologiques et ethnologiques de la musique 1882 Weber M Les Fondements rationnels et sociaux de la musique, Métaillé, 1998
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3 Ano | 1 Semestre
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Objectivos
Introduzir o campo habitualmente designado por antropologia urbana, apresentando os seus temas e autores específicos. Através de aulas, leituras, apresentação de casos, visionamento de filmes o objectivo é suscitar uma reflexão antropológica sobre as cidades e vida urbana contemporânea, valorizando as perspectivas etnográfica e multidisciplinar. O lugar e o papel da antropologia urbana no contexto dos estudos urbanos são matéria de análise e reflexão crítica.
Programa
A MEMÓRIA DA ANTROPOLOGIA URBANA 1. Apresentação e sistema de trabalho. 2. O que é a antropologia urbana? 3. Os clássicos e a emergência da metrópole 4. A etnografia urbana de Chicago: os pioneiros 5. A antropologia social britânica e a urbanização em África 6. Escalas de observação e escalas de análise: questões metodológicas ETNOGRAFIAS URBANAS 7. Comunidades urbanas 8. Entre a prática e a representação, a rua 9. A fluidez da vida urbana... 10. No limiar da cidade, a etnografia 11. Cidade e memória: um filme 12. Sintese e discussão
Processo de Avaliação
Avaliação contínua Ponderação de cada uma das avaliações na nota final: 1. Participação nas aulas (10%) 2. Apresentação oral de um artigo/capítulo + sinopse (20%) 3. Dinamização da discussão no seminário escolhido (10%) 4. Apresentação de projeto/draft de ensaio final (20%) 5. Trabalho final (40%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Agier, Michel, 2011 Antropologia da Cidade. Lugares, situações, movimentos, São Paulo: Editora Terceiro Nome Hannerz, Ulf 1980 Exploring the City: Inquiries Toward an Urban Anthropology, New York: Columbia University Press (traduções disponíveis em francês e castelhano) Velho, Gilberto, 1973 A utopia urbana: um estudo de antropologia social, Rio de Janeiro: Zahar Castro, Celso e Graça I. Cordeiro, 2015 Mundos em mediação: ensaios ao encontro de Gilberto Velho, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas - Textos obrigatórios de cada aula teórica
Bibliografia Opcional
Agier, Michel, 2011 Antropologia da Cidade. Lugares, situações. Movimentos, São Paulo: Editora Terceiro Nome Castro, Celso e Graça I Cordeiro 2015 Mundos em Mediação. Ensaios ao encontro de Gilberto Velho, Rio de Janeiro: Editora FGV Cordeiro, Graça I, Luís V. Baptista e António F. Costa (org.) 2003 Etnografias Urbanas, Oeiras: Celta Cordeiro, Graça e Frédéric Vidal (org) 2008 A rua. Espaço, tempo, sociabilidade, Lisboa: Livros Horizonte Duneier, Mitchell; Philip Kasinitz & Alexandra Murphy (Ed.) 2014 Urban Ethnography Reader, Oxford: Oxford University Press Frúgoli Jr., Heitor 2007, Sociabilidade urbana, Rio de Janeiro: Zahar Gulick, John 1989 The Humanity of Cities. An Introduction to Urban Societies, Massachusetts: Bergin & Garvey Publishers Hannerz, Ulf 1980 Exploring the City: Inquiries Toward an Urban Anthropology, New York: Columbia University Press Low, Setha M. (ed.) 1999 Theorizing the City. The New Urban Anthropological Reader, N.B., N.J. and London: Rutgers University Press Magnani, José G. e Lilian L. Torres, 2000 (org) Na metrópole. Textos de antropologia urbana, São Paulo: Ed. USP Mullings, Leith 1987 Cities in United States: Studies in Urban Anthropology, New York: Columbia University Press Nonini, Donald (ed) 2014 A Companion to Urban Anthropology, Chichester: Wiley Blackwell Rivke Jaffe, Anouk De Koning, 2016 Introducing Urban Anthropology, New York: Routledge Sanjek, Roger (ed) 1994 Anthony Leeds. Cities, classes and the social order, Ithaca and London: Cornell University Press Velho, Gilberto, 1973 A Utopia Urbana, Rio de Janeiro: Zahar Editora Velho, Gilberto (ed.) 1999 Antropologia Urbana. Cultura e Sociedade no Brasil e em Portugal, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Velho, Gilberto, 2013 Um antropólogo na cidade. Ensaios de Antropologia Urbana, Seleção e apresentação: Hermano Vianna, Karina Kuschnir, Celso Castro, Rio de Janeiro: Zahar Zaluar, Alba e Marcos Alvito (org.) 1998 Um século de favela. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas
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Objectivos
Desenvolver a capacidade de pensar antropologicamente sobre arte.
Programa
Antes da "arte". As transformações do século XVII e XVIII A estética e o romantismo. O século XX. Contra a estética - Hegel, Kierkegaard, Heidegger, Gadamer, Agamben, Scruton. Antropologia da Arte: equívocos e contradições. Arte e interpretação; arte e conhecimento; arte e sociedade.
Processo de Avaliação
Participação nas aulas e nas apresentações dos projectos de trabalho, realização de um trabalho final escrito.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Agamben, Giorgio. The Man Without Content. Stanford, Stanford University Press, 1999. Coomaraswamy, Ananda.Christian and Oriental Philosophy of Art. New York, Dover Publications, 1956. Gadamer, Hans-George Truth and Method, London, Sheed & Ward, 1961. Gombrich, E. H. The Story of Art. Phaidon, 1950. Heidegger, Martin. Basic Writings, "A Origem da Obra de Arte" in Caminhos de Floresta, Fundação Gulbenkian, 2014. Hofstadter, Albert & Kuhns, Richard. Philosophies of Art and Beauty - selected readings in Aesthetics from Plato to Heidegger. Chicago, The University of Chicago Press, 1964. Shiner, Larry. The Invention of Art - a cultural history. The University of Chicago Press, 2001.
Bibliografia Opcional
Clark, Kenneth. Civilisation. London, John Murray.1969. Coote, Jeremy & Shelton, Anthony. Anthropology, Art and Aesthetics, Clarendon Press, 1994. Harrington, Austin Art and Social Theory. Cambridge, Polity Press, 2004. Morphy, Howard & Perkins, Morgan. The Anthropology of Art - a reader. Malden, Blackwell Publishing, 2006. Price, Sally. Primitive Art in Civilized Places. Chicago, University of Chicago Press, 1989. Scruton, Roger. The Aesthetic Understanding: essays in the Philosophy of Art and Culture. South Bend, St. Augustine Press, 1998. Thomson, Iain. Heidegger, Art and Postmodernity. Cambridge, Cambridge University Press, 2011. Vercelloni, Luca. The Invention of Taste - a cultural account of desire, delight and disgust in fashion, food and art. London, Bloomsbury Academic, 2016.
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Objectivos
Este programa introdutório confere uma preparação básica a intermédia no domínio de estudos dos contos maravilhosos europeus, incluindo: 1. Apresenta as noções «tradicional», «simbolismo», «simbolismo tradicional». 2. Apresenta o método comparativo como base para compreender o simbolismo nos contos tradicionais. 3. Apresenta ciclos específicos de contos, lidando com textos concretos, por forma a apreender os padrões simbólicos subjacentes.
Programa
P1 -Trabalhar as noções básicas de «tradição oral», «conto maravilhoso», «variante». P2 - Fornecer instrumentos de trabalho básicos neste domínio: iniciação ao índice internacional de Aarne-Thompson-Uther e à análise morfológica dos contos. P3 - Iniciação a ciclos concretos de contos orais, literários e multimédia. P4 - Iniciação à análise simbólica.
Processo de Avaliação
Contínua: Uma apresentação em aula (30%), participação ativa e informada nas discussões em sala de aula (30%), trabalho final (40%). O regime de avaliação contínua requer a sua presença em pelo menos 16 aulas. Exame (100%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Cardigos, Isabel. In and Out of Enchantment: Blood Symbolism and Gender in Portuguese Fairytales. Helsinki: Academia Scientiarum Fennica, 1996. Girardot, N. J. Initiation and Meaning in the Tale of Snow White and the Seven Dwarves. Journal of American Folklore 90, no. 357 (1977): 274-300. Propp, Vladimir. Morfologia do Conto. Traduzido por Vítor Oliveira. Lisboa: Vega, 2003. Vaz da Silva, Francisco. 'Fairy-Tale Symbolism: An Overview.' Oxford Research Encyclopedia of Literature. 2017. Vaz da Silva, Francisco. Red as Blood, White as Snow, Black as Crow: Chromatic Symbolism of Womanhood in Fairy Tales. Marvels & Tales 21, no. 2 (2007): 240-52. Verdier, Yvonne. 'Little Red Riding Hood in Oral Tradition.' Marvels & Tales 11, no. 1-2 (1997): 101-23.
Bibliografia Opcional
Bartlett, F. C. Some Experiments on the Reproduction of Folk-Stories.? Folklore 31, no. 1 (1920): 30-47. Jakobson, Roman and Petr Bogatyrev. Folklore as a Special Form of Creation. Trans John M. O'Hara. Folklore Forum 13, no. 1 (1980): 1-21. Uther, Hans-Jörg. The Types of International Folktales: A Classification and Bibliography, Based on the System of Antti Aarne and Stith Thompson. 3 vols. FF Communications 284-286. Helsinki: Academia Scientiarum Fennica, 2004. Vaz da Silva, Francisco. Branca de Neve e suas Irmãs. Lisboa: Temas e Debates, 2013. Vaz da Silva, Francisco. Capuchinho Vermelho Ontem e Hoje. Lisboa: Temas e Debates, 2011. Vaz da Silva, Francisco. Gata Borralheira e Contos Similares. Lisboa: Temas e Debates, 2011.
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Objectivos
Esta UC tem por objectivo desenvolver competências nos seguintes domínios:
Capacidade de análise e síntese: 1. das possibilidades de articulação entre alterações de paradigmas científicos e processos históricos 2. das epistemologias antropológicas euro-americanas e outras a) numa leitura diacrónica b) numa análise da situação contemporânea 3. de estudos de caso sobre os quais se têm focado os Estudos da Emergência e da Complexidade, numa perspectiva interdisciplinar.
Capacidade para resolver problemas: 1. utilizando métodos de recolha de informação etnográfica 2. integrando criticamente modelizações teóricas de cariz antropológico às dinâmicas das crises e catástrofes.
Capacidade crítica: Sobre as possibilidades e limitações dos modelos e métodos discutidos, em particular: a) as técnicas de recolha de informação etnográfica em contextos culturais em situações de crise e catástrofe b) articulação de modelos antropológicos com os de outras disciplinas afins.
Programa
1. Introdução temática - escatologia e história numa perspectiva antropológica. 2. Leitura diacrónica das visões apocalípticas no contexto euro-americano: as articulações e entre discurso religioso e científico. 3. Estudos do risco e ciências da emergência -mutações epistemológicas na compreensão das situações de crise e catástrofe depois da 2a Guerra Mundial. 4. Propostas de leitura antropológica de estudos de caso históricos e contemporâneos. Abordagens integradas no contexto analítico das ciências da complexidade.
Processo de Avaliação
Com quatro componentes: a participação nas aulas (10%); a participação activa nos seminários apresentando os textos obrigatórios e/ou evidenciando conhecimento e compreensão (20%); a redacção de um relatório final baseado em temática(s) proposta(s) pelo docente e redigido com base na bibliografia da cadeira (70%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Balandier, G. Le grand derangement. 2005.
Diamond, J. Collapse. How societies choose to fail or succeed. 2005.
Feyerabend, P. Against Method. Outline of an anarchist theory of knowledge. 1975.
Hoffman, S., Oliver-Smith, A. Catastrophe and Culture. The anthropology of disaster. 2002.
Kunstler. J.O. The Long Emergency. Surviving the converging catastrophes of the 21st century. 2005.
Wolf, E. Envisioning Power. Ideologies of dominance and crisis. 1999.
Bibliografia Opcional
Cipolla, C. 1988. "Le leggi fondamentali della stupidità" in Allegro ma non troppo. . Gomes da Silva, J. C. 2003. O Discurso contra si próprio. Assírio & Alvim. Graeber, D. 2011. Debt: the First 5000 Years. Melville House. Heritier, F. (ed.) De la violence, I and II. 1996-7. Odile Jacob. Kegan, J. 1993. A History of Warfare. Pimlico. Ross, M.H. 1993. The Culture of Conflict: Interpretations and Interests in Comparative Perspective. Yale University Press Thom, R. 1981. Modeles mathematiques de la morphogenese. Christian Bourgeois. Turney-High, H. 1949. Primitive war: its practices and concepts. University of South Carolina Press. Van Boxsel, M. 2005. The Encyclopedia of Stupidity. Reaktion Books. Wunenburger, J. 1990. La Raison contradictoire. Albin Michel.
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Objectivos
Capacitar os estudantes para a compreensão dos aspetos fundamentais do contexto histórico, antropológico e político de Israel e Palestina, a partir de uma perspetiva transdisciplinar.
Programa
CP1. O Médio Oriente no período colonial tardio. CP2. O orientalismo CP3. Israel, Palestina, Terra Santa: as religiões do Livro CP4. Judaísmo, Diáspora e Antissemitismo CP5. O Sionismo e o Nacionalismo Árabe no Séc XIX CP6. O processo de implantação do estado de Israel CP7. O surgimento da identidade nacional Palestiniana CP8. O Conflito: factos e interpretações. CP9. Divisões na sociedade israelita: classe, etnicidade, origem nacional, religião e secularismo. CP10. Divisões na sociedade palestiniana: classe, religião, diáspora vs localismo. CP11. Análise de Etnografias: Overlooking Nazareth. CP12. Análise de filmes documentais CP13. Israel/Palestina e contradições da Modernidade: estado, nacionalismo, etnicidade, religião CP14. Israel/Palestina e disputas ideológicas globais. Movimentos pró-Israel e pró-Palestina CP15. Vinhetas etnográficas de Israel/Palestina hoje. A pesquisa do docente sobre migração brasileira (judia e palestina) para Israel/Palestina.
Processo de Avaliação
Regime de avaliação contínua ou final. Contínua: pressupondo uma assiduidade de pelo menos 80% (assiduidade=10% nota final), dois instrumentos - participação nas discussões em aula (30%), ensaio individual final (60%). Para o 1º instrumento é relevante a qualidade das intervenções e a demonstração de leitura, para o 2º a competência de escrita, a pesquisa bibliográfica, a capacidade de análise e síntese. Final: exame, segundo o regime do REAAC.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
DOMÍNGUEZ, Virginia R., 1989, People as subject, people as object. Selfhood in Contemporary Israel. Madison: University of Wisconsin Press DOWTY, Alan, 2008 (2005), Israel/Palestine. London: Polity. GILBERT, Martin, 2009 (1998), História de Israel. Lisboa: 70. (Israel: A History). ISCTE H.123(3) GIL*His. KIMMERLING, Baruch, Clash of Identities (Livro do docente) SAID, Edward, 1990, Orientalismo, São Paulo: Companhia das Letras. A.113(3) SAI*Ori vrs. bra ex.2 RABINOWITZ, Dan, 1997, Overlooking Nazareth. The Ethnography of Exclusion on Galilee. Cambridge: CUP. ISCTE A.170(5)RAB*Ove
Bibliografia Opcional
Ashkenazi, Michael and Alex Weingrod, 1984, Ethiopian Immigrants in Beersheva: an anthropological study of the absorption process. Highland Park, Ill: American Association for Ethiopian jews. Avineri, Shlomo, 1981, The making of modern zionism: The intelectual origins of the jewish state. Londo: Weidenfeld and Nicholson Avruch, Kevin, 1981, American immigrants in Israel: Social identities and change. Chicago: University of Chicago Press. Ben-Ari, Eyal, 1998, Mastering Soldiers. Conflict, Emotions, and the Enemy in as Israeli Military Unit. Berghahn Ben-David, Joseph, 1951, "Ethnic diferences or social change?" in Between Past and Future, ed C. Frankestein. Jerusalem: Henrietta Szold Foundation. Reprinted in Integration and Development in Israel, ed S N Eisenstadt, R Bar-Yosef and C Adler. New York: Praeger, 1970. Ben-Porath, Yoram, 1966, The arab labor force in Israel. Jerusalem: Falk Institute. Benvenisti, Meron, 1983, Jerusalem: Study of a polarized community. Jerusalem: West Bank Data Base Project Bernstein, Deborah, 1980, "Immigrants and society - a critical view of the dominant school of isaraeli society", British Journal of Sociology 31 (2): 246-64 Bowes, Alison, 1982, "Atheism in a religious society: The culture of unbelief in an Israeli kibutz" in Religious Organization and Raligious Experiences, ed J Davis. London: Academic Press. Bowman, G, 2000. Christian ideology and the image of a holy land: the place of Jerusalem pilgrimage in the various Christianities. In Contesting the Sacred: the Anthropology of Christian Pilgrimage eds. J. Eade & M. Sallnow, 98-121. Chicago: University of Illinois Press. Bowman, G, 2001. The Violence in Identity. In Anthropology of Violence and Conflict eds. B. Schmidt & I. Schroeder, 25-46. London: Routledge. Bowman, G, 2001. The Two Deaths of Basem Rishmawi: Identity Constructions and Reconstructions in a Muslim-Christian Palestinian Community. Identities: Global Studies in Culture and Power, 1-35. Bowman, G, 2001. A Textual Landscape: the Mapping of a Holy Land in the Fourth-Century Itinerarium of the Bordeaux Pilgrim. In Unfolding the Orient: Travellers in Egypt and the Near East eds. P. Starkey & J. Starkey, 7-40. Reading: Ithaca Press. Bowman, G, 2002. 'Migrant Labour': Constructing Homeland in the Exilic Imagination. Anthropological Theory II, 447-68. Bowman, G, 2003. Constitutive Violence and the Nationalist Imaginary: Antagonism and Defensive Solidarity in 'Palestine' and 'Former Yugoslavia'. Social Anthropology XI, 319-40. Bowman, G, 2004. About a Wall. Social Analysis 48, 149-55. Bowman, G, 2006. A Death Revisited: Solidarity and Dissonance in a Muslim-Christian Palestinian Community. In Memory and Violence in the Middle East and North Africa eds. U. Makdisi & P. Silverstein, 27-49. Bloomington: Indiana University Press. Bowman, G, 2007. Israel's wall and the logic of encystation: Sovereign exception or wild sovereignty? Focaal - European Journal of Anthropology 50, 127-36. Bowman, G, 2007. Viewing the Holy City: An Anthropological Perspectivalism. Jerusalem Quarterly XXXI, 27-39. Bowman, G, 2008. At Home Abroad: the Field Site as Second Home. Ethnologia Europaea XXXVII, 140-48. Bowman, G, 2010. Networks Disrupted: A Study of the Impact of Walling on Contiguous Communities in Israel/Palestine. Bulletin of the Council for British Research in the Levant 5, 85-89. Bowman, G, 2010. A Place for the Palestinians in the Altneuland: Herzl, Anti-Semitism, and the Jewish State. In Surveillance and Control in Israel/Palestine: Population, Territory and Power eds. E. Zureik, D. Lyon & Y. Abu-Laban, 65-79. New York and London: Routledge. Bowman, G, 2011. 'In dubious Battle on the Plains of Heav'n': the Politics of Possession in Jerusalem's Holy Sepulchre. History and Anthropology XXII, 371-99. Bowman, G, 2012. Nationalizing and Denationalizing the Sacred: Shrines and Shifting Identities in the Israeli-Occupied Territories. In Sacred Space in Israel and Palestine: Religion and Politics eds. Y. Reiter, M. Breger & L. Hammer, 195-227. London and New York: Routledge. Bowman, G, (ed.) 2012. Sharing the Sacra: the Politics and Pragmatics of Inter-communal Relations around Holy Places New York and Oxford: Berghahn Books. Bowman, G, 2012. Identification and Identity Formations around Shared Shrines in West Bank Palestine and Western Macedonia. In Sharing Sacred Spaces in the Mediterranean: Christians, Muslims, and Jews at Shrines and Sanctuaries eds. D. Albera & M. Couroucli, 11-30. Bloomington: Indiana University Press. Bowman, G, 2012. Refiguring the Anthropology of the Middle East and North Africa. In The Sage Handbook of Social Anthropology eds. R. Fardon & J. Gledhill, 678-710. London: Sage. Cohen, Mitchell, 1992, Zion and State. Nation, Class and the shapping of modern israel. 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Eisenstadt, S N, 1953, "Analysis of Patterns of Immigration and absorption of immigrants", Population Studies 7: 167-80 Eisenstadt, S N, 1954, The absorption of immigrants. London: Routledge and Kegan Paul Eisenstadt, S N, 1967, Israeli society. London: Weikenfeld and Nichiolson Eisenstadt, S N, 1984, "Some reflections on the ethnic problema in Israel" (in hebrew) Megamor 28 (2-3):159-168 Eisenstadt, S N, 1985, The transformation of Israeli society: an essa yin intepretation. Boulder, Colorado: Westvierw Press Flint, Guila e Bila Sorj, 2000, Israel, Terra em Transe. Democracia ou Teocracia? Rio: Civilização Brasileira Flint, Guila, 2009, Miragem de Paz. Israel e Palestina, processos e retrocessos. Rio: Civilização Brasileira Gilad, Lisa, 1982, "Yemeni jewish women: The changing family in an Israeli new town", PhD Diss, Canmbridge U. Gilad, Lisa, 1983, "Contrasting notions of proper conduct: Yemeni jewish mothers and daughters in an Israeli town", Jewish Social Studies 45 (1): 73-86 Goldberg, Harvey, 1972, Cave dwellers and cytrus growers: a jewish community in Lybia and Israel. Cambridge U P Goldberg, Harvey, 1976, "Anthropology in Israel" Current Anthro 17 (1): 119-21 Goldberg, Harvey, 1977, "Introduction: culture and ethnicity in the studuy of Israel", Ethnic Groups 1: 163-86 Goldberg, Harvey, 1978, "The Mimuna and the minority status of Moroccan jews", Ethnology 17: 75-87 Goldberg, Harvey, 1984, Greentown's youth: disadvantaged youth in a development town in Israel. Assen, Netherlands: Van Gorcum Goldscheider, Calvin and Dov Friedlander, 1983, "Religiosity patterns in Israel" American jewish Yearbook, pp 3-40 Goldstein, Judith, 1985, "Iranian ethnicity in Israel: the performance of identity" in Studies in Israeli Ethnicity after the Ingathering, ed Alex Weingrod. NY: Gordon and Breach Halabi, Rafik, 1982, The West bank story: an Israeli arab's view of both sides of a tangled conflict. New York: Harcourt Brace Janovitch Halper, Jeff, 1976, "Ethnicity and education: the schooling of afro-asian jewish children in a jerusalem neighborhood" PhD Diss, U of Wisconsin, Milwaukee Handelman, Don and Shlomo Deshen, 1975, The social anthjropology of Israel: A bibliographical essay with primary reference to loci of social stress. Tel Aviv: Tel Aviv university institute for social research. Hareven, Alouph, ed, 1983, Every sixth israeli: relations between the jewish majority and the arab minority in Israel. Jerusalem: Van Leer Jerusalem Foundation Jiryis, Sabri, 1976, The arabs in Israel. NY: Monthly Press Kahane, R, A Herdan and H Rosenfeld, eds, 1982, Arab society in Israel, Jerusalem: A reader. Jerusalem: Centre of Documentation and Research of Israeli Society, Hebrew U, Academon Press Katz, Pearl, 1982, "Ethnicity transformed: acculturation in language classes in Israel", Anthropological Quarterly 55 (2): 99-111 Krausz, Ernest, ed, 1980, Migration, ethnicity and community. Studies of Israeli society vol 1. New Brunswick NJ: Transaction Books. Krausz, Ernest, 1983, The sociology of the kibutz. Studies of Israeli Society vol 2, New Brinswick NJ: Transaction Books. Krausz, Ernest, 1985, Politics and society in Israel. Studies of Israeli Society vol 3, New Brinswick NJ: Transaction Books. Krausz, Ernest, 1986, "Edah and 'Ethnic group' in Israel" Jewish Journal of Sociology 28 (1): 5-18 Kressel, Gideon, 1984, "Arabism (Urubah): a 'concealed' cultural factor in the ethnic 'gap' in Israel", Israel Social Science research 2(1):66-79 Liebman, Charles and Eliezer Don-Yehiya, 1983, "The dilema of reconciling traditional cultural and political needs: Civil religion in Israel", Comparative Politics 16(1): 53-66 Marx, Emanuel, 1967, Bedouin of the Negev. Manchester UP Marx, Emanuel, 1975, "Anthropological studies in a centralized state: The Bernstein Research Project in Israel", Jewish Journal of Sociology 22 (2): 131-50 Marx, Emanuel, 1980, "State and citizen in Israel: An essa yin macro-anthropology" paper presented at Burg Wartgenstein Symposium n 84, The exercise of power n complex organizations. Marx, Emanuel, 1980, A composite portrait of Israel. London: Academic Press Memmi, Albert, 1975, Jes and arabs. Chicago: J Phillip O'Hara Memmi, Albert, 1975, Who is an arab jew? 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Rosenfeld, Henry, 1964, "From peasantry to wage labor and residual peasantry: the transformation of an arab village", in Process and Pattern in Culture, ed Robert Manners, pp 211-34, Chicago: Aldine Rosenfeld, Henry, 1968, "Change, barriers to change, and contradictions in the arab village family" Am Anth 70: 732-52 Rosenfeld, Henry, 1978, "The class situation of the arab national minority in Israel", Comp St Soc Hist 20 (3) Said, Edward, 1999, Out of PLace. A Memoir. Londres: Granta A.100 SAI*Out Shokeid, Moshe, 1971, The dual heritage: Immigrants from the Atlas mountains in an Israeli village. Manchester UP Shokeid, Moshe, 1987, "An Israeli anthropologist in the company of Yordim (Israeli immigrants)", paper presa t the anual meeting of the AAA, Chicago, Nov. Shokeid, Moshe, 1988, Children of Circumstances: Israeli immigrants in NY. Ithaca: Cornell U P Smooha, Sammy, 1978, Israel: Pluralism and conflict. London: Routledge and Kegan Paul. Smooha, Sammy and Yochanan Peres, 1975, "The dynamics of ethnic inequalities: The case of Israel", Social Dynamics 1(1): 63-75 Swirski, Shlomo, 1985, Orientals and Ashkenazim in Israel: the ethnic division of labor (in hebrew)... Turner, Victor, 1978, "The Manchester school in Africa and Israel: A critique", Dialectical Anthro 3: 67-83 Van Teefelen, Toine, 1977, Anthropologists in Israel: A case study in the sociology of knowledge. Papers on european and mediterranean societies, 9, Amsterdam: Anthropologisch-sociologisch centrum, U van A'dam Weil, Shalva, 1977, "The Bene Israel in Lod, Israel: A study in the persistance of ethnicity and ethnic identity" D Phil thesis, U of Sussex. Weingrod, Alex, 1965, Israel: Group relations in a new society. London: Pall Mall e 1966 Reluctant Pioneers, Ithaca: Cornell UP Willner, Dorothy, 1969, Nation-building and community in Israel.Princeton U P Zurayk, Elia, 1979, The Palestinians in Israel: a study of internal colonialismo. London: Routledge and Kegan Paul.
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Objectivos
Ao pensar sobre doença deparamo-nos com uma categoria que é puramente objectiva, inscrita no ramo da medicina convencional enquanto patologia e, em simultâneo, com o domínio do subjectivo, em que se inscreve a pessoa enquanto doente. Esta disciplina discute e questiona alguns pressupostos comummente associados ao consumo de drogas e a práticas sexuais, nomeadamente no que diz respeito a comportamentos de risco e à vivência do estigma. Numa perspectiva história e contextualmente diversificada estimula-se a compreensão crítica das dimensões subjacentes ao discurso, prática e percursos de portadores de doenças como Stress Pós-Traumático, Hepatite, HIV, toxicodependência ou alcoolismo, enfatizando as implicações familiares, profissionais e afectivas da sua condição. Procurando ir mais longe nesta discussão, analisar-se-ão ainda estratégias de socialidade e pertença emergentes, considerando comunidades que, de forma mais ou menos invisível,reconstituem e reconfiguram a marginalidade.
Programa
- Territórios Psicotrópicos e os bairros das drogas - Margens e exclusão social - Pecado, crime, doença: o desmontar de um conceito - Comportamentos de risco: as trajectórias do perigo - Religião, medicina, terapia -Velhas e novas doenças: homossexualidade, alcoolismo, toxicodependência, depressão, stress Pós-Traumático - Ser-se diferente: estigmatizado desacreditado e estigmatizado desacreditável - A droga e o álcool enquanto elementos de contágio - Estigma, culpa e vergonha - Novas socialidades e a reconfiguração da pessoa
Processo de Avaliação
os alunos que estejam inscritos na avaliação contínua serão avaliados pela elaboração de três exercícios escritos a realizar em aula, com a ponderação de 30% cada um na nota final. a assiduidade e participação nas aulas correspondem a 10% da ponderação da nota final Os alunos que não estiverem inscritos ou que reprovem na avaliação contínua, poderão realizar um exame final.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Chaves, Miguel. 1999. Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico. Marginalidade Económica e Dominação Simbólica em Lisboa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais. Conrad, Peter e Joseph Schneider. 1992. Deviance and Medicalization: From Badness to Sickness. Philadelphia: Temple University Press Cunha, Manuela Ivone. 2002. Entre o Bairro e a Prisão: Tráfico e Trajectos. Lisboa: Fim de Século Fernandes, Luís. 1998. O Sítio das Drogas. Etnografia das Drogas numa Periferia Urbana. Lisboa: Editorial Notícias Frois, Catarina. 2009. Dependência, Estigma e Anonimato nas Associações de 12 Passos. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Goffman, Erving. 1988. Estigma: Notas sobre a Identidade Deteriorada. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Quintais, Luís. 2000. As guerras Coloniais Portuguesas e a Invenção da História. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Vasconcelos, Luís. 2003. Heroína: Lisboa como Território Psicotrópico nos Anos Noventa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
Bibliografia Opcional
Bastos, Cristiana. Ciências, Poder, Acção. As Respostas à Sida. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Becker, Howard. 1963. Outsiders: Studies in the Sociology of Deviance. New York: The Free Press Cunha, Manuela. 1994. Malhas que a Reclusão Tece. Questões de Identidade numa Prisão Feminina. Lisboa: CEJ Douglas, Mary, ed. 2003. Constructive Drinking. London: Routledge Goffman, Erving. 1981. Manicómios, Prisões e Conventos. Rio de Janeiro: Guanabara Mäkela, Klaus et al. 1996. Alcoholics Anonymous as a Mutual-Help Movement: A Study in Eight Societies. Wisconsin: University of Wisconsin Press Maia, Marta. 2009. Sexualités Adolescentes. Paris: L?Harmattan Pina Cabral, João. 2000. ?A Difusão do limiar: margens, hegemonias e contradições?. Análise Social 153: 865-892 Torres, Nuno e João Ribeiro, orgs. 2001. A Pedra e o Charco: Sobre o Conhecimento e Intervenção nas Drogas. Almada: Íman Wacquant, Loic. 2007. Urban Outcasts. A Comparative Sociology of Advanced Marginality. London: Polity
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Objectivos
1. Sensibilizar os estudantes para a variedade e complexidade das populações do sudeste asiático, em termos linguísticos, étnicos e religiosos;
2. Aprofundar as formas pelas quais se construíram olhares antropológicos sobre a região do sudeste asiático, em comparação com outras, como o Índico, o Mediterrâneo, e África;
3. Estimular nos alunos a percepção do papel dos colonialismos europeus nesta zona;
4. Fomentar a leitura e discussão de reformulações recentes, na antropologia e na 'história global', das categorias de 'Ásia', 'Europa' e Eurásia.
Programa
A região do sudeste asiático: desenvolvimento dos estudos antropológicos; Diversidade linguística, religiosa e étnica;
O que se entende por 'minoria'? Dialécticas minoria/maioria; Minorias e colonialismos;
Os kachin e shan da Alta Birmânia: Colonialismo: construções e fabricações; Sistemas políticos em contínua construção;
Perspectivas cruzadas sobre Malaca: linguísticas, históricas, etno-musicológicas; Questões críticas: identidades, etnicidade e autenticidade;
Repensando a Eurásia: Novas linhas de investigação sobre a 'Ásia' e a 'Europa.'
Processo de Avaliação
Após um primeiro trabalho de autoria individual, comparando dois textos etnográficos sobre a mesma região (até 5 pp.), ou uma apresentação oral (20-30 mins.), elabora-se um ensaio final de autoria individual (5-10 pp.), que terá a mesma estrutura, concentrando atenção noutro caso etnográfico.
Primeiro ensaio: 33%. Ensaio final: 67% (inclui uma ponderação da assiduidade do aluno e da sua participação activa nas aulas). Para quem não envereda pela avaliação periódica, haverá exame final.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ANDERSON, B. 1998 'Majorities and Minorities' The Spectre of Comparisons: Nationalism, Southeast Asia and the World. Londres: Verso; 318-30
BRUNER, E. 1996 'Tourism in the Balinese Borderzone' Lavie, S. & T. Swedenburg (orgs.) Displacement, Diaspora, and Geographies of Identity. Durham: Duke University Press; 157-179
GOODY, J. 2000 O Oriente no Ocidente. Lisboa: Difel
HEINZ, C. 1999 Asian Cultural Traditions. Prospect Heights: Waveland (Cap. 4 / Cap. 6 / Cap. 9 'The Colonial Period')
LEACH, E. 1996 [1954] Sistemas Políticos da Alta Birmânia: Um Estudo da Estrutura Social Kachin. São Paulo: Edições da Universidade de São Paulo
O'NEILL, B. J. 2012 'Miraculous Eurasia' Anthropology of This Century Issue 4, May: http://aotcpress.com/articles/miraculous-eurasia/
SADAN, M. 2007 'Constructing and Contesting the Category 'Kachin' in the Colonial and Post-Colonial Burmese State' Mikael Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma. Copenhagen: NIAS Press; 34-76
Bibliografia Opcional
As referências com asteriscos deveriam aparecer na Bibliografia Básica, cujo campo limita ridiculamente o número de títulos a apenas 1000 caracteres.
References with asterisks should have appeared within the Basic Bibliography, which has a ridiculously small space limit of 1000 characters.
Armony, Victor e François Grin 2003 'Minorité' & 'Minorité (droits des -)'Gilles Ferréol & Guy Jucquois (dir.) Dictionnaire de l'Alterité et des Relations Interculturelles. Paris: Armand Colin ; 209-210, 210-217 * Barradas de Oliveira (coord.) 1954 Relação da Primeira Viagem do Ministro do Ultramar às Províncias do Oriente 1952. Volume II. Lisboa: Agência Geral do Ultramar ['A Caminho de Malaca'; 7-31]
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* --- 2013 ' 'Kaza' e 'Familia' em Malaca Ignorada: Especificidades Crioulas' Manuel Lobato & Maria de Deus Manso (orgs.) Mestiçagens e Identidades Intercontinentais nos Espaços Lusófonos. Braga: NICPRI; 123-143
Perez, Rosa Maria 2006 (org.) Os Portugueses e o Oriente: História, Itinerários, Representações. Lisboa: Dom Quixote
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Rêgo, António da Silva 1998 [1942] Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses
--- 1998 [1965] 'A Comunidade Luso-Malaia de Malaca e Singapura' Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos [1942]. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 273-281 --- 1998 [1968] 'A Cultura Portuguesa na Malaia e em Singapura' Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos [1942]. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 283-299
Sarkissian, Margaret 2000 D'Albuquerque's Children: Performing Tradition in Malaysia's Portuguese Settlement. Chicago: University of Chicago Press ['Music, Identity, and the Impact of Tourism in the Portuguese Settlement, Melaka, Malaysia'. University of Illinois, Urbana-Champaign: tese de doutoramento em Musicologia; 1993, 320 pp..] 'Introduction' (1-19) e Cap. 2 'Inventing a Tradition' (50-66)
Schouten, Maria Johanna (org.) 1998 A Ásia do Sudeste: História, Cultura e Desenvolvimento. Lisboa: Vega
* Scott, James C. 1985 Weapons of the Weak: Everyday Forms of Peasant Resistance. New Haven: Yale University Press
--- 1990 Domination and the Arts of Resistance: Hidden Transcripts. New Haven: Yale University Press
--- 2009 The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia. New Haven: Yale University Press (capítulos seleccionados)
Sokolovskii, Sergey & Valery Tishkov 2002 [1996] 'Ethnicity' Alan Barnard & Jonathan Spencer (orgs.) Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology. Londres: Routledge; 190-193. * Sousa Santos, Boaventura de 2009 'Um Ocidente Não Ocidentalista?: A Filosofia à Venda, a Douta Ignorância e a Aposta de Pascal' B. Sousa Santos & Mª Paula Menezes (orgs.) Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina / CES; 445-486
Tarling, Nicholas 2004 [1996] (org.) The Cambridge History of Southeast Asia. 2 Vols. (em 4 tomos), 384 + 320 + 368 + 384 pp. [disponível na biblioteca do ISCTE]
Wade, Geoff & Li Tana 2012 Anthony Reid and the Study of the Southeast Asian Past. Singapura: ISEAS
* Watson, James L. 1997 (org.) Golden Arches East: McDonald's in East Asia. Stanford University Press (capítulos seleccionados)
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Objectivos
O curso tem por objetivos proporcionar conhecimento e capacitação introdutórios sobre os usos de métodos de observação e recolha assentes em meios gráficos, numa perspetiva de aplicação multidisciplinar. A unidade curricular visa: 1. Estimular as capacidades de observação no terreno através do recurso à prática gráfica; 2. Consciencializar e estimular a sensibilidade do estudante para abordagens integradas de recolha; 3. Contribuir para o acréscimo do conhecimento teórico e prático; 4. Promover uma componente prática através de visitas de estudo e elaboração de cadernos gráficos.
Programa
P1: Olhar histórico e comparativo sobre o uso de métodos gráficos nas ciências sociais e humanas P2: O grafismo nas ciências sociais e humanas e o meio artístico P3: Abordagens de pesquisa complementados pelo uso de formas gráficas P4: Evolução das ligações entre métodos gráficos, audiovisuais e escritos P5: Estilística e retórica: o uso do grafismo na recolha e apresentação de dados P6: O mercado editorial: o caderno de viagem, o caderno gráfico, o retrato, etc. P7: Redes académicas e não-académicas dedicadas ao uso de meios gráficos P8: O conhecimento não-verbal: o conhecer prático e a importância da imaginação gráfica P9: Da ilustração no terreno aos métodos participativos de recolha de dados P10: Assimetrias na aceitabilidade actual dos métodos gráficos em várias disciplinas científicas P11: O efeito arroseur arrosé: intercomunicação e socialização através do grafismo no terreno P12: O grafismo na produção científica e exploração dos meios digitais
Processo de Avaliação
Ensaio final-3500 palavras + elementos gráficos (50%) Avaliação baseada em: relevância da análise e relação com o programa, capacidade analítica, criatividade; desenvolvimento de projeto de pesquisa. Apresentação em aula (30%); Apresentação de portfolio gráfico baseada no conhecimento do tópico, exploração das possibilidades do meio gráfico, qualidade da apresentação. Participação em aula e visitas de campo (20%). É excluída a avaliação por exame apenas, dada a natureza prática do curso.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
1. Certeau, Michel de. 1987. The Practice of Everyday Life. Los Angeles: University of California Press. 2. Causey, Andrew. Drawn to See. Toronto: Toronto University Press. 3. Ingold, Tim. 2007. Lines: A Brief History. London: Routledge. 4. Ramos, Manuel João. 2015. "Stop the Academic World, I Wanna Get Off in the Quai de Branly. Of sketchbooks, museums and anthropology", Cadernos de Arte e Antropologia, 4 (2): 141-178. 5. Taussig, Michael. 2011. I swear I saw this. Drawings in fieldwork notebooks, namely my own. Chicago and London: The University of Chicago Press.
Bibliografia Opcional
1. Afonso, Ana Isabel, Manuel João Ramos. 2004. "New Graphics for Old Stories: Representation of local memories through drawings". Pp. 66-83 in Working Images: Visual Research and Representation in Ethnography, edited by A. I. Afonso, L. Kurti e S. Pink. London: Routledge. 2. Almeida, Paulo L.; Duarte, Miguel B.; Barbosa, José T. (eds). 2014. Drawing in the University Today. Oporto: I2ADS/Oporto University 3. Azevedo, Aina. 2016. "Desenho e antropologia: recuperação histórica e momento atual", Cadernos de Arte e Antropologia, Vol. 5, No 2 | -1, 15-32. 4. Azevedo, Aina e Manuel João Ramos. 2016. "Drawing Close - on visual engagement in fieldwork, drawings and the anthropological imagination". Visual Ethnography. 5. Ballard, Chris. 2013. "The Return of the Past: On Drawing and Dialogical History". The Asia Pacific Journal of Anthropology, 14:2, 136-148. 6. Boserman, Carla. 2014. "Entre grafos y bits". Obra digital - Revista de Comunicación, Narrativas y diseño digital, número 6, fevereiro. 7. Causey, Andrew. 2012. "Drawing flies: artwork in the field." Critical Arts, 26 (2), pp. 162-174. 8. Colloredo-Mansfeld, Rudi. 1999. "Sketching as an Ethnographic encounter." Pp. 49-56 in Native Leisure Class: consumption and cultural creativity in the Andes. The University of Chicago Press: Chicago. 9. 2011, "Space, line and story in the invention of an Andean aesthetic". Journal of Material Culture, 16 (1): 3-23. (http://mcu.sagepub.com/content/16/1/3.abstract) 10. Côrte-Real, Eduardo. 2009. The Smooth Guide to Travel Drawing. Lisboa: Livros Horizonte. 11. Eisner, Will. 2008. Graphic Storytelling and Visual Narrative. New York: W.W. Norton &Company 12. Geismar, Haidy. 2014. "Drawing it Out". Visual Anthropological Review, 30 (2): 96-113. 13. Grimshaw, Ann; Ravetz, Amanda (eds.). 2005. Visualizing Anthropology. Bristol: Intelect. 14. Gunn, Wendy. 2009. Fieldnotes and Sketchbooks: Challenging the boundaries between descriptions and processes of describing. Edited by W. Gunn. Frankfurt: Peter Lang. 15. Hendrikson, Carol. 2010. "Ethno Graphics: Keeping Visual Field Notes in Vietnam". Expedition, Vol 52, n 1: 31-39. 16. Ingold, Tim. 2011a. Being Alive - Essays on movement, knowledge and description. London and New York: Routledge. 17. 2011b. "Prologue." Pp. 1-20 in Redrawing Anthropology. Materials, Movements, Lines, edited by T. Ingold. England: Ashgate. 18. 2013. Making. Anthropology, archeology, art and architecture. London and New York: Routledge. 19. Kuschnir, Karina. 2012. "Desenhando Cidades". Sociologia & Antropologia. Vol. 02.04: 295-314. 20. 2014. "Ensinando antropólogos a desenhar: uma experiência didática e de pesquisa". Cadernos de Arte e Antropologia 3(2): 23-46. 21. Lewis-Williams, DAvod. 2002. The Mind in the Cave. Consciousness and the origins of Art. London: Thames & Hudson. 22. Miller, Mitch. 2014. "More than a pun: The Role of Dialect and Dialectics in Shaping Dialectograms", in Paulo L. Almeida, Miguel B. Duarte, José T. Barbosa (eds). 2014. Drawing in the University Today. Oporto: I2ADS/Oporto University 23. Newman, Deena. 1998. "Prophecies, Police Reports, Cartoons and Other Ethnographic Rumors in Addis Ababa". Etnofoor, vol. 11 (2): 83-110. 24. Ramos, Manuel João. 2004. "Drawing the lines - The limitation of intercultural ekphrasis." Pp. 147-156 in Working Images: Visual Research and Representation in Ethnography, edited by A. I. Afonso, L. Kurti e S. Pink. London: Routledge. 25. 2009. Traços de Viagem. Lisboa: Bertrand Editora. 26. 2010. Histórias Etíopes, Diário de viagem. Lisboa: Tinta da China. 27. Salavisa, Eduardo. 2008. Diários de Viagem - desenhos do quotidiano, edited by E. Salavisa. Lisboa: Quimera Editores. 28. 2014. Diários de Viagem 2 - desenhadores-viajantes, edited by E. Salavisa. Lisboa: Quimera Editores. Taussig, Michael. 2009. "What Do Drawings Want?" Culture, Theory and Critique, vol. 50, issue 2-3: 263-274.
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3 Ano | 2 Semestre
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Objectivos
Propondo-se reflectir em torno das culturas marítimas, a UC visa introduzir os estudantes a esta área de estudos apresentando-lhes exemplos temáticos e estudos de caso etnográficos que ilustrem as vicissitudes dos modos de vida associados ao mar, perspectivando historicamente a importância das zonas costeiras no desenvolvimento da Europa e de outras regiões do globo.
Programa
P1. A Europa e o mar P1.1. A Pré-História; os mitos fundadores P1.2. Os imaginários marítimos P1.3. Navegação e Pescas P1.4. Maritimidade, Turismo, Património P2. Antropologia e Pescas P2.1. Perspectiva histórica das pescas em Portugal. P2.2. Estudo de Caso: o Litoral Central Português P2.3. Pesca e pescadores na Arte e na Literatura P3. A Oceania - embarcações e navegações
Processo de Avaliação
a) 20% da nota final - apresentação oral em seminário (com slide show e entrega de outline), qualidade geral das intervenções e participação nas aulas. b) 30% da nota final - relatório do Seminário (aprox 1200 palavras). c) 50% da nota final - ensaio (aprox 3000 palavras). d) Estudantes com défice de tempo trabalho lectivo (7 ou mais faltas), incumprimento ou trabalhos escritos insuficientes, deverão fazer exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ACHESON J., 1981, "Anthropology of fishing", Annual Review of Anthropology, 1981, 10.
CORBIN Alain, 1989, O Território do Vazio - a praia e o imaginário ocidental (1988), São Paulo, Editora Schwarcz Lda.
DAVIS Wade, 2009, The Wayfinders. Why Ancient Wisdom Matters in the Modern World, Toronto, House of Anansi Press.
GABRIEL O., LANGE K. et alt (editors), 2005, Fish Catching Methods of the World, Oxford, Blackwell Publishing.
GILLIS John R., 2012, The Human Shore: Seacosts in History, Chicago and London, The University of Chicago Press. [B]
PÁLSSON Gísli, 1994, "The Idea of Fish: land and sea in Icelandic World-view", in Roy Willis (editor), 1994, Signifying Animals: Human Meaning in the Natural World, Routledge, pp. 114-127. [B]
PROBYN Elspeth, 2016, Eating the Ocean, Durham and London, Duke University Press.
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto e Fernando Galhano, 1964, Palheiros do Litoral Central Português, Lisboa, IAC/Centro de Estudos de Etnologia Peninsular. [B]
Bibliografia Opcional
BACHELARD Gaston, 1989, A Água e os Sonhos. Ensaio sobre a imaginação da matéria [1942], São Paulo, Martins Fontes.
BATAILLE-BENGUIGUI Marie-Claire, 1992, "Pêcheurs de mer, pêcheurs de terre - la mer dans la pensée tongienne", Études Rurales 127-128: 55-73.
BOISSEVIN Jeremy and SELWYN Tom (editors), 2004, Contesting the Foreshore. Tourism, Society, and Politics on the Coast, Amsterdam University Press.
BRANDÃO Raul, s/d, Os Pescadores [1893-1923], Lisboa, Ulisseia.
BRETON Yvan, 1981, "L'Anthropologie Sociale et les sociétés de pêcheurs: réflexions sur la naissance d'un sous-champ disciplinaire", Anthropologie et Sociétés, 1981, vol. 5, 1: 7-27.
BROGGER Jan, 1990, Pre-bureaucratic Europeans, Oslo, Norwegian University Press, [tradução portuguesa: Pescadores e Pés-calçados, Nazaré, Livraria Suzy, 1992].
CABANTOUS Alan, 1990, Le Ciel dans la Mer. Christianisme et civilization maritime, XVI-XIX siècle, Paris, Fayard.
CASSON Lionel, 1994, Ships and Seafaring in Ancient Times, Texas, University of Texas Press.
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COUPER Alastair, 2009, Sailors and Traders: A maritime history of the Pacific peoples, Honolulu, University of Hawai'i Press.
CRAMER Deborah, 2001, The Great Waters. An Atlantic Passage, New York, London, W. W. Norton & Company. [B]
DU JOURDIN Michel Mollat, 1995, A Europa e o Mar, Lisboa, Edições Presença. [B]
EINARSSON Niels, 1993, "All Animals are equal but some are Cetaceans. Conservation and Culture Conflict" in Kay Milton (editor), 1993, Environmentalism: The View From Anthropology, London, Routledge pp. 73-82.
EINARSSON Niels, 1996, "A Sea of Images; fishers, whalers and environmentalists", in Gísli Pálsson and E. Paul Durrenberger (editors), 1996, Images of Contemporary Iceland. Everyday Lives and Global Contexts, Iowa, University of Iowa Press, pp. 46-59.
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PÉRON Françoise, 1996, "De la Maritimité", in Françoise Peron et Jean Rieucau (dir), 1996, La Maritimité Aujourd'hui, Éditions L'Harmattan, pp. 13-27.
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ROCHA PEIXOTO, António Augusto da, 1990 (1899), «Etnografia Portuguesa: Habitação, Os Palheiros do Litoral", Etnografia Portuguesa (Obra Etnográfica Completa), Lisboa, Publicações Dom Quixote, pp. 70¬ 88. [B]
SANTOS GRAÇA António, 1992, O Poveiro (1932), Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
STRANG Veronica, 2004, The Meaning of Water, Oxford and New York, Berg.
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TILLEY Christopher, 2002, "Metaphor, Materiality and Interpretation" / "The Metaphorical Transformations of Wala Canoes", BUCHLI Victor (ed.), 2002, The Material Culture Reader, Berg, Oxford, New York, pp. 23-55. [B]
TOMÁS Júlia, 2013, Ensaio sobre o Imaginário Marítimo dos Portugueses, Braga, CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - Universidade do Minho.
TRINDADE José Maria, 2009, A Nazaré dos pescadores: identidade e transformação de uma comunidade marítima, Leiria, Edições Colibri. [B]
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, 1988, Construções Primitivas em Portugal [1969], Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, 1990, Actividades Agro- Marítimas em Portugal [1975], Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
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Objectivos
A cadeira tem como objectivo a apresentação da Índia através de um olhar eminentemente etnográfico, com base num trabalho de campo de longa duração no Gujarate e em Goa. Ela pretende ilustrar a complexidade e diversidade social e religiosa da "maior democracia do mundo" e respectivas contradições (intocáveis / dalit e outros subalternos), decorrentes, em larga medida, do sistema de castas. O curso elucidará, depois, o protagonismo indiano nos palcos mundiais, com a entrada da Índia na economia transnacional, graças ao desenvolvimento de tecnologias de comunicação e de informação, à entrada no mercado de televisão por satélite e a uma escala de produção cinematográfica a nível internacional ? cuja centralidade é o fenómeno de Bollywood. Será, finalmente, apresentado aquele que é um dos mais estruturados fluxos de pessoas e de grupos, a diáspora indiana no mundo, com particular incidência no contexto português.
Programa
1.Programa e objectivos programáticos. Metodologia. Formas de avaliação.
2. A Índia 2.1.Nacionalidade, língua, religião. 2.2.Singularidade e negociação cultural
3. A democracia indiana 3.1. Complexidades 3.1. Paradoxos 3.3. A Índia e os seus subalternos
4. O sistema de castas 4.1.Endogamia,'endocozinha' e especialização profissional. 4.2. Oposição pureza/impureza ritual.
5. Índia e Hinduísmo. 5.1. Princípios e conceitos estruturantes: dharma e karma; samsara e moksha. 5.2.A bhakti. 5.2.1.Revelação e devoção. 5.3.Os deuses hindus. 5.4.A deusa. Shakti e a fertlidade sócio-cosmogónica.
6.Outros cultos.
7. A Índia e o mundo contemporâneo 7.1. Globalização, migrações e diáspora. 7.2. Culturas de media 7.3. Bollywood
Processo de Avaliação
A avaliação tem três componentes principais assiduidade e participação na aula (15%), seminário (30%) e dois trabalhos escritos (55%), nos termos descritos abaixo (processo de ensino-aprendizagem).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Beteille, André, 1996, cap. 6, 'Caste in Contemporary India', in - -Fuller, Christopher, org., Caste Today, Delhi, Oxford University Press, pp. 150-179; Fuller, Christopher J., 1992, The Camphor Flame. Popular Hinduism and Society in India, Princeton: Princeton University Press; Guha, Ramachandra, 2007, India after Gandhi. The History of the World's Largest Democracy, New York, Harper Collins; Gupta, Dipankar, 2000, Interrogating Caste. Understanding Hierarchy & Difference in Indian Society, Delhi, Penguin; Perez, Rosa Maria, 2004, Kings and Untouchables. A Study of the Caste System in Western India, Delhi, Chronicle Books, edição prefaciada; Sharma, Shashi, 2007, The Elephant, the tiger and the cell phone. Reflections on India. The Emerging 21st Century Power, Nova Iorque, Arcade Publishing; Varma, Pavan K., 2004, A Índia no Século XXI, Lisboa, Editorial Presença; Woopert, Stanley, 1991, India, Berkeley, University of California Press.
Bibliografia Opcional
Appadurai, Arjun, 1988, "Putting Hierarchy in Its Place", Cultural Anthropology, vol. 3: 36-49; Appadurai, Arjun, 1986, "Is Homo Hierarchicus? ? A Review Essay," American Ethnologist, 13 (4): 745-761; Bailey, Susan, 1999, Caste, Society and Politics in India from the Eighteen Century to the Modern Age, Cambridge, Cambridge University Press; Biardeau, Madeleine, 1981, L?Hindouisme. Anthropologie d?une civilisation, Paris, Flammarion ; Bose, Brinda, ed., 2002, Translating Desire. The Politics of gender and Culture in India, New Delhi, Katha; Brah, Avtar, 2008, 'The Asianin Britain', in Ali, N., V.S. Kalra e S.S. Sayyd, orgs., A Postcolonial People. South Asians in Britain, pp. 62-74;Nova Iorque, Columbia University Press; Brah, Avtar, 1996, Cartographies of Diaspora. Contesting Identities, Nova Iorque, Routledge; Chakrabarty, Dipesh, 1997, 'Postcoloniality and the Artifice of History: Who Speaks for 'Indian? Past?' in Guha, Ranajit, 1997, org., A Subaltern Studies Reader, 1986-1995, Mineapolis: University of Minnessota Press; Cohn, Bernard, 1987, An anthropologist among the historians and other stories, Delhi: Oxford University Press; Das, Veena, 1994 [1989], "Subaltern as Perspective", in Ranajit Guha ed., 1994 [1989], Subaltern Studies VI, Delhi, Oxford India Paperbacks; Dirks, Nicholas B., 2001, Castes of Mind. Colonialism and the Making of British India, Princeton, Princeton University Press; Dumont, Louis, 1966, Homo Hierarchicus. Le Système de Castes et ses Implications, Paris, Gallimard ; Dudrah, Rajinder Kumar, 2006, Bollywood: Sociology goes to the movies, Delhi, Sage Publications; Dwyer, Rachel, 2000, All you want is money, all you need is love: sexuality and romance in modern India, Nova Iorque, Cassel; Embree, Ainslie T., 1989, Imagining India. Essays on Indian History,Delhi e Nova Iorque, Oxford University Press; Fisher-Tiné, Harald and Michael Mann, 2004, Colonialism as Civilising Mission. Cultural Ideology in British India, London, Anthem Press; Fuller, Christopher, org., Caste Today, Delhi, Oxford University Press; Gillespie, Marie, 2002, 'Dynamics of Diasporas: South Asian Media and Transnational Cultural Politics', in Gitte Stald e Thomas Tuffe, orgs., Global Encounters: Media and Cultural Transformation, Luton, University of Luton Press; pp. 173-193; Guha, Ranajit, 1997, org., A Subaltern Studies Reader, 1986-1995, Minneapolis: University of Minnesota Press; Huggam, Graham, 2001, The Post-Colonial Exotic. Marketing the Margins, NY, Routledge; Jeffrey, Craig, 2001, "'A fist is stronger than five fingers': caste and dominance in rural north India", Royal Geographical Society, pp. 217-236; Jeffery, Patricia and Amrita Basu, eds, 1998, Appropriating Gender. Women?s Activism and Politicized Religion in South Asia, New York and London, Routledge; Lamb, Sarah, 2003, White Saris and Sweet Mangoes: Aging, Gender, and Body in North India, New York, Rutgers; Luden, David, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Masselos, Jim, 2002, 'The Dis/appearance of Subalterns: A Reading of a Decade of Subaltern Studies', in David Luden, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Mehta Nalin, org., 2008, Television in India. Satellites, politics and cultural change, Nova Iorque, Routledge; Mukadam, Anjoon and Sharmina Mohani, 2006, ?Post-Diasporic Indian Communities. A New Generation?, in Coleman, Simon Michael and Peter Collins, eds.,2006, Locating the Field. Space, Palce and Context in Anthropology, Oxford, Berg; Nandy, Ashis, 1998, The Secret Politics of Our Desires. Innocence, Culpability and Indian Popular Cinema, Delhi, Oxford University Press; Ong, Aihwa, 1999, Flexible citizenship: the cultural logics of transnationality, Durham, Duke University Press; Parish, Steven, M., 1997 (1993), Hierarchy and its Discontents. Culture and the Politics of Consciousness in Caste Society, Delhi, Oxford India Paperbacks; Perez, Rosa Maria, 2011, The Tulsi and the Cross. Anthropology and the Colonial Encounter in Goa, Delhi, Orient Blackswan; Perez, Rosa Maria, 2009, 'Culture and the Body. Fieldwork Experiences in India', in Portuguese Studies, vol. 15, nº 1: 30-45; Perez, Rosa Maria, 2006, ed., Os Portugueses e o Oriente. História, Itinerários, Representações, Lisboa, Publicações Dom Quixote; Perez, Rosa Maria, 2006, 'Mapping the India's Diaspora in Europe. Culture, Society, Policy', expert brief paper, Academic Network of European Research Related to India (ANERI), www.encari.com; Rajadhyaskha, Ashish, 'The Bollywoodization of Indian Cinema: Cultural Nationalism in a Global Arena', Inter-Asia Cultural Studies, 4(1), pp. 25-39, 2003; Rajadhyaskha, Ashish, Viewership and Democracy in the Cinema?, in Ravi Vasudevan, ed, Making Meaning in Indian Cinema, New Delhi, Oxford University Press, 2010; Rajan, Sunder Rajeswari, 1993, Real and Imagined Women. Gender, Culture and Postcolonialism, London and New York, Routledge; Sivaramakrishna, K., 2002, ?Situating the Subaltern: History and Anthropology in the Subaltern Studies Project?, in Luden, David, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Van de Veer, Peter, 1996, Religious Nationalism. Hindus and Muslims in India, Delhi, Oxford University Press; Waligora,M., 'What Is Your Caste?' in H. Fischer- Tiné and M. Mann, eds., 2004, Colonialism as Civilizing Mission: Cultural Ideology in British India, London, Anthem Press;
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Objectivos
Apresentar o campo disciplinar da Antropologia do Turismo no seu processo de constituição e nas suas principais referências bibliográficas. Desenvolver um quadro de noções para a redução crítica do conceito de turismo que permita a aplicação de procedimentos etnográficos sobre os seus fenómenos:Hospitalidade, Autenticidade e o lugar do Etnógrafo e da Etnografia em contexto de turismo.
Programa
1º A constituição do campo disciplinar da Antropologia do Turismo. Os textos fundadores. O processo histórico. Parâmetros para a construção de objectos científicos no campo dos fenómenos turísticos. As férias. O nacionalismo. Os meios de alcance. A "ciceronía".O sistema turístico e a relevância antropológica das suas dinâmicas. 2º Hospitalidade, Autenticidade e o lugar do etnógrafo e da etnografia em contexto turístico. 3º Exercício prático de aplicação.
Processo de Avaliação
Avaliação periódica: 1ºteste 20%; 2ºteste 30%; ensaio e relatório do exercício 50%. Avaliação Final: Exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
BOYER, Marc L'invention du tourisme, Gallimard, Paris, 1996. CRICK, Malcolm "Representations of international tourism in the social sciences: sun, sex, sights, savings and servility". Annual Review of Anthropology 1989, 18, 307-44. NASH and SMITH "Anthropology and Tourism" Annals of Tourism Research vol.18,p.p.12-25,1991. SAMPAIO,Sofia "Estudar o turismo hoje: Para uma revisão crítica dos estudos de turismo" Etnográfica, vol.17,(1), 2013. SILVA, Maria Cardeira da Outros trópicos. Novos destinos turísticos, novos terrenos da antropologia. Livros Horizonte, Lisboa, 2004. (ISBN 972-24-1303-1) URRY, John The tourist gaze. Leisure and travel in contemporary societies. Sage, London, 1990. (ISBN 0761973478)
Bibliografia Opcional
BOISSEVAIN, Jeremy (Ed.) Coping with tourists. European reactions to mass tourism. Berghahn Books, Oxford, 1996. (ISBN 1571819002) BOORSTIN, Daniel The Image: A guide to pseudo events in america. Atheneum, New York, 1962. BOYER, Marc L´invention du tourisme. Gallimard, Paris, 1996. BRUNER, Edward M. "On cannibals, tourists and ethnographers". Cultural Anthropology. 1989, 4(4): 438-445. BRUNER,E.and KIRSHENBLATT-GIMBLETT,B. "Maasai on the Lawn:Tourist realism in East Africa" Cultural Anthropology, 9(4): 435-470, 1994. BRUNER, Edward M. "The ethnographer/tourist in Indonésia" in Lanfant, Allcock and Bruner (Eds.) International Tourism. Identity and Change SAGE, 1995. (ISBN 0-8039-7513-9) CLIFFORD,James Routes.Travel and Translation in the Late Twentieth Century, Harvard University Press,1997. CORBIN, Alain L´avènement des loisirs. 1859-1960 Aubier, Paris, 1995, (ISBN 2-7007-2247-7) CRICK, Malcolm "Representations of international tourism in the social sciences: sun, sex, sights, savings and servility". Annual Review of Anthropology 1989, 18, 307-44. ENZENSBERGER, Hans Magnus "A Theory of Tourism" New German Critique, 23,nº68,1996(1958). HANDLER,Richard "Authenticity" Anthropology Today, vol.2,nº1,1986. LÖFGREN, Orvar On Holiday. A history of vacationing, University of California Press, London, 1999. Mac CANNELL, Dean The tourist. A new theory of the leisure class. Schocken Books. New York, 1989 (1976). NASH and SMITH "Anthropology and Tourism" Annals of Tourism Research vol.18,p.p.12-25,1991. PINA, Paulo Portugal. O turismo no séc. XX, Lucidus Publicações Lda, Lisboa, 1988. PITT-RIVERS, Julian "The law of hospitality"(1977) HAU:Journal of Ethnographic Theory 2(1):501-517,2012. RAPOSO, Paulo "Do Ritual ao Espectáculo" in Por Detrás da Máscara. Ensaio de Antropologia da Performance sobre os Caretos de Podence". ICM, págs. 63-94, Lisboa, 2010. SAMPAIO,Sofia "Estudar o turismo hoje: Para uma revisão crítica dos estudos de turismo" Etnográfica, vol.17,(1), 2013. SILVA, Maria Cardeira da Outros trópicos. Novos destinos turísticos, novos terrenos da antropologia. Livros Horizonte, Lisboa, 2004. (ISBN 972-24-1303-1) SMITH, Valene (Ed.) Hosts and guests. The anthropology of tourism. (2ª ed.) University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1989 (1977). URRY, John The tourist gaze. Leisure and travel in contemporary societies. Sage, London, 1990. (ISBN 0761973478)
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Objectivos
Esta unidade curricular tem como finalidade discutir a relação entre crime e justiça seguindo a perspectiva crítica da sócio-antropologia. O programa enfatiza o nexo fundamental entre a noção de crime e o significado da justiça, e a forma como a cultura está profundamente imbuída nas suas representações e percepções. Dá-se particular relevância a temas contemporâneos em que se discuta poder e desigualdade; legal e ilegal; discriminação e direitos humanos; género e segurança humana. Um dos principais objectivos desta unidade curricular é promover o debate entre os estudantes recorrendo a discussões informadas teoricamente, no desenvolvimento de um conhecimento crítico sobre crime e justiça na sociedade contemporânea, em que o conceito de segurança humana se assume como um instrumento analítico válido.
Programa
P1: Análise histórica dos conceitos de crime e justiça desde o final do século XIX até à actualidade: criminology, antropologia criminal, sociologia P2: Assimetrias de poder e desigualdade: discussão de conceitos e de contextos P3: O acto criminoso - como uma forma de combater a discriminação e a pobreza P4: O acto criminoso - como uma forma de obter segurança P5: O acto criminoso - a sua banalização na vida quotidiana P6: Differentes perspectivas de justiça: o tribunal e a justiça popular P7: Crime e Género - complexidades, mitos, desmistificações P8: Crime nos media e representações públicas do medo P9: Segurança Humana - um novo enquadramento teórico e prático para compreender o crime e a justiça em contextos socio-economicos diversificados P10 - liberdade para escolher; liberdade de não ter medo; liberdade para viver em dignidade - os conceitos básicos da segurança humana
Processo de Avaliação
Avaliação continua ou final. A Avaliação continua pressupõe 3 instrumentos: 1 apresentação oral em aula (40%); 1 ensaio escrito final (50%) participação activa nas discussões/debates promovidos em aula (10%) Esta modalidade de avaliação obriga à frequência de 80% das aulas lecionadas.
A Avaliação final consiste na realização de um exame escrito (100%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Arendt, Hannah. 1963. Eichman in Jerusalem. A Report on the Banality of Evil. New York: Viking Press. Buzan, Barry, Ole Wæver and Jaap de Wilde. 1998. Security: A New Framework for Analysis. London: Lynne Rienner Publishers Castel, Robert. 2003. L'Insécurité sociale. Qu'est-ce qu'être protégé? Paris: Seuil. Comaroff, Jean and John Comaroff. 2016. The Truth about Crime. Sovereignty, Knowledge, Social Order. Chicago: Chicago University Press. Foucault, Michel. 1995. Discipline and Punish. The Birth of Prison. London: Penguin, trans. Alan Sheridan. Frois, Catarina. 2017. Female Imprisonment. An Ethnography of Everyday Life in Confinement. London and New York: Palgrave Macmillan. Jewkes, Yvonne. 2004. Media and Crime. London and New York: Sage. Kaldor, Mary. 2007. Human Security: Reflections on Globalization and Intervention. London: Polity. Merry, Sally E. 2008. Gender Violence: A Cultural Perspective. Oxford: Wiley-Blackwell.
Bibliografia Opcional
1. Aas, Katja Franko and Mary Bosworth, eds. 2013. The Borders of Punishment: Migration, Citizenship, and Social Exclusion. Oxford: Oxford University Press 2. Bosworth, Mary and Flavin, J., eds. 2007. Gender, Race and Punishment: From Colonialism to the War on Terror. New Brunswick: Rutgers University Press 3. Breckenridge, K. (2014) Biometric State.The Global Politics of Identification and Surveillance in South Africa, 1850 to the Present. Cambridge: Cambridge University Press. 4. Caplan, J. and Torpey, J. (eds) (2001) Documenting Individual Identity: The Development of State Practices in the Modern World. Princeton: Princeton University Press. Cole, S. (2001) Suspect Identities: A History of Fingerprinting and Criminal Identification. Cambridge, MA: Harvard University Press. 5. Drake, Deborah, Rod Earle and Jennifer Sloan, eds. 2015. Palgrave Handbook of Prison Ethnography. London and New York: Palgrave Macmillan. 6. Frois, Catarina. 2013. Peripheral Vision. Politics, Technology and Surveillance. London and New York: Berghahn 7. Holbraad, Martin and Morten Axel Pedersen, eds. 2013. Times of Security: Ethnographies of Fear, Protest, and the Future. New York: Routledge. 8. Kaldor, Mary and Joseph E. Stiglitz, eds. 2013. The Quest for Security: Protection Without Protectionism and the Challenge for Global Governance. New York: Columbia University Press. 9. Machado, H. and Prainsack, B. 2012. Tracing Technologies: Prisoners? Views in the Era of CSI. Farnham, UK: Ashgate. 10. Maguire, Mark, Catarina Frois and Nils Zurawski, eds. 2014. The Anthropology of Security. Perspectives from the Frontline of Policing, Counter-terrorism and Border Control. London: Pluto Press. 11. Parnell, Philip and Stephanie Kane, eds. 2003. Crime?s Power. Anthropologists and the Ethnography of Crime. New York: Palgrave 12. Webster, W., To?pfer, E., Klauser, F.and Raab, C. (eds) Video Surveillance Prac- tices and Policies in Europe. Amsterdam: IOS Press. 13. Scheper-Hughes, Nancy. 1989. Death Without Weeping. The Violence of Everyday Life in Brazil. Berkeley: University of California Press 14. Sykes, G. 1958. The Society of Captives. A Study of a Maximum Security Prison. Princeton: Princeton University Press. 15. Wacquant, Löic. 2000. Prisons of Poverty. Minneapolis e Londres: University of Minnesota Press. 16. United Nations Trust Fund for Human Security - http://www.un.org/humansecurity/ 17. Eriksen, Thomas Hylland, Ellen Bal and Oscar Salemink, eds. 2010. A World of Insecurity. Anthropological Perspectives on Human Security. London and New York: Pluto Press. 18. Fassin, Didier et al. 2013. Juger, Réprimer, Accompagner. Essai sur la Morale de L?État. Paris: Seuil.
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Objectivos
1. Adquirir uma visão histórica e conjuntural das abordagens antropológicas sobre o género enquanto categoria social de diferenciação e as emoções, através da análise das principais correntes teóricas, problemáticas e metodologias de investigação; 2. Apreender a diversidade e o significado experiencial do género e das emoções e as suas implicações na constituição das relações de poder;
Programa
Depois do período de inovação reflexiva introduzido pelo desenvolvimento dos estudos sobre o género, assistimos ao desenvolvimento de uma reflexão sobre as emoções que adquiriram uma relevância considerável nas ciências sociais. Os discursos sobre as emoções e os conteúdos das categorias de género são modelados pelos contextos culturais e históricos. As orientações introduzidas pelas perspectivas interpretativistas e pela teoria da prática conduziram a um investimento renovado do estudo das emoções. Através da análise etnográfica das emoções esta cadeira visa discutir a importância das dimensões sociais na experiência emocional. Enquanto dimensões de articulação da experiência individual, as emoções enformadas pelas categorias de género, tornam-se importantes dispositivos de legitimação das hierarquias sociais. Categorias de género e emoções constituirão o pano de fundo para abordar questões sobre processos de constituição de relações de poder em níveis diversos da acção social.
Processo de Avaliação
A avaliação desta disciplina será feita em regime de avaliação continua com base em participação nas aulas (10%), capacidades de exposição e argumentação oral (seminários e debates - 30%), capacidades de exposição e argumentação (1 ficha de leitura 20%, 1 ensaio escrito 40%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Abu-Lughod L. e Lutz C. 1990, Emotion, Discourse, and the Politics of Everyday Life, in Abu-Lughod L. e Lutz C. (eds), 1990 Language and the Politics of Emotion, CUP,1-19. ALMEIDA, Miguel Vale de (1995), Senhores de si. Uma interpretação antropológica da masculinidade. Fim de Século CAPLAN, Pat (1988), Engendering Knowledge. The Politics of Ethnography Anthropology Today. 4 (6): 14-17 LIMA, Antónia Pedroso de (1993) A importância das emoções: novos caminhos no estudo do parentesco e da família. In Perspectivas en el estudio del parentesco y la familia. Tenerife. Lutz C. 1986, Emotion, Thought, and Estrangement: Emotion as a Cultural Category, Cultural Anthropology 1, 3: 287-309. ROSALDO, Michael (1984), Toward an Anthropology of Self and Feeling. In SHWEDER, R e LEVINE, R. (ed.s) Culture Theory: Essays on Mind, Self and Emotion. Cambridge University Press YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (Ed.s), Naturalizing Power. Essays in Feminist Cultural Analysis, London, Routledge
Bibliografia Opcional
Abu-Lughod L. e Lutz C. 1990, Emotion, Discourse, and the Politics of Everyday Life, in Abu-Lughod L. e Lutz C. (eds), 1990 Language and the Politics of Emotion, Maison des Sciences de l?Homme and Cambridge University Press, Cambridge, pp.1-19. ALMEIDA, Miguel Vale de (1995), Senhores de si. Uma interpretação antropológica da masculinidade. Lisboa: Fim de Século Butler, Judith 2003 ?O parentesco é sempre tido como heterossexual? Cadernos Pagu (21): pp.219-260. CAPLAN, Pat (1988), Engendering Knowledge. The Politics of Ethnography Anthropology Today. 4 (6): 14-17 COLE; Saly, (1994) Mulheres da Praia. O trabalho e a vida numa comunidade costeira portuguesa. Lisboa: Publicações Dom Quixote GIDDENS, A., 1994 [1991], Modernidade e Identidade Pessoal, Oeiras, Celta GRASSI, Marzia (2003) Rabidantes: comércio espontâneo transnacional em Cabo Verde. ICS - Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa pps:225-266 LIMA, Antónia Pedroso de (1993) A importância das emoções: novos caminhos no estudo do parentesco e da família. In Perspectivas en el estudio del parentesco y la familia. Vol. 4 Actas do VI Congreso de Antropologia Espanhola. Tenerife. LUTZ, Catherine. (1990), Engendered Emotion. Gender, Power and the rhetoric of emotional control in American discourse. LUTZ, Catherine and ABU-LUGHOD, L. (ed.s) Language and the Politics of Emotion. Cambridge: Cambridge University Press. HOWELL, Signe and Marit MELHUUS (1993) The study of kinship; the study of person; a study of gender? In Teresa DEL VALLE (ed) Gendered Anthropology. London: Routledge Ortner, Sherry (1974) ?is female to nature what man is to culture? In Rosaldo, Michelle and Luise Lamphere ?Women culture and society, A theoretical overview? Stanford University press PINA CABRAL, João de (2004), O homem na família. Lisboa, ICS. Rodrigues, Carla 2005 ?Butler e a desconstrução do género? In Estudos Feministas, Florianópolis, 13(1): 216 Rosaldo, Michelle (1974) Women culture and society, A theoretical overview? In Rosaldo, Michelle and Luise Lamphere ?Women culture and society, A theoretical overview? Stanford University press ROSALDO, Michael (1984), Toward na Anthropology of Self and Fealing. In SHWEDER, R e LEVINE, R. (ed.s) Culture Theory: Essays on Mind, Self and Emotion. Cambridge: Cambridge University Press YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (1995), ?Naturalizing Power? in YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (Ed.s), Naturalizing Power. Essays in Feminist Cultural Analysis, London, New York, Routledge
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Objectivos
A UC pretende por um lado analisar a especificidade da perspectiva antropológica da música em relação à abordagem sociológica e à etnomusicologia. Por outro lado explorar as distinções e contrastes entre música e palavras bem como a questão da impossibilidade de tradução da música. Centrada na música europeia dita clássica bem como nas manifestações musicais não clássicas em contexto urbano, a UC visa fornecer aos estudantes ferramentas que permitam compreender o que distingue as expressões musicais em relação ás expressões textuais. Através de temas como o orientalismo na música, a relação entre música e nacionalismos, o sincretismo musical e a repetição, a UC procura sensibilizar os alunos à análise crítica das formas musicais.
Programa
1:As abordagens sociais e culturais da música:a)Sociologia da música;b)Etnomusicologia;c)Etnografia da prática musical d)Antropologia da música/antropologia e música:diferenças e contrastes 2:O eu e o outro na música a)O Outro de dentro:Béla Bartók-Danças romenas-1917;B. Britten-Folk song arrangement b)O Orientalismo na ópera:Aida de G. Verdi; A Africana de G. Meyerbeer ou Vasco da Gama na ópera e Jessonda de L. Spohr 3:As Mythologiques de Lévi-Strauss como construção musicala)Mito e música:função mítica e formas musicais b)O mito na música:O Ring de Wagner c)a questão da intraduzibilidade 4:Antropologia e jazz:a)Do ?Antropology?-1945 de Charlie Parker/D. Gillispie à antropologia do jazz; b) Sincretismos e Transnacionalismos 5:Nacionalismo,world music e passagens culturais:a)Existem músicas nacionais? B)World music e a aparente dissolução das fronteiras nacionais;c)Do ?West meets East? à ?Passages? (Shankar/Glass); d) propriedade cultural e direitos
Processo de Avaliação
A avaliação final implica : 1) Avaliação continua : a) participação nas aulas e leituras prévias para cada sessão e/ou audição de excertos musicais (20%) b) um ensaio final baseado num dos blocos do programa (80%)
2) Final Exam
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Jamin J. et P. Williams, Une anthropologie du jazz , Paris, Editions du CNRS, 2010 Jazz et anthropologie?, L?Homme nº 158, 2001. Kramer l., 'Classical Music and its Values', Why Classical Music still Matters? , University of California Press, 2007, pp. 1-38. Levi- Strauss, 'Ouverture', Mythologiques. Le Cru et le Cuit, pp. 1-40. Lévi-Strauss, 'De Chrétien de Troyes à R. Wagner',Note sur la Tétralogie » Le Regard éloigné, 1983, pp. 301-324. Mackenzie J., Orientalism: History, theory and the arts (chapter 6), Manchester University Press, 2005 Musique et Anthropologie?, L?Homme, nº171/172, 2004 Said E., Music at the Limits, Columbia University Press, 2009 Scott D. Orientalism and Music Style?, The Musical Quarterly 1998, pp.309-335. Scruton, The Ring of Truth. The Wisdom of Wagner's Ring of the Nibelung, Penguin Books, 2017. Seeger A., « Ethnomusicology and musical law », Ethnomusicology 1992, pp.345-359
Bibliografia Opcional
Atkinson P, Everyday Arias: An Operatic Ethnography, Altamira Press, 2006 Blacking, J., How Musical is Man ?,University of Washington Press,1973 Donin N & F Keck , « Lévi-Strauss et la musique : dissonances dans le structuralisme », Revue d?histoire des sciences humaines 2006, 14 (1) : 101-136 Feld, S. « The Discourses and Practices of World Music and World Beat », in Marcus G. and F. Myers, The Traffic in Culture : Refiguring Art and Anthropology, University of California Press, 1995, pp.96-126. Feld S., 'Sound as a Symbolic system: The Kaluli Drum' in Howes ed., The Varieties of Sensory Experience, 1991, pp.79-99. Feld S., 'The Sweet Lullaby for World Music', Public Culture, 2000, 12(1), 145-171. Kelley, R. Africa Speaks. America Answers: Modern Jazz in Revolutionary Times, Harvard University Press, 2012 Kubik G., Africa and the Blues, University Press of Mississippi, 1999 Ledent D. « Claude Lévi-Strauss et les formes symboliques de la musique », L?Homme, 2012 :107-120 Lévi-Strauss, Regarder, Écouter, Lire, 1993. Lévi-Strauss C. et D. Éribon, De près et de loin, Odile Jacob, 1988 Mâche, F. « Lévi-Strauss et la musique », Critique, 1999, 154-168 Nattiez, J.J, 2008 Lévi-Strauss musicien. Essai sur la tentation homologique, Actes Sud, 2008. Novak D., 'The Sublime Frequencies of New Old Media', Public Culture,2011, pp. 603-634. Porter E. What is this Thing called Jazz? African American Musicians and their Ideas, University of California Press, 2001 Simmel G, Études psychologiques et ethnologiques de la musique 1882 Weber M Les Fondements rationnels et sociaux de la musique, Métaillé, 1998
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2 Ano | 1 Semestre
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Objectivos
Introduzir o campo habitualmente designado por antropologia urbana, apresentando os seus temas e autores específicos. Através de aulas, leituras, apresentação de casos, visionamento de filmes o objectivo é suscitar uma reflexão antropológica sobre as cidades e vida urbana contemporânea, valorizando as perspectivas etnográfica e multidisciplinar. O lugar e o papel da antropologia urbana no contexto dos estudos urbanos são matéria de análise e reflexão crítica.
Programa
A MEMÓRIA DA ANTROPOLOGIA URBANA 1. Apresentação e sistema de trabalho. 2. O que é a antropologia urbana? 3. Os clássicos e a emergência da metrópole 4. A etnografia urbana de Chicago: os pioneiros 5. A antropologia social britânica e a urbanização em África 6. Escalas de observação e escalas de análise: questões metodológicas ETNOGRAFIAS URBANAS 7. Comunidades urbanas 8. Entre a prática e a representação, a rua 9. A fluidez da vida urbana... 10. No limiar da cidade, a etnografia 11. Cidade e memória: um filme 12. Sintese e discussão
Processo de Avaliação
Avaliação contínua Ponderação de cada uma das avaliações na nota final: 1. Participação nas aulas (10%) 2. Apresentação oral de um artigo/capítulo + sinopse (20%) 3. Dinamização da discussão no seminário escolhido (10%) 4. Apresentação de projeto/draft de ensaio final (20%) 5. Trabalho final (40%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Agier, Michel, 2011 Antropologia da Cidade. Lugares, situações, movimentos, São Paulo: Editora Terceiro Nome Hannerz, Ulf 1980 Exploring the City: Inquiries Toward an Urban Anthropology, New York: Columbia University Press (traduções disponíveis em francês e castelhano) Velho, Gilberto, 1973 A utopia urbana: um estudo de antropologia social, Rio de Janeiro: Zahar Castro, Celso e Graça I. Cordeiro, 2015 Mundos em mediação: ensaios ao encontro de Gilberto Velho, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas - Textos obrigatórios de cada aula teórica
Bibliografia Opcional
Agier, Michel, 2011 Antropologia da Cidade. Lugares, situações. Movimentos, São Paulo: Editora Terceiro Nome Castro, Celso e Graça I Cordeiro 2015 Mundos em Mediação. Ensaios ao encontro de Gilberto Velho, Rio de Janeiro: Editora FGV Cordeiro, Graça I, Luís V. Baptista e António F. Costa (org.) 2003 Etnografias Urbanas, Oeiras: Celta Cordeiro, Graça e Frédéric Vidal (org) 2008 A rua. Espaço, tempo, sociabilidade, Lisboa: Livros Horizonte Duneier, Mitchell; Philip Kasinitz & Alexandra Murphy (Ed.) 2014 Urban Ethnography Reader, Oxford: Oxford University Press Frúgoli Jr., Heitor 2007, Sociabilidade urbana, Rio de Janeiro: Zahar Gulick, John 1989 The Humanity of Cities. An Introduction to Urban Societies, Massachusetts: Bergin & Garvey Publishers Hannerz, Ulf 1980 Exploring the City: Inquiries Toward an Urban Anthropology, New York: Columbia University Press Low, Setha M. (ed.) 1999 Theorizing the City. The New Urban Anthropological Reader, N.B., N.J. and London: Rutgers University Press Magnani, José G. e Lilian L. Torres, 2000 (org) Na metrópole. Textos de antropologia urbana, São Paulo: Ed. USP Mullings, Leith 1987 Cities in United States: Studies in Urban Anthropology, New York: Columbia University Press Nonini, Donald (ed) 2014 A Companion to Urban Anthropology, Chichester: Wiley Blackwell Rivke Jaffe, Anouk De Koning, 2016 Introducing Urban Anthropology, New York: Routledge Sanjek, Roger (ed) 1994 Anthony Leeds. Cities, classes and the social order, Ithaca and London: Cornell University Press Velho, Gilberto, 1973 A Utopia Urbana, Rio de Janeiro: Zahar Editora Velho, Gilberto (ed.) 1999 Antropologia Urbana. Cultura e Sociedade no Brasil e em Portugal, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Velho, Gilberto, 2013 Um antropólogo na cidade. Ensaios de Antropologia Urbana, Seleção e apresentação: Hermano Vianna, Karina Kuschnir, Celso Castro, Rio de Janeiro: Zahar Zaluar, Alba e Marcos Alvito (org.) 1998 Um século de favela. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas
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Objectivos
Desenvolver a capacidade de pensar antropologicamente sobre arte.
Programa
Antes da "arte". As transformações do século XVII e XVIII A estética e o romantismo. O século XX. Contra a estética - Hegel, Kierkegaard, Heidegger, Gadamer, Agamben, Scruton. Antropologia da Arte: equívocos e contradições. Arte e interpretação; arte e conhecimento; arte e sociedade.
Processo de Avaliação
Participação nas aulas e nas apresentações dos projectos de trabalho, realização de um trabalho final escrito.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Agamben, Giorgio. The Man Without Content. Stanford, Stanford University Press, 1999. Coomaraswamy, Ananda.Christian and Oriental Philosophy of Art. New York, Dover Publications, 1956. Gadamer, Hans-George Truth and Method, London, Sheed & Ward, 1961. Gombrich, E. H. The Story of Art. Phaidon, 1950. Heidegger, Martin. Basic Writings, "A Origem da Obra de Arte" in Caminhos de Floresta, Fundação Gulbenkian, 2014. Hofstadter, Albert & Kuhns, Richard. Philosophies of Art and Beauty - selected readings in Aesthetics from Plato to Heidegger. Chicago, The University of Chicago Press, 1964. Shiner, Larry. The Invention of Art - a cultural history. The University of Chicago Press, 2001.
Bibliografia Opcional
Clark, Kenneth. Civilisation. London, John Murray.1969. Coote, Jeremy & Shelton, Anthony. Anthropology, Art and Aesthetics, Clarendon Press, 1994. Harrington, Austin Art and Social Theory. Cambridge, Polity Press, 2004. Morphy, Howard & Perkins, Morgan. The Anthropology of Art - a reader. Malden, Blackwell Publishing, 2006. Price, Sally. Primitive Art in Civilized Places. Chicago, University of Chicago Press, 1989. Scruton, Roger. The Aesthetic Understanding: essays in the Philosophy of Art and Culture. South Bend, St. Augustine Press, 1998. Thomson, Iain. Heidegger, Art and Postmodernity. Cambridge, Cambridge University Press, 2011. Vercelloni, Luca. The Invention of Taste - a cultural account of desire, delight and disgust in fashion, food and art. London, Bloomsbury Academic, 2016.
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Objectivos
Este programa introdutório confere uma preparação básica a intermédia no domínio de estudos dos contos maravilhosos europeus, incluindo: 1. Apresenta as noções «tradicional», «simbolismo», «simbolismo tradicional». 2. Apresenta o método comparativo como base para compreender o simbolismo nos contos tradicionais. 3. Apresenta ciclos específicos de contos, lidando com textos concretos, por forma a apreender os padrões simbólicos subjacentes.
Programa
P1 -Trabalhar as noções básicas de «tradição oral», «conto maravilhoso», «variante». P2 - Fornecer instrumentos de trabalho básicos neste domínio: iniciação ao índice internacional de Aarne-Thompson-Uther e à análise morfológica dos contos. P3 - Iniciação a ciclos concretos de contos orais, literários e multimédia. P4 - Iniciação à análise simbólica.
Processo de Avaliação
Contínua: Uma apresentação em aula (30%), participação ativa e informada nas discussões em sala de aula (30%), trabalho final (40%). O regime de avaliação contínua requer a sua presença em pelo menos 16 aulas. Exame (100%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Cardigos, Isabel. In and Out of Enchantment: Blood Symbolism and Gender in Portuguese Fairytales. Helsinki: Academia Scientiarum Fennica, 1996. Girardot, N. J. Initiation and Meaning in the Tale of Snow White and the Seven Dwarves. Journal of American Folklore 90, no. 357 (1977): 274-300. Propp, Vladimir. Morfologia do Conto. Traduzido por Vítor Oliveira. Lisboa: Vega, 2003. Vaz da Silva, Francisco. 'Fairy-Tale Symbolism: An Overview.' Oxford Research Encyclopedia of Literature. 2017. Vaz da Silva, Francisco. Red as Blood, White as Snow, Black as Crow: Chromatic Symbolism of Womanhood in Fairy Tales. Marvels & Tales 21, no. 2 (2007): 240-52. Verdier, Yvonne. 'Little Red Riding Hood in Oral Tradition.' Marvels & Tales 11, no. 1-2 (1997): 101-23.
Bibliografia Opcional
Bartlett, F. C. Some Experiments on the Reproduction of Folk-Stories.? Folklore 31, no. 1 (1920): 30-47. Jakobson, Roman and Petr Bogatyrev. Folklore as a Special Form of Creation. Trans John M. O'Hara. Folklore Forum 13, no. 1 (1980): 1-21. Uther, Hans-Jörg. The Types of International Folktales: A Classification and Bibliography, Based on the System of Antti Aarne and Stith Thompson. 3 vols. FF Communications 284-286. Helsinki: Academia Scientiarum Fennica, 2004. Vaz da Silva, Francisco. Branca de Neve e suas Irmãs. Lisboa: Temas e Debates, 2013. Vaz da Silva, Francisco. Capuchinho Vermelho Ontem e Hoje. Lisboa: Temas e Debates, 2011. Vaz da Silva, Francisco. Gata Borralheira e Contos Similares. Lisboa: Temas e Debates, 2011.
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Objectivos
Esta UC tem por objectivo desenvolver competências nos seguintes domínios:
Capacidade de análise e síntese: 1. das possibilidades de articulação entre alterações de paradigmas científicos e processos históricos 2. das epistemologias antropológicas euro-americanas e outras a) numa leitura diacrónica b) numa análise da situação contemporânea 3. de estudos de caso sobre os quais se têm focado os Estudos da Emergência e da Complexidade, numa perspectiva interdisciplinar.
Capacidade para resolver problemas: 1. utilizando métodos de recolha de informação etnográfica 2. integrando criticamente modelizações teóricas de cariz antropológico às dinâmicas das crises e catástrofes.
Capacidade crítica: Sobre as possibilidades e limitações dos modelos e métodos discutidos, em particular: a) as técnicas de recolha de informação etnográfica em contextos culturais em situações de crise e catástrofe b) articulação de modelos antropológicos com os de outras disciplinas afins.
Programa
1. Introdução temática - escatologia e história numa perspectiva antropológica. 2. Leitura diacrónica das visões apocalípticas no contexto euro-americano: as articulações e entre discurso religioso e científico. 3. Estudos do risco e ciências da emergência -mutações epistemológicas na compreensão das situações de crise e catástrofe depois da 2a Guerra Mundial. 4. Propostas de leitura antropológica de estudos de caso históricos e contemporâneos. Abordagens integradas no contexto analítico das ciências da complexidade.
Processo de Avaliação
Com quatro componentes: a participação nas aulas (10%); a participação activa nos seminários apresentando os textos obrigatórios e/ou evidenciando conhecimento e compreensão (20%); a redacção de um relatório final baseado em temática(s) proposta(s) pelo docente e redigido com base na bibliografia da cadeira (70%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Balandier, G. Le grand derangement. 2005.
Diamond, J. Collapse. How societies choose to fail or succeed. 2005.
Feyerabend, P. Against Method. Outline of an anarchist theory of knowledge. 1975.
Hoffman, S., Oliver-Smith, A. Catastrophe and Culture. The anthropology of disaster. 2002.
Kunstler. J.O. The Long Emergency. Surviving the converging catastrophes of the 21st century. 2005.
Wolf, E. Envisioning Power. Ideologies of dominance and crisis. 1999.
Bibliografia Opcional
Cipolla, C. 1988. "Le leggi fondamentali della stupidità" in Allegro ma non troppo. . Gomes da Silva, J. C. 2003. O Discurso contra si próprio. Assírio & Alvim. Graeber, D. 2011. Debt: the First 5000 Years. Melville House. Heritier, F. (ed.) De la violence, I and II. 1996-7. Odile Jacob. Kegan, J. 1993. A History of Warfare. Pimlico. Ross, M.H. 1993. The Culture of Conflict: Interpretations and Interests in Comparative Perspective. Yale University Press Thom, R. 1981. Modeles mathematiques de la morphogenese. Christian Bourgeois. Turney-High, H. 1949. Primitive war: its practices and concepts. University of South Carolina Press. Van Boxsel, M. 2005. The Encyclopedia of Stupidity. Reaktion Books. Wunenburger, J. 1990. La Raison contradictoire. Albin Michel.
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Objectivos
Capacitar os estudantes para a compreensão dos aspetos fundamentais do contexto histórico, antropológico e político de Israel e Palestina, a partir de uma perspetiva transdisciplinar.
Programa
CP1. O Médio Oriente no período colonial tardio. CP2. O orientalismo CP3. Israel, Palestina, Terra Santa: as religiões do Livro CP4. Judaísmo, Diáspora e Antissemitismo CP5. O Sionismo e o Nacionalismo Árabe no Séc XIX CP6. O processo de implantação do estado de Israel CP7. O surgimento da identidade nacional Palestiniana CP8. O Conflito: factos e interpretações. CP9. Divisões na sociedade israelita: classe, etnicidade, origem nacional, religião e secularismo. CP10. Divisões na sociedade palestiniana: classe, religião, diáspora vs localismo. CP11. Análise de Etnografias: Overlooking Nazareth. CP12. Análise de filmes documentais CP13. Israel/Palestina e contradições da Modernidade: estado, nacionalismo, etnicidade, religião CP14. Israel/Palestina e disputas ideológicas globais. Movimentos pró-Israel e pró-Palestina CP15. Vinhetas etnográficas de Israel/Palestina hoje. A pesquisa do docente sobre migração brasileira (judia e palestina) para Israel/Palestina.
Processo de Avaliação
Regime de avaliação contínua ou final. Contínua: pressupondo uma assiduidade de pelo menos 80% (assiduidade=10% nota final), dois instrumentos - participação nas discussões em aula (30%), ensaio individual final (60%). Para o 1º instrumento é relevante a qualidade das intervenções e a demonstração de leitura, para o 2º a competência de escrita, a pesquisa bibliográfica, a capacidade de análise e síntese. Final: exame, segundo o regime do REAAC.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
DOMÍNGUEZ, Virginia R., 1989, People as subject, people as object. Selfhood in Contemporary Israel. Madison: University of Wisconsin Press DOWTY, Alan, 2008 (2005), Israel/Palestine. London: Polity. GILBERT, Martin, 2009 (1998), História de Israel. Lisboa: 70. (Israel: A History). ISCTE H.123(3) GIL*His. KIMMERLING, Baruch, Clash of Identities (Livro do docente) SAID, Edward, 1990, Orientalismo, São Paulo: Companhia das Letras. A.113(3) SAI*Ori vrs. bra ex.2 RABINOWITZ, Dan, 1997, Overlooking Nazareth. The Ethnography of Exclusion on Galilee. Cambridge: CUP. ISCTE A.170(5)RAB*Ove
Bibliografia Opcional
Ashkenazi, Michael and Alex Weingrod, 1984, Ethiopian Immigrants in Beersheva: an anthropological study of the absorption process. Highland Park, Ill: American Association for Ethiopian jews. Avineri, Shlomo, 1981, The making of modern zionism: The intelectual origins of the jewish state. Londo: Weidenfeld and Nicholson Avruch, Kevin, 1981, American immigrants in Israel: Social identities and change. Chicago: University of Chicago Press. Ben-Ari, Eyal, 1998, Mastering Soldiers. Conflict, Emotions, and the Enemy in as Israeli Military Unit. Berghahn Ben-David, Joseph, 1951, "Ethnic diferences or social change?" in Between Past and Future, ed C. Frankestein. Jerusalem: Henrietta Szold Foundation. Reprinted in Integration and Development in Israel, ed S N Eisenstadt, R Bar-Yosef and C Adler. New York: Praeger, 1970. Ben-Porath, Yoram, 1966, The arab labor force in Israel. Jerusalem: Falk Institute. Benvenisti, Meron, 1983, Jerusalem: Study of a polarized community. Jerusalem: West Bank Data Base Project Bernstein, Deborah, 1980, "Immigrants and society - a critical view of the dominant school of isaraeli society", British Journal of Sociology 31 (2): 246-64 Bowes, Alison, 1982, "Atheism in a religious society: The culture of unbelief in an Israeli kibutz" in Religious Organization and Raligious Experiences, ed J Davis. London: Academic Press. Bowman, G, 2000. Christian ideology and the image of a holy land: the place of Jerusalem pilgrimage in the various Christianities. In Contesting the Sacred: the Anthropology of Christian Pilgrimage eds. J. Eade & M. Sallnow, 98-121. Chicago: University of Illinois Press. Bowman, G, 2001. The Violence in Identity. In Anthropology of Violence and Conflict eds. B. Schmidt & I. Schroeder, 25-46. London: Routledge. Bowman, G, 2001. The Two Deaths of Basem Rishmawi: Identity Constructions and Reconstructions in a Muslim-Christian Palestinian Community. Identities: Global Studies in Culture and Power, 1-35. Bowman, G, 2001. A Textual Landscape: the Mapping of a Holy Land in the Fourth-Century Itinerarium of the Bordeaux Pilgrim. In Unfolding the Orient: Travellers in Egypt and the Near East eds. P. Starkey & J. Starkey, 7-40. Reading: Ithaca Press. Bowman, G, 2002. 'Migrant Labour': Constructing Homeland in the Exilic Imagination. Anthropological Theory II, 447-68. Bowman, G, 2003. Constitutive Violence and the Nationalist Imaginary: Antagonism and Defensive Solidarity in 'Palestine' and 'Former Yugoslavia'. Social Anthropology XI, 319-40. Bowman, G, 2004. About a Wall. Social Analysis 48, 149-55. Bowman, G, 2006. A Death Revisited: Solidarity and Dissonance in a Muslim-Christian Palestinian Community. In Memory and Violence in the Middle East and North Africa eds. U. Makdisi & P. Silverstein, 27-49. Bloomington: Indiana University Press. Bowman, G, 2007. Israel's wall and the logic of encystation: Sovereign exception or wild sovereignty? Focaal - European Journal of Anthropology 50, 127-36. Bowman, G, 2007. Viewing the Holy City: An Anthropological Perspectivalism. Jerusalem Quarterly XXXI, 27-39. Bowman, G, 2008. At Home Abroad: the Field Site as Second Home. Ethnologia Europaea XXXVII, 140-48. Bowman, G, 2010. Networks Disrupted: A Study of the Impact of Walling on Contiguous Communities in Israel/Palestine. Bulletin of the Council for British Research in the Levant 5, 85-89. Bowman, G, 2010. A Place for the Palestinians in the Altneuland: Herzl, Anti-Semitism, and the Jewish State. In Surveillance and Control in Israel/Palestine: Population, Territory and Power eds. E. Zureik, D. Lyon & Y. Abu-Laban, 65-79. New York and London: Routledge. Bowman, G, 2011. 'In dubious Battle on the Plains of Heav'n': the Politics of Possession in Jerusalem's Holy Sepulchre. History and Anthropology XXII, 371-99. Bowman, G, 2012. Nationalizing and Denationalizing the Sacred: Shrines and Shifting Identities in the Israeli-Occupied Territories. In Sacred Space in Israel and Palestine: Religion and Politics eds. Y. Reiter, M. Breger & L. Hammer, 195-227. London and New York: Routledge. Bowman, G, (ed.) 2012. Sharing the Sacra: the Politics and Pragmatics of Inter-communal Relations around Holy Places New York and Oxford: Berghahn Books. Bowman, G, 2012. Identification and Identity Formations around Shared Shrines in West Bank Palestine and Western Macedonia. In Sharing Sacred Spaces in the Mediterranean: Christians, Muslims, and Jews at Shrines and Sanctuaries eds. D. Albera & M. Couroucli, 11-30. Bloomington: Indiana University Press. Bowman, G, 2012. Refiguring the Anthropology of the Middle East and North Africa. In The Sage Handbook of Social Anthropology eds. R. Fardon & J. Gledhill, 678-710. London: Sage. Cohen, Mitchell, 1992, Zion and State. Nation, Class and the shapping of modern israel. NY: Columbia UP. Cohen, Abner, 1965, Arab border-villages in Israel. Manchester: Manchester University Press. Cohen, Naama and Ora Ahimeir, eds, 1984, New directions in the study of ethnic problems. Jerusalem: jerusalem Institute for Israel Studies. Colligan, Sumi, 1980, "Religion, nationalism and ethnicity in Israel: the case of the Karaite jews", PhD Diss, Princeton U. Deshen, Shlomo and Moshe Shokeid, 1974, The predicamento f homecoming: cultural and social life of north african immigrants in Israel. Ithaca: Cornell U P Deshen, Shlomo and Moshe Shokheid, 1984, Jews of the middle east: anthropological perspectives on past and presente (in hebrew). Tel Aviv: Schoken. Dominguez, V, 1984, "The language of left and right in Israeli politics", Political Anthropology 4: 589-602 Dominguez, V., ????, "The politics of heritage in contemporary Israel" in Nationalist ideologies and the production of national culture, ed Richard Fox. American Ethnological Society. Eisenstadt, S N, 1953, "Analysis of Patterns of Immigration and absorption of immigrants", Population Studies 7: 167-80 Eisenstadt, S N, 1954, The absorption of immigrants. London: Routledge and Kegan Paul Eisenstadt, S N, 1967, Israeli society. London: Weikenfeld and Nichiolson Eisenstadt, S N, 1984, "Some reflections on the ethnic problema in Israel" (in hebrew) Megamor 28 (2-3):159-168 Eisenstadt, S N, 1985, The transformation of Israeli society: an essa yin intepretation. Boulder, Colorado: Westvierw Press Flint, Guila e Bila Sorj, 2000, Israel, Terra em Transe. Democracia ou Teocracia? Rio: Civilização Brasileira Flint, Guila, 2009, Miragem de Paz. Israel e Palestina, processos e retrocessos. Rio: Civilização Brasileira Gilad, Lisa, 1982, "Yemeni jewish women: The changing family in an Israeli new town", PhD Diss, Canmbridge U. Gilad, Lisa, 1983, "Contrasting notions of proper conduct: Yemeni jewish mothers and daughters in an Israeli town", Jewish Social Studies 45 (1): 73-86 Goldberg, Harvey, 1972, Cave dwellers and cytrus growers: a jewish community in Lybia and Israel. Cambridge U P Goldberg, Harvey, 1976, "Anthropology in Israel" Current Anthro 17 (1): 119-21 Goldberg, Harvey, 1977, "Introduction: culture and ethnicity in the studuy of Israel", Ethnic Groups 1: 163-86 Goldberg, Harvey, 1978, "The Mimuna and the minority status of Moroccan jews", Ethnology 17: 75-87 Goldberg, Harvey, 1984, Greentown's youth: disadvantaged youth in a development town in Israel. Assen, Netherlands: Van Gorcum Goldscheider, Calvin and Dov Friedlander, 1983, "Religiosity patterns in Israel" American jewish Yearbook, pp 3-40 Goldstein, Judith, 1985, "Iranian ethnicity in Israel: the performance of identity" in Studies in Israeli Ethnicity after the Ingathering, ed Alex Weingrod. NY: Gordon and Breach Halabi, Rafik, 1982, The West bank story: an Israeli arab's view of both sides of a tangled conflict. New York: Harcourt Brace Janovitch Halper, Jeff, 1976, "Ethnicity and education: the schooling of afro-asian jewish children in a jerusalem neighborhood" PhD Diss, U of Wisconsin, Milwaukee Handelman, Don and Shlomo Deshen, 1975, The social anthjropology of Israel: A bibliographical essay with primary reference to loci of social stress. Tel Aviv: Tel Aviv university institute for social research. Hareven, Alouph, ed, 1983, Every sixth israeli: relations between the jewish majority and the arab minority in Israel. Jerusalem: Van Leer Jerusalem Foundation Jiryis, Sabri, 1976, The arabs in Israel. NY: Monthly Press Kahane, R, A Herdan and H Rosenfeld, eds, 1982, Arab society in Israel, Jerusalem: A reader. Jerusalem: Centre of Documentation and Research of Israeli Society, Hebrew U, Academon Press Katz, Pearl, 1982, "Ethnicity transformed: acculturation in language classes in Israel", Anthropological Quarterly 55 (2): 99-111 Krausz, Ernest, ed, 1980, Migration, ethnicity and community. Studies of Israeli society vol 1. New Brunswick NJ: Transaction Books. Krausz, Ernest, 1983, The sociology of the kibutz. Studies of Israeli Society vol 2, New Brinswick NJ: Transaction Books. Krausz, Ernest, 1985, Politics and society in Israel. Studies of Israeli Society vol 3, New Brinswick NJ: Transaction Books. Krausz, Ernest, 1986, "Edah and 'Ethnic group' in Israel" Jewish Journal of Sociology 28 (1): 5-18 Kressel, Gideon, 1984, "Arabism (Urubah): a 'concealed' cultural factor in the ethnic 'gap' in Israel", Israel Social Science research 2(1):66-79 Liebman, Charles and Eliezer Don-Yehiya, 1983, "The dilema of reconciling traditional cultural and political needs: Civil religion in Israel", Comparative Politics 16(1): 53-66 Marx, Emanuel, 1967, Bedouin of the Negev. Manchester UP Marx, Emanuel, 1975, "Anthropological studies in a centralized state: The Bernstein Research Project in Israel", Jewish Journal of Sociology 22 (2): 131-50 Marx, Emanuel, 1980, "State and citizen in Israel: An essa yin macro-anthropology" paper presented at Burg Wartgenstein Symposium n 84, The exercise of power n complex organizations. Marx, Emanuel, 1980, A composite portrait of Israel. London: Academic Press Memmi, Albert, 1975, Jes and arabs. Chicago: J Phillip O'Hara Memmi, Albert, 1975, Who is an arab jew? Jerusalem: Israel Accademic Committee on the Middle East Oppenheimer, Jonathan, 1977, "Culture and politics in Druze ethnicity", Ethnic Groups 1: 221-40 Paine, Robert, 1983, Israel and totemic time. Presidential address delivered tot he anthro section of the 53rd ANZAAS Congress in May 1983 at the university of western australia, Nedlands Peres, Yochanan, 1970, "Modernization and nationalism in the identity of the israeli arab", Middle East Journal, Fall 1970 Robinson, G, 2009, Palestinian Tribes, Clans, and Notable Families http://www.ephrem.org/dehai_archive/2009/jan-mar09/att-0090/01-Palestinian_Tribes_-Clans_and_notable_Families-2009.pdf. Rosenfeld, Henry, 1964, "From peasantry to wage labor and residual peasantry: the transformation of an arab village", in Process and Pattern in Culture, ed Robert Manners, pp 211-34, Chicago: Aldine Rosenfeld, Henry, 1968, "Change, barriers to change, and contradictions in the arab village family" Am Anth 70: 732-52 Rosenfeld, Henry, 1978, "The class situation of the arab national minority in Israel", Comp St Soc Hist 20 (3) Said, Edward, 1999, Out of PLace. A Memoir. Londres: Granta A.100 SAI*Out Shokeid, Moshe, 1971, The dual heritage: Immigrants from the Atlas mountains in an Israeli village. Manchester UP Shokeid, Moshe, 1987, "An Israeli anthropologist in the company of Yordim (Israeli immigrants)", paper presa t the anual meeting of the AAA, Chicago, Nov. Shokeid, Moshe, 1988, Children of Circumstances: Israeli immigrants in NY. Ithaca: Cornell U P Smooha, Sammy, 1978, Israel: Pluralism and conflict. London: Routledge and Kegan Paul. Smooha, Sammy and Yochanan Peres, 1975, "The dynamics of ethnic inequalities: The case of Israel", Social Dynamics 1(1): 63-75 Swirski, Shlomo, 1985, Orientals and Ashkenazim in Israel: the ethnic division of labor (in hebrew)... Turner, Victor, 1978, "The Manchester school in Africa and Israel: A critique", Dialectical Anthro 3: 67-83 Van Teefelen, Toine, 1977, Anthropologists in Israel: A case study in the sociology of knowledge. Papers on european and mediterranean societies, 9, Amsterdam: Anthropologisch-sociologisch centrum, U van A'dam Weil, Shalva, 1977, "The Bene Israel in Lod, Israel: A study in the persistance of ethnicity and ethnic identity" D Phil thesis, U of Sussex. Weingrod, Alex, 1965, Israel: Group relations in a new society. London: Pall Mall e 1966 Reluctant Pioneers, Ithaca: Cornell UP Willner, Dorothy, 1969, Nation-building and community in Israel.Princeton U P Zurayk, Elia, 1979, The Palestinians in Israel: a study of internal colonialismo. London: Routledge and Kegan Paul.
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Objectivos
Ao pensar sobre doença deparamo-nos com uma categoria que é puramente objectiva, inscrita no ramo da medicina convencional enquanto patologia e, em simultâneo, com o domínio do subjectivo, em que se inscreve a pessoa enquanto doente. Esta disciplina discute e questiona alguns pressupostos comummente associados ao consumo de drogas e a práticas sexuais, nomeadamente no que diz respeito a comportamentos de risco e à vivência do estigma. Numa perspectiva história e contextualmente diversificada estimula-se a compreensão crítica das dimensões subjacentes ao discurso, prática e percursos de portadores de doenças como Stress Pós-Traumático, Hepatite, HIV, toxicodependência ou alcoolismo, enfatizando as implicações familiares, profissionais e afectivas da sua condição. Procurando ir mais longe nesta discussão, analisar-se-ão ainda estratégias de socialidade e pertença emergentes, considerando comunidades que, de forma mais ou menos invisível,reconstituem e reconfiguram a marginalidade.
Programa
- Territórios Psicotrópicos e os bairros das drogas - Margens e exclusão social - Pecado, crime, doença: o desmontar de um conceito - Comportamentos de risco: as trajectórias do perigo - Religião, medicina, terapia -Velhas e novas doenças: homossexualidade, alcoolismo, toxicodependência, depressão, stress Pós-Traumático - Ser-se diferente: estigmatizado desacreditado e estigmatizado desacreditável - A droga e o álcool enquanto elementos de contágio - Estigma, culpa e vergonha - Novas socialidades e a reconfiguração da pessoa
Processo de Avaliação
os alunos que estejam inscritos na avaliação contínua serão avaliados pela elaboração de três exercícios escritos a realizar em aula, com a ponderação de 30% cada um na nota final. a assiduidade e participação nas aulas correspondem a 10% da ponderação da nota final Os alunos que não estiverem inscritos ou que reprovem na avaliação contínua, poderão realizar um exame final.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Chaves, Miguel. 1999. Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico. Marginalidade Económica e Dominação Simbólica em Lisboa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais. Conrad, Peter e Joseph Schneider. 1992. Deviance and Medicalization: From Badness to Sickness. Philadelphia: Temple University Press Cunha, Manuela Ivone. 2002. Entre o Bairro e a Prisão: Tráfico e Trajectos. Lisboa: Fim de Século Fernandes, Luís. 1998. O Sítio das Drogas. Etnografia das Drogas numa Periferia Urbana. Lisboa: Editorial Notícias Frois, Catarina. 2009. Dependência, Estigma e Anonimato nas Associações de 12 Passos. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Goffman, Erving. 1988. Estigma: Notas sobre a Identidade Deteriorada. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Quintais, Luís. 2000. As guerras Coloniais Portuguesas e a Invenção da História. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Vasconcelos, Luís. 2003. Heroína: Lisboa como Território Psicotrópico nos Anos Noventa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
Bibliografia Opcional
Bastos, Cristiana. Ciências, Poder, Acção. As Respostas à Sida. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Becker, Howard. 1963. Outsiders: Studies in the Sociology of Deviance. New York: The Free Press Cunha, Manuela. 1994. Malhas que a Reclusão Tece. Questões de Identidade numa Prisão Feminina. Lisboa: CEJ Douglas, Mary, ed. 2003. Constructive Drinking. London: Routledge Goffman, Erving. 1981. Manicómios, Prisões e Conventos. Rio de Janeiro: Guanabara Mäkela, Klaus et al. 1996. Alcoholics Anonymous as a Mutual-Help Movement: A Study in Eight Societies. Wisconsin: University of Wisconsin Press Maia, Marta. 2009. Sexualités Adolescentes. Paris: L?Harmattan Pina Cabral, João. 2000. ?A Difusão do limiar: margens, hegemonias e contradições?. Análise Social 153: 865-892 Torres, Nuno e João Ribeiro, orgs. 2001. A Pedra e o Charco: Sobre o Conhecimento e Intervenção nas Drogas. Almada: Íman Wacquant, Loic. 2007. Urban Outcasts. A Comparative Sociology of Advanced Marginality. London: Polity
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Objectivos
1. Sensibilizar os estudantes para a variedade e complexidade das populações do sudeste asiático, em termos linguísticos, étnicos e religiosos;
2. Aprofundar as formas pelas quais se construíram olhares antropológicos sobre a região do sudeste asiático, em comparação com outras, como o Índico, o Mediterrâneo, e África;
3. Estimular nos alunos a percepção do papel dos colonialismos europeus nesta zona;
4. Fomentar a leitura e discussão de reformulações recentes, na antropologia e na 'história global', das categorias de 'Ásia', 'Europa' e Eurásia.
Programa
A região do sudeste asiático: desenvolvimento dos estudos antropológicos; Diversidade linguística, religiosa e étnica;
O que se entende por 'minoria'? Dialécticas minoria/maioria; Minorias e colonialismos;
Os kachin e shan da Alta Birmânia: Colonialismo: construções e fabricações; Sistemas políticos em contínua construção;
Perspectivas cruzadas sobre Malaca: linguísticas, históricas, etno-musicológicas; Questões críticas: identidades, etnicidade e autenticidade;
Repensando a Eurásia: Novas linhas de investigação sobre a 'Ásia' e a 'Europa.'
Processo de Avaliação
Após um primeiro trabalho de autoria individual, comparando dois textos etnográficos sobre a mesma região (até 5 pp.), ou uma apresentação oral (20-30 mins.), elabora-se um ensaio final de autoria individual (5-10 pp.), que terá a mesma estrutura, concentrando atenção noutro caso etnográfico.
Primeiro ensaio: 33%. Ensaio final: 67% (inclui uma ponderação da assiduidade do aluno e da sua participação activa nas aulas). Para quem não envereda pela avaliação periódica, haverá exame final.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ANDERSON, B. 1998 'Majorities and Minorities' The Spectre of Comparisons: Nationalism, Southeast Asia and the World. Londres: Verso; 318-30
BRUNER, E. 1996 'Tourism in the Balinese Borderzone' Lavie, S. & T. Swedenburg (orgs.) Displacement, Diaspora, and Geographies of Identity. Durham: Duke University Press; 157-179
GOODY, J. 2000 O Oriente no Ocidente. Lisboa: Difel
HEINZ, C. 1999 Asian Cultural Traditions. Prospect Heights: Waveland (Cap. 4 / Cap. 6 / Cap. 9 'The Colonial Period')
LEACH, E. 1996 [1954] Sistemas Políticos da Alta Birmânia: Um Estudo da Estrutura Social Kachin. São Paulo: Edições da Universidade de São Paulo
O'NEILL, B. J. 2012 'Miraculous Eurasia' Anthropology of This Century Issue 4, May: http://aotcpress.com/articles/miraculous-eurasia/
SADAN, M. 2007 'Constructing and Contesting the Category 'Kachin' in the Colonial and Post-Colonial Burmese State' Mikael Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma. Copenhagen: NIAS Press; 34-76
Bibliografia Opcional
As referências com asteriscos deveriam aparecer na Bibliografia Básica, cujo campo limita ridiculamente o número de títulos a apenas 1000 caracteres.
References with asterisks should have appeared within the Basic Bibliography, which has a ridiculously small space limit of 1000 characters.
Armony, Victor e François Grin 2003 'Minorité' & 'Minorité (droits des -)'Gilles Ferréol & Guy Jucquois (dir.) Dictionnaire de l'Alterité et des Relations Interculturelles. Paris: Armand Colin ; 209-210, 210-217 * Barradas de Oliveira (coord.) 1954 Relação da Primeira Viagem do Ministro do Ultramar às Províncias do Oriente 1952. Volume II. Lisboa: Agência Geral do Ultramar ['A Caminho de Malaca'; 7-31]
Baxter, Alan 1998 'Introdução' António da Silva Rêgo Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos [1942]. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 11-44
Bruner, Edward 2001 'The Maasai and the Lion King: Authenticity, Nationalism, and Globalization in African Tourism' American Ethnologist 28 (4): 881-908
* Chakrabarty, Dipesh 2005 'Histórias de Minorias, Passados Subalternos' Manuela Sanches (org.) Deslocalizar a Europa: Antropologia, Arte, Literatura e História na Pós-Colonialidade. Lisboa: Cotovia; 209-230
* Dean, Karin 2007 'Mapping the Kachin Political Landscape: Constructing, Contesting, and Crossing Borders' Mikael Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma. Copenhagen: NIAS Press (Nordic Institute of Asian Studies); 123-148
Doutreloux, A. & P. Watté 1984 'Étnimo' Georges Thinès & Agnès Lempereur (dirs.) Dicionário Geral das Ciências Humanas. Lisboa: Edições 70; p. 363
Espada, Maria de Jesus 2009 Io Dali Vos Mori: Relato Sumário de uma Comunidade Luso-descendente em Tugu. Lisboa: Prefácio
Evans, Grant 1993 'A Global Village: Anthropology in the Future' (Cap. 15) + 'Bibliography' Grant Evans (org.) Asia's Cultural Mosaic: An Anthropological Introduction. Singapura: Prentice-Hall; 367-84, 383-418
Fee, L. & A. Rajah 1993 'The Ethnic Mosaic' (Cap. 9) in Grant Evans (org.) Asia's Cultural Mosaic: An Anthropological Introduction. Singapura: Prentice-Hall; 234-59
Furnivall, J. S. 2010 [1939] Netherlands India: A Study of Plural Economy. Cambridge: Cambridge University Press
Geertz, Clifford 1991 [1980] Negara: O Estado Teatro no Século XIX. Lisboa: Difel (trad. Miguel V. de Almeida) (capítulos seleccionados)
Goody, Jack 2010 The Eurasian Miracle. Cambridge: Cambridge University Press
--- 1998 Food and Love: A Cultural History of East and West. Londres: Verso (Introduction & Cap. 5 'Love, Lust, and Literacy')
--- 2006 The Theft of History. Cambridge: Cambridge University Press
Guimarães, J. P. C. & J. M. Ferreira 1996 O Bairro Português de Malaca. Porto: Afrontamento (Caps. 2, 3, 6, 7, 8)
Gunder Frank, André 1998 ReOrient: Global Economy in the Asian Age. Berkeley: University of California Press
Gunder Frank, André & Barry Gills 1996 [1993] (orgs.) The World System: Five Hundred Years or Five Thousand? Londres: Routledge
* Hill, Lewis & Michael Hitchcock 1996 'Anthropology' Mohammed Halib & Tim Huxley (orgs.) An Introduction to Southeast Asian Studies. Londres: Tauris / Singapura: Institute of Southeast Asian Studies; 11-45
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* King, Victor T. e William D. Wilder 2003 'Introduction' / Cap. 6 'Ethnicity, Identity, and Nationalism' e 'Bibliography' V. King & W. Wilder (orgs.) The Modern Anthropology of South-East Asia: An Introduction. Londres: Routledge Curzon; xiii-xxi, 193-230 e 327-59
Leach, Edmund 1989 [1982] A Diversidade da Antropologia. Lisboa: Edições 70
Lévi-Strauss, Claude 1983 [1977] (org.) L'Identité. Paris: PUF / Quadrige
Macedo, J. B. de 1986 'Minoria' POLIS - Enciclopédia VERBO da Sociedade e do Estado: Antropologia, Direito, Economia, Ciência Política. Lisboa: Verbo; Vol. 4: 318-31
Mason, Daniel 2004 [2002] O Afinador de Pianos. Porto: ASA
* Michio, Takatani 2007 'Who Are the Shan? An Ethnological Perspective' Mikael Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma. Copenhagen: NIAS Press (Nordic Institute of Asian Studies); 178-199
* Nair-Venugopal, Shanta 2013 'The Discourse of Occidental Studies: A Perspective from Malaysia' (Syarahan Umum Bangi / Bangi Public Lecture, 27/3/2013). Bangi: Penerbit Universiti Kebangsaan Malaysia; 59 pp. [http://www.ukm.my/penerbit]
* O'Neill, Brian Juan 1997 'A Tripla Identidade dos Portugueses de Malaca' Oceanos 32 (Olhares Cruzados); 63-83
--- 2003 'Résister à la Domination: l'Identité 'Portugaise' des Eurasiens de Malacca', Arquivos do Centro Cultural Calouste Gulbenkian XLVI (Lusophonie et Multiculturalisme); 37-64
--- 2006 'Emular de Longe: O Povo Português de Malaca' B. J. O'Neill Antropologia Social: Sociedades Complexas Lisboa: Universidade Aberta / Série 'Manuais' 296 (Cap.6; 345-92) [versão orig. Revista Lusitana [1995] N.S. 13/14 (Actas do Colóquio Interdisciplinar 'Retratos do País', orgs. Jorge Freitas Branco & João Leal); 19-67]
--- 2008 'Os Rituais como Expressões Multiculturais' Artur Teodoro de Matos & Mário Lages (orgs.) Portugal: Percursos de Interculturalidade (Vol. III Multiculturalidade: Matrizes e Configurações), Lisboa: CEPCEP (Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa); 53-104
* --- 2013 ' 'Kaza' e 'Familia' em Malaca Ignorada: Especificidades Crioulas' Manuel Lobato & Maria de Deus Manso (orgs.) Mestiçagens e Identidades Intercontinentais nos Espaços Lusófonos. Braga: NICPRI; 123-143
Perez, Rosa Maria 2006 (org.) Os Portugueses e o Oriente: História, Itinerários, Representações. Lisboa: Dom Quixote
Prasithrathsint, A. 1993 'The Linguistic Mosaic' (Cap. 3) Grant Evans (org.) Asia's Cultural Mosaic: An Anthropological Introduction. Singapura: Prentice-Hall; 63-88
Rêgo, António da Silva 1998 [1942] Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses
--- 1998 [1965] 'A Comunidade Luso-Malaia de Malaca e Singapura' Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos [1942]. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 273-281 --- 1998 [1968] 'A Cultura Portuguesa na Malaia e em Singapura' Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos [1942]. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 283-299
Sarkissian, Margaret 2000 D'Albuquerque's Children: Performing Tradition in Malaysia's Portuguese Settlement. Chicago: University of Chicago Press ['Music, Identity, and the Impact of Tourism in the Portuguese Settlement, Melaka, Malaysia'. University of Illinois, Urbana-Champaign: tese de doutoramento em Musicologia; 1993, 320 pp..] 'Introduction' (1-19) e Cap. 2 'Inventing a Tradition' (50-66)
Schouten, Maria Johanna (org.) 1998 A Ásia do Sudeste: História, Cultura e Desenvolvimento. Lisboa: Vega
* Scott, James C. 1985 Weapons of the Weak: Everyday Forms of Peasant Resistance. New Haven: Yale University Press
--- 1990 Domination and the Arts of Resistance: Hidden Transcripts. New Haven: Yale University Press
--- 2009 The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia. New Haven: Yale University Press (capítulos seleccionados)
Sokolovskii, Sergey & Valery Tishkov 2002 [1996] 'Ethnicity' Alan Barnard & Jonathan Spencer (orgs.) Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology. Londres: Routledge; 190-193. * Sousa Santos, Boaventura de 2009 'Um Ocidente Não Ocidentalista?: A Filosofia à Venda, a Douta Ignorância e a Aposta de Pascal' B. Sousa Santos & Mª Paula Menezes (orgs.) Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina / CES; 445-486
Tarling, Nicholas 2004 [1996] (org.) The Cambridge History of Southeast Asia. 2 Vols. (em 4 tomos), 384 + 320 + 368 + 384 pp. [disponível na biblioteca do ISCTE]
Wade, Geoff & Li Tana 2012 Anthony Reid and the Study of the Southeast Asian Past. Singapura: ISEAS
* Watson, James L. 1997 (org.) Golden Arches East: McDonald's in East Asia. Stanford University Press (capítulos seleccionados)
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Objectivos
O curso tem por objetivos proporcionar conhecimento e capacitação introdutórios sobre os usos de métodos de observação e recolha assentes em meios gráficos, numa perspetiva de aplicação multidisciplinar. A unidade curricular visa: 1. Estimular as capacidades de observação no terreno através do recurso à prática gráfica; 2. Consciencializar e estimular a sensibilidade do estudante para abordagens integradas de recolha; 3. Contribuir para o acréscimo do conhecimento teórico e prático; 4. Promover uma componente prática através de visitas de estudo e elaboração de cadernos gráficos.
Programa
P1: Olhar histórico e comparativo sobre o uso de métodos gráficos nas ciências sociais e humanas P2: O grafismo nas ciências sociais e humanas e o meio artístico P3: Abordagens de pesquisa complementados pelo uso de formas gráficas P4: Evolução das ligações entre métodos gráficos, audiovisuais e escritos P5: Estilística e retórica: o uso do grafismo na recolha e apresentação de dados P6: O mercado editorial: o caderno de viagem, o caderno gráfico, o retrato, etc. P7: Redes académicas e não-académicas dedicadas ao uso de meios gráficos P8: O conhecimento não-verbal: o conhecer prático e a importância da imaginação gráfica P9: Da ilustração no terreno aos métodos participativos de recolha de dados P10: Assimetrias na aceitabilidade actual dos métodos gráficos em várias disciplinas científicas P11: O efeito arroseur arrosé: intercomunicação e socialização através do grafismo no terreno P12: O grafismo na produção científica e exploração dos meios digitais
Processo de Avaliação
Ensaio final-3500 palavras + elementos gráficos (50%) Avaliação baseada em: relevância da análise e relação com o programa, capacidade analítica, criatividade; desenvolvimento de projeto de pesquisa. Apresentação em aula (30%); Apresentação de portfolio gráfico baseada no conhecimento do tópico, exploração das possibilidades do meio gráfico, qualidade da apresentação. Participação em aula e visitas de campo (20%). É excluída a avaliação por exame apenas, dada a natureza prática do curso.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
1. Certeau, Michel de. 1987. The Practice of Everyday Life. Los Angeles: University of California Press. 2. Causey, Andrew. Drawn to See. Toronto: Toronto University Press. 3. Ingold, Tim. 2007. Lines: A Brief History. London: Routledge. 4. Ramos, Manuel João. 2015. "Stop the Academic World, I Wanna Get Off in the Quai de Branly. Of sketchbooks, museums and anthropology", Cadernos de Arte e Antropologia, 4 (2): 141-178. 5. Taussig, Michael. 2011. I swear I saw this. Drawings in fieldwork notebooks, namely my own. Chicago and London: The University of Chicago Press.
Bibliografia Opcional
1. Afonso, Ana Isabel, Manuel João Ramos. 2004. "New Graphics for Old Stories: Representation of local memories through drawings". Pp. 66-83 in Working Images: Visual Research and Representation in Ethnography, edited by A. I. Afonso, L. Kurti e S. Pink. London: Routledge. 2. Almeida, Paulo L.; Duarte, Miguel B.; Barbosa, José T. (eds). 2014. Drawing in the University Today. Oporto: I2ADS/Oporto University 3. Azevedo, Aina. 2016. "Desenho e antropologia: recuperação histórica e momento atual", Cadernos de Arte e Antropologia, Vol. 5, No 2 | -1, 15-32. 4. Azevedo, Aina e Manuel João Ramos. 2016. "Drawing Close - on visual engagement in fieldwork, drawings and the anthropological imagination". Visual Ethnography. 5. Ballard, Chris. 2013. "The Return of the Past: On Drawing and Dialogical History". The Asia Pacific Journal of Anthropology, 14:2, 136-148. 6. Boserman, Carla. 2014. "Entre grafos y bits". Obra digital - Revista de Comunicación, Narrativas y diseño digital, número 6, fevereiro. 7. Causey, Andrew. 2012. "Drawing flies: artwork in the field." Critical Arts, 26 (2), pp. 162-174. 8. Colloredo-Mansfeld, Rudi. 1999. "Sketching as an Ethnographic encounter." Pp. 49-56 in Native Leisure Class: consumption and cultural creativity in the Andes. The University of Chicago Press: Chicago. 9. 2011, "Space, line and story in the invention of an Andean aesthetic". Journal of Material Culture, 16 (1): 3-23. (http://mcu.sagepub.com/content/16/1/3.abstract) 10. Côrte-Real, Eduardo. 2009. The Smooth Guide to Travel Drawing. Lisboa: Livros Horizonte. 11. Eisner, Will. 2008. Graphic Storytelling and Visual Narrative. New York: W.W. Norton &Company 12. Geismar, Haidy. 2014. "Drawing it Out". Visual Anthropological Review, 30 (2): 96-113. 13. Grimshaw, Ann; Ravetz, Amanda (eds.). 2005. Visualizing Anthropology. Bristol: Intelect. 14. Gunn, Wendy. 2009. Fieldnotes and Sketchbooks: Challenging the boundaries between descriptions and processes of describing. Edited by W. Gunn. Frankfurt: Peter Lang. 15. Hendrikson, Carol. 2010. "Ethno Graphics: Keeping Visual Field Notes in Vietnam". Expedition, Vol 52, n 1: 31-39. 16. Ingold, Tim. 2011a. Being Alive - Essays on movement, knowledge and description. London and New York: Routledge. 17. 2011b. "Prologue." Pp. 1-20 in Redrawing Anthropology. Materials, Movements, Lines, edited by T. Ingold. England: Ashgate. 18. 2013. Making. Anthropology, archeology, art and architecture. London and New York: Routledge. 19. Kuschnir, Karina. 2012. "Desenhando Cidades". Sociologia & Antropologia. Vol. 02.04: 295-314. 20. 2014. "Ensinando antropólogos a desenhar: uma experiência didática e de pesquisa". Cadernos de Arte e Antropologia 3(2): 23-46. 21. Lewis-Williams, DAvod. 2002. The Mind in the Cave. Consciousness and the origins of Art. London: Thames & Hudson. 22. Miller, Mitch. 2014. "More than a pun: The Role of Dialect and Dialectics in Shaping Dialectograms", in Paulo L. Almeida, Miguel B. Duarte, José T. Barbosa (eds). 2014. Drawing in the University Today. Oporto: I2ADS/Oporto University 23. Newman, Deena. 1998. "Prophecies, Police Reports, Cartoons and Other Ethnographic Rumors in Addis Ababa". Etnofoor, vol. 11 (2): 83-110. 24. Ramos, Manuel João. 2004. "Drawing the lines - The limitation of intercultural ekphrasis." Pp. 147-156 in Working Images: Visual Research and Representation in Ethnography, edited by A. I. Afonso, L. Kurti e S. Pink. London: Routledge. 25. 2009. Traços de Viagem. Lisboa: Bertrand Editora. 26. 2010. Histórias Etíopes, Diário de viagem. Lisboa: Tinta da China. 27. Salavisa, Eduardo. 2008. Diários de Viagem - desenhos do quotidiano, edited by E. Salavisa. Lisboa: Quimera Editores. 28. 2014. Diários de Viagem 2 - desenhadores-viajantes, edited by E. Salavisa. Lisboa: Quimera Editores. Taussig, Michael. 2009. "What Do Drawings Want?" Culture, Theory and Critique, vol. 50, issue 2-3: 263-274.
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2 Ano | 2 Semestre
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Objectivos
Propondo-se reflectir em torno das culturas marítimas, a UC visa introduzir os estudantes a esta área de estudos apresentando-lhes exemplos temáticos e estudos de caso etnográficos que ilustrem as vicissitudes dos modos de vida associados ao mar, perspectivando historicamente a importância das zonas costeiras no desenvolvimento da Europa e de outras regiões do globo.
Programa
P1. A Europa e o mar P1.1. A Pré-História; os mitos fundadores P1.2. Os imaginários marítimos P1.3. Navegação e Pescas P1.4. Maritimidade, Turismo, Património P2. Antropologia e Pescas P2.1. Perspectiva histórica das pescas em Portugal. P2.2. Estudo de Caso: o Litoral Central Português P2.3. Pesca e pescadores na Arte e na Literatura P3. A Oceania - embarcações e navegações
Processo de Avaliação
a) 20% da nota final - apresentação oral em seminário (com slide show e entrega de outline), qualidade geral das intervenções e participação nas aulas. b) 30% da nota final - relatório do Seminário (aprox 1200 palavras). c) 50% da nota final - ensaio (aprox 3000 palavras). d) Estudantes com défice de tempo trabalho lectivo (7 ou mais faltas), incumprimento ou trabalhos escritos insuficientes, deverão fazer exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ACHESON J., 1981, "Anthropology of fishing", Annual Review of Anthropology, 1981, 10.
CORBIN Alain, 1989, O Território do Vazio - a praia e o imaginário ocidental (1988), São Paulo, Editora Schwarcz Lda.
DAVIS Wade, 2009, The Wayfinders. Why Ancient Wisdom Matters in the Modern World, Toronto, House of Anansi Press.
GABRIEL O., LANGE K. et alt (editors), 2005, Fish Catching Methods of the World, Oxford, Blackwell Publishing.
GILLIS John R., 2012, The Human Shore: Seacosts in History, Chicago and London, The University of Chicago Press. [B]
PÁLSSON Gísli, 1994, "The Idea of Fish: land and sea in Icelandic World-view", in Roy Willis (editor), 1994, Signifying Animals: Human Meaning in the Natural World, Routledge, pp. 114-127. [B]
PROBYN Elspeth, 2016, Eating the Ocean, Durham and London, Duke University Press.
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto e Fernando Galhano, 1964, Palheiros do Litoral Central Português, Lisboa, IAC/Centro de Estudos de Etnologia Peninsular. [B]
Bibliografia Opcional
BACHELARD Gaston, 1989, A Água e os Sonhos. Ensaio sobre a imaginação da matéria [1942], São Paulo, Martins Fontes.
BATAILLE-BENGUIGUI Marie-Claire, 1992, "Pêcheurs de mer, pêcheurs de terre - la mer dans la pensée tongienne", Études Rurales 127-128: 55-73.
BOISSEVIN Jeremy and SELWYN Tom (editors), 2004, Contesting the Foreshore. Tourism, Society, and Politics on the Coast, Amsterdam University Press.
BRANDÃO Raul, s/d, Os Pescadores [1893-1923], Lisboa, Ulisseia.
BRETON Yvan, 1981, "L'Anthropologie Sociale et les sociétés de pêcheurs: réflexions sur la naissance d'un sous-champ disciplinaire", Anthropologie et Sociétés, 1981, vol. 5, 1: 7-27.
BROGGER Jan, 1990, Pre-bureaucratic Europeans, Oslo, Norwegian University Press, [tradução portuguesa: Pescadores e Pés-calçados, Nazaré, Livraria Suzy, 1992].
CABANTOUS Alan, 1990, Le Ciel dans la Mer. Christianisme et civilization maritime, XVI-XIX siècle, Paris, Fayard.
CASSON Lionel, 1994, Ships and Seafaring in Ancient Times, Texas, University of Texas Press.
COLE Sally, 1994, Mulheres da Praia - o Trabalho e a Vida numa Comunidade Costeira Portuguesa (1991), Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
COUPER Alastair, 2009, Sailors and Traders: A maritime history of the Pacific peoples, Honolulu, University of Hawai'i Press.
CRAMER Deborah, 2001, The Great Waters. An Atlantic Passage, New York, London, W. W. Norton & Company. [B]
DU JOURDIN Michel Mollat, 1995, A Europa e o Mar, Lisboa, Edições Presença. [B]
EINARSSON Niels, 1993, "All Animals are equal but some are Cetaceans. Conservation and Culture Conflict" in Kay Milton (editor), 1993, Environmentalism: The View From Anthropology, London, Routledge pp. 73-82.
EINARSSON Niels, 1996, "A Sea of Images; fishers, whalers and environmentalists", in Gísli Pálsson and E. Paul Durrenberger (editors), 1996, Images of Contemporary Iceland. Everyday Lives and Global Contexts, Iowa, University of Iowa Press, pp. 46-59.
ESCALLIER Christine, 2014, Les pêcheurs de Nazaré (Portugal): l'empreinte de la mer, Paris, L'Harmattan. [B]
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GALHANO, Fernando, 1963, «Notas sobre a Pesca da Xávega em Mira», Colóquio de Etnologia Marítima, vol. V, Actas do Congresso Internacional de Etnografia promovido pela Câmara Municipal de Santo Tirso, Santo Tirso, 10 a 18 de Julho de 1963, pp. 199¬ 205.
GAMBIN Timmy, 2014, "Maritime activity and the Divine - an overview of religious expression by Mediterranean seafarers, fishermen and travelers", in Dionisius Agius, Timmy Gambin et alt (editors), Ships, Saints and Sealore: Cultural Heritage and Ethnography of the Mediterranean and the Red Sea, Archaeopress, pp. 3-12.
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HASTRUP Kirsten and RUBOW Cecilie, 2014, Living with Environmental Change. Waterworlds, Oxford and New York, Routledge. [B]
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NADEL-KLEIN Jane, 2003, Fishing for Heritage. Modernity and Loss along the Scottish Coast, Oxford and New York, Berg. [B]
NUNES Francisco Oneto (coord.), 2008, Culturas Marítimas em Portugal, Lisboa, Âncora Editora. [B]
PÁLSSON Gísli, 1994, "The Idea of Fish: land and sea in Icelandic World-view", in Roy Willis (editor), 1994, Signifying Animals: Human Meaning in the Natural World, Routledge, pp. 114-127. [B]
PERALTA Elsa, 2006, "Portugal e o Mar", in Álvaro Garrido (coord.), 2006, A Economia Marítima Existe, Lisboa, Âncora Editora, pp. 173-184.
PÉRON Françoise, 1993, "Fonctions sociales et dimensions subjectives du littoral", Études Rurales 133-134: 31-43.
PÉRON Françoise, 1996, "De la Maritimité", in Françoise Peron et Jean Rieucau (dir), 1996, La Maritimité Aujourd'hui, Éditions L'Harmattan, pp. 13-27.
PITTA E CUNHA Tiago, 2011, Portugal e o mar: à redescoberta da geografia, Lisboa, Fundação Franciscvo Manuel dos Santos. [B]
RAMALHO ORTIGÃO, 1876, As Praias de Portugal: Guia do Banhista e do Viajante, Porto, Livraria Universal de Magalhães & Moniz Editores.
RIEUCAU Jean, 1996, "Sociétés Maritimes et Sociétés Littorales: Quelle Maritimité?", PÉRON Françoise et RIEUCAU Jean (dir), 1996, La Maritimité Aujourd'hui, Éditions L'Harmattan, pp. 29-51.
ROCHA PEIXOTO, António Augusto da, 1990 (1899), «Etnografia Portuguesa: Habitação, Os Palheiros do Litoral", Etnografia Portuguesa (Obra Etnográfica Completa), Lisboa, Publicações Dom Quixote, pp. 70¬ 88. [B]
SANTOS GRAÇA António, 1992, O Poveiro (1932), Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
STRANG Veronica, 2004, The Meaning of Water, Oxford and New York, Berg.
THOMPSON Paul, 1985, «Women in the Fishing: The Roots of Power between the Sexes», Comparative Studies in Society and History, n.º 27 (1), pp. 3¬ 32.
TILLEY Christopher, 2002, "Metaphor, Materiality and Interpretation" / "The Metaphorical Transformations of Wala Canoes", BUCHLI Victor (ed.), 2002, The Material Culture Reader, Berg, Oxford, New York, pp. 23-55. [B]
TOMÁS Júlia, 2013, Ensaio sobre o Imaginário Marítimo dos Portugueses, Braga, CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - Universidade do Minho.
TRINDADE José Maria, 2009, A Nazaré dos pescadores: identidade e transformação de uma comunidade marítima, Leiria, Edições Colibri. [B]
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, 1988, Construções Primitivas em Portugal [1969], Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, 1990, Actividades Agro- Marítimas em Portugal [1975], Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
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Objectivos
A cadeira tem como objectivo a apresentação da Índia através de um olhar eminentemente etnográfico, com base num trabalho de campo de longa duração no Gujarate e em Goa. Ela pretende ilustrar a complexidade e diversidade social e religiosa da "maior democracia do mundo" e respectivas contradições (intocáveis / dalit e outros subalternos), decorrentes, em larga medida, do sistema de castas. O curso elucidará, depois, o protagonismo indiano nos palcos mundiais, com a entrada da Índia na economia transnacional, graças ao desenvolvimento de tecnologias de comunicação e de informação, à entrada no mercado de televisão por satélite e a uma escala de produção cinematográfica a nível internacional ? cuja centralidade é o fenómeno de Bollywood. Será, finalmente, apresentado aquele que é um dos mais estruturados fluxos de pessoas e de grupos, a diáspora indiana no mundo, com particular incidência no contexto português.
Programa
1.Programa e objectivos programáticos. Metodologia. Formas de avaliação.
2. A Índia 2.1.Nacionalidade, língua, religião. 2.2.Singularidade e negociação cultural
3. A democracia indiana 3.1. Complexidades 3.1. Paradoxos 3.3. A Índia e os seus subalternos
4. O sistema de castas 4.1.Endogamia,'endocozinha' e especialização profissional. 4.2. Oposição pureza/impureza ritual.
5. Índia e Hinduísmo. 5.1. Princípios e conceitos estruturantes: dharma e karma; samsara e moksha. 5.2.A bhakti. 5.2.1.Revelação e devoção. 5.3.Os deuses hindus. 5.4.A deusa. Shakti e a fertlidade sócio-cosmogónica.
6.Outros cultos.
7. A Índia e o mundo contemporâneo 7.1. Globalização, migrações e diáspora. 7.2. Culturas de media 7.3. Bollywood
Processo de Avaliação
A avaliação tem três componentes principais assiduidade e participação na aula (15%), seminário (30%) e dois trabalhos escritos (55%), nos termos descritos abaixo (processo de ensino-aprendizagem).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Beteille, André, 1996, cap. 6, 'Caste in Contemporary India', in - -Fuller, Christopher, org., Caste Today, Delhi, Oxford University Press, pp. 150-179; Fuller, Christopher J., 1992, The Camphor Flame. Popular Hinduism and Society in India, Princeton: Princeton University Press; Guha, Ramachandra, 2007, India after Gandhi. The History of the World's Largest Democracy, New York, Harper Collins; Gupta, Dipankar, 2000, Interrogating Caste. Understanding Hierarchy & Difference in Indian Society, Delhi, Penguin; Perez, Rosa Maria, 2004, Kings and Untouchables. A Study of the Caste System in Western India, Delhi, Chronicle Books, edição prefaciada; Sharma, Shashi, 2007, The Elephant, the tiger and the cell phone. Reflections on India. The Emerging 21st Century Power, Nova Iorque, Arcade Publishing; Varma, Pavan K., 2004, A Índia no Século XXI, Lisboa, Editorial Presença; Woopert, Stanley, 1991, India, Berkeley, University of California Press.
Bibliografia Opcional
Appadurai, Arjun, 1988, "Putting Hierarchy in Its Place", Cultural Anthropology, vol. 3: 36-49; Appadurai, Arjun, 1986, "Is Homo Hierarchicus? ? A Review Essay," American Ethnologist, 13 (4): 745-761; Bailey, Susan, 1999, Caste, Society and Politics in India from the Eighteen Century to the Modern Age, Cambridge, Cambridge University Press; Biardeau, Madeleine, 1981, L?Hindouisme. Anthropologie d?une civilisation, Paris, Flammarion ; Bose, Brinda, ed., 2002, Translating Desire. The Politics of gender and Culture in India, New Delhi, Katha; Brah, Avtar, 2008, 'The Asianin Britain', in Ali, N., V.S. Kalra e S.S. Sayyd, orgs., A Postcolonial People. South Asians in Britain, pp. 62-74;Nova Iorque, Columbia University Press; Brah, Avtar, 1996, Cartographies of Diaspora. Contesting Identities, Nova Iorque, Routledge; Chakrabarty, Dipesh, 1997, 'Postcoloniality and the Artifice of History: Who Speaks for 'Indian? Past?' in Guha, Ranajit, 1997, org., A Subaltern Studies Reader, 1986-1995, Mineapolis: University of Minnessota Press; Cohn, Bernard, 1987, An anthropologist among the historians and other stories, Delhi: Oxford University Press; Das, Veena, 1994 [1989], "Subaltern as Perspective", in Ranajit Guha ed., 1994 [1989], Subaltern Studies VI, Delhi, Oxford India Paperbacks; Dirks, Nicholas B., 2001, Castes of Mind. Colonialism and the Making of British India, Princeton, Princeton University Press; Dumont, Louis, 1966, Homo Hierarchicus. Le Système de Castes et ses Implications, Paris, Gallimard ; Dudrah, Rajinder Kumar, 2006, Bollywood: Sociology goes to the movies, Delhi, Sage Publications; Dwyer, Rachel, 2000, All you want is money, all you need is love: sexuality and romance in modern India, Nova Iorque, Cassel; Embree, Ainslie T., 1989, Imagining India. Essays on Indian History,Delhi e Nova Iorque, Oxford University Press; Fisher-Tiné, Harald and Michael Mann, 2004, Colonialism as Civilising Mission. Cultural Ideology in British India, London, Anthem Press; Fuller, Christopher, org., Caste Today, Delhi, Oxford University Press; Gillespie, Marie, 2002, 'Dynamics of Diasporas: South Asian Media and Transnational Cultural Politics', in Gitte Stald e Thomas Tuffe, orgs., Global Encounters: Media and Cultural Transformation, Luton, University of Luton Press; pp. 173-193; Guha, Ranajit, 1997, org., A Subaltern Studies Reader, 1986-1995, Minneapolis: University of Minnesota Press; Huggam, Graham, 2001, The Post-Colonial Exotic. Marketing the Margins, NY, Routledge; Jeffrey, Craig, 2001, "'A fist is stronger than five fingers': caste and dominance in rural north India", Royal Geographical Society, pp. 217-236; Jeffery, Patricia and Amrita Basu, eds, 1998, Appropriating Gender. Women?s Activism and Politicized Religion in South Asia, New York and London, Routledge; Lamb, Sarah, 2003, White Saris and Sweet Mangoes: Aging, Gender, and Body in North India, New York, Rutgers; Luden, David, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Masselos, Jim, 2002, 'The Dis/appearance of Subalterns: A Reading of a Decade of Subaltern Studies', in David Luden, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Mehta Nalin, org., 2008, Television in India. Satellites, politics and cultural change, Nova Iorque, Routledge; Mukadam, Anjoon and Sharmina Mohani, 2006, ?Post-Diasporic Indian Communities. A New Generation?, in Coleman, Simon Michael and Peter Collins, eds.,2006, Locating the Field. Space, Palce and Context in Anthropology, Oxford, Berg; Nandy, Ashis, 1998, The Secret Politics of Our Desires. Innocence, Culpability and Indian Popular Cinema, Delhi, Oxford University Press; Ong, Aihwa, 1999, Flexible citizenship: the cultural logics of transnationality, Durham, Duke University Press; Parish, Steven, M., 1997 (1993), Hierarchy and its Discontents. Culture and the Politics of Consciousness in Caste Society, Delhi, Oxford India Paperbacks; Perez, Rosa Maria, 2011, The Tulsi and the Cross. Anthropology and the Colonial Encounter in Goa, Delhi, Orient Blackswan; Perez, Rosa Maria, 2009, 'Culture and the Body. Fieldwork Experiences in India', in Portuguese Studies, vol. 15, nº 1: 30-45; Perez, Rosa Maria, 2006, ed., Os Portugueses e o Oriente. História, Itinerários, Representações, Lisboa, Publicações Dom Quixote; Perez, Rosa Maria, 2006, 'Mapping the India's Diaspora in Europe. Culture, Society, Policy', expert brief paper, Academic Network of European Research Related to India (ANERI), www.encari.com; Rajadhyaskha, Ashish, 'The Bollywoodization of Indian Cinema: Cultural Nationalism in a Global Arena', Inter-Asia Cultural Studies, 4(1), pp. 25-39, 2003; Rajadhyaskha, Ashish, Viewership and Democracy in the Cinema?, in Ravi Vasudevan, ed, Making Meaning in Indian Cinema, New Delhi, Oxford University Press, 2010; Rajan, Sunder Rajeswari, 1993, Real and Imagined Women. Gender, Culture and Postcolonialism, London and New York, Routledge; Sivaramakrishna, K., 2002, ?Situating the Subaltern: History and Anthropology in the Subaltern Studies Project?, in Luden, David, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Van de Veer, Peter, 1996, Religious Nationalism. Hindus and Muslims in India, Delhi, Oxford University Press; Waligora,M., 'What Is Your Caste?' in H. Fischer- Tiné and M. Mann, eds., 2004, Colonialism as Civilizing Mission: Cultural Ideology in British India, London, Anthem Press;
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Objectivos
Apresentar o campo disciplinar da Antropologia do Turismo no seu processo de constituição e nas suas principais referências bibliográficas. Desenvolver um quadro de noções para a redução crítica do conceito de turismo que permita a aplicação de procedimentos etnográficos sobre os seus fenómenos:Hospitalidade, Autenticidade e o lugar do Etnógrafo e da Etnografia em contexto de turismo.
Programa
1º A constituição do campo disciplinar da Antropologia do Turismo. Os textos fundadores. O processo histórico. Parâmetros para a construção de objectos científicos no campo dos fenómenos turísticos. As férias. O nacionalismo. Os meios de alcance. A "ciceronía".O sistema turístico e a relevância antropológica das suas dinâmicas. 2º Hospitalidade, Autenticidade e o lugar do etnógrafo e da etnografia em contexto turístico. 3º Exercício prático de aplicação.
Processo de Avaliação
Avaliação periódica: 1ºteste 20%; 2ºteste 30%; ensaio e relatório do exercício 50%. Avaliação Final: Exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
BOYER, Marc L'invention du tourisme, Gallimard, Paris, 1996. CRICK, Malcolm "Representations of international tourism in the social sciences: sun, sex, sights, savings and servility". Annual Review of Anthropology 1989, 18, 307-44. NASH and SMITH "Anthropology and Tourism" Annals of Tourism Research vol.18,p.p.12-25,1991. SAMPAIO,Sofia "Estudar o turismo hoje: Para uma revisão crítica dos estudos de turismo" Etnográfica, vol.17,(1), 2013. SILVA, Maria Cardeira da Outros trópicos. Novos destinos turísticos, novos terrenos da antropologia. Livros Horizonte, Lisboa, 2004. (ISBN 972-24-1303-1) URRY, John The tourist gaze. Leisure and travel in contemporary societies. Sage, London, 1990. (ISBN 0761973478)
Bibliografia Opcional
BOISSEVAIN, Jeremy (Ed.) Coping with tourists. European reactions to mass tourism. Berghahn Books, Oxford, 1996. (ISBN 1571819002) BOORSTIN, Daniel The Image: A guide to pseudo events in america. Atheneum, New York, 1962. BOYER, Marc L´invention du tourisme. Gallimard, Paris, 1996. BRUNER, Edward M. "On cannibals, tourists and ethnographers". Cultural Anthropology. 1989, 4(4): 438-445. BRUNER,E.and KIRSHENBLATT-GIMBLETT,B. "Maasai on the Lawn:Tourist realism in East Africa" Cultural Anthropology, 9(4): 435-470, 1994. BRUNER, Edward M. "The ethnographer/tourist in Indonésia" in Lanfant, Allcock and Bruner (Eds.) International Tourism. Identity and Change SAGE, 1995. (ISBN 0-8039-7513-9) CLIFFORD,James Routes.Travel and Translation in the Late Twentieth Century, Harvard University Press,1997. CORBIN, Alain L´avènement des loisirs. 1859-1960 Aubier, Paris, 1995, (ISBN 2-7007-2247-7) CRICK, Malcolm "Representations of international tourism in the social sciences: sun, sex, sights, savings and servility". Annual Review of Anthropology 1989, 18, 307-44. ENZENSBERGER, Hans Magnus "A Theory of Tourism" New German Critique, 23,nº68,1996(1958). HANDLER,Richard "Authenticity" Anthropology Today, vol.2,nº1,1986. LÖFGREN, Orvar On Holiday. A history of vacationing, University of California Press, London, 1999. Mac CANNELL, Dean The tourist. A new theory of the leisure class. Schocken Books. New York, 1989 (1976). NASH and SMITH "Anthropology and Tourism" Annals of Tourism Research vol.18,p.p.12-25,1991. PINA, Paulo Portugal. O turismo no séc. XX, Lucidus Publicações Lda, Lisboa, 1988. PITT-RIVERS, Julian "The law of hospitality"(1977) HAU:Journal of Ethnographic Theory 2(1):501-517,2012. RAPOSO, Paulo "Do Ritual ao Espectáculo" in Por Detrás da Máscara. Ensaio de Antropologia da Performance sobre os Caretos de Podence". ICM, págs. 63-94, Lisboa, 2010. SAMPAIO,Sofia "Estudar o turismo hoje: Para uma revisão crítica dos estudos de turismo" Etnográfica, vol.17,(1), 2013. SILVA, Maria Cardeira da Outros trópicos. Novos destinos turísticos, novos terrenos da antropologia. Livros Horizonte, Lisboa, 2004. (ISBN 972-24-1303-1) SMITH, Valene (Ed.) Hosts and guests. The anthropology of tourism. (2ª ed.) University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1989 (1977). URRY, John The tourist gaze. Leisure and travel in contemporary societies. Sage, London, 1990. (ISBN 0761973478)
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Objectivos
Esta unidade curricular tem como finalidade discutir a relação entre crime e justiça seguindo a perspectiva crítica da sócio-antropologia. O programa enfatiza o nexo fundamental entre a noção de crime e o significado da justiça, e a forma como a cultura está profundamente imbuída nas suas representações e percepções. Dá-se particular relevância a temas contemporâneos em que se discuta poder e desigualdade; legal e ilegal; discriminação e direitos humanos; género e segurança humana. Um dos principais objectivos desta unidade curricular é promover o debate entre os estudantes recorrendo a discussões informadas teoricamente, no desenvolvimento de um conhecimento crítico sobre crime e justiça na sociedade contemporânea, em que o conceito de segurança humana se assume como um instrumento analítico válido.
Programa
P1: Análise histórica dos conceitos de crime e justiça desde o final do século XIX até à actualidade: criminology, antropologia criminal, sociologia P2: Assimetrias de poder e desigualdade: discussão de conceitos e de contextos P3: O acto criminoso - como uma forma de combater a discriminação e a pobreza P4: O acto criminoso - como uma forma de obter segurança P5: O acto criminoso - a sua banalização na vida quotidiana P6: Differentes perspectivas de justiça: o tribunal e a justiça popular P7: Crime e Género - complexidades, mitos, desmistificações P8: Crime nos media e representações públicas do medo P9: Segurança Humana - um novo enquadramento teórico e prático para compreender o crime e a justiça em contextos socio-economicos diversificados P10 - liberdade para escolher; liberdade de não ter medo; liberdade para viver em dignidade - os conceitos básicos da segurança humana
Processo de Avaliação
Avaliação continua ou final. A Avaliação continua pressupõe 3 instrumentos: 1 apresentação oral em aula (40%); 1 ensaio escrito final (50%) participação activa nas discussões/debates promovidos em aula (10%) Esta modalidade de avaliação obriga à frequência de 80% das aulas lecionadas.
A Avaliação final consiste na realização de um exame escrito (100%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Arendt, Hannah. 1963. Eichman in Jerusalem. A Report on the Banality of Evil. New York: Viking Press. Buzan, Barry, Ole Wæver and Jaap de Wilde. 1998. Security: A New Framework for Analysis. London: Lynne Rienner Publishers Castel, Robert. 2003. L'Insécurité sociale. Qu'est-ce qu'être protégé? Paris: Seuil. Comaroff, Jean and John Comaroff. 2016. The Truth about Crime. Sovereignty, Knowledge, Social Order. Chicago: Chicago University Press. Foucault, Michel. 1995. Discipline and Punish. The Birth of Prison. London: Penguin, trans. Alan Sheridan. Frois, Catarina. 2017. Female Imprisonment. An Ethnography of Everyday Life in Confinement. London and New York: Palgrave Macmillan. Jewkes, Yvonne. 2004. Media and Crime. London and New York: Sage. Kaldor, Mary. 2007. Human Security: Reflections on Globalization and Intervention. London: Polity. Merry, Sally E. 2008. Gender Violence: A Cultural Perspective. Oxford: Wiley-Blackwell.
Bibliografia Opcional
1. Aas, Katja Franko and Mary Bosworth, eds. 2013. The Borders of Punishment: Migration, Citizenship, and Social Exclusion. Oxford: Oxford University Press 2. Bosworth, Mary and Flavin, J., eds. 2007. Gender, Race and Punishment: From Colonialism to the War on Terror. New Brunswick: Rutgers University Press 3. Breckenridge, K. (2014) Biometric State.The Global Politics of Identification and Surveillance in South Africa, 1850 to the Present. Cambridge: Cambridge University Press. 4. Caplan, J. and Torpey, J. (eds) (2001) Documenting Individual Identity: The Development of State Practices in the Modern World. Princeton: Princeton University Press. Cole, S. (2001) Suspect Identities: A History of Fingerprinting and Criminal Identification. Cambridge, MA: Harvard University Press. 5. Drake, Deborah, Rod Earle and Jennifer Sloan, eds. 2015. Palgrave Handbook of Prison Ethnography. London and New York: Palgrave Macmillan. 6. Frois, Catarina. 2013. Peripheral Vision. Politics, Technology and Surveillance. London and New York: Berghahn 7. Holbraad, Martin and Morten Axel Pedersen, eds. 2013. Times of Security: Ethnographies of Fear, Protest, and the Future. New York: Routledge. 8. Kaldor, Mary and Joseph E. Stiglitz, eds. 2013. The Quest for Security: Protection Without Protectionism and the Challenge for Global Governance. New York: Columbia University Press. 9. Machado, H. and Prainsack, B. 2012. Tracing Technologies: Prisoners? Views in the Era of CSI. Farnham, UK: Ashgate. 10. Maguire, Mark, Catarina Frois and Nils Zurawski, eds. 2014. The Anthropology of Security. Perspectives from the Frontline of Policing, Counter-terrorism and Border Control. London: Pluto Press. 11. Parnell, Philip and Stephanie Kane, eds. 2003. Crime?s Power. Anthropologists and the Ethnography of Crime. New York: Palgrave 12. Webster, W., To?pfer, E., Klauser, F.and Raab, C. (eds) Video Surveillance Prac- tices and Policies in Europe. Amsterdam: IOS Press. 13. Scheper-Hughes, Nancy. 1989. Death Without Weeping. The Violence of Everyday Life in Brazil. Berkeley: University of California Press 14. Sykes, G. 1958. The Society of Captives. A Study of a Maximum Security Prison. Princeton: Princeton University Press. 15. Wacquant, Löic. 2000. Prisons of Poverty. Minneapolis e Londres: University of Minnesota Press. 16. United Nations Trust Fund for Human Security - http://www.un.org/humansecurity/ 17. Eriksen, Thomas Hylland, Ellen Bal and Oscar Salemink, eds. 2010. A World of Insecurity. Anthropological Perspectives on Human Security. London and New York: Pluto Press. 18. Fassin, Didier et al. 2013. Juger, Réprimer, Accompagner. Essai sur la Morale de L?État. Paris: Seuil.
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Objectivos
1. Adquirir uma visão histórica e conjuntural das abordagens antropológicas sobre o género enquanto categoria social de diferenciação e as emoções, através da análise das principais correntes teóricas, problemáticas e metodologias de investigação; 2. Apreender a diversidade e o significado experiencial do género e das emoções e as suas implicações na constituição das relações de poder;
Programa
Depois do período de inovação reflexiva introduzido pelo desenvolvimento dos estudos sobre o género, assistimos ao desenvolvimento de uma reflexão sobre as emoções que adquiriram uma relevância considerável nas ciências sociais. Os discursos sobre as emoções e os conteúdos das categorias de género são modelados pelos contextos culturais e históricos. As orientações introduzidas pelas perspectivas interpretativistas e pela teoria da prática conduziram a um investimento renovado do estudo das emoções. Através da análise etnográfica das emoções esta cadeira visa discutir a importância das dimensões sociais na experiência emocional. Enquanto dimensões de articulação da experiência individual, as emoções enformadas pelas categorias de género, tornam-se importantes dispositivos de legitimação das hierarquias sociais. Categorias de género e emoções constituirão o pano de fundo para abordar questões sobre processos de constituição de relações de poder em níveis diversos da acção social.
Processo de Avaliação
A avaliação desta disciplina será feita em regime de avaliação continua com base em participação nas aulas (10%), capacidades de exposição e argumentação oral (seminários e debates - 30%), capacidades de exposição e argumentação (1 ficha de leitura 20%, 1 ensaio escrito 40%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Abu-Lughod L. e Lutz C. 1990, Emotion, Discourse, and the Politics of Everyday Life, in Abu-Lughod L. e Lutz C. (eds), 1990 Language and the Politics of Emotion, CUP,1-19. ALMEIDA, Miguel Vale de (1995), Senhores de si. Uma interpretação antropológica da masculinidade. Fim de Século CAPLAN, Pat (1988), Engendering Knowledge. The Politics of Ethnography Anthropology Today. 4 (6): 14-17 LIMA, Antónia Pedroso de (1993) A importância das emoções: novos caminhos no estudo do parentesco e da família. In Perspectivas en el estudio del parentesco y la familia. Tenerife. Lutz C. 1986, Emotion, Thought, and Estrangement: Emotion as a Cultural Category, Cultural Anthropology 1, 3: 287-309. ROSALDO, Michael (1984), Toward an Anthropology of Self and Feeling. In SHWEDER, R e LEVINE, R. (ed.s) Culture Theory: Essays on Mind, Self and Emotion. Cambridge University Press YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (Ed.s), Naturalizing Power. Essays in Feminist Cultural Analysis, London, Routledge
Bibliografia Opcional
Abu-Lughod L. e Lutz C. 1990, Emotion, Discourse, and the Politics of Everyday Life, in Abu-Lughod L. e Lutz C. (eds), 1990 Language and the Politics of Emotion, Maison des Sciences de l?Homme and Cambridge University Press, Cambridge, pp.1-19. ALMEIDA, Miguel Vale de (1995), Senhores de si. Uma interpretação antropológica da masculinidade. Lisboa: Fim de Século Butler, Judith 2003 ?O parentesco é sempre tido como heterossexual? Cadernos Pagu (21): pp.219-260. CAPLAN, Pat (1988), Engendering Knowledge. The Politics of Ethnography Anthropology Today. 4 (6): 14-17 COLE; Saly, (1994) Mulheres da Praia. O trabalho e a vida numa comunidade costeira portuguesa. Lisboa: Publicações Dom Quixote GIDDENS, A., 1994 [1991], Modernidade e Identidade Pessoal, Oeiras, Celta GRASSI, Marzia (2003) Rabidantes: comércio espontâneo transnacional em Cabo Verde. ICS - Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa pps:225-266 LIMA, Antónia Pedroso de (1993) A importância das emoções: novos caminhos no estudo do parentesco e da família. In Perspectivas en el estudio del parentesco y la familia. Vol. 4 Actas do VI Congreso de Antropologia Espanhola. Tenerife. LUTZ, Catherine. (1990), Engendered Emotion. Gender, Power and the rhetoric of emotional control in American discourse. LUTZ, Catherine and ABU-LUGHOD, L. (ed.s) Language and the Politics of Emotion. Cambridge: Cambridge University Press. HOWELL, Signe and Marit MELHUUS (1993) The study of kinship; the study of person; a study of gender? In Teresa DEL VALLE (ed) Gendered Anthropology. London: Routledge Ortner, Sherry (1974) ?is female to nature what man is to culture? In Rosaldo, Michelle and Luise Lamphere ?Women culture and society, A theoretical overview? Stanford University press PINA CABRAL, João de (2004), O homem na família. Lisboa, ICS. Rodrigues, Carla 2005 ?Butler e a desconstrução do género? In Estudos Feministas, Florianópolis, 13(1): 216 Rosaldo, Michelle (1974) Women culture and society, A theoretical overview? In Rosaldo, Michelle and Luise Lamphere ?Women culture and society, A theoretical overview? Stanford University press ROSALDO, Michael (1984), Toward na Anthropology of Self and Fealing. In SHWEDER, R e LEVINE, R. (ed.s) Culture Theory: Essays on Mind, Self and Emotion. Cambridge: Cambridge University Press YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (1995), ?Naturalizing Power? in YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (Ed.s), Naturalizing Power. Essays in Feminist Cultural Analysis, London, New York, Routledge
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Objectivos
A UC pretende por um lado analisar a especificidade da perspectiva antropológica da música em relação à abordagem sociológica e à etnomusicologia. Por outro lado explorar as distinções e contrastes entre música e palavras bem como a questão da impossibilidade de tradução da música. Centrada na música europeia dita clássica bem como nas manifestações musicais não clássicas em contexto urbano, a UC visa fornecer aos estudantes ferramentas que permitam compreender o que distingue as expressões musicais em relação ás expressões textuais. Através de temas como o orientalismo na música, a relação entre música e nacionalismos, o sincretismo musical e a repetição, a UC procura sensibilizar os alunos à análise crítica das formas musicais.
Programa
1:As abordagens sociais e culturais da música:a)Sociologia da música;b)Etnomusicologia;c)Etnografia da prática musical d)Antropologia da música/antropologia e música:diferenças e contrastes 2:O eu e o outro na música a)O Outro de dentro:Béla Bartók-Danças romenas-1917;B. Britten-Folk song arrangement b)O Orientalismo na ópera:Aida de G. Verdi; A Africana de G. Meyerbeer ou Vasco da Gama na ópera e Jessonda de L. Spohr 3:As Mythologiques de Lévi-Strauss como construção musicala)Mito e música:função mítica e formas musicais b)O mito na música:O Ring de Wagner c)a questão da intraduzibilidade 4:Antropologia e jazz:a)Do ?Antropology?-1945 de Charlie Parker/D. Gillispie à antropologia do jazz; b) Sincretismos e Transnacionalismos 5:Nacionalismo,world music e passagens culturais:a)Existem músicas nacionais? B)World music e a aparente dissolução das fronteiras nacionais;c)Do ?West meets East? à ?Passages? (Shankar/Glass); d) propriedade cultural e direitos
Processo de Avaliação
A avaliação final implica : 1) Avaliação continua : a) participação nas aulas e leituras prévias para cada sessão e/ou audição de excertos musicais (20%) b) um ensaio final baseado num dos blocos do programa (80%)
2) Final Exam
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Jamin J. et P. Williams, Une anthropologie du jazz , Paris, Editions du CNRS, 2010 Jazz et anthropologie?, L?Homme nº 158, 2001. Kramer l., 'Classical Music and its Values', Why Classical Music still Matters? , University of California Press, 2007, pp. 1-38. Levi- Strauss, 'Ouverture', Mythologiques. Le Cru et le Cuit, pp. 1-40. Lévi-Strauss, 'De Chrétien de Troyes à R. Wagner',Note sur la Tétralogie » Le Regard éloigné, 1983, pp. 301-324. Mackenzie J., Orientalism: History, theory and the arts (chapter 6), Manchester University Press, 2005 Musique et Anthropologie?, L?Homme, nº171/172, 2004 Said E., Music at the Limits, Columbia University Press, 2009 Scott D. Orientalism and Music Style?, The Musical Quarterly 1998, pp.309-335. Scruton, The Ring of Truth. The Wisdom of Wagner's Ring of the Nibelung, Penguin Books, 2017. Seeger A., « Ethnomusicology and musical law », Ethnomusicology 1992, pp.345-359
Bibliografia Opcional
Atkinson P, Everyday Arias: An Operatic Ethnography, Altamira Press, 2006 Blacking, J., How Musical is Man ?,University of Washington Press,1973 Donin N & F Keck , « Lévi-Strauss et la musique : dissonances dans le structuralisme », Revue d?histoire des sciences humaines 2006, 14 (1) : 101-136 Feld, S. « The Discourses and Practices of World Music and World Beat », in Marcus G. and F. Myers, The Traffic in Culture : Refiguring Art and Anthropology, University of California Press, 1995, pp.96-126. Feld S., 'Sound as a Symbolic system: The Kaluli Drum' in Howes ed., The Varieties of Sensory Experience, 1991, pp.79-99. Feld S., 'The Sweet Lullaby for World Music', Public Culture, 2000, 12(1), 145-171. Kelley, R. Africa Speaks. America Answers: Modern Jazz in Revolutionary Times, Harvard University Press, 2012 Kubik G., Africa and the Blues, University Press of Mississippi, 1999 Ledent D. « Claude Lévi-Strauss et les formes symboliques de la musique », L?Homme, 2012 :107-120 Lévi-Strauss, Regarder, Écouter, Lire, 1993. Lévi-Strauss C. et D. Éribon, De près et de loin, Odile Jacob, 1988 Mâche, F. « Lévi-Strauss et la musique », Critique, 1999, 154-168 Nattiez, J.J, 2008 Lévi-Strauss musicien. Essai sur la tentation homologique, Actes Sud, 2008. Novak D., 'The Sublime Frequencies of New Old Media', Public Culture,2011, pp. 603-634. Porter E. What is this Thing called Jazz? African American Musicians and their Ideas, University of California Press, 2001 Simmel G, Études psychologiques et ethnologiques de la musique 1882 Weber M Les Fondements rationnels et sociaux de la musique, Métaillé, 1998
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3 Ano | 1 Semestre
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Objectivos
Introduzir o campo habitualmente designado por antropologia urbana, apresentando os seus temas e autores específicos. Através de aulas, leituras, apresentação de casos, visionamento de filmes o objectivo é suscitar uma reflexão antropológica sobre as cidades e vida urbana contemporânea, valorizando as perspectivas etnográfica e multidisciplinar. O lugar e o papel da antropologia urbana no contexto dos estudos urbanos são matéria de análise e reflexão crítica.
Programa
A MEMÓRIA DA ANTROPOLOGIA URBANA 1. Apresentação e sistema de trabalho. 2. O que é a antropologia urbana? 3. Os clássicos e a emergência da metrópole 4. A etnografia urbana de Chicago: os pioneiros 5. A antropologia social britânica e a urbanização em África 6. Escalas de observação e escalas de análise: questões metodológicas ETNOGRAFIAS URBANAS 7. Comunidades urbanas 8. Entre a prática e a representação, a rua 9. A fluidez da vida urbana... 10. No limiar da cidade, a etnografia 11. Cidade e memória: um filme 12. Sintese e discussão
Processo de Avaliação
Avaliação contínua Ponderação de cada uma das avaliações na nota final: 1. Participação nas aulas (10%) 2. Apresentação oral de um artigo/capítulo + sinopse (20%) 3. Dinamização da discussão no seminário escolhido (10%) 4. Apresentação de projeto/draft de ensaio final (20%) 5. Trabalho final (40%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Agier, Michel, 2011 Antropologia da Cidade. Lugares, situações, movimentos, São Paulo: Editora Terceiro Nome Hannerz, Ulf 1980 Exploring the City: Inquiries Toward an Urban Anthropology, New York: Columbia University Press (traduções disponíveis em francês e castelhano) Velho, Gilberto, 1973 A utopia urbana: um estudo de antropologia social, Rio de Janeiro: Zahar Castro, Celso e Graça I. Cordeiro, 2015 Mundos em mediação: ensaios ao encontro de Gilberto Velho, Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas - Textos obrigatórios de cada aula teórica
Bibliografia Opcional
Agier, Michel, 2011 Antropologia da Cidade. Lugares, situações. Movimentos, São Paulo: Editora Terceiro Nome Castro, Celso e Graça I Cordeiro 2015 Mundos em Mediação. Ensaios ao encontro de Gilberto Velho, Rio de Janeiro: Editora FGV Cordeiro, Graça I, Luís V. Baptista e António F. Costa (org.) 2003 Etnografias Urbanas, Oeiras: Celta Cordeiro, Graça e Frédéric Vidal (org) 2008 A rua. Espaço, tempo, sociabilidade, Lisboa: Livros Horizonte Duneier, Mitchell; Philip Kasinitz & Alexandra Murphy (Ed.) 2014 Urban Ethnography Reader, Oxford: Oxford University Press Frúgoli Jr., Heitor 2007, Sociabilidade urbana, Rio de Janeiro: Zahar Gulick, John 1989 The Humanity of Cities. An Introduction to Urban Societies, Massachusetts: Bergin & Garvey Publishers Hannerz, Ulf 1980 Exploring the City: Inquiries Toward an Urban Anthropology, New York: Columbia University Press Low, Setha M. (ed.) 1999 Theorizing the City. The New Urban Anthropological Reader, N.B., N.J. and London: Rutgers University Press Magnani, José G. e Lilian L. Torres, 2000 (org) Na metrópole. Textos de antropologia urbana, São Paulo: Ed. USP Mullings, Leith 1987 Cities in United States: Studies in Urban Anthropology, New York: Columbia University Press Nonini, Donald (ed) 2014 A Companion to Urban Anthropology, Chichester: Wiley Blackwell Rivke Jaffe, Anouk De Koning, 2016 Introducing Urban Anthropology, New York: Routledge Sanjek, Roger (ed) 1994 Anthony Leeds. Cities, classes and the social order, Ithaca and London: Cornell University Press Velho, Gilberto, 1973 A Utopia Urbana, Rio de Janeiro: Zahar Editora Velho, Gilberto (ed.) 1999 Antropologia Urbana. Cultura e Sociedade no Brasil e em Portugal, Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Velho, Gilberto, 2013 Um antropólogo na cidade. Ensaios de Antropologia Urbana, Seleção e apresentação: Hermano Vianna, Karina Kuschnir, Celso Castro, Rio de Janeiro: Zahar Zaluar, Alba e Marcos Alvito (org.) 1998 Um século de favela. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas
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Objectivos
Desenvolver a capacidade de pensar antropologicamente sobre arte.
Programa
Antes da "arte". As transformações do século XVII e XVIII A estética e o romantismo. O século XX. Contra a estética - Hegel, Kierkegaard, Heidegger, Gadamer, Agamben, Scruton. Antropologia da Arte: equívocos e contradições. Arte e interpretação; arte e conhecimento; arte e sociedade.
Processo de Avaliação
Participação nas aulas e nas apresentações dos projectos de trabalho, realização de um trabalho final escrito.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Agamben, Giorgio. The Man Without Content. Stanford, Stanford University Press, 1999. Coomaraswamy, Ananda.Christian and Oriental Philosophy of Art. New York, Dover Publications, 1956. Gadamer, Hans-George Truth and Method, London, Sheed & Ward, 1961. Gombrich, E. H. The Story of Art. Phaidon, 1950. Heidegger, Martin. Basic Writings, "A Origem da Obra de Arte" in Caminhos de Floresta, Fundação Gulbenkian, 2014. Hofstadter, Albert & Kuhns, Richard. Philosophies of Art and Beauty - selected readings in Aesthetics from Plato to Heidegger. Chicago, The University of Chicago Press, 1964. Shiner, Larry. The Invention of Art - a cultural history. The University of Chicago Press, 2001.
Bibliografia Opcional
Clark, Kenneth. Civilisation. London, John Murray.1969. Coote, Jeremy & Shelton, Anthony. Anthropology, Art and Aesthetics, Clarendon Press, 1994. Harrington, Austin Art and Social Theory. Cambridge, Polity Press, 2004. Morphy, Howard & Perkins, Morgan. The Anthropology of Art - a reader. Malden, Blackwell Publishing, 2006. Price, Sally. Primitive Art in Civilized Places. Chicago, University of Chicago Press, 1989. Scruton, Roger. The Aesthetic Understanding: essays in the Philosophy of Art and Culture. South Bend, St. Augustine Press, 1998. Thomson, Iain. Heidegger, Art and Postmodernity. Cambridge, Cambridge University Press, 2011. Vercelloni, Luca. The Invention of Taste - a cultural account of desire, delight and disgust in fashion, food and art. London, Bloomsbury Academic, 2016.
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Objectivos
Este programa introdutório confere uma preparação básica a intermédia no domínio de estudos dos contos maravilhosos europeus, incluindo: 1. Apresenta as noções «tradicional», «simbolismo», «simbolismo tradicional». 2. Apresenta o método comparativo como base para compreender o simbolismo nos contos tradicionais. 3. Apresenta ciclos específicos de contos, lidando com textos concretos, por forma a apreender os padrões simbólicos subjacentes.
Programa
P1 -Trabalhar as noções básicas de «tradição oral», «conto maravilhoso», «variante». P2 - Fornecer instrumentos de trabalho básicos neste domínio: iniciação ao índice internacional de Aarne-Thompson-Uther e à análise morfológica dos contos. P3 - Iniciação a ciclos concretos de contos orais, literários e multimédia. P4 - Iniciação à análise simbólica.
Processo de Avaliação
Contínua: Uma apresentação em aula (30%), participação ativa e informada nas discussões em sala de aula (30%), trabalho final (40%). O regime de avaliação contínua requer a sua presença em pelo menos 16 aulas. Exame (100%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Cardigos, Isabel. In and Out of Enchantment: Blood Symbolism and Gender in Portuguese Fairytales. Helsinki: Academia Scientiarum Fennica, 1996. Girardot, N. J. Initiation and Meaning in the Tale of Snow White and the Seven Dwarves. Journal of American Folklore 90, no. 357 (1977): 274-300. Propp, Vladimir. Morfologia do Conto. Traduzido por Vítor Oliveira. Lisboa: Vega, 2003. Vaz da Silva, Francisco. 'Fairy-Tale Symbolism: An Overview.' Oxford Research Encyclopedia of Literature. 2017. Vaz da Silva, Francisco. Red as Blood, White as Snow, Black as Crow: Chromatic Symbolism of Womanhood in Fairy Tales. Marvels & Tales 21, no. 2 (2007): 240-52. Verdier, Yvonne. 'Little Red Riding Hood in Oral Tradition.' Marvels & Tales 11, no. 1-2 (1997): 101-23.
Bibliografia Opcional
Bartlett, F. C. Some Experiments on the Reproduction of Folk-Stories.? Folklore 31, no. 1 (1920): 30-47. Jakobson, Roman and Petr Bogatyrev. Folklore as a Special Form of Creation. Trans John M. O'Hara. Folklore Forum 13, no. 1 (1980): 1-21. Uther, Hans-Jörg. The Types of International Folktales: A Classification and Bibliography, Based on the System of Antti Aarne and Stith Thompson. 3 vols. FF Communications 284-286. Helsinki: Academia Scientiarum Fennica, 2004. Vaz da Silva, Francisco. Branca de Neve e suas Irmãs. Lisboa: Temas e Debates, 2013. Vaz da Silva, Francisco. Capuchinho Vermelho Ontem e Hoje. Lisboa: Temas e Debates, 2011. Vaz da Silva, Francisco. Gata Borralheira e Contos Similares. Lisboa: Temas e Debates, 2011.
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Objectivos
Esta UC tem por objectivo desenvolver competências nos seguintes domínios:
Capacidade de análise e síntese: 1. das possibilidades de articulação entre alterações de paradigmas científicos e processos históricos 2. das epistemologias antropológicas euro-americanas e outras a) numa leitura diacrónica b) numa análise da situação contemporânea 3. de estudos de caso sobre os quais se têm focado os Estudos da Emergência e da Complexidade, numa perspectiva interdisciplinar.
Capacidade para resolver problemas: 1. utilizando métodos de recolha de informação etnográfica 2. integrando criticamente modelizações teóricas de cariz antropológico às dinâmicas das crises e catástrofes.
Capacidade crítica: Sobre as possibilidades e limitações dos modelos e métodos discutidos, em particular: a) as técnicas de recolha de informação etnográfica em contextos culturais em situações de crise e catástrofe b) articulação de modelos antropológicos com os de outras disciplinas afins.
Programa
1. Introdução temática - escatologia e história numa perspectiva antropológica. 2. Leitura diacrónica das visões apocalípticas no contexto euro-americano: as articulações e entre discurso religioso e científico. 3. Estudos do risco e ciências da emergência -mutações epistemológicas na compreensão das situações de crise e catástrofe depois da 2a Guerra Mundial. 4. Propostas de leitura antropológica de estudos de caso históricos e contemporâneos. Abordagens integradas no contexto analítico das ciências da complexidade.
Processo de Avaliação
Com quatro componentes: a participação nas aulas (10%); a participação activa nos seminários apresentando os textos obrigatórios e/ou evidenciando conhecimento e compreensão (20%); a redacção de um relatório final baseado em temática(s) proposta(s) pelo docente e redigido com base na bibliografia da cadeira (70%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Balandier, G. Le grand derangement. 2005.
Diamond, J. Collapse. How societies choose to fail or succeed. 2005.
Feyerabend, P. Against Method. Outline of an anarchist theory of knowledge. 1975.
Hoffman, S., Oliver-Smith, A. Catastrophe and Culture. The anthropology of disaster. 2002.
Kunstler. J.O. The Long Emergency. Surviving the converging catastrophes of the 21st century. 2005.
Wolf, E. Envisioning Power. Ideologies of dominance and crisis. 1999.
Bibliografia Opcional
Cipolla, C. 1988. "Le leggi fondamentali della stupidità" in Allegro ma non troppo. . Gomes da Silva, J. C. 2003. O Discurso contra si próprio. Assírio & Alvim. Graeber, D. 2011. Debt: the First 5000 Years. Melville House. Heritier, F. (ed.) De la violence, I and II. 1996-7. Odile Jacob. Kegan, J. 1993. A History of Warfare. Pimlico. Ross, M.H. 1993. The Culture of Conflict: Interpretations and Interests in Comparative Perspective. Yale University Press Thom, R. 1981. Modeles mathematiques de la morphogenese. Christian Bourgeois. Turney-High, H. 1949. Primitive war: its practices and concepts. University of South Carolina Press. Van Boxsel, M. 2005. The Encyclopedia of Stupidity. Reaktion Books. Wunenburger, J. 1990. La Raison contradictoire. Albin Michel.
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Objectivos
Capacitar os estudantes para a compreensão dos aspetos fundamentais do contexto histórico, antropológico e político de Israel e Palestina, a partir de uma perspetiva transdisciplinar.
Programa
CP1. O Médio Oriente no período colonial tardio. CP2. O orientalismo CP3. Israel, Palestina, Terra Santa: as religiões do Livro CP4. Judaísmo, Diáspora e Antissemitismo CP5. O Sionismo e o Nacionalismo Árabe no Séc XIX CP6. O processo de implantação do estado de Israel CP7. O surgimento da identidade nacional Palestiniana CP8. O Conflito: factos e interpretações. CP9. Divisões na sociedade israelita: classe, etnicidade, origem nacional, religião e secularismo. CP10. Divisões na sociedade palestiniana: classe, religião, diáspora vs localismo. CP11. Análise de Etnografias: Overlooking Nazareth. CP12. Análise de filmes documentais CP13. Israel/Palestina e contradições da Modernidade: estado, nacionalismo, etnicidade, religião CP14. Israel/Palestina e disputas ideológicas globais. Movimentos pró-Israel e pró-Palestina CP15. Vinhetas etnográficas de Israel/Palestina hoje. A pesquisa do docente sobre migração brasileira (judia e palestina) para Israel/Palestina.
Processo de Avaliação
Regime de avaliação contínua ou final. Contínua: pressupondo uma assiduidade de pelo menos 80% (assiduidade=10% nota final), dois instrumentos - participação nas discussões em aula (30%), ensaio individual final (60%). Para o 1º instrumento é relevante a qualidade das intervenções e a demonstração de leitura, para o 2º a competência de escrita, a pesquisa bibliográfica, a capacidade de análise e síntese. Final: exame, segundo o regime do REAAC.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
DOMÍNGUEZ, Virginia R., 1989, People as subject, people as object. Selfhood in Contemporary Israel. Madison: University of Wisconsin Press DOWTY, Alan, 2008 (2005), Israel/Palestine. London: Polity. GILBERT, Martin, 2009 (1998), História de Israel. Lisboa: 70. (Israel: A History). ISCTE H.123(3) GIL*His. KIMMERLING, Baruch, Clash of Identities (Livro do docente) SAID, Edward, 1990, Orientalismo, São Paulo: Companhia das Letras. A.113(3) SAI*Ori vrs. bra ex.2 RABINOWITZ, Dan, 1997, Overlooking Nazareth. The Ethnography of Exclusion on Galilee. Cambridge: CUP. ISCTE A.170(5)RAB*Ove
Bibliografia Opcional
Ashkenazi, Michael and Alex Weingrod, 1984, Ethiopian Immigrants in Beersheva: an anthropological study of the absorption process. Highland Park, Ill: American Association for Ethiopian jews. Avineri, Shlomo, 1981, The making of modern zionism: The intelectual origins of the jewish state. Londo: Weidenfeld and Nicholson Avruch, Kevin, 1981, American immigrants in Israel: Social identities and change. Chicago: University of Chicago Press. Ben-Ari, Eyal, 1998, Mastering Soldiers. Conflict, Emotions, and the Enemy in as Israeli Military Unit. Berghahn Ben-David, Joseph, 1951, "Ethnic diferences or social change?" in Between Past and Future, ed C. Frankestein. Jerusalem: Henrietta Szold Foundation. Reprinted in Integration and Development in Israel, ed S N Eisenstadt, R Bar-Yosef and C Adler. New York: Praeger, 1970. Ben-Porath, Yoram, 1966, The arab labor force in Israel. Jerusalem: Falk Institute. Benvenisti, Meron, 1983, Jerusalem: Study of a polarized community. Jerusalem: West Bank Data Base Project Bernstein, Deborah, 1980, "Immigrants and society - a critical view of the dominant school of isaraeli society", British Journal of Sociology 31 (2): 246-64 Bowes, Alison, 1982, "Atheism in a religious society: The culture of unbelief in an Israeli kibutz" in Religious Organization and Raligious Experiences, ed J Davis. London: Academic Press. Bowman, G, 2000. Christian ideology and the image of a holy land: the place of Jerusalem pilgrimage in the various Christianities. In Contesting the Sacred: the Anthropology of Christian Pilgrimage eds. J. Eade & M. Sallnow, 98-121. Chicago: University of Illinois Press. Bowman, G, 2001. The Violence in Identity. In Anthropology of Violence and Conflict eds. B. Schmidt & I. Schroeder, 25-46. London: Routledge. Bowman, G, 2001. The Two Deaths of Basem Rishmawi: Identity Constructions and Reconstructions in a Muslim-Christian Palestinian Community. Identities: Global Studies in Culture and Power, 1-35. Bowman, G, 2001. A Textual Landscape: the Mapping of a Holy Land in the Fourth-Century Itinerarium of the Bordeaux Pilgrim. In Unfolding the Orient: Travellers in Egypt and the Near East eds. P. Starkey & J. Starkey, 7-40. Reading: Ithaca Press. Bowman, G, 2002. 'Migrant Labour': Constructing Homeland in the Exilic Imagination. Anthropological Theory II, 447-68. Bowman, G, 2003. Constitutive Violence and the Nationalist Imaginary: Antagonism and Defensive Solidarity in 'Palestine' and 'Former Yugoslavia'. Social Anthropology XI, 319-40. Bowman, G, 2004. About a Wall. Social Analysis 48, 149-55. Bowman, G, 2006. A Death Revisited: Solidarity and Dissonance in a Muslim-Christian Palestinian Community. In Memory and Violence in the Middle East and North Africa eds. U. Makdisi & P. Silverstein, 27-49. Bloomington: Indiana University Press. Bowman, G, 2007. Israel's wall and the logic of encystation: Sovereign exception or wild sovereignty? Focaal - European Journal of Anthropology 50, 127-36. Bowman, G, 2007. Viewing the Holy City: An Anthropological Perspectivalism. Jerusalem Quarterly XXXI, 27-39. Bowman, G, 2008. At Home Abroad: the Field Site as Second Home. Ethnologia Europaea XXXVII, 140-48. Bowman, G, 2010. Networks Disrupted: A Study of the Impact of Walling on Contiguous Communities in Israel/Palestine. Bulletin of the Council for British Research in the Levant 5, 85-89. Bowman, G, 2010. A Place for the Palestinians in the Altneuland: Herzl, Anti-Semitism, and the Jewish State. In Surveillance and Control in Israel/Palestine: Population, Territory and Power eds. E. Zureik, D. Lyon & Y. Abu-Laban, 65-79. New York and London: Routledge. Bowman, G, 2011. 'In dubious Battle on the Plains of Heav'n': the Politics of Possession in Jerusalem's Holy Sepulchre. History and Anthropology XXII, 371-99. Bowman, G, 2012. Nationalizing and Denationalizing the Sacred: Shrines and Shifting Identities in the Israeli-Occupied Territories. In Sacred Space in Israel and Palestine: Religion and Politics eds. Y. Reiter, M. Breger & L. Hammer, 195-227. London and New York: Routledge. Bowman, G, (ed.) 2012. Sharing the Sacra: the Politics and Pragmatics of Inter-communal Relations around Holy Places New York and Oxford: Berghahn Books. Bowman, G, 2012. Identification and Identity Formations around Shared Shrines in West Bank Palestine and Western Macedonia. In Sharing Sacred Spaces in the Mediterranean: Christians, Muslims, and Jews at Shrines and Sanctuaries eds. D. Albera & M. Couroucli, 11-30. Bloomington: Indiana University Press. Bowman, G, 2012. Refiguring the Anthropology of the Middle East and North Africa. In The Sage Handbook of Social Anthropology eds. R. Fardon & J. Gledhill, 678-710. London: Sage. Cohen, Mitchell, 1992, Zion and State. Nation, Class and the shapping of modern israel. NY: Columbia UP. Cohen, Abner, 1965, Arab border-villages in Israel. Manchester: Manchester University Press. Cohen, Naama and Ora Ahimeir, eds, 1984, New directions in the study of ethnic problems. Jerusalem: jerusalem Institute for Israel Studies. Colligan, Sumi, 1980, "Religion, nationalism and ethnicity in Israel: the case of the Karaite jews", PhD Diss, Princeton U. Deshen, Shlomo and Moshe Shokeid, 1974, The predicamento f homecoming: cultural and social life of north african immigrants in Israel. Ithaca: Cornell U P Deshen, Shlomo and Moshe Shokheid, 1984, Jews of the middle east: anthropological perspectives on past and presente (in hebrew). Tel Aviv: Schoken. Dominguez, V, 1984, "The language of left and right in Israeli politics", Political Anthropology 4: 589-602 Dominguez, V., ????, "The politics of heritage in contemporary Israel" in Nationalist ideologies and the production of national culture, ed Richard Fox. American Ethnological Society. Eisenstadt, S N, 1953, "Analysis of Patterns of Immigration and absorption of immigrants", Population Studies 7: 167-80 Eisenstadt, S N, 1954, The absorption of immigrants. London: Routledge and Kegan Paul Eisenstadt, S N, 1967, Israeli society. London: Weikenfeld and Nichiolson Eisenstadt, S N, 1984, "Some reflections on the ethnic problema in Israel" (in hebrew) Megamor 28 (2-3):159-168 Eisenstadt, S N, 1985, The transformation of Israeli society: an essa yin intepretation. Boulder, Colorado: Westvierw Press Flint, Guila e Bila Sorj, 2000, Israel, Terra em Transe. Democracia ou Teocracia? Rio: Civilização Brasileira Flint, Guila, 2009, Miragem de Paz. Israel e Palestina, processos e retrocessos. Rio: Civilização Brasileira Gilad, Lisa, 1982, "Yemeni jewish women: The changing family in an Israeli new town", PhD Diss, Canmbridge U. 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Jerusalem: Centre of Documentation and Research of Israeli Society, Hebrew U, Academon Press Katz, Pearl, 1982, "Ethnicity transformed: acculturation in language classes in Israel", Anthropological Quarterly 55 (2): 99-111 Krausz, Ernest, ed, 1980, Migration, ethnicity and community. Studies of Israeli society vol 1. New Brunswick NJ: Transaction Books. Krausz, Ernest, 1983, The sociology of the kibutz. Studies of Israeli Society vol 2, New Brinswick NJ: Transaction Books. Krausz, Ernest, 1985, Politics and society in Israel. Studies of Israeli Society vol 3, New Brinswick NJ: Transaction Books. Krausz, Ernest, 1986, "Edah and 'Ethnic group' in Israel" Jewish Journal of Sociology 28 (1): 5-18 Kressel, Gideon, 1984, "Arabism (Urubah): a 'concealed' cultural factor in the ethnic 'gap' in Israel", Israel Social Science research 2(1):66-79 Liebman, Charles and Eliezer Don-Yehiya, 1983, "The dilema of reconciling traditional cultural and political needs: Civil religion in Israel", Comparative Politics 16(1): 53-66 Marx, Emanuel, 1967, Bedouin of the Negev. Manchester UP Marx, Emanuel, 1975, "Anthropological studies in a centralized state: The Bernstein Research Project in Israel", Jewish Journal of Sociology 22 (2): 131-50 Marx, Emanuel, 1980, "State and citizen in Israel: An essa yin macro-anthropology" paper presented at Burg Wartgenstein Symposium n 84, The exercise of power n complex organizations. Marx, Emanuel, 1980, A composite portrait of Israel. London: Academic Press Memmi, Albert, 1975, Jes and arabs. Chicago: J Phillip O'Hara Memmi, Albert, 1975, Who is an arab jew? 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Smooha, Sammy and Yochanan Peres, 1975, "The dynamics of ethnic inequalities: The case of Israel", Social Dynamics 1(1): 63-75 Swirski, Shlomo, 1985, Orientals and Ashkenazim in Israel: the ethnic division of labor (in hebrew)... Turner, Victor, 1978, "The Manchester school in Africa and Israel: A critique", Dialectical Anthro 3: 67-83 Van Teefelen, Toine, 1977, Anthropologists in Israel: A case study in the sociology of knowledge. Papers on european and mediterranean societies, 9, Amsterdam: Anthropologisch-sociologisch centrum, U van A'dam Weil, Shalva, 1977, "The Bene Israel in Lod, Israel: A study in the persistance of ethnicity and ethnic identity" D Phil thesis, U of Sussex. Weingrod, Alex, 1965, Israel: Group relations in a new society. London: Pall Mall e 1966 Reluctant Pioneers, Ithaca: Cornell UP Willner, Dorothy, 1969, Nation-building and community in Israel.Princeton U P Zurayk, Elia, 1979, The Palestinians in Israel: a study of internal colonialismo. London: Routledge and Kegan Paul.
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Objectivos
Ao pensar sobre doença deparamo-nos com uma categoria que é puramente objectiva, inscrita no ramo da medicina convencional enquanto patologia e, em simultâneo, com o domínio do subjectivo, em que se inscreve a pessoa enquanto doente. Esta disciplina discute e questiona alguns pressupostos comummente associados ao consumo de drogas e a práticas sexuais, nomeadamente no que diz respeito a comportamentos de risco e à vivência do estigma. Numa perspectiva história e contextualmente diversificada estimula-se a compreensão crítica das dimensões subjacentes ao discurso, prática e percursos de portadores de doenças como Stress Pós-Traumático, Hepatite, HIV, toxicodependência ou alcoolismo, enfatizando as implicações familiares, profissionais e afectivas da sua condição. Procurando ir mais longe nesta discussão, analisar-se-ão ainda estratégias de socialidade e pertença emergentes, considerando comunidades que, de forma mais ou menos invisível,reconstituem e reconfiguram a marginalidade.
Programa
- Territórios Psicotrópicos e os bairros das drogas - Margens e exclusão social - Pecado, crime, doença: o desmontar de um conceito - Comportamentos de risco: as trajectórias do perigo - Religião, medicina, terapia -Velhas e novas doenças: homossexualidade, alcoolismo, toxicodependência, depressão, stress Pós-Traumático - Ser-se diferente: estigmatizado desacreditado e estigmatizado desacreditável - A droga e o álcool enquanto elementos de contágio - Estigma, culpa e vergonha - Novas socialidades e a reconfiguração da pessoa
Processo de Avaliação
os alunos que estejam inscritos na avaliação contínua serão avaliados pela elaboração de três exercícios escritos a realizar em aula, com a ponderação de 30% cada um na nota final. a assiduidade e participação nas aulas correspondem a 10% da ponderação da nota final Os alunos que não estiverem inscritos ou que reprovem na avaliação contínua, poderão realizar um exame final.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Chaves, Miguel. 1999. Casal Ventoso: da Gandaia ao Narcotráfico. Marginalidade Económica e Dominação Simbólica em Lisboa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais. Conrad, Peter e Joseph Schneider. 1992. Deviance and Medicalization: From Badness to Sickness. Philadelphia: Temple University Press Cunha, Manuela Ivone. 2002. Entre o Bairro e a Prisão: Tráfico e Trajectos. Lisboa: Fim de Século Fernandes, Luís. 1998. O Sítio das Drogas. Etnografia das Drogas numa Periferia Urbana. Lisboa: Editorial Notícias Frois, Catarina. 2009. Dependência, Estigma e Anonimato nas Associações de 12 Passos. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Goffman, Erving. 1988. Estigma: Notas sobre a Identidade Deteriorada. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Quintais, Luís. 2000. As guerras Coloniais Portuguesas e a Invenção da História. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Vasconcelos, Luís. 2003. Heroína: Lisboa como Território Psicotrópico nos Anos Noventa. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais
Bibliografia Opcional
Bastos, Cristiana. Ciências, Poder, Acção. As Respostas à Sida. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais Becker, Howard. 1963. Outsiders: Studies in the Sociology of Deviance. New York: The Free Press Cunha, Manuela. 1994. Malhas que a Reclusão Tece. Questões de Identidade numa Prisão Feminina. Lisboa: CEJ Douglas, Mary, ed. 2003. Constructive Drinking. London: Routledge Goffman, Erving. 1981. Manicómios, Prisões e Conventos. Rio de Janeiro: Guanabara Mäkela, Klaus et al. 1996. Alcoholics Anonymous as a Mutual-Help Movement: A Study in Eight Societies. Wisconsin: University of Wisconsin Press Maia, Marta. 2009. Sexualités Adolescentes. Paris: L?Harmattan Pina Cabral, João. 2000. ?A Difusão do limiar: margens, hegemonias e contradições?. Análise Social 153: 865-892 Torres, Nuno e João Ribeiro, orgs. 2001. A Pedra e o Charco: Sobre o Conhecimento e Intervenção nas Drogas. Almada: Íman Wacquant, Loic. 2007. Urban Outcasts. A Comparative Sociology of Advanced Marginality. London: Polity
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Objectivos
1. Sensibilizar os estudantes para a variedade e complexidade das populações do sudeste asiático, em termos linguísticos, étnicos e religiosos;
2. Aprofundar as formas pelas quais se construíram olhares antropológicos sobre a região do sudeste asiático, em comparação com outras, como o Índico, o Mediterrâneo, e África;
3. Estimular nos alunos a percepção do papel dos colonialismos europeus nesta zona;
4. Fomentar a leitura e discussão de reformulações recentes, na antropologia e na 'história global', das categorias de 'Ásia', 'Europa' e Eurásia.
Programa
A região do sudeste asiático: desenvolvimento dos estudos antropológicos; Diversidade linguística, religiosa e étnica;
O que se entende por 'minoria'? Dialécticas minoria/maioria; Minorias e colonialismos;
Os kachin e shan da Alta Birmânia: Colonialismo: construções e fabricações; Sistemas políticos em contínua construção;
Perspectivas cruzadas sobre Malaca: linguísticas, históricas, etno-musicológicas; Questões críticas: identidades, etnicidade e autenticidade;
Repensando a Eurásia: Novas linhas de investigação sobre a 'Ásia' e a 'Europa.'
Processo de Avaliação
Após um primeiro trabalho de autoria individual, comparando dois textos etnográficos sobre a mesma região (até 5 pp.), ou uma apresentação oral (20-30 mins.), elabora-se um ensaio final de autoria individual (5-10 pp.), que terá a mesma estrutura, concentrando atenção noutro caso etnográfico.
Primeiro ensaio: 33%. Ensaio final: 67% (inclui uma ponderação da assiduidade do aluno e da sua participação activa nas aulas). Para quem não envereda pela avaliação periódica, haverá exame final.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ANDERSON, B. 1998 'Majorities and Minorities' The Spectre of Comparisons: Nationalism, Southeast Asia and the World. Londres: Verso; 318-30
BRUNER, E. 1996 'Tourism in the Balinese Borderzone' Lavie, S. & T. Swedenburg (orgs.) Displacement, Diaspora, and Geographies of Identity. Durham: Duke University Press; 157-179
GOODY, J. 2000 O Oriente no Ocidente. Lisboa: Difel
HEINZ, C. 1999 Asian Cultural Traditions. Prospect Heights: Waveland (Cap. 4 / Cap. 6 / Cap. 9 'The Colonial Period')
LEACH, E. 1996 [1954] Sistemas Políticos da Alta Birmânia: Um Estudo da Estrutura Social Kachin. São Paulo: Edições da Universidade de São Paulo
O'NEILL, B. J. 2012 'Miraculous Eurasia' Anthropology of This Century Issue 4, May: http://aotcpress.com/articles/miraculous-eurasia/
SADAN, M. 2007 'Constructing and Contesting the Category 'Kachin' in the Colonial and Post-Colonial Burmese State' Mikael Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma. Copenhagen: NIAS Press; 34-76
Bibliografia Opcional
As referências com asteriscos deveriam aparecer na Bibliografia Básica, cujo campo limita ridiculamente o número de títulos a apenas 1000 caracteres.
References with asterisks should have appeared within the Basic Bibliography, which has a ridiculously small space limit of 1000 characters.
Armony, Victor e François Grin 2003 'Minorité' & 'Minorité (droits des -)'Gilles Ferréol & Guy Jucquois (dir.) Dictionnaire de l'Alterité et des Relations Interculturelles. Paris: Armand Colin ; 209-210, 210-217 * Barradas de Oliveira (coord.) 1954 Relação da Primeira Viagem do Ministro do Ultramar às Províncias do Oriente 1952. Volume II. Lisboa: Agência Geral do Ultramar ['A Caminho de Malaca'; 7-31]
Baxter, Alan 1998 'Introdução' António da Silva Rêgo Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos [1942]. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 11-44
Bruner, Edward 2001 'The Maasai and the Lion King: Authenticity, Nationalism, and Globalization in African Tourism' American Ethnologist 28 (4): 881-908
* Chakrabarty, Dipesh 2005 'Histórias de Minorias, Passados Subalternos' Manuela Sanches (org.) Deslocalizar a Europa: Antropologia, Arte, Literatura e História na Pós-Colonialidade. Lisboa: Cotovia; 209-230
* Dean, Karin 2007 'Mapping the Kachin Political Landscape: Constructing, Contesting, and Crossing Borders' Mikael Gravers (org.) Exploring Ethnic Diversity in Burma. Copenhagen: NIAS Press (Nordic Institute of Asian Studies); 123-148
Doutreloux, A. & P. Watté 1984 'Étnimo' Georges Thinès & Agnès Lempereur (dirs.) Dicionário Geral das Ciências Humanas. Lisboa: Edições 70; p. 363
Espada, Maria de Jesus 2009 Io Dali Vos Mori: Relato Sumário de uma Comunidade Luso-descendente em Tugu. Lisboa: Prefácio
Evans, Grant 1993 'A Global Village: Anthropology in the Future' (Cap. 15) + 'Bibliography' Grant Evans (org.) Asia's Cultural Mosaic: An Anthropological Introduction. Singapura: Prentice-Hall; 367-84, 383-418
Fee, L. & A. Rajah 1993 'The Ethnic Mosaic' (Cap. 9) in Grant Evans (org.) Asia's Cultural Mosaic: An Anthropological Introduction. Singapura: Prentice-Hall; 234-59
Furnivall, J. S. 2010 [1939] Netherlands India: A Study of Plural Economy. Cambridge: Cambridge University Press
Geertz, Clifford 1991 [1980] Negara: O Estado Teatro no Século XIX. Lisboa: Difel (trad. Miguel V. de Almeida) (capítulos seleccionados)
Goody, Jack 2010 The Eurasian Miracle. Cambridge: Cambridge University Press
--- 1998 Food and Love: A Cultural History of East and West. Londres: Verso (Introduction & Cap. 5 'Love, Lust, and Literacy')
--- 2006 The Theft of History. Cambridge: Cambridge University Press
Guimarães, J. P. C. & J. M. Ferreira 1996 O Bairro Português de Malaca. Porto: Afrontamento (Caps. 2, 3, 6, 7, 8)
Gunder Frank, André 1998 ReOrient: Global Economy in the Asian Age. Berkeley: University of California Press
Gunder Frank, André & Barry Gills 1996 [1993] (orgs.) The World System: Five Hundred Years or Five Thousand? Londres: Routledge
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* King, Victor T. e William D. Wilder 2003 'Introduction' / Cap. 6 'Ethnicity, Identity, and Nationalism' e 'Bibliography' V. King & W. Wilder (orgs.) The Modern Anthropology of South-East Asia: An Introduction. Londres: Routledge Curzon; xiii-xxi, 193-230 e 327-59
Leach, Edmund 1989 [1982] A Diversidade da Antropologia. Lisboa: Edições 70
Lévi-Strauss, Claude 1983 [1977] (org.) L'Identité. Paris: PUF / Quadrige
Macedo, J. B. de 1986 'Minoria' POLIS - Enciclopédia VERBO da Sociedade e do Estado: Antropologia, Direito, Economia, Ciência Política. Lisboa: Verbo; Vol. 4: 318-31
Mason, Daniel 2004 [2002] O Afinador de Pianos. Porto: ASA
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* O'Neill, Brian Juan 1997 'A Tripla Identidade dos Portugueses de Malaca' Oceanos 32 (Olhares Cruzados); 63-83
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--- 2006 'Emular de Longe: O Povo Português de Malaca' B. J. O'Neill Antropologia Social: Sociedades Complexas Lisboa: Universidade Aberta / Série 'Manuais' 296 (Cap.6; 345-92) [versão orig. Revista Lusitana [1995] N.S. 13/14 (Actas do Colóquio Interdisciplinar 'Retratos do País', orgs. Jorge Freitas Branco & João Leal); 19-67]
--- 2008 'Os Rituais como Expressões Multiculturais' Artur Teodoro de Matos & Mário Lages (orgs.) Portugal: Percursos de Interculturalidade (Vol. III Multiculturalidade: Matrizes e Configurações), Lisboa: CEPCEP (Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa); 53-104
* --- 2013 ' 'Kaza' e 'Familia' em Malaca Ignorada: Especificidades Crioulas' Manuel Lobato & Maria de Deus Manso (orgs.) Mestiçagens e Identidades Intercontinentais nos Espaços Lusófonos. Braga: NICPRI; 123-143
Perez, Rosa Maria 2006 (org.) Os Portugueses e o Oriente: História, Itinerários, Representações. Lisboa: Dom Quixote
Prasithrathsint, A. 1993 'The Linguistic Mosaic' (Cap. 3) Grant Evans (org.) Asia's Cultural Mosaic: An Anthropological Introduction. Singapura: Prentice-Hall; 63-88
Rêgo, António da Silva 1998 [1942] Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses
--- 1998 [1965] 'A Comunidade Luso-Malaia de Malaca e Singapura' Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos [1942]. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 273-281 --- 1998 [1968] 'A Cultura Portuguesa na Malaia e em Singapura' Dialecto Português de Malaca e Outros Escritos [1942]. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; 283-299
Sarkissian, Margaret 2000 D'Albuquerque's Children: Performing Tradition in Malaysia's Portuguese Settlement. Chicago: University of Chicago Press ['Music, Identity, and the Impact of Tourism in the Portuguese Settlement, Melaka, Malaysia'. University of Illinois, Urbana-Champaign: tese de doutoramento em Musicologia; 1993, 320 pp..] 'Introduction' (1-19) e Cap. 2 'Inventing a Tradition' (50-66)
Schouten, Maria Johanna (org.) 1998 A Ásia do Sudeste: História, Cultura e Desenvolvimento. Lisboa: Vega
* Scott, James C. 1985 Weapons of the Weak: Everyday Forms of Peasant Resistance. New Haven: Yale University Press
--- 1990 Domination and the Arts of Resistance: Hidden Transcripts. New Haven: Yale University Press
--- 2009 The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia. New Haven: Yale University Press (capítulos seleccionados)
Sokolovskii, Sergey & Valery Tishkov 2002 [1996] 'Ethnicity' Alan Barnard & Jonathan Spencer (orgs.) Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology. Londres: Routledge; 190-193. * Sousa Santos, Boaventura de 2009 'Um Ocidente Não Ocidentalista?: A Filosofia à Venda, a Douta Ignorância e a Aposta de Pascal' B. Sousa Santos & Mª Paula Menezes (orgs.) Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina / CES; 445-486
Tarling, Nicholas 2004 [1996] (org.) The Cambridge History of Southeast Asia. 2 Vols. (em 4 tomos), 384 + 320 + 368 + 384 pp. [disponível na biblioteca do ISCTE]
Wade, Geoff & Li Tana 2012 Anthony Reid and the Study of the Southeast Asian Past. Singapura: ISEAS
* Watson, James L. 1997 (org.) Golden Arches East: McDonald's in East Asia. Stanford University Press (capítulos seleccionados)
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Objectivos
O curso tem por objetivos proporcionar conhecimento e capacitação introdutórios sobre os usos de métodos de observação e recolha assentes em meios gráficos, numa perspetiva de aplicação multidisciplinar. A unidade curricular visa: 1. Estimular as capacidades de observação no terreno através do recurso à prática gráfica; 2. Consciencializar e estimular a sensibilidade do estudante para abordagens integradas de recolha; 3. Contribuir para o acréscimo do conhecimento teórico e prático; 4. Promover uma componente prática através de visitas de estudo e elaboração de cadernos gráficos.
Programa
P1: Olhar histórico e comparativo sobre o uso de métodos gráficos nas ciências sociais e humanas P2: O grafismo nas ciências sociais e humanas e o meio artístico P3: Abordagens de pesquisa complementados pelo uso de formas gráficas P4: Evolução das ligações entre métodos gráficos, audiovisuais e escritos P5: Estilística e retórica: o uso do grafismo na recolha e apresentação de dados P6: O mercado editorial: o caderno de viagem, o caderno gráfico, o retrato, etc. P7: Redes académicas e não-académicas dedicadas ao uso de meios gráficos P8: O conhecimento não-verbal: o conhecer prático e a importância da imaginação gráfica P9: Da ilustração no terreno aos métodos participativos de recolha de dados P10: Assimetrias na aceitabilidade actual dos métodos gráficos em várias disciplinas científicas P11: O efeito arroseur arrosé: intercomunicação e socialização através do grafismo no terreno P12: O grafismo na produção científica e exploração dos meios digitais
Processo de Avaliação
Ensaio final-3500 palavras + elementos gráficos (50%) Avaliação baseada em: relevância da análise e relação com o programa, capacidade analítica, criatividade; desenvolvimento de projeto de pesquisa. Apresentação em aula (30%); Apresentação de portfolio gráfico baseada no conhecimento do tópico, exploração das possibilidades do meio gráfico, qualidade da apresentação. Participação em aula e visitas de campo (20%). É excluída a avaliação por exame apenas, dada a natureza prática do curso.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
1. Certeau, Michel de. 1987. The Practice of Everyday Life. Los Angeles: University of California Press. 2. Causey, Andrew. Drawn to See. Toronto: Toronto University Press. 3. Ingold, Tim. 2007. Lines: A Brief History. London: Routledge. 4. Ramos, Manuel João. 2015. "Stop the Academic World, I Wanna Get Off in the Quai de Branly. Of sketchbooks, museums and anthropology", Cadernos de Arte e Antropologia, 4 (2): 141-178. 5. Taussig, Michael. 2011. I swear I saw this. Drawings in fieldwork notebooks, namely my own. Chicago and London: The University of Chicago Press.
Bibliografia Opcional
1. Afonso, Ana Isabel, Manuel João Ramos. 2004. "New Graphics for Old Stories: Representation of local memories through drawings". Pp. 66-83 in Working Images: Visual Research and Representation in Ethnography, edited by A. I. Afonso, L. Kurti e S. Pink. London: Routledge. 2. Almeida, Paulo L.; Duarte, Miguel B.; Barbosa, José T. (eds). 2014. Drawing in the University Today. Oporto: I2ADS/Oporto University 3. Azevedo, Aina. 2016. "Desenho e antropologia: recuperação histórica e momento atual", Cadernos de Arte e Antropologia, Vol. 5, No 2 | -1, 15-32. 4. Azevedo, Aina e Manuel João Ramos. 2016. "Drawing Close - on visual engagement in fieldwork, drawings and the anthropological imagination". Visual Ethnography. 5. Ballard, Chris. 2013. "The Return of the Past: On Drawing and Dialogical History". The Asia Pacific Journal of Anthropology, 14:2, 136-148. 6. Boserman, Carla. 2014. "Entre grafos y bits". Obra digital - Revista de Comunicación, Narrativas y diseño digital, número 6, fevereiro. 7. Causey, Andrew. 2012. "Drawing flies: artwork in the field." Critical Arts, 26 (2), pp. 162-174. 8. Colloredo-Mansfeld, Rudi. 1999. "Sketching as an Ethnographic encounter." Pp. 49-56 in Native Leisure Class: consumption and cultural creativity in the Andes. The University of Chicago Press: Chicago. 9. 2011, "Space, line and story in the invention of an Andean aesthetic". Journal of Material Culture, 16 (1): 3-23. (http://mcu.sagepub.com/content/16/1/3.abstract) 10. Côrte-Real, Eduardo. 2009. The Smooth Guide to Travel Drawing. Lisboa: Livros Horizonte. 11. Eisner, Will. 2008. Graphic Storytelling and Visual Narrative. New York: W.W. Norton &Company 12. Geismar, Haidy. 2014. "Drawing it Out". Visual Anthropological Review, 30 (2): 96-113. 13. Grimshaw, Ann; Ravetz, Amanda (eds.). 2005. Visualizing Anthropology. Bristol: Intelect. 14. Gunn, Wendy. 2009. Fieldnotes and Sketchbooks: Challenging the boundaries between descriptions and processes of describing. Edited by W. Gunn. Frankfurt: Peter Lang. 15. Hendrikson, Carol. 2010. "Ethno Graphics: Keeping Visual Field Notes in Vietnam". Expedition, Vol 52, n 1: 31-39. 16. Ingold, Tim. 2011a. Being Alive - Essays on movement, knowledge and description. London and New York: Routledge. 17. 2011b. "Prologue." Pp. 1-20 in Redrawing Anthropology. Materials, Movements, Lines, edited by T. Ingold. England: Ashgate. 18. 2013. Making. Anthropology, archeology, art and architecture. London and New York: Routledge. 19. Kuschnir, Karina. 2012. "Desenhando Cidades". Sociologia & Antropologia. Vol. 02.04: 295-314. 20. 2014. "Ensinando antropólogos a desenhar: uma experiência didática e de pesquisa". Cadernos de Arte e Antropologia 3(2): 23-46. 21. Lewis-Williams, DAvod. 2002. The Mind in the Cave. Consciousness and the origins of Art. London: Thames & Hudson. 22. Miller, Mitch. 2014. "More than a pun: The Role of Dialect and Dialectics in Shaping Dialectograms", in Paulo L. Almeida, Miguel B. Duarte, José T. Barbosa (eds). 2014. Drawing in the University Today. Oporto: I2ADS/Oporto University 23. Newman, Deena. 1998. "Prophecies, Police Reports, Cartoons and Other Ethnographic Rumors in Addis Ababa". Etnofoor, vol. 11 (2): 83-110. 24. Ramos, Manuel João. 2004. "Drawing the lines - The limitation of intercultural ekphrasis." Pp. 147-156 in Working Images: Visual Research and Representation in Ethnography, edited by A. I. Afonso, L. Kurti e S. Pink. London: Routledge. 25. 2009. Traços de Viagem. Lisboa: Bertrand Editora. 26. 2010. Histórias Etíopes, Diário de viagem. Lisboa: Tinta da China. 27. Salavisa, Eduardo. 2008. Diários de Viagem - desenhos do quotidiano, edited by E. Salavisa. Lisboa: Quimera Editores. 28. 2014. Diários de Viagem 2 - desenhadores-viajantes, edited by E. Salavisa. Lisboa: Quimera Editores. Taussig, Michael. 2009. "What Do Drawings Want?" Culture, Theory and Critique, vol. 50, issue 2-3: 263-274.
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3 Ano | 2 Semestre
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Objectivos
Propondo-se reflectir em torno das culturas marítimas, a UC visa introduzir os estudantes a esta área de estudos apresentando-lhes exemplos temáticos e estudos de caso etnográficos que ilustrem as vicissitudes dos modos de vida associados ao mar, perspectivando historicamente a importância das zonas costeiras no desenvolvimento da Europa e de outras regiões do globo.
Programa
P1. A Europa e o mar P1.1. A Pré-História; os mitos fundadores P1.2. Os imaginários marítimos P1.3. Navegação e Pescas P1.4. Maritimidade, Turismo, Património P2. Antropologia e Pescas P2.1. Perspectiva histórica das pescas em Portugal. P2.2. Estudo de Caso: o Litoral Central Português P2.3. Pesca e pescadores na Arte e na Literatura P3. A Oceania - embarcações e navegações
Processo de Avaliação
a) 20% da nota final - apresentação oral em seminário (com slide show e entrega de outline), qualidade geral das intervenções e participação nas aulas. b) 30% da nota final - relatório do Seminário (aprox 1200 palavras). c) 50% da nota final - ensaio (aprox 3000 palavras). d) Estudantes com défice de tempo trabalho lectivo (7 ou mais faltas), incumprimento ou trabalhos escritos insuficientes, deverão fazer exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
ACHESON J., 1981, "Anthropology of fishing", Annual Review of Anthropology, 1981, 10.
CORBIN Alain, 1989, O Território do Vazio - a praia e o imaginário ocidental (1988), São Paulo, Editora Schwarcz Lda.
DAVIS Wade, 2009, The Wayfinders. Why Ancient Wisdom Matters in the Modern World, Toronto, House of Anansi Press.
GABRIEL O., LANGE K. et alt (editors), 2005, Fish Catching Methods of the World, Oxford, Blackwell Publishing.
GILLIS John R., 2012, The Human Shore: Seacosts in History, Chicago and London, The University of Chicago Press. [B]
PÁLSSON Gísli, 1994, "The Idea of Fish: land and sea in Icelandic World-view", in Roy Willis (editor), 1994, Signifying Animals: Human Meaning in the Natural World, Routledge, pp. 114-127. [B]
PROBYN Elspeth, 2016, Eating the Ocean, Durham and London, Duke University Press.
VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto e Fernando Galhano, 1964, Palheiros do Litoral Central Português, Lisboa, IAC/Centro de Estudos de Etnologia Peninsular. [B]
Bibliografia Opcional
BACHELARD Gaston, 1989, A Água e os Sonhos. Ensaio sobre a imaginação da matéria [1942], São Paulo, Martins Fontes.
BATAILLE-BENGUIGUI Marie-Claire, 1992, "Pêcheurs de mer, pêcheurs de terre - la mer dans la pensée tongienne", Études Rurales 127-128: 55-73.
BOISSEVIN Jeremy and SELWYN Tom (editors), 2004, Contesting the Foreshore. Tourism, Society, and Politics on the Coast, Amsterdam University Press.
BRANDÃO Raul, s/d, Os Pescadores [1893-1923], Lisboa, Ulisseia.
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TOMÁS Júlia, 2013, Ensaio sobre o Imaginário Marítimo dos Portugueses, Braga, CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade - Universidade do Minho.
TRINDADE José Maria, 2009, A Nazaré dos pescadores: identidade e transformação de uma comunidade marítima, Leiria, Edições Colibri. [B]
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VEIGA DE OLIVEIRA, Ernesto, Fernando Galhano e Benjamim Pereira, 1990, Actividades Agro- Marítimas em Portugal [1975], Lisboa, Publicações Dom Quixote. [B]
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Objectivos
A cadeira tem como objectivo a apresentação da Índia através de um olhar eminentemente etnográfico, com base num trabalho de campo de longa duração no Gujarate e em Goa. Ela pretende ilustrar a complexidade e diversidade social e religiosa da "maior democracia do mundo" e respectivas contradições (intocáveis / dalit e outros subalternos), decorrentes, em larga medida, do sistema de castas. O curso elucidará, depois, o protagonismo indiano nos palcos mundiais, com a entrada da Índia na economia transnacional, graças ao desenvolvimento de tecnologias de comunicação e de informação, à entrada no mercado de televisão por satélite e a uma escala de produção cinematográfica a nível internacional ? cuja centralidade é o fenómeno de Bollywood. Será, finalmente, apresentado aquele que é um dos mais estruturados fluxos de pessoas e de grupos, a diáspora indiana no mundo, com particular incidência no contexto português.
Programa
1.Programa e objectivos programáticos. Metodologia. Formas de avaliação.
2. A Índia 2.1.Nacionalidade, língua, religião. 2.2.Singularidade e negociação cultural
3. A democracia indiana 3.1. Complexidades 3.1. Paradoxos 3.3. A Índia e os seus subalternos
4. O sistema de castas 4.1.Endogamia,'endocozinha' e especialização profissional. 4.2. Oposição pureza/impureza ritual.
5. Índia e Hinduísmo. 5.1. Princípios e conceitos estruturantes: dharma e karma; samsara e moksha. 5.2.A bhakti. 5.2.1.Revelação e devoção. 5.3.Os deuses hindus. 5.4.A deusa. Shakti e a fertlidade sócio-cosmogónica.
6.Outros cultos.
7. A Índia e o mundo contemporâneo 7.1. Globalização, migrações e diáspora. 7.2. Culturas de media 7.3. Bollywood
Processo de Avaliação
A avaliação tem três componentes principais assiduidade e participação na aula (15%), seminário (30%) e dois trabalhos escritos (55%), nos termos descritos abaixo (processo de ensino-aprendizagem).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Beteille, André, 1996, cap. 6, 'Caste in Contemporary India', in - -Fuller, Christopher, org., Caste Today, Delhi, Oxford University Press, pp. 150-179; Fuller, Christopher J., 1992, The Camphor Flame. Popular Hinduism and Society in India, Princeton: Princeton University Press; Guha, Ramachandra, 2007, India after Gandhi. The History of the World's Largest Democracy, New York, Harper Collins; Gupta, Dipankar, 2000, Interrogating Caste. Understanding Hierarchy & Difference in Indian Society, Delhi, Penguin; Perez, Rosa Maria, 2004, Kings and Untouchables. A Study of the Caste System in Western India, Delhi, Chronicle Books, edição prefaciada; Sharma, Shashi, 2007, The Elephant, the tiger and the cell phone. Reflections on India. The Emerging 21st Century Power, Nova Iorque, Arcade Publishing; Varma, Pavan K., 2004, A Índia no Século XXI, Lisboa, Editorial Presença; Woopert, Stanley, 1991, India, Berkeley, University of California Press.
Bibliografia Opcional
Appadurai, Arjun, 1988, "Putting Hierarchy in Its Place", Cultural Anthropology, vol. 3: 36-49; Appadurai, Arjun, 1986, "Is Homo Hierarchicus? ? A Review Essay," American Ethnologist, 13 (4): 745-761; Bailey, Susan, 1999, Caste, Society and Politics in India from the Eighteen Century to the Modern Age, Cambridge, Cambridge University Press; Biardeau, Madeleine, 1981, L?Hindouisme. Anthropologie d?une civilisation, Paris, Flammarion ; Bose, Brinda, ed., 2002, Translating Desire. The Politics of gender and Culture in India, New Delhi, Katha; Brah, Avtar, 2008, 'The Asianin Britain', in Ali, N., V.S. Kalra e S.S. Sayyd, orgs., A Postcolonial People. South Asians in Britain, pp. 62-74;Nova Iorque, Columbia University Press; Brah, Avtar, 1996, Cartographies of Diaspora. Contesting Identities, Nova Iorque, Routledge; Chakrabarty, Dipesh, 1997, 'Postcoloniality and the Artifice of History: Who Speaks for 'Indian? Past?' in Guha, Ranajit, 1997, org., A Subaltern Studies Reader, 1986-1995, Mineapolis: University of Minnessota Press; Cohn, Bernard, 1987, An anthropologist among the historians and other stories, Delhi: Oxford University Press; Das, Veena, 1994 [1989], "Subaltern as Perspective", in Ranajit Guha ed., 1994 [1989], Subaltern Studies VI, Delhi, Oxford India Paperbacks; Dirks, Nicholas B., 2001, Castes of Mind. Colonialism and the Making of British India, Princeton, Princeton University Press; Dumont, Louis, 1966, Homo Hierarchicus. Le Système de Castes et ses Implications, Paris, Gallimard ; Dudrah, Rajinder Kumar, 2006, Bollywood: Sociology goes to the movies, Delhi, Sage Publications; Dwyer, Rachel, 2000, All you want is money, all you need is love: sexuality and romance in modern India, Nova Iorque, Cassel; Embree, Ainslie T., 1989, Imagining India. Essays on Indian History,Delhi e Nova Iorque, Oxford University Press; Fisher-Tiné, Harald and Michael Mann, 2004, Colonialism as Civilising Mission. Cultural Ideology in British India, London, Anthem Press; Fuller, Christopher, org., Caste Today, Delhi, Oxford University Press; Gillespie, Marie, 2002, 'Dynamics of Diasporas: South Asian Media and Transnational Cultural Politics', in Gitte Stald e Thomas Tuffe, orgs., Global Encounters: Media and Cultural Transformation, Luton, University of Luton Press; pp. 173-193; Guha, Ranajit, 1997, org., A Subaltern Studies Reader, 1986-1995, Minneapolis: University of Minnesota Press; Huggam, Graham, 2001, The Post-Colonial Exotic. Marketing the Margins, NY, Routledge; Jeffrey, Craig, 2001, "'A fist is stronger than five fingers': caste and dominance in rural north India", Royal Geographical Society, pp. 217-236; Jeffery, Patricia and Amrita Basu, eds, 1998, Appropriating Gender. 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Culture, Society, Policy', expert brief paper, Academic Network of European Research Related to India (ANERI), www.encari.com; Rajadhyaskha, Ashish, 'The Bollywoodization of Indian Cinema: Cultural Nationalism in a Global Arena', Inter-Asia Cultural Studies, 4(1), pp. 25-39, 2003; Rajadhyaskha, Ashish, Viewership and Democracy in the Cinema?, in Ravi Vasudevan, ed, Making Meaning in Indian Cinema, New Delhi, Oxford University Press, 2010; Rajan, Sunder Rajeswari, 1993, Real and Imagined Women. Gender, Culture and Postcolonialism, London and New York, Routledge; Sivaramakrishna, K., 2002, ?Situating the Subaltern: History and Anthropology in the Subaltern Studies Project?, in Luden, David, 2002, ed. Reading Subaltern Studies. Critical History, Contested Meaning, and the Globalisation of South Asia, Delhi, Permanent Black; Van de Veer, Peter, 1996, Religious Nationalism. Hindus and Muslims in India, Delhi, Oxford University Press; Waligora,M., 'What Is Your Caste?' in H. Fischer- Tiné and M. Mann, eds., 2004, Colonialism as Civilizing Mission: Cultural Ideology in British India, London, Anthem Press;
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Objectivos
Apresentar o campo disciplinar da Antropologia do Turismo no seu processo de constituição e nas suas principais referências bibliográficas. Desenvolver um quadro de noções para a redução crítica do conceito de turismo que permita a aplicação de procedimentos etnográficos sobre os seus fenómenos:Hospitalidade, Autenticidade e o lugar do Etnógrafo e da Etnografia em contexto de turismo.
Programa
1º A constituição do campo disciplinar da Antropologia do Turismo. Os textos fundadores. O processo histórico. Parâmetros para a construção de objectos científicos no campo dos fenómenos turísticos. As férias. O nacionalismo. Os meios de alcance. A "ciceronía".O sistema turístico e a relevância antropológica das suas dinâmicas. 2º Hospitalidade, Autenticidade e o lugar do etnógrafo e da etnografia em contexto turístico. 3º Exercício prático de aplicação.
Processo de Avaliação
Avaliação periódica: 1ºteste 20%; 2ºteste 30%; ensaio e relatório do exercício 50%. Avaliação Final: Exame.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
BOYER, Marc L'invention du tourisme, Gallimard, Paris, 1996. CRICK, Malcolm "Representations of international tourism in the social sciences: sun, sex, sights, savings and servility". Annual Review of Anthropology 1989, 18, 307-44. NASH and SMITH "Anthropology and Tourism" Annals of Tourism Research vol.18,p.p.12-25,1991. SAMPAIO,Sofia "Estudar o turismo hoje: Para uma revisão crítica dos estudos de turismo" Etnográfica, vol.17,(1), 2013. SILVA, Maria Cardeira da Outros trópicos. Novos destinos turísticos, novos terrenos da antropologia. Livros Horizonte, Lisboa, 2004. (ISBN 972-24-1303-1) URRY, John The tourist gaze. Leisure and travel in contemporary societies. Sage, London, 1990. (ISBN 0761973478)
Bibliografia Opcional
BOISSEVAIN, Jeremy (Ed.) Coping with tourists. European reactions to mass tourism. Berghahn Books, Oxford, 1996. (ISBN 1571819002) BOORSTIN, Daniel The Image: A guide to pseudo events in america. Atheneum, New York, 1962. BOYER, Marc L´invention du tourisme. Gallimard, Paris, 1996. BRUNER, Edward M. "On cannibals, tourists and ethnographers". Cultural Anthropology. 1989, 4(4): 438-445. BRUNER,E.and KIRSHENBLATT-GIMBLETT,B. "Maasai on the Lawn:Tourist realism in East Africa" Cultural Anthropology, 9(4): 435-470, 1994. BRUNER, Edward M. "The ethnographer/tourist in Indonésia" in Lanfant, Allcock and Bruner (Eds.) International Tourism. Identity and Change SAGE, 1995. (ISBN 0-8039-7513-9) CLIFFORD,James Routes.Travel and Translation in the Late Twentieth Century, Harvard University Press,1997. CORBIN, Alain L´avènement des loisirs. 1859-1960 Aubier, Paris, 1995, (ISBN 2-7007-2247-7) CRICK, Malcolm "Representations of international tourism in the social sciences: sun, sex, sights, savings and servility". Annual Review of Anthropology 1989, 18, 307-44. ENZENSBERGER, Hans Magnus "A Theory of Tourism" New German Critique, 23,nº68,1996(1958). HANDLER,Richard "Authenticity" Anthropology Today, vol.2,nº1,1986. LÖFGREN, Orvar On Holiday. A history of vacationing, University of California Press, London, 1999. Mac CANNELL, Dean The tourist. A new theory of the leisure class. Schocken Books. New York, 1989 (1976). NASH and SMITH "Anthropology and Tourism" Annals of Tourism Research vol.18,p.p.12-25,1991. PINA, Paulo Portugal. O turismo no séc. XX, Lucidus Publicações Lda, Lisboa, 1988. PITT-RIVERS, Julian "The law of hospitality"(1977) HAU:Journal of Ethnographic Theory 2(1):501-517,2012. RAPOSO, Paulo "Do Ritual ao Espectáculo" in Por Detrás da Máscara. Ensaio de Antropologia da Performance sobre os Caretos de Podence". ICM, págs. 63-94, Lisboa, 2010. SAMPAIO,Sofia "Estudar o turismo hoje: Para uma revisão crítica dos estudos de turismo" Etnográfica, vol.17,(1), 2013. SILVA, Maria Cardeira da Outros trópicos. Novos destinos turísticos, novos terrenos da antropologia. Livros Horizonte, Lisboa, 2004. (ISBN 972-24-1303-1) SMITH, Valene (Ed.) Hosts and guests. The anthropology of tourism. (2ª ed.) University of Pennsylvania Press, Philadelphia, 1989 (1977). URRY, John The tourist gaze. Leisure and travel in contemporary societies. Sage, London, 1990. (ISBN 0761973478)
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Objectivos
Esta unidade curricular tem como finalidade discutir a relação entre crime e justiça seguindo a perspectiva crítica da sócio-antropologia. O programa enfatiza o nexo fundamental entre a noção de crime e o significado da justiça, e a forma como a cultura está profundamente imbuída nas suas representações e percepções. Dá-se particular relevância a temas contemporâneos em que se discuta poder e desigualdade; legal e ilegal; discriminação e direitos humanos; género e segurança humana. Um dos principais objectivos desta unidade curricular é promover o debate entre os estudantes recorrendo a discussões informadas teoricamente, no desenvolvimento de um conhecimento crítico sobre crime e justiça na sociedade contemporânea, em que o conceito de segurança humana se assume como um instrumento analítico válido.
Programa
P1: Análise histórica dos conceitos de crime e justiça desde o final do século XIX até à actualidade: criminology, antropologia criminal, sociologia P2: Assimetrias de poder e desigualdade: discussão de conceitos e de contextos P3: O acto criminoso - como uma forma de combater a discriminação e a pobreza P4: O acto criminoso - como uma forma de obter segurança P5: O acto criminoso - a sua banalização na vida quotidiana P6: Differentes perspectivas de justiça: o tribunal e a justiça popular P7: Crime e Género - complexidades, mitos, desmistificações P8: Crime nos media e representações públicas do medo P9: Segurança Humana - um novo enquadramento teórico e prático para compreender o crime e a justiça em contextos socio-economicos diversificados P10 - liberdade para escolher; liberdade de não ter medo; liberdade para viver em dignidade - os conceitos básicos da segurança humana
Processo de Avaliação
Avaliação continua ou final. A Avaliação continua pressupõe 3 instrumentos: 1 apresentação oral em aula (40%); 1 ensaio escrito final (50%) participação activa nas discussões/debates promovidos em aula (10%) Esta modalidade de avaliação obriga à frequência de 80% das aulas lecionadas.
A Avaliação final consiste na realização de um exame escrito (100%)
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Arendt, Hannah. 1963. Eichman in Jerusalem. A Report on the Banality of Evil. New York: Viking Press. Buzan, Barry, Ole Wæver and Jaap de Wilde. 1998. Security: A New Framework for Analysis. London: Lynne Rienner Publishers Castel, Robert. 2003. L'Insécurité sociale. Qu'est-ce qu'être protégé? Paris: Seuil. Comaroff, Jean and John Comaroff. 2016. The Truth about Crime. Sovereignty, Knowledge, Social Order. Chicago: Chicago University Press. Foucault, Michel. 1995. Discipline and Punish. The Birth of Prison. London: Penguin, trans. Alan Sheridan. Frois, Catarina. 2017. Female Imprisonment. An Ethnography of Everyday Life in Confinement. London and New York: Palgrave Macmillan. Jewkes, Yvonne. 2004. Media and Crime. London and New York: Sage. Kaldor, Mary. 2007. Human Security: Reflections on Globalization and Intervention. London: Polity. Merry, Sally E. 2008. Gender Violence: A Cultural Perspective. Oxford: Wiley-Blackwell.
Bibliografia Opcional
1. Aas, Katja Franko and Mary Bosworth, eds. 2013. The Borders of Punishment: Migration, Citizenship, and Social Exclusion. Oxford: Oxford University Press 2. Bosworth, Mary and Flavin, J., eds. 2007. Gender, Race and Punishment: From Colonialism to the War on Terror. New Brunswick: Rutgers University Press 3. Breckenridge, K. (2014) Biometric State.The Global Politics of Identification and Surveillance in South Africa, 1850 to the Present. Cambridge: Cambridge University Press. 4. Caplan, J. and Torpey, J. (eds) (2001) Documenting Individual Identity: The Development of State Practices in the Modern World. Princeton: Princeton University Press. Cole, S. (2001) Suspect Identities: A History of Fingerprinting and Criminal Identification. Cambridge, MA: Harvard University Press. 5. Drake, Deborah, Rod Earle and Jennifer Sloan, eds. 2015. Palgrave Handbook of Prison Ethnography. London and New York: Palgrave Macmillan. 6. Frois, Catarina. 2013. Peripheral Vision. Politics, Technology and Surveillance. London and New York: Berghahn 7. Holbraad, Martin and Morten Axel Pedersen, eds. 2013. Times of Security: Ethnographies of Fear, Protest, and the Future. New York: Routledge. 8. Kaldor, Mary and Joseph E. Stiglitz, eds. 2013. The Quest for Security: Protection Without Protectionism and the Challenge for Global Governance. New York: Columbia University Press. 9. Machado, H. and Prainsack, B. 2012. Tracing Technologies: Prisoners? Views in the Era of CSI. Farnham, UK: Ashgate. 10. Maguire, Mark, Catarina Frois and Nils Zurawski, eds. 2014. The Anthropology of Security. Perspectives from the Frontline of Policing, Counter-terrorism and Border Control. London: Pluto Press. 11. Parnell, Philip and Stephanie Kane, eds. 2003. Crime?s Power. Anthropologists and the Ethnography of Crime. New York: Palgrave 12. Webster, W., To?pfer, E., Klauser, F.and Raab, C. (eds) Video Surveillance Prac- tices and Policies in Europe. Amsterdam: IOS Press. 13. Scheper-Hughes, Nancy. 1989. Death Without Weeping. The Violence of Everyday Life in Brazil. Berkeley: University of California Press 14. Sykes, G. 1958. The Society of Captives. A Study of a Maximum Security Prison. Princeton: Princeton University Press. 15. Wacquant, Löic. 2000. Prisons of Poverty. Minneapolis e Londres: University of Minnesota Press. 16. United Nations Trust Fund for Human Security - http://www.un.org/humansecurity/ 17. Eriksen, Thomas Hylland, Ellen Bal and Oscar Salemink, eds. 2010. A World of Insecurity. Anthropological Perspectives on Human Security. London and New York: Pluto Press. 18. Fassin, Didier et al. 2013. Juger, Réprimer, Accompagner. Essai sur la Morale de L?État. Paris: Seuil.
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Objectivos
1. Proporcionar um contacto com ambientes profissionais de prática antropológica em instituições públicas ou privadas, associações, colectivos ong's. 2. Colaborar no desenho, e/ou criação e/ou execução de projetos de intervenção/exposição/investigação em curso. 3. Adquirir competências analíticas e de reflexão crítica (escritas e orais) através de elaboração de relatório final 4. Desenvolver competências éticas e profissionalizantes de trabalho
Programa
O Programa da UC decorre dos diversificados processos de integração de estudantes (em equipes ou individualmente) em contextos e ambientes profissionalizantes ligados ao universo da antropologia (instituições públicas e privadas, associações e colectivos, ONG com quem exista ou se venha a criar protocolos de acordo). Os conteúdos de cada estágio serão criados mediante programa de estágio a criar com cada parceiro de acolhimento de Estágio, nomeadamente através de articulação entre supervisor de estágio no exterior e orientador no ISCTE. P1. Design de pesquisa e prática etnográfica: ferramentas e instrumentos metodológicos (observação participante, entrevistas, métodos biográficos, métodos visuais, documentação e catalogação, análise textual) P2. Código deontológico e de inserção laboral em contexto profissional P3. Elaboração de Relatório Final
Processo de Avaliação
Assiduidade ao estágio e parecer do supervisor externo de estágio - 30% Participação nos seminários - 20% Relatório Final de Estágio - 50%
Não existe exame final.
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Atkinson, P. & Hammersley, M. (1983) 1994 Etnografia. Métodos de Investigación, Paidos, Barcelona, Buenos Aires e México. Beaud, Stéphane & Weber, Florence 1998 Guide de L'Enquête de Terrain, Paris, La . Decouverte ed. Burguess, R.G. (1984)1997 A Pesquisa de Terreno, Celta, Oeiras Santos Silva, A. & Madureira Pinto, J. 1986 Metodologias das Ciências Sociais, Porto, Afrontamento Sluka, Jeffrey S. & Antonius C. G. M. Robben (2007) Ethnographic Fieldwork. An Anthropological Reader. Wiley Blackwell, Anthologies in Social and Cultural Anthropology VVAA, Ethnologia (6-8), 1997, Nova Série, "Trabalho de campo", dossier org. por Maria Cardeira da Silva Rabinow, Paul & George E. Marcus, James D. Faubion, Tobias Rees (2008) Design for an anthropology of the contemporary, Duke University Press, London & Dhuram
Bibliografia Opcional
A restante bibliografia deverá corresponder às sugestões que cada orientador fornecer em função da temática e do objectivo de cada estágio.
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Objectivos
1. Adquirir uma visão histórica e conjuntural das abordagens antropológicas sobre o género enquanto categoria social de diferenciação e as emoções, através da análise das principais correntes teóricas, problemáticas e metodologias de investigação; 2. Apreender a diversidade e o significado experiencial do género e das emoções e as suas implicações na constituição das relações de poder;
Programa
Depois do período de inovação reflexiva introduzido pelo desenvolvimento dos estudos sobre o género, assistimos ao desenvolvimento de uma reflexão sobre as emoções que adquiriram uma relevância considerável nas ciências sociais. Os discursos sobre as emoções e os conteúdos das categorias de género são modelados pelos contextos culturais e históricos. As orientações introduzidas pelas perspectivas interpretativistas e pela teoria da prática conduziram a um investimento renovado do estudo das emoções. Através da análise etnográfica das emoções esta cadeira visa discutir a importância das dimensões sociais na experiência emocional. Enquanto dimensões de articulação da experiência individual, as emoções enformadas pelas categorias de género, tornam-se importantes dispositivos de legitimação das hierarquias sociais. Categorias de género e emoções constituirão o pano de fundo para abordar questões sobre processos de constituição de relações de poder em níveis diversos da acção social.
Processo de Avaliação
A avaliação desta disciplina será feita em regime de avaliação continua com base em participação nas aulas (10%), capacidades de exposição e argumentação oral (seminários e debates - 30%), capacidades de exposição e argumentação (1 ficha de leitura 20%, 1 ensaio escrito 40%).
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Abu-Lughod L. e Lutz C. 1990, Emotion, Discourse, and the Politics of Everyday Life, in Abu-Lughod L. e Lutz C. (eds), 1990 Language and the Politics of Emotion, CUP,1-19. ALMEIDA, Miguel Vale de (1995), Senhores de si. Uma interpretação antropológica da masculinidade. Fim de Século CAPLAN, Pat (1988), Engendering Knowledge. The Politics of Ethnography Anthropology Today. 4 (6): 14-17 LIMA, Antónia Pedroso de (1993) A importância das emoções: novos caminhos no estudo do parentesco e da família. In Perspectivas en el estudio del parentesco y la familia. Tenerife. Lutz C. 1986, Emotion, Thought, and Estrangement: Emotion as a Cultural Category, Cultural Anthropology 1, 3: 287-309. ROSALDO, Michael (1984), Toward an Anthropology of Self and Feeling. In SHWEDER, R e LEVINE, R. (ed.s) Culture Theory: Essays on Mind, Self and Emotion. Cambridge University Press YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (Ed.s), Naturalizing Power. Essays in Feminist Cultural Analysis, London, Routledge
Bibliografia Opcional
Abu-Lughod L. e Lutz C. 1990, Emotion, Discourse, and the Politics of Everyday Life, in Abu-Lughod L. e Lutz C. (eds), 1990 Language and the Politics of Emotion, Maison des Sciences de l?Homme and Cambridge University Press, Cambridge, pp.1-19. ALMEIDA, Miguel Vale de (1995), Senhores de si. Uma interpretação antropológica da masculinidade. Lisboa: Fim de Século Butler, Judith 2003 ?O parentesco é sempre tido como heterossexual? Cadernos Pagu (21): pp.219-260. CAPLAN, Pat (1988), Engendering Knowledge. The Politics of Ethnography Anthropology Today. 4 (6): 14-17 COLE; Saly, (1994) Mulheres da Praia. O trabalho e a vida numa comunidade costeira portuguesa. Lisboa: Publicações Dom Quixote GIDDENS, A., 1994 [1991], Modernidade e Identidade Pessoal, Oeiras, Celta GRASSI, Marzia (2003) Rabidantes: comércio espontâneo transnacional em Cabo Verde. ICS - Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa pps:225-266 LIMA, Antónia Pedroso de (1993) A importância das emoções: novos caminhos no estudo do parentesco e da família. In Perspectivas en el estudio del parentesco y la familia. Vol. 4 Actas do VI Congreso de Antropologia Espanhola. Tenerife. LUTZ, Catherine. (1990), Engendered Emotion. Gender, Power and the rhetoric of emotional control in American discourse. LUTZ, Catherine and ABU-LUGHOD, L. (ed.s) Language and the Politics of Emotion. Cambridge: Cambridge University Press. HOWELL, Signe and Marit MELHUUS (1993) The study of kinship; the study of person; a study of gender? In Teresa DEL VALLE (ed) Gendered Anthropology. London: Routledge Ortner, Sherry (1974) ?is female to nature what man is to culture? In Rosaldo, Michelle and Luise Lamphere ?Women culture and society, A theoretical overview? Stanford University press PINA CABRAL, João de (2004), O homem na família. Lisboa, ICS. Rodrigues, Carla 2005 ?Butler e a desconstrução do género? In Estudos Feministas, Florianópolis, 13(1): 216 Rosaldo, Michelle (1974) Women culture and society, A theoretical overview? In Rosaldo, Michelle and Luise Lamphere ?Women culture and society, A theoretical overview? Stanford University press ROSALDO, Michael (1984), Toward na Anthropology of Self and Fealing. In SHWEDER, R e LEVINE, R. (ed.s) Culture Theory: Essays on Mind, Self and Emotion. Cambridge: Cambridge University Press YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (1995), ?Naturalizing Power? in YANAGISAKO, Sylvia and Carol DELANEY (Ed.s), Naturalizing Power. Essays in Feminist Cultural Analysis, London, New York, Routledge
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Objectivos
A UC pretende por um lado analisar a especificidade da perspectiva antropológica da música em relação à abordagem sociológica e à etnomusicologia. Por outro lado explorar as distinções e contrastes entre música e palavras bem como a questão da impossibilidade de tradução da música. Centrada na música europeia dita clássica bem como nas manifestações musicais não clássicas em contexto urbano, a UC visa fornecer aos estudantes ferramentas que permitam compreender o que distingue as expressões musicais em relação ás expressões textuais. Através de temas como o orientalismo na música, a relação entre música e nacionalismos, o sincretismo musical e a repetição, a UC procura sensibilizar os alunos à análise crítica das formas musicais.
Programa
1:As abordagens sociais e culturais da música:a)Sociologia da música;b)Etnomusicologia;c)Etnografia da prática musical d)Antropologia da música/antropologia e música:diferenças e contrastes 2:O eu e o outro na música a)O Outro de dentro:Béla Bartók-Danças romenas-1917;B. Britten-Folk song arrangement b)O Orientalismo na ópera:Aida de G. Verdi; A Africana de G. Meyerbeer ou Vasco da Gama na ópera e Jessonda de L. Spohr 3:As Mythologiques de Lévi-Strauss como construção musicala)Mito e música:função mítica e formas musicais b)O mito na música:O Ring de Wagner c)a questão da intraduzibilidade 4:Antropologia e jazz:a)Do ?Antropology?-1945 de Charlie Parker/D. Gillispie à antropologia do jazz; b) Sincretismos e Transnacionalismos 5:Nacionalismo,world music e passagens culturais:a)Existem músicas nacionais? B)World music e a aparente dissolução das fronteiras nacionais;c)Do ?West meets East? à ?Passages? (Shankar/Glass); d) propriedade cultural e direitos
Processo de Avaliação
A avaliação final implica : 1) Avaliação continua : a) participação nas aulas e leituras prévias para cada sessão e/ou audição de excertos musicais (20%) b) um ensaio final baseado num dos blocos do programa (80%)
2) Final Exam
Bibliografia
Bibliografia Obrigatória
Jamin J. et P. Williams, Une anthropologie du jazz , Paris, Editions du CNRS, 2010 Jazz et anthropologie?, L?Homme nº 158, 2001. Kramer l., 'Classical Music and its Values', Why Classical Music still Matters? , University of California Press, 2007, pp. 1-38. Levi- Strauss, 'Ouverture', Mythologiques. Le Cru et le Cuit, pp. 1-40. Lévi-Strauss, 'De Chrétien de Troyes à R. Wagner',Note sur la Tétralogie » Le Regard éloigné, 1983, pp. 301-324. Mackenzie J., Orientalism: History, theory and the arts (chapter 6), Manchester University Press, 2005 Musique et Anthropologie?, L?Homme, nº171/172, 2004 Said E., Music at the Limits, Columbia University Press, 2009 Scott D. Orientalism and Music Style?, The Musical Quarterly 1998, pp.309-335. Scruton, The Ring of Truth. The Wisdom of Wagner's Ring of the Nibelung, Penguin Books, 2017. Seeger A., « Ethnomusicology and musical law », Ethnomusicology 1992, pp.345-359
Bibliografia Opcional
Atkinson P, Everyday Arias: An Operatic Ethnography, Altamira Press, 2006 Blacking, J., How Musical is Man ?,University of Washington Press,1973 Donin N & F Keck , « Lévi-Strauss et la musique : dissonances dans le structuralisme », Revue d?histoire des sciences humaines 2006, 14 (1) : 101-136 Feld, S. « The Discourses and Practices of World Music and World Beat », in Marcus G. and F. Myers, The Traffic in Culture : Refiguring Art and Anthropology, University of California Press, 1995, pp.96-126. Feld S., 'Sound as a Symbolic system: The Kaluli Drum' in Howes ed., The Varieties of Sensory Experience, 1991, pp.79-99. Feld S., 'The Sweet Lullaby for World Music', Public Culture, 2000, 12(1), 145-171. Kelley, R. Africa Speaks. America Answers: Modern Jazz in Revolutionary Times, Harvard University Press, 2012 Kubik G., Africa and the Blues, University Press of Mississippi, 1999 Ledent D. « Claude Lévi-Strauss et les formes symboliques de la musique », L?Homme, 2012 :107-120 Lévi-Strauss, Regarder, Écouter, Lire, 1993. Lévi-Strauss C. et D. Éribon, De près et de loin, Odile Jacob, 1988 Mâche, F. « Lévi-Strauss et la musique », Critique, 1999, 154-168 Nattiez, J.J, 2008 Lévi-Strauss musicien. Essai sur la tentation homologique, Actes Sud, 2008. Novak D., 'The Sublime Frequencies of New Old Media', Public Culture,2011, pp. 603-634. Porter E. What is this Thing called Jazz? African American Musicians and their Ideas, University of California Press, 2001 Simmel G, Études psychologiques et ethnologiques de la musique 1882 Weber M Les Fondements rationnels et sociaux de la musique, Métaillé, 1998
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